13 de janeiro de 2010

Os Condenados

Hoje tava na casa do meu tio em Maricá e vi um filme com meus primos: Os Condenados.

A história é super diferente e interessante. Quer ver só?



Um produtor decide ter uma idéia de programa de TV que tem tudo para ser um sucesso. Ele "pega emprestado" dez presidiários de países subdesenvolvidos que estão no corredor da morte em todo o mundo. E os coloca em uma ilha deserta, onde serão vigiados 24 horas por dia, por cerca de 400 câmeras, como um reality show. O objetivo? Eles TÊM que se matar, até que só reste um sobrevivente.
Caso após um período de 30 horas houver mais de um sobrevivente, ambos morrerão. Tenso, não? Para que não fujam, todos ganham um dispositivo preso ao tornozelo que, se eles tentarem arrancar para fugir dali, aquilo explode na hora. Mais tenso ainda.

Claro que nenhuma emissora aceita transmitir esse reality show sanguinário. Logo a produção encontra um meio: a internet. A partir de 49,90 dólares, uma pessoa pode assistir esse programa de seu computador.

Milhões de pessoas passam a assistir e sustentar o programa. Complicado, né?

Pois então, esse filme altamente emocionante e cheio de crítica à mídia do mundo moderno é eletrizante. E daqueles que a gente não levanta do sofá por nada. Só não digo que o filme é nota 10. Acho que uns 9 tá bom. Eles poderiam colocar menos sangue e mais charadas, coisas inteligentes que acabam com os neurônios do espectador. De qualquer forma é um filme ótimo.


os carinhas se matando

10 de janeiro de 2010

O último rei da Escócia

Hello!!!!
(eu preciso dar um tempo nessa vida de blogueira tagarela..)

Ontem eu assisti ao filme que passou no Super Cine, na Globo. Eu só conhecia o nome do filme "O último rei da Escócia", não tinha a menor idéia sobre o que era. Mas eu tava desligando o PC e o filme estava começando. E quando eu vi um médico chegando na África (eu sonho em fazer parte dos Médicos Sem Fronteiras desde que assisti "Amor sem Fronteiras", com a Angelina Jolie) me prendi ao filme. E fiquei lá, pilhadona assistindo. Meu Deus, o filme é MARAVILHOSO!!!!

Nicholas é um jovem médico escocês que vai trabalhar em Uganda, na década de 1970 ( eu adivinhei que o filme se passa na década de 1970 por causa do visual cafona do pessoal). Lá, ele começa a trabalhar com Sarah e David, um casal de médicos missionários em uma aldeia. Tudo está relativamente tranquilo(se não fosse o desejo de Nicholas pela Sarah), até que o vilarejo onde estão morando é visitado por Amin, o novo presidente do país.

Amin sofre um pequeno acidente e torce uma das mãos. E é Nicholas quem imobiliza a mão do presidente. Amin então simpatiza com nosso jovem médico e o convida para ser seu médico particular de agora em diante. A princípio, Nicholas hesita, mas por fim aceita a oferta. E depois de pouco tempo passa a ser conselheiro do presidente.

Nicolas agora está envolvido até o pescoço na política de Uganda. Participa de grandes eventos sociais e assiste ao massacre que a ditadura de Amin está fazendo com aquele país. Para piorar, Nicolas ainda se envolve com uma das esposas do presidente. Sério, gente, eu fiquei desesperada enquanto assistia ao filme, o cara tava em confusões que se acumulavam como uma avalanche de neve.
Bem, e pra saber o final de tudo, basta assistir ao filme, porque eu não vou contar...

Quero fazer algumas observações:
- A íris dos olhos do cara que faz o Nicholas são fascinantes. Os olhos deles nem são tão bonitos assim, mas a cor... É um azul super diferente.
- Ressaltar que minha personagem favorita no filme não foi ninguém do círculo central. O médico assistente de Nihcolas, um nativo de Uganda, foi o cara mais legal do filme. Principalmente quando a situação tava feia, já no fim do filme, com todo mundo se matando e ele diz que está cansado de tanto ódio naquela nação. E decide dar sua contribuição para a melhora, mesmo que custe a sua vida.
- O filme é baseado em fatos reais. Uma excelente aula de história, sociologia...


Cena em que Amin conhece Nicholas (repare na Sarah ao fundo)



cena em que Nicholas lança um olhar cheio de segundas intenções para a mulher do presidente (safadinho, hein!)


Nicholas, o braço direito de Amin



Beijinhos e hasta la vista babies!

9 de janeiro de 2010

Diário de Patrícia - II

Terça-feira, 21 de abril

Hoje eu fui ao cinema com Cecília e Dani. Eu achei uma atitude muito imbecil ir ao cinema hoje, feriado nacional. Como ninguém tem nada pra fazer, vai todo mundo pro cinema. Mas achei melhor nem discutir, porque eu não tava a fim de ficar em casa, até porque papai tava querendo visitar vovó Ana. Vovó Ana é a mãe de papai.

Ela até que é legal. Pra uma velhinha de 70 anos ela é bem legal. Isso se legal quer dizer alguém que após pedir o divórcio arrumou um namorado vinte anos mais novo, fez uma tatuagem, comprou uma moto e decidiu “vivir La vida loca”. E quando eu chego lá ela fica indignada porque eu não tenho um namorado. Obrigada vovó, mas eu não preciso da senhora pra me lembrar disso.

Bem, voltando. Eu, Ceci e Dani fomos ver um filme que eu jurava que era engraçado, considerando o trailer e tal. Mas o filme só tem coisa indecente. Parece que todo mundo é ninfomaníaco. Como que eles põem um filme desses com censura 14 anos? Eu tenho 15 e não me sinto psicologicamente preparada pra isso. E pra piorar o filme – ou melhorar – encontro Gabriel na sala de cinema.

É, eu tava parada lá, tipo assim, tomando uma Fanta Laranja quando eu olho pro lado e vejo Gabriel. É, simples assim. Mas é claro que meu coração deu uma cambalhota na hora. E a quantidade de Fanta que estava na minha boca desceu minha garganta escorregando e queimando as amídalas. Sério. “Pati?” foi o que ele disse. Eu odeio que me chamem de Pati porque lembra patricinha, mas quando é ele que tá falando, tudo bem. “Oi”, eu disse de volta. Mas aí apagaram as luzes porque o filme ia começar e a gente teve que se concentrar em desligar o celular.

Aquela droga de filme me fez passar vergonha na frente de Gabriel. Porque eu acho que, tipo, não é muito legal a gente ver um filme onde todo mundo só fala de sexo o tempo todo. Minha vontade era fugir, não to brincando.

De qualquer forma, o dia foi horrível porque Ceci ficou mostrando pra mim e pra Dani como o filme era machista, considerando que o casal ia fazer sexo a três e tava procurando uma mulher pra isso e não um homem. Dane-se. Minha vontade era xingar um palavrão bem grande. Ainda bem que no escuro não dá pra ver nossa cara vermelha de vergonha.

Sério, quando que as pessoas vão entender que não se fala durante no cinema?

Depois do filme, eu vi que com Gabriel estava o pessoal da minha antiga escola. E como todos eles são de Maricá também, eu me despedi das meninas e voltei com eles. Afinal, Dani mora em São Gonçalo e Ceci – pasmem – em Itaboraí. E as três estudamos juntas em Niterói.

 Mas foi legal rever o pessoal da minha antiga escola. Não pense que ele é longe da minha casa. O Centro Educacional São Lucas* fica na minha rua. Eu é que nunca vou lá. Mas voltando, todos nós juntos tomamos Milk-shake e depois voltamos pra casa. Ainda bem que o ônibus Niterói-Maricá tem ar-condicionado, porque a temperatura lá fora estava em 33ºC. Eu vi no termômetro. Mas aquele ônibus TEM que ter ar-condicionado, porque o preço da passagem é um roubo.

Contudo, não pense que na volta foi um passeio romântico, sabe como é, comigo e o Gabriel caminhando no anoitecer do ponto de ônibus até o prédio que a gente mora. Fernanda tava com a gente.

Bem, eu tenho que contar a história. Até dezembro eu sofria uma paixão platônica por Eduardo, o cara mais popular do Centro Educacional São Lucas. Ele era dois anos mais velho com a gente, tava no segundo ano do Ensino Médio. Sabe como é, quando o cara é loiro, alto, com olhos azuis hipnotizantes, garotas idiotas como eu se apaixonam. Mas no último verão tudo mudou. Eu fui pra praia com Fernanda e a correnteza da água me puxou. Eu, como não sei nadar, jurava que ia morrer. Já tava pedindo perdão a Deus pelos meus pecados. Então eu apaguei. E vi Gabriel, que eu conhecia desde os cinco anos de idade, por sermos vizinhos em cima de mim. Ele tinha salvado a minha vida.

“Lembra quando eu te disse que você precisava aprender a nadar?” foi o que ele disse naquela hora para mim, enquanto dava um sorriso perfeitamente branco. Eu, mesmo com a garganta seca e com gosto de sal na boca respondi: “Nós tínhamos nove anos e você disse que o professor de natação obrigava a gente a entrar na piscina de água gelada quando fazia frio.”

Aí ele comprou três garrafinhas de água de 500ml cada uma pra mim até que o gosto de sal em minha boca diminuísse e a gente ficou conversando. Até a noite. Principalmente porque Fernanda, que mora no terceiro andar, embaixo da minha casa, tava ficando com Eduardo naquela hora. E nesse instante eu descobri que eu nem gostava tanto de Eduardo. E dias depois me descobri, tipo, completamente apaixonada por Gabriel. Foi quando ele me ajudou a zerar o joguinho do Sonic no videogame. Eu tinha esse trauma. Desde que mamãe ainda era viva que eu tentava zerar o Sonic e nunca que conseguia. E Gabriel me ensinou a vencer o último cara, que dava choque na gente. Quando a mão dele encostou na minha pra pegar o joystick eu percebi que ele era o homem da minha vida. Simples assim

Como eu disse, hoje eu, Fernanda e Gabriel voltamos juntos pra casa. Meu, por que Fernanda adora destruir os meus dias? Sabe como é, talvez se Fernanda não estivesse com a gente ele poderia ver o céu cor-de-rosa de fim de tarde e percebido que nasceu pra mim. Mas Fernanda, seu cabelo loiro de luzes e o tic-tic de seu salto alto não deixaram.

Fomos cada um pro nosso apartamento. Fernanda – 301 ; Gabriel – 401 e eu – 402.
Cheguei em casa há, tipo, mais ou menos uma hora. Papai e Cris ainda não chegaram, devem estar vindo. Estou fazendo um macarrão pra mim porque não agüento mais comer pizza.

Ai. Meu. Deus. O macarrão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Acabei de voltar da cozinha. Eu queimei o macarrão e tá um cheiro horrível de queimado. Vou ter que limpar a panela. Como que Gabriel não sentiu o cheiro de queimado lá do apartamento dele? Ele tinha que aparecer para me salvar – de novo. Droga. Agora aposto que vou comer a pizza que papai e Cris devem trazer.

*nome fictício, não sei se existe um Centro Educacional São Lucas em Maricá.



É muito amor à escrita escrever isso hoje, considerando que hoje fiz vestibular e em Niterói estava 36ºC. Pelo menos foi o que um termômetro entre duas árvores acusava às 17:30.

8 de janeiro de 2010

Quando eu quis parar de comer carne

Gente, já repararam o quanto a nossa vida tem história? A gente fica lendo livros, contos, assistindo filmes... Mas é tanta história no nosso dia-a-dia né? Tem história engraçada, história de amor, história de suspense.
E hoje eu tava super sem paciência de postar algo. Ia até escrever um capítulo do Diário de Patrícia, mas tava tão sem paciência...


Pois bem, estava eu lá, jogando o meu Colheita Feliz do Orkut, e vendi o burro que eu estava alimentando há um tempão. Só que na hora de vender o burro, ele vira um monte de carne. Sério, o desenho do burro vendido é um monte de carne vermelha. Quem já vendeu um burro no Colheita Feliz sabe do que estou falando. E foi essa carne de burro que me fez lembrar uma história que aconteceu comigo seis anos atrás.

Aos onze anos, quando eu estava na quinta série, em 2004, estudava pela manhã e voltava da escola de bicicleta.
Certo dia - mais precisamente uma segunda feira - eu cheguei da escola, tomei banho e fui almoçar. Mamãe tinha feito ensopado de carne com batata, lembro nitidamente.
Estava eu lá, toda feliz, matando minha fome que equivalia a de uns quarenta mendigos, quando papai, da sala, grita pra mim e mamãe, que estávamos na cozinha. "Luciana - esse é o nome de mamãe - olha o que eu achei no jornal!"
Nisso, papai entra na cozinha com o jornal do dia nas mãos. "Carne de jegue traz lucros a produtores cearenses" * , foi o que papai disse enquanto lia a manchete.


"Marcos - esse é o nome de papai - você só pode estar brincando! Não é possível!"
"Ah, não?", papai desafiou mamãe e passou o jornal pra ela. Quando mamãe pegou o jornal eu vi a foto de um jegue, burro, jumento, ou sei lá o que era aquilo. Imediatamente eu cuspi a carne que estava na minha boca.
Mamãe ficou lendo em voz alta a matéria sobre carne de jegue. Dizia que produtores do Ceará estavam criando jegues para vender a carne para o exterior, onde eles eram consumidos como comida exótica.
Eu fiquei horrorizada. Peguei o jornal de mamãe e eu mesma li a matéria. Depois, larguei a comida, escovei os dentes umas quinhentas vezes e enchi a boca de Listerine.
Chocada como eu estava, não aguentava mais ver carne vermelha. Eu lembrava do jegue. Sei lá, comer carne de jegue parecia tão...nojento! Anunciei aos meus pais que eu não ia mais comer carne vermelha. Só frango e peixe a partir de agora.
No dia seguinte, eu estava almoçando frango grelhado. Mamãe vira pra mim e fala: "Não sei que bobeira é essa. Esse frango poderia ser carne de pombo. Ou um daqueles patos imundos do Campo de São Bento**"


Claro que eu cuspi o frango, escovei os dentes e usei listerine depois disso. " Vou comer só peixe", eu anunciei ao voltar a cozinha. Mamãe rebateu: "Quero ver se for na verdade carne de tubarão***"
Eu fiquei então sem comer nenhum tipo de carne durante a semana. Nem ovo. Porque minha mãe tinha mania de falar que ovo era "feto" só pra me irritar.
E como eu não aguentava comer só arroz, feijão e salada, acabava almoçando biscoito. Mas no sábado, depois de tanta fome de comida de verdade, não aguentei e caí de boca na carne assada. Nem lembrei do jegue do jornal.
E é assim que até hoje eu como carne.

Legenda:


*"Carne de jegue traz lucros a produtores cearenses"  - não lembro se foi exatamente essa a manchete, mas era algo parecido. E não, eu não lembro o jornal. Pode ter sido O Fluminense(jornal de Niterói) - mas eu acho que não foi esse, não é o tipo de matéria que O Fluminense publica - , O Globo, ou Extra.

**Campo de São Bento - é um parque localizado em Icaraí, zona sul de Niterói. Mesmo sendo cortado por um valão, tendo muitos pombos e patos de péssimo aspecto, é um lugar amado pelos niteroienses. Afinal, lá tem parquinhos para as crianças, carrinho bate-bate(eu amava aquilo - acho que ainda amo), uma feirinha de artesanato com produtos superfaturados(mas que todo mundo acha lindo), chafariz grandão e muitas árvores, o que torna o ambiente ideal para velhinhos e velhinhas aposentados e pensionistas do INSS (kkk) fazerem suas caminhadas.
Foto de lago do Campo de São Bento:


Foto das aves nojentas que existem lá:


Importante: essas fotos do Campo de São Bento e de outros pontos de Niterói estão disponíveis nesse blog que achei: http://fotosdeamorim.blogspot.com/. Visitem e conheçam minha cidade!


***Tubarão - eu sei que tubarão é peixe, antes que algum engraçadinho diga isso. E sei que muita gente come tubarão. Mas eu acho estranho e nojento porque ele tem cartilagem, que nem nossa orelha.



beijinhos!!!

p.s.1: Sim, eu faço marketing da cidade em que nasci, estudo e não moro. Amo Niterói e nada vai impedir esse amor. 


p.s.2 : Minhas histórias se passam em Niterói  pelo motivo acima. O Diário de Patrícia se passa em Maricá, mas é porque é município vizinho.


p.s. 3: aproveitando que eu tô falando de Niterói, vocês podem procurar por ele na wikipédia. Alguém foi lá e digitou que a minha escola(Colégio Pedro II - UNED Niterói) é a melhor escola pública da região, o que é a verdade. É a única escola secundária federal do município. Bem, de qualquer forma, pra quem puder ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Niterói . Niterói é uma cidade linda que encanta a todos.


p.s.4 : sei que desviei completamente o foco do post.

7 de janeiro de 2010

Indignação

Sim, meus caríssimos leitores, tem que ser muito forte pra suportar. Não vou dizer que não aguento mais, porque seria um baita exagero, considerando que apesar de tudo continuo aqui digitando isso.

Mas a cada dia que se passa tenho certeza que estou passando por uma prova de resistência. Com certeza. dizem que Deus só nos dá a cruz que a gente pode carregar. Então eu devo ter costas bem resistentes, mesmo sendo uma pessoa que não faz nenhuma atividade física que não seja ficar horas em frente ao PC ou lendo na minha casa.

O caso é que, como estou cansada de falar, já reeditei o Missão na Terra - romance em que estou trabalhando há quase um ano - tipo, trocentas vezes. Tá, sinceramente, eu acho que já reeditei umas oito vezes. Umas 100 páginas. Em fonte Arial Narrow 10. Com espaçamento 1,0. E margens 1,5 x 1,5.
Percebeu que é coisa pra caramba, né?

Pois deixe-me explicar tudo o que já passei pelo Missão na Terra. A princípio comecei a todo vapor. Mas eu estudo numa instituição federal de ensino, o Colégio Pedro II. Eu pego quatro ônibus por dia. Engarrafamento horrendo numa das mais complicadas avenidas de Niterói, a Alameda São Boaventura, em pé num ônibus lotado com uma mochila de seis quilos nas costas. Em plena hora do rush.
Tenho trabalhos horrendos e provas assassinas. É natural que eu fique cansada.

Nisso, quando depois de muito esforço, já estou lá pela página 60, um vírus do mal atinge meu computador. E eu perco tudo. Isso mesmo, tudinho. Porque, criatura burra que eu sou, não salvei num pen drive.

A sorte é que eu tinha mandado ele por e-mail pra Isa e ficou salvo. Mas pra Isa eu só tinha mandado as primeiras 30 páginas. Metade do trabalho foi perdido.

Continuei com muito esforço a escrevê-lo. E dessa vez, a salvar no meu MP4. eu sempre mandava uma cópiazinha do meu e-mail do yahoo para o do hotmail de vez em quando. E a salvar uma cópia no computador. Nisso fui até a página 84.

Daí em diante, fiz umas cinco revisões. Pra mim nunca tava bom o suficiente. E todas as revisões eu estava salvando no MP4 direto. Depois da última revisão, continuei escrevendo até a página 130. Mais umas quinze páginas e eu acabava a história. Mas aí, num dia com pressa, saí do PC sem selecionar "Remover hardware com segurança". E perdi tudo. Absolutamente TUDO!!!!!!

Custei a criar coragem pra pegar de novo no livro. Tanto trabalho jogado fora. Agora nas férias fui lá, como promessa de 2010. Como contei a vocês em outro post, reeditei tudo pela última vez. E anteontem, escrevi mais seis páginas, um capítulo que eu, particularmente, amei. Redividi os capítulos. Fiz um símbolo de estrelinha rosa no começo de cada capítulo.

Como eu não suporto mais olhar na cara do meu MP4, salvei uma cópia no PC. Mandei uma cópia do meu yahoo para o meu hotmail. E outra do meu hotmail para o meu yahho. Pensei: "agora tá salvo"

E há meia hora, quando eu fui abrir meu livrinho para escrever mais, ele estava como antes, com as 84 páginas. Sabe a revisão toda? Sabe o capítulo fofo? Sabe as estrelinhas rosas e a redistribuição de capítulos? Sumiu. sumiu mesmo.
EU NÃO SEI COMO.

Pelo amor de Deus, se eu mandei por e-mail, devia estar do jeito que eu mandei, certo?
Fui abrir o que eu mandei do hotmail. Fui abrir o que eu mandei do yahoo. E tudo o que eu havia feito sumiu. E EU ME LEMBRO NITIDAMENTE DE SALVAR.

Eu nunca acreditei em diabo nem inferno. Mas a coisa tá sinistra. Nessas horas dá uma vontadezinha bem louca de desistir de tudo, entende? De pegar essa droga desse computador e jogar pela janela.(obs.: eu moro  no quinto andar, seria perca total).

E por isso, ao invés de reeditar tudo, eu vim simplesmente postar aqui. Porque se eu falar pra alguém, ninguém vai acreditar. quero dizer, que louco acreditaria em algo tão SOBRENATURAL?

E para piorar, eu o Minha Fazenda do orkut não abre desde o dia 29 de dezembro. E eu, que estava mais avançada em relação aos meus vizinhos, com certeza perdi meu posto. E encontro a minha Colheita Feliz toda desfalcada porque vivem me roubando. E eu não roubo ninguém, poxa!!! e eu senti meu short jeans mais apertado hoje (eu não posso ter engordado, meu manequim já é 42 =/)!!!!

Deus, minhas costas não são de aço!!!!!!! A cruz tá pesada, Pai. Prova disso, é que as minhas costas estão doendo agora. tá, talvez seja porque eu tô há duas horas no computador. Mas tanto faz.

Vou tomar um chá de hortelã com bastante adoçante. Preciso me acalmar.

P.S.: será que é um sinal divino pra eu não escrever esse livro? Meu Deus, me mande um sinal!!!
(vai ver ele já tá mandando, eu que naum percebi)

13 de janeiro de 2010

Os Condenados

Hoje tava na casa do meu tio em Maricá e vi um filme com meus primos: Os Condenados.

A história é super diferente e interessante. Quer ver só?



Um produtor decide ter uma idéia de programa de TV que tem tudo para ser um sucesso. Ele "pega emprestado" dez presidiários de países subdesenvolvidos que estão no corredor da morte em todo o mundo. E os coloca em uma ilha deserta, onde serão vigiados 24 horas por dia, por cerca de 400 câmeras, como um reality show. O objetivo? Eles TÊM que se matar, até que só reste um sobrevivente.
Caso após um período de 30 horas houver mais de um sobrevivente, ambos morrerão. Tenso, não? Para que não fujam, todos ganham um dispositivo preso ao tornozelo que, se eles tentarem arrancar para fugir dali, aquilo explode na hora. Mais tenso ainda.

Claro que nenhuma emissora aceita transmitir esse reality show sanguinário. Logo a produção encontra um meio: a internet. A partir de 49,90 dólares, uma pessoa pode assistir esse programa de seu computador.

Milhões de pessoas passam a assistir e sustentar o programa. Complicado, né?

Pois então, esse filme altamente emocionante e cheio de crítica à mídia do mundo moderno é eletrizante. E daqueles que a gente não levanta do sofá por nada. Só não digo que o filme é nota 10. Acho que uns 9 tá bom. Eles poderiam colocar menos sangue e mais charadas, coisas inteligentes que acabam com os neurônios do espectador. De qualquer forma é um filme ótimo.


os carinhas se matando

10 de janeiro de 2010

O último rei da Escócia

Hello!!!!
(eu preciso dar um tempo nessa vida de blogueira tagarela..)

Ontem eu assisti ao filme que passou no Super Cine, na Globo. Eu só conhecia o nome do filme "O último rei da Escócia", não tinha a menor idéia sobre o que era. Mas eu tava desligando o PC e o filme estava começando. E quando eu vi um médico chegando na África (eu sonho em fazer parte dos Médicos Sem Fronteiras desde que assisti "Amor sem Fronteiras", com a Angelina Jolie) me prendi ao filme. E fiquei lá, pilhadona assistindo. Meu Deus, o filme é MARAVILHOSO!!!!

Nicholas é um jovem médico escocês que vai trabalhar em Uganda, na década de 1970 ( eu adivinhei que o filme se passa na década de 1970 por causa do visual cafona do pessoal). Lá, ele começa a trabalhar com Sarah e David, um casal de médicos missionários em uma aldeia. Tudo está relativamente tranquilo(se não fosse o desejo de Nicholas pela Sarah), até que o vilarejo onde estão morando é visitado por Amin, o novo presidente do país.

Amin sofre um pequeno acidente e torce uma das mãos. E é Nicholas quem imobiliza a mão do presidente. Amin então simpatiza com nosso jovem médico e o convida para ser seu médico particular de agora em diante. A princípio, Nicholas hesita, mas por fim aceita a oferta. E depois de pouco tempo passa a ser conselheiro do presidente.

Nicolas agora está envolvido até o pescoço na política de Uganda. Participa de grandes eventos sociais e assiste ao massacre que a ditadura de Amin está fazendo com aquele país. Para piorar, Nicolas ainda se envolve com uma das esposas do presidente. Sério, gente, eu fiquei desesperada enquanto assistia ao filme, o cara tava em confusões que se acumulavam como uma avalanche de neve.
Bem, e pra saber o final de tudo, basta assistir ao filme, porque eu não vou contar...

Quero fazer algumas observações:
- A íris dos olhos do cara que faz o Nicholas são fascinantes. Os olhos deles nem são tão bonitos assim, mas a cor... É um azul super diferente.
- Ressaltar que minha personagem favorita no filme não foi ninguém do círculo central. O médico assistente de Nihcolas, um nativo de Uganda, foi o cara mais legal do filme. Principalmente quando a situação tava feia, já no fim do filme, com todo mundo se matando e ele diz que está cansado de tanto ódio naquela nação. E decide dar sua contribuição para a melhora, mesmo que custe a sua vida.
- O filme é baseado em fatos reais. Uma excelente aula de história, sociologia...


Cena em que Amin conhece Nicholas (repare na Sarah ao fundo)



cena em que Nicholas lança um olhar cheio de segundas intenções para a mulher do presidente (safadinho, hein!)


Nicholas, o braço direito de Amin



Beijinhos e hasta la vista babies!

9 de janeiro de 2010

Diário de Patrícia - II

Terça-feira, 21 de abril

Hoje eu fui ao cinema com Cecília e Dani. Eu achei uma atitude muito imbecil ir ao cinema hoje, feriado nacional. Como ninguém tem nada pra fazer, vai todo mundo pro cinema. Mas achei melhor nem discutir, porque eu não tava a fim de ficar em casa, até porque papai tava querendo visitar vovó Ana. Vovó Ana é a mãe de papai.

Ela até que é legal. Pra uma velhinha de 70 anos ela é bem legal. Isso se legal quer dizer alguém que após pedir o divórcio arrumou um namorado vinte anos mais novo, fez uma tatuagem, comprou uma moto e decidiu “vivir La vida loca”. E quando eu chego lá ela fica indignada porque eu não tenho um namorado. Obrigada vovó, mas eu não preciso da senhora pra me lembrar disso.

Bem, voltando. Eu, Ceci e Dani fomos ver um filme que eu jurava que era engraçado, considerando o trailer e tal. Mas o filme só tem coisa indecente. Parece que todo mundo é ninfomaníaco. Como que eles põem um filme desses com censura 14 anos? Eu tenho 15 e não me sinto psicologicamente preparada pra isso. E pra piorar o filme – ou melhorar – encontro Gabriel na sala de cinema.

É, eu tava parada lá, tipo assim, tomando uma Fanta Laranja quando eu olho pro lado e vejo Gabriel. É, simples assim. Mas é claro que meu coração deu uma cambalhota na hora. E a quantidade de Fanta que estava na minha boca desceu minha garganta escorregando e queimando as amídalas. Sério. “Pati?” foi o que ele disse. Eu odeio que me chamem de Pati porque lembra patricinha, mas quando é ele que tá falando, tudo bem. “Oi”, eu disse de volta. Mas aí apagaram as luzes porque o filme ia começar e a gente teve que se concentrar em desligar o celular.

Aquela droga de filme me fez passar vergonha na frente de Gabriel. Porque eu acho que, tipo, não é muito legal a gente ver um filme onde todo mundo só fala de sexo o tempo todo. Minha vontade era fugir, não to brincando.

De qualquer forma, o dia foi horrível porque Ceci ficou mostrando pra mim e pra Dani como o filme era machista, considerando que o casal ia fazer sexo a três e tava procurando uma mulher pra isso e não um homem. Dane-se. Minha vontade era xingar um palavrão bem grande. Ainda bem que no escuro não dá pra ver nossa cara vermelha de vergonha.

Sério, quando que as pessoas vão entender que não se fala durante no cinema?

Depois do filme, eu vi que com Gabriel estava o pessoal da minha antiga escola. E como todos eles são de Maricá também, eu me despedi das meninas e voltei com eles. Afinal, Dani mora em São Gonçalo e Ceci – pasmem – em Itaboraí. E as três estudamos juntas em Niterói.

 Mas foi legal rever o pessoal da minha antiga escola. Não pense que ele é longe da minha casa. O Centro Educacional São Lucas* fica na minha rua. Eu é que nunca vou lá. Mas voltando, todos nós juntos tomamos Milk-shake e depois voltamos pra casa. Ainda bem que o ônibus Niterói-Maricá tem ar-condicionado, porque a temperatura lá fora estava em 33ºC. Eu vi no termômetro. Mas aquele ônibus TEM que ter ar-condicionado, porque o preço da passagem é um roubo.

Contudo, não pense que na volta foi um passeio romântico, sabe como é, comigo e o Gabriel caminhando no anoitecer do ponto de ônibus até o prédio que a gente mora. Fernanda tava com a gente.

Bem, eu tenho que contar a história. Até dezembro eu sofria uma paixão platônica por Eduardo, o cara mais popular do Centro Educacional São Lucas. Ele era dois anos mais velho com a gente, tava no segundo ano do Ensino Médio. Sabe como é, quando o cara é loiro, alto, com olhos azuis hipnotizantes, garotas idiotas como eu se apaixonam. Mas no último verão tudo mudou. Eu fui pra praia com Fernanda e a correnteza da água me puxou. Eu, como não sei nadar, jurava que ia morrer. Já tava pedindo perdão a Deus pelos meus pecados. Então eu apaguei. E vi Gabriel, que eu conhecia desde os cinco anos de idade, por sermos vizinhos em cima de mim. Ele tinha salvado a minha vida.

“Lembra quando eu te disse que você precisava aprender a nadar?” foi o que ele disse naquela hora para mim, enquanto dava um sorriso perfeitamente branco. Eu, mesmo com a garganta seca e com gosto de sal na boca respondi: “Nós tínhamos nove anos e você disse que o professor de natação obrigava a gente a entrar na piscina de água gelada quando fazia frio.”

Aí ele comprou três garrafinhas de água de 500ml cada uma pra mim até que o gosto de sal em minha boca diminuísse e a gente ficou conversando. Até a noite. Principalmente porque Fernanda, que mora no terceiro andar, embaixo da minha casa, tava ficando com Eduardo naquela hora. E nesse instante eu descobri que eu nem gostava tanto de Eduardo. E dias depois me descobri, tipo, completamente apaixonada por Gabriel. Foi quando ele me ajudou a zerar o joguinho do Sonic no videogame. Eu tinha esse trauma. Desde que mamãe ainda era viva que eu tentava zerar o Sonic e nunca que conseguia. E Gabriel me ensinou a vencer o último cara, que dava choque na gente. Quando a mão dele encostou na minha pra pegar o joystick eu percebi que ele era o homem da minha vida. Simples assim

Como eu disse, hoje eu, Fernanda e Gabriel voltamos juntos pra casa. Meu, por que Fernanda adora destruir os meus dias? Sabe como é, talvez se Fernanda não estivesse com a gente ele poderia ver o céu cor-de-rosa de fim de tarde e percebido que nasceu pra mim. Mas Fernanda, seu cabelo loiro de luzes e o tic-tic de seu salto alto não deixaram.

Fomos cada um pro nosso apartamento. Fernanda – 301 ; Gabriel – 401 e eu – 402.
Cheguei em casa há, tipo, mais ou menos uma hora. Papai e Cris ainda não chegaram, devem estar vindo. Estou fazendo um macarrão pra mim porque não agüento mais comer pizza.

Ai. Meu. Deus. O macarrão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Acabei de voltar da cozinha. Eu queimei o macarrão e tá um cheiro horrível de queimado. Vou ter que limpar a panela. Como que Gabriel não sentiu o cheiro de queimado lá do apartamento dele? Ele tinha que aparecer para me salvar – de novo. Droga. Agora aposto que vou comer a pizza que papai e Cris devem trazer.

*nome fictício, não sei se existe um Centro Educacional São Lucas em Maricá.



É muito amor à escrita escrever isso hoje, considerando que hoje fiz vestibular e em Niterói estava 36ºC. Pelo menos foi o que um termômetro entre duas árvores acusava às 17:30.

8 de janeiro de 2010

Quando eu quis parar de comer carne

Gente, já repararam o quanto a nossa vida tem história? A gente fica lendo livros, contos, assistindo filmes... Mas é tanta história no nosso dia-a-dia né? Tem história engraçada, história de amor, história de suspense.
E hoje eu tava super sem paciência de postar algo. Ia até escrever um capítulo do Diário de Patrícia, mas tava tão sem paciência...


Pois bem, estava eu lá, jogando o meu Colheita Feliz do Orkut, e vendi o burro que eu estava alimentando há um tempão. Só que na hora de vender o burro, ele vira um monte de carne. Sério, o desenho do burro vendido é um monte de carne vermelha. Quem já vendeu um burro no Colheita Feliz sabe do que estou falando. E foi essa carne de burro que me fez lembrar uma história que aconteceu comigo seis anos atrás.

Aos onze anos, quando eu estava na quinta série, em 2004, estudava pela manhã e voltava da escola de bicicleta.
Certo dia - mais precisamente uma segunda feira - eu cheguei da escola, tomei banho e fui almoçar. Mamãe tinha feito ensopado de carne com batata, lembro nitidamente.
Estava eu lá, toda feliz, matando minha fome que equivalia a de uns quarenta mendigos, quando papai, da sala, grita pra mim e mamãe, que estávamos na cozinha. "Luciana - esse é o nome de mamãe - olha o que eu achei no jornal!"
Nisso, papai entra na cozinha com o jornal do dia nas mãos. "Carne de jegue traz lucros a produtores cearenses" * , foi o que papai disse enquanto lia a manchete.


"Marcos - esse é o nome de papai - você só pode estar brincando! Não é possível!"
"Ah, não?", papai desafiou mamãe e passou o jornal pra ela. Quando mamãe pegou o jornal eu vi a foto de um jegue, burro, jumento, ou sei lá o que era aquilo. Imediatamente eu cuspi a carne que estava na minha boca.
Mamãe ficou lendo em voz alta a matéria sobre carne de jegue. Dizia que produtores do Ceará estavam criando jegues para vender a carne para o exterior, onde eles eram consumidos como comida exótica.
Eu fiquei horrorizada. Peguei o jornal de mamãe e eu mesma li a matéria. Depois, larguei a comida, escovei os dentes umas quinhentas vezes e enchi a boca de Listerine.
Chocada como eu estava, não aguentava mais ver carne vermelha. Eu lembrava do jegue. Sei lá, comer carne de jegue parecia tão...nojento! Anunciei aos meus pais que eu não ia mais comer carne vermelha. Só frango e peixe a partir de agora.
No dia seguinte, eu estava almoçando frango grelhado. Mamãe vira pra mim e fala: "Não sei que bobeira é essa. Esse frango poderia ser carne de pombo. Ou um daqueles patos imundos do Campo de São Bento**"


Claro que eu cuspi o frango, escovei os dentes e usei listerine depois disso. " Vou comer só peixe", eu anunciei ao voltar a cozinha. Mamãe rebateu: "Quero ver se for na verdade carne de tubarão***"
Eu fiquei então sem comer nenhum tipo de carne durante a semana. Nem ovo. Porque minha mãe tinha mania de falar que ovo era "feto" só pra me irritar.
E como eu não aguentava comer só arroz, feijão e salada, acabava almoçando biscoito. Mas no sábado, depois de tanta fome de comida de verdade, não aguentei e caí de boca na carne assada. Nem lembrei do jegue do jornal.
E é assim que até hoje eu como carne.

Legenda:


*"Carne de jegue traz lucros a produtores cearenses"  - não lembro se foi exatamente essa a manchete, mas era algo parecido. E não, eu não lembro o jornal. Pode ter sido O Fluminense(jornal de Niterói) - mas eu acho que não foi esse, não é o tipo de matéria que O Fluminense publica - , O Globo, ou Extra.

**Campo de São Bento - é um parque localizado em Icaraí, zona sul de Niterói. Mesmo sendo cortado por um valão, tendo muitos pombos e patos de péssimo aspecto, é um lugar amado pelos niteroienses. Afinal, lá tem parquinhos para as crianças, carrinho bate-bate(eu amava aquilo - acho que ainda amo), uma feirinha de artesanato com produtos superfaturados(mas que todo mundo acha lindo), chafariz grandão e muitas árvores, o que torna o ambiente ideal para velhinhos e velhinhas aposentados e pensionistas do INSS (kkk) fazerem suas caminhadas.
Foto de lago do Campo de São Bento:


Foto das aves nojentas que existem lá:


Importante: essas fotos do Campo de São Bento e de outros pontos de Niterói estão disponíveis nesse blog que achei: http://fotosdeamorim.blogspot.com/. Visitem e conheçam minha cidade!


***Tubarão - eu sei que tubarão é peixe, antes que algum engraçadinho diga isso. E sei que muita gente come tubarão. Mas eu acho estranho e nojento porque ele tem cartilagem, que nem nossa orelha.



beijinhos!!!

p.s.1: Sim, eu faço marketing da cidade em que nasci, estudo e não moro. Amo Niterói e nada vai impedir esse amor. 


p.s.2 : Minhas histórias se passam em Niterói  pelo motivo acima. O Diário de Patrícia se passa em Maricá, mas é porque é município vizinho.


p.s. 3: aproveitando que eu tô falando de Niterói, vocês podem procurar por ele na wikipédia. Alguém foi lá e digitou que a minha escola(Colégio Pedro II - UNED Niterói) é a melhor escola pública da região, o que é a verdade. É a única escola secundária federal do município. Bem, de qualquer forma, pra quem puder ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Niterói . Niterói é uma cidade linda que encanta a todos.


p.s.4 : sei que desviei completamente o foco do post.

7 de janeiro de 2010

Indignação

Sim, meus caríssimos leitores, tem que ser muito forte pra suportar. Não vou dizer que não aguento mais, porque seria um baita exagero, considerando que apesar de tudo continuo aqui digitando isso.

Mas a cada dia que se passa tenho certeza que estou passando por uma prova de resistência. Com certeza. dizem que Deus só nos dá a cruz que a gente pode carregar. Então eu devo ter costas bem resistentes, mesmo sendo uma pessoa que não faz nenhuma atividade física que não seja ficar horas em frente ao PC ou lendo na minha casa.

O caso é que, como estou cansada de falar, já reeditei o Missão na Terra - romance em que estou trabalhando há quase um ano - tipo, trocentas vezes. Tá, sinceramente, eu acho que já reeditei umas oito vezes. Umas 100 páginas. Em fonte Arial Narrow 10. Com espaçamento 1,0. E margens 1,5 x 1,5.
Percebeu que é coisa pra caramba, né?

Pois deixe-me explicar tudo o que já passei pelo Missão na Terra. A princípio comecei a todo vapor. Mas eu estudo numa instituição federal de ensino, o Colégio Pedro II. Eu pego quatro ônibus por dia. Engarrafamento horrendo numa das mais complicadas avenidas de Niterói, a Alameda São Boaventura, em pé num ônibus lotado com uma mochila de seis quilos nas costas. Em plena hora do rush.
Tenho trabalhos horrendos e provas assassinas. É natural que eu fique cansada.

Nisso, quando depois de muito esforço, já estou lá pela página 60, um vírus do mal atinge meu computador. E eu perco tudo. Isso mesmo, tudinho. Porque, criatura burra que eu sou, não salvei num pen drive.

A sorte é que eu tinha mandado ele por e-mail pra Isa e ficou salvo. Mas pra Isa eu só tinha mandado as primeiras 30 páginas. Metade do trabalho foi perdido.

Continuei com muito esforço a escrevê-lo. E dessa vez, a salvar no meu MP4. eu sempre mandava uma cópiazinha do meu e-mail do yahoo para o do hotmail de vez em quando. E a salvar uma cópia no computador. Nisso fui até a página 84.

Daí em diante, fiz umas cinco revisões. Pra mim nunca tava bom o suficiente. E todas as revisões eu estava salvando no MP4 direto. Depois da última revisão, continuei escrevendo até a página 130. Mais umas quinze páginas e eu acabava a história. Mas aí, num dia com pressa, saí do PC sem selecionar "Remover hardware com segurança". E perdi tudo. Absolutamente TUDO!!!!!!

Custei a criar coragem pra pegar de novo no livro. Tanto trabalho jogado fora. Agora nas férias fui lá, como promessa de 2010. Como contei a vocês em outro post, reeditei tudo pela última vez. E anteontem, escrevi mais seis páginas, um capítulo que eu, particularmente, amei. Redividi os capítulos. Fiz um símbolo de estrelinha rosa no começo de cada capítulo.

Como eu não suporto mais olhar na cara do meu MP4, salvei uma cópia no PC. Mandei uma cópia do meu yahoo para o meu hotmail. E outra do meu hotmail para o meu yahho. Pensei: "agora tá salvo"

E há meia hora, quando eu fui abrir meu livrinho para escrever mais, ele estava como antes, com as 84 páginas. Sabe a revisão toda? Sabe o capítulo fofo? Sabe as estrelinhas rosas e a redistribuição de capítulos? Sumiu. sumiu mesmo.
EU NÃO SEI COMO.

Pelo amor de Deus, se eu mandei por e-mail, devia estar do jeito que eu mandei, certo?
Fui abrir o que eu mandei do hotmail. Fui abrir o que eu mandei do yahoo. E tudo o que eu havia feito sumiu. E EU ME LEMBRO NITIDAMENTE DE SALVAR.

Eu nunca acreditei em diabo nem inferno. Mas a coisa tá sinistra. Nessas horas dá uma vontadezinha bem louca de desistir de tudo, entende? De pegar essa droga desse computador e jogar pela janela.(obs.: eu moro  no quinto andar, seria perca total).

E por isso, ao invés de reeditar tudo, eu vim simplesmente postar aqui. Porque se eu falar pra alguém, ninguém vai acreditar. quero dizer, que louco acreditaria em algo tão SOBRENATURAL?

E para piorar, eu o Minha Fazenda do orkut não abre desde o dia 29 de dezembro. E eu, que estava mais avançada em relação aos meus vizinhos, com certeza perdi meu posto. E encontro a minha Colheita Feliz toda desfalcada porque vivem me roubando. E eu não roubo ninguém, poxa!!! e eu senti meu short jeans mais apertado hoje (eu não posso ter engordado, meu manequim já é 42 =/)!!!!

Deus, minhas costas não são de aço!!!!!!! A cruz tá pesada, Pai. Prova disso, é que as minhas costas estão doendo agora. tá, talvez seja porque eu tô há duas horas no computador. Mas tanto faz.

Vou tomar um chá de hortelã com bastante adoçante. Preciso me acalmar.

P.S.: será que é um sinal divino pra eu não escrever esse livro? Meu Deus, me mande um sinal!!!
(vai ver ele já tá mandando, eu que naum percebi)