Bem, como eu já disse antes, esse lance de blog é a uma mega terapia. Acho que até o meu diário de verdade já tá com ciúmes, coitado.
Mas, pela primeira vez nesses 17 anos, estou cheia de planos, há! E sabe o que é bom? É que eu sou uma pessoa tão chata e persistente, que eu sei que vou até o fim!!
Então, olha só: motivos para o ano 2010 ser especial:
- Eu vou fazer 18 anos em novembro!
- Logo vou poder doar sangue e me cadastrar como doadora de medula. Isso é muito importante. Quando as pessoas aprenderem que se ajudar é importante, as coisas vão melhorar. Não adianta desejar só um ano maravilhoso pra no fim das contas continuar sendo egoísta.
- Quero ver se dá pra entrar na auto-escola já em dezembro(pesquisar sobre isso e juntar grana no meu porquinho de barro)
- Me preparar porque no próximo Reveilón, com 18 anos, eu não vou ficar com a minha família parada. MESMO.
- Meu Deus, eu estou no último ano. Queria ter mais tempo de escola. A energia daquele lugar é maravilhosa. Se eu pudesse morava lá.
- Vou tirar título de eleitor. - é, tô ficando adulta, kkkk
Coisas que eu PRECISO fazer:
- Eu ia prometer falar menos. Mas como vai ser meu último ano na escola, eu acho que tenho que aproveitar ao máximo. Dane-se quem me acha insuportável.
- Isso vai ser verdade: tomar menos Coca-Cola zero. Eu preciso entender que aquilo é uma bomba de sódio que pode me matar. Se for pra me entupir de refrigerante, que seja Mineirinho, que é produzido na minha cidade.
- Dar um jeito sobre a minha profissão. Porque eu quero ser psiquiatra e trabalhar em hospício. E é claro que meus pais não concordam. Papai quer que eu seja uma cardiologista, ortopedista, essas coisas. E mamãe quer que eu passe num concurso público e faça algum curso que eu só precise frequentar à noite. A droga é que, se eu fizer vestibular pra medicina é bem, mas bem provável que eu não passe. E eu perderia mais um ano de cursinho, gastando dinheiro e atrasando em mais um ano a minha formação. Tipo, eu só ia conseguir ser neurologista ou psiquiatra lá pelos 30 anos. Ó vida cruel. Mas tem psicologia. E tipo, eu amo psicologia. Imagina trabalhar como psicóloga de presídio? Deve ser MUITO interessante. Porém, papai não quer que eu faça psicologia de jeito nenhum. E como é ele que vai me sustentar durante o curso(porque tudo isso é em horário integral, :\), preciso dar um jeito. Afinal, acho que se eu estudasse muito, eu poderia passar pra Psicologia esse ano. E com 23 anos eu já estaria formada. Teria tempo de casar, comprar um sítio e ter seis filhinhos: Ianaê, Artur, Bernardo, Mariane, Henrique e Melissa/Jane/Juliane(tô decidindo). Se eu fizer Medicina não vai dar mesmo!
A droga é que as específicas são diferentes, nem dá pra deixar Psicologia na segunda opção. Que M!
- Preciso juntar dinheiro e passar pra final da 2ª ONHB. eu quero ir pra Campinas de novo. Por quê? entenda: Em Campinas juntaram 26 adolescentes de 15 a 17 anos em uma casa, com um disk pizza, um cozinha e material pra brigadeiro. Isso sim é felicidade!
- Preciso comprar livros. Essa coisa de fazer um monte de download ilegal é uma baita sacanagem. Se existisse um Fnac aqui por perto, eu não passaria por isso. Mas só tem Fnac na Barra da Tijuca- foi o que me disseram - e, tipo, É MUITO LONGE DAQUI!!
- Terminar logo de escrever o meu livro, o Missão na Terra. eu já tô quase no final, mas fico voltando e revisando tudo, porque sempre acho que tá ruim. como que a Meg Cabot consegue escrever livros tão bons em tão pouco tempo? Ah, vai ver ela não é que nem eu, que volta e revisa tudo. Pode ser.
- Jogar na Quina. O jogo é só R$0,50 e tem sorteio todo dia. Eu faço uma combinação de cinco números e jogo a mesma todo dia. Uma hora vai ter que sair essa combinação. Afinal, serão 6 jogos por semana em 52 semanas. Pelo menos quatro pontos uma hora eu vou ter que fazer, fala sério.
- Me dedicar ao blog. Pelo menos isso eu escrevi grandão na minha agenda nova.
- Ih, é, a minha agenda. Como é a primeira vez que compro agenda pra organizar a minha vida, tenho que me dedicar a ela. Claro que meu terapeuta principal vai ser o meu diário, que fica escondido e protegido de tudo e de todos. Mas na agenda eu preciso anotar meus compromissos e trabalhos de escola pra não esquecer mais nada!
- Independente da próxima série que o SBT vai usar pra substituir Sobrenatural eu vou assistir. Eu preciso assistir algo além de E24 e A Grande Família agora que Toma lá dá Cá acabou. Antes eu ainda tinha o Linha Direta. Já que com certeza não vai ser em 2010 que vou ganhar uma tv por assinatura.
- Passar as minhas fitas VHS que estão trancadas no quartinho da bagunça - que na verdade é um quarto de empregada, mas pobre não tem empregada - para DVD. Eu quero ver se eu era uma criança inteligente feito a Maísa ou uma criança burra. Isso é importante.
- Imprimir e fazer todos os vestibulares antigos que eu baixei do site da Uerj. Procurar os vestibulares antigos da UFF e da UFRJ. Ou eu não vou passar nem pra Música com Otoboé(é assim que se escreve?)
- Participar de todas as promoções e concursos. Um dia eu vou ter que conseguir alguma coisa.
- Prestar qualquer concurso público. Vai que eu descolo um emprego pra 2011? Se o salário for bom, tchau temporário a univerdade.
- Ver como vai ficar minha relação com o Twitter. Até agora não vi nada de interessante nesse lugar que nos restringe a 140 caracteres. Quem leu o post até aqui já sabe o porquê.
- Tirar fotos e fazer um álbum bem lindo escrito 2010.
- Entrar pra comissão de formatura da escola e levar idéias boas
(preciso pensar MUITO)
- Visitar o Racionalismo Cristão. Sou doida pra saber como é.
- Escrever mais no Recanto das Letras.
- Fazer posts menores no blog. Algo me diz que vai ser o mais difícil.
= ********
1 de janeiro de 2010
30 de dezembro de 2009
E lá se vai 2009 - Parte 3 - Pessoas
Falando sério, o que faz a vida da gente? Pessoas, é claro. O que faz com que as coisas materiais pareçam legais são as pessoas relacionadas a ela. Como, por exemplo, hoje eu tava tomando refrigerante de limão e lembrei da Vanessa, que foi minha vizinha e super amiga dos 10 aos 14 anos. Até que eu me mudei, o contato foi diminuindo, diminuindo, e hoje é bem pequeno. Mas era legal porque nós éramos as doidas que preferiam o refrigerante de limão entre todos os outros. Se não fosse pela Vanessa, eu talvez não gostasse tanto do refrigerante de limão.
Logo, eu quero falar um pouco das pessoas que fizeram meu 2009 mais feliz!!! E como foi muita gente, (muita mesmo), quero destacar aqueles de quem me aproximei ou falei mais esse ano. Porque falar da Belle, da Isa, da Carol lá do Jecsa, e dos outros que já eram amigos de longa data nem conta, ou esse posta não acaba nunca!!!
1. Andressa - tive que começar por ela. Porque, tipo assim, há uns dez meses atrás eu odiava essa menina tanto quanto eu odeio o Hitler. Não, acho que odiava mais, porque do Hitler eu tenho é pena. Mas eu e a Andressa, eu acho que temos uma história, ok? Porque tudo começou devido sermos meninas inteligentes que correm atrás(eu sei que faltou modéstia aqui). Mas, em 2008, em meio aquela guerra que era o Processo Seletivo do Provoc para estágio na Fiocruz, criei briga, só pra variar, sabe como é.
E nisso eu criei uma inimiga. O que de vez em quando é bom pro ego. Mas só de vez em quando.
Mas esse ano, o pessoal da escola colocou a gente na mesma sala. E o lance? Bem, agora era enfrentar aquela garota insuportável todo dia. Na minha sala, tem noção? E bem, mesmo ela vivendo no celular(e eu ODEIO celular, sempre odiei), comecei a ir com a cara dela. E óbvio, custei a admitir isso. Mas não me sinto tão culpada porque sei que ela também não ia com a minha cara. Pelo menos eu acho.
E nisso a gente começa a sentar perto, conversar durante as aulas, fazer trabalho juntas. Lances da vida.
E na última semana eu acabo pagando o mico de chorar no meio da sala de informática(que estava lotada, importante observar), enquanto fazíamos o trabalho de sociologia, porque ano que vem a gente não vai mais estudar junta(já que voltaremos para nossas turmas antigas - é uma burocracia muito complicada pra expicar aqui).
E nem nunca mais, porque 2010 é o nosso 3ºano do E.M., eu quero fazer Medicina(ou psicologia - tô discutindo com meu pai sobre isso) e ela quer fazer Engenharia de alguma coisa. E vendo pelo lado que eu detesto engenharia e ela não quer mudar de idéia, era realmente tchau. Logo eu que odeio mostrar minhas emoções em público. Culpa sua, Andressa!
2. Gleyce - passamos todo 2008 estudando juntas e eu mal olhei na cara dela. Mas tudo bem, porque acho que ela mal olhou na minha cara também. Mas eu descobri esse ano, quando finalmente começamos a nos falar, que ela é uma pessoa incrível!!! Que tipo, tem muita coisa a ensinar. Que tem um sorriso muito legal, que passa uma energia super positiva. E mesmo ela tendo roubado meus feriados, fins de semana e tardes livres pra estudar química, eu adoro essa garota!!! Ela e sua mania de ser mais adulta que todo mundo são um máximo. Gleyce, tenha certeza, que muitas vezes(mas muitas mesmo) eu pensava em desistir do mundo, mas quando eu via você rindo de tudo, levantava a cabeça e seguia. Obrigada por colocar tanta coragem em mim, ok?
3. Yanaê - conhecia a Yanaê só de corredores da escola, mas esse ano, lá estava ela, também na 1203, a turma de segundo ano formada pelos nerds. E mesmo ela falando muito(tipo, eu!), querendo achar que as idéias dela são as certas(tipo, eu!), eu realmente amei conhecer essa garota. Porque, apesar da gente discutir quase sempre, ter idéias diferentes, e na hora da apresentação dos trabalhos em grupo ela ficar falando o tempo todo e não dar chance para mais ninguém falar(não negue, Yanaê) depois das discussões a gente sempre voltava a se falar como se nada tivesse acontecido, em tipo, uns 15 minutos. E pra todo mundo ter noção do quanto eu gostei de você(e do seu nome), o nome da minha primeira filha vai ser Ianaê. Mas com I, porque ninguém merece ser a última da chamada.
4. Nane - Dona Johanna, já te falei que você se tornou muito especial? Porque se tornou, MESMO. E pensar que da primeira vez que te vi eu pensei: "Será que vou ter que aturar essa garota durante todo o ensino médio?". E lá pelo fim do ano passado, começo a me dar bem com você. E eu que achava ridículo o seu nome: escrever Johanna e se falar "IORRANA"(porque é alemão), e ainda as pessoas te apelidarem de Nane! Mas hoje, eu simplesmente acho o seu nome SUPER original, e eu mesma te chamo de Nane. Percebi que mesmo você sendo uma das meninas mais populares, bonitas, inteligentes e atrapalhadas, seu coração é GIGANTE. Mesmo no amigo oculto de 2008, eu estando de dieta e fazendo a observação: "Não quero chocolate", você me deu um monte de chocolate. E quer saber? Eu nem liguei de ser chocolate. Porque a partir de 2009, nos tornamos amigas e existe presente melhor do que uma amiga feito Nane? Uma amiga que uma vez quando eu disse que não ia chorar - não lembro o porquê - já que eu achava chorar coisa de gente fraca, ela simplesmente virou pra mim e disse: "Eu acho o contrário. Chorar é coisa de gente forte o suficiente pra admitir que tem sentimentos, emoções. Admitir que às vezes a gente fica feliz e a gente sofre." Na boa, isso mudou toda a visão que eu tinha sobre chorar. Sério.
E a Nane tá ali pra te ajudar sempre que você precisa. Seja quando você cisma de comprar um vestido numa quinta-feira à noite, véspera de feriado prolongado, e ela fica com você na fila quilométrica da loja. Que tem uma caixa lerda. Mesmo ela estando sem dormir há dois dias e sabendo que vai passar horas no engarrafamento porque ela pega a BR pra chegar em Itaboraí. E mesmo ela tendo uma prova de física e outra de história(100% discursiva) no sábado.
Ou então ela está lá, pra andar com você do Guanabara - em São Lourenço - até o Plaza shopping(de sapatilha!), mesmo estando sem almoço, porque a sua mãe falou pra você enfiar uns cupons de promoção numa urna.
Valeu, Nane. Saiba que de vez em quando, eu tava pra explodir com o mundo, mas você pegava sua máquina e falava "Vamos tirar foto?". E as coisas melhoravam. O astral melhorava.
5.Dênis e Vinícius - como eu amei conhecer esses meninos. Eles são um exemplo de amizade que todo mundo devia seguir. Eles fazem as pessoas rirem e esquecerem dos problemas. Seja o Dênis nas aulas de espanhol, ou Vinícius pedindo a droga do bombom da gincana. Porque eu inventei de fazer uma gincana valendo bombom coma turma. A equipe deles ganha e Vinícius passa meses me atazanando, pedindo a droga do bombom que eu esqueci de comprar. Eu cheguei a andar pelas ruas ouvindo Vinícius dizendo: "Cadê meu bombom?". Sério, me senti num filme de terror.
As imitações de Dênis, Vinícius vestido de mulher no Plaza Shopping só por um trabalho de escola.
O meu presente de amigo oculto que Vinícius embrulhou em um MONTE de sacolas. E que ele me disse que foi no Saara comprar pra mim. Mas eu vi no selo de troca que ele comprou na loja da Saraiva que fica no Plaza.
Obrigada, meninos. Seja pelas risadas, seja pelo alfajor de maracujá que eu sempre comprava com o Vinícius, pelo Dênis ficar fazendo todo mundo virar a noite rindo em Campinas. Vocês são maravilhosos.
6.Malu e Myle - outro exemplo de amizade. Essas meninas são lindas, meigas, inteligentes. São amigas não só uma da outra, mas de todo mundo. Elas têm as versões de cabelo liso e cacheado mais lindas que já vi. São super legais!!! Trazem uma energia tão boa, tão calmante. Valeu, meninas.
7. Carol Magé e Rio Bonito - essas meninas da roça(rs), dão o maior ânimo que alguém pode precisar. Levantam o astral de qualquer ambiente, fazem você rir e ver que a vida não é tão complicada. Elas me mostraram que a gente tem que ser otimista, ver tudo pelo lado que nos faz rir. Simples assim.
8. Samara - Ai, conheço a Sami, desde a 7ª série. E a nossa história, é meio parecida com a minha e a de Andressa. Passei quase três anos da minha vida odiando essa garota pra hoje gostar demais dela. Afinal, quando pessoas acordam às cinco da manhã e pegam quatro ônibus por dia, elas acabam se unindo. E muitas vezes, como no nosso caso, descobrindo que podem ser amigas. Acabando com essa coisa de competir uma com a outra o tempo todo. E se unindo pra ficar até quase seis da tarde na sala de informática por causa de uma olimpíada de história, pra depois pegar a Alameda São Boaventura super engarrafada e chegar em casa super tarde. e quando uma desanima, a outra tá lá pra falar: " Se ergue, caramba!". Sami, é muito bom não ser mais sua inimiga.
9. Thaís e Mariana - essas, diferente das pessoas que eu falei, não são da escola. Não conheci em curso algum, em academia, nem festa, nem por ser amiga de amiga. Conheci porque eu simplesmente fui na casa da minha vizinha do 501 e elas estavam lá por serem sobrinhas dela. E daí a gente começa a conversar sem parar. E depois de uns dez minutos já me sinto amiga delas. E depois de umas meia hora, estamos contando sobre coisas que eu não falo com mais ninguém nessa lista. E porque a gente fica conversando até de madrugada na escada do prédio. Ou porque, em plena noite de Natal, eu e Thaís comemos brigadeiro de panela e depois ficamos assistindo Os Normais 2 de madrugada, quando todo mundo tava dormindo. Coisas assim unem as pessoas.
Gente, esse post tá gigante, maior que o que eu esperava. Mas eu não quero que pensem que a lista de pessoas especiais acabou por aqui. Porque tem gente como a Vivi, Laís, Ana Carol e suas neuroses, que já faziam parte do meu cotidiano. O pessoal da ONHB que é tão legal. Pessoas que conheci pela internet. Pessoas que eu vejo sempre e gosto tanto. E claro que outras pessoas também entraram nesse meu coração que já tá explodindo de tanta gente. Esse pessoal todo que me anima a viver cada dia mais. Saibam todos que amo vocês. Mesmo. É incrível isso. Não consigo ver quem de vocês amo mais. Sabe aquelas situações de "verdade e consequencia" que a gente brinca aos 12 anos? Se eu tivesse com vocês numa delas tava frita. Porque vocês são essenciais. E juntos, acho que somos todos essenciais para a humanidade, temos que provar isso, ok?
Descobri que não tem definição pra amizade. Existem aqueles recadinhos de orkut que as pessoas mandam por depoimento, mas nenhum deles tá 100% certo ou 100% errado. Existem diferentes tipo de amigos. Todo mundo precisa de um amigo que conte a vida dele pra você, um amigo que ouça a sua vida, um amigo que te faça rir, outro que você tem que fazer rir. Um amigo que seja doido e fale pra você fazer besteira. Um amigo que seja metido a correto e fale pra você ser sério. Um amigo que seja simples, e outro com mania de riqueza.. Um amigo mais bonito e outro mais feio que você. Um amigo que goste de ler e outro que goste de jogar bola. Amigos diferentes. Amigos fúteis ou nerd. Amigos profundos ou superficiais.
Pra ser amigo, basta ter um coração capaz de abrigar os outros. E isso, eu acho que todos nós temos, ou não estaríamos vivos, certo?
Porque, mesmo com características diferentes, somando tudo, todos nós temos um saldo igual. E é isso que faz de viver uma coisa tão legal.
O que faz dos seres humanos serem tão iguais e viverem tão juntos numa sociedade, é essa mania de ser diferente.
P.S.: depois de um 2009 cheio de novas amizades, transformando inimigos em amigos, sinto falta de uma rivalidade. Será que alguém se habilita a brigar comigo, hein? 8D
observação: essa foto foi no começo do ano. Tenho certeza que eu não tinha noção de como 2009 seria bom.
26 de dezembro de 2009
E lá se vai 2009 - Parte 2 - Meg Cabot
Na verdade tenho MUITA coisa pra fazer agora, mas estou tão, mas tão sem paciência, que estou aqui no blog fazendo mais uma sessão terapia. E aproveitando pra contar mais um episódio de como foi 2009. Porque se a gente reparar, o nosso dia a dia tem muito mais história que um livro, certo?
E por onde eu parei mesmo? Ah, sim, quando eu tava falando de livros, literatura e cheguei em Meg Cabot. Porque eu acho, que, tipo assim, a leitura foi feita pra divertir a gente. Se eu quiser ler algo difícil pra quebrar a cabeça eu leio um artigo científico. E é aí que a Meg entra. Porque os livros dela são super divertidos.
E pensar que no início do ano, lá pra primeira semana de janeiro, eu nunca tinha ouvido falar dela.
Então, como fã de alguém, acho que tenho o direito de contar a minha história sobre isso, certo?
Tudo começou quando na virada do ano eu quis ler Crepúsculo, porque tava todo mundo lendo e talz. O lance é que eu e minha teimosia levamos a coisa tão a sério que eu baixei os livros e deixei guardadinhos na pasta "Luma Beatriz" que tem no PC aqui de casa. Papai, mamãe e Teco - que é como chamo meu irmão - resolveram ir ver os fogos para Copacabana. Mas como eu não gosto de fogos mesmo, fiquei em casa. Sozinha. Ouvindo o especial da Claudia Leitte na Record e lendo Crepúsculo no PC. Não pense que eu sou emo, solitária ou doida. Bem, tem gente que diz que eu sou meio doida. Mas eu acho que não. Quando eu contei pras pessoas oq eu fiz no Ano Novo quase me apedrejaram. Mas eu fiquei muito mais feliz lendo Crepúsculo, ouvindo Claudia Leitte, sozinha de pijamas no meu quarto e comendo biscoitinhos amanteigados de chocolate da Bauducco do que eu ficaria se eu estivesse em Copacabana. Estou falando sério.
Bem, fiquei viciada na saga porque nunca tinha lido nada tão simples e divertido. E quis ver o preço do livro na internet. Foi nessa que entrei no submarino e digitei: "Crepúsculo". Nisso me aparece, além do livro da Stephenie, um outro, da série A Mediadora que eu nunca tinha ouvido falar. Mas li a sinopse e achei legal.
E foi aí que eu relacionei o nome da autora com a de "Tamanho 42 não é gorda" que eu tinha visto na Sisciliano - que agora é Saraiva - do Plaza shopping outro dia com Isabela. E tipo, eu teria comprado o livro se ele não custasse uns quarenta reais, considerando que meu manequim é 42 e eu vivo discutindo coma balança. (discutindo literalmente - eu a que tem no banheiro aqui de casa não nos comunicamos há mais de um ano por ela ter me ofendido das ultimas vezes)
Nisso eu baixo tudo e invento de ler nas férias. Pronto, virei fã da Meg. Talvez porque eu sou meio neurótica - tem gente que diz que eu sou totalmente neurótica, mas acho que não é pra tanto - e todas as personagens dela são. E quando você é uma neurótica e vê que tem gente que te entende, é superlegal.
Vou baixando um monte de livros dela, lendo tudo, vigiando a Saraiva e Submarino na internet todo dia procurando promoção dos livros dela. Entrando nas comunidades dela e de seus livros no orkut e conhecendo outras fãs neuróticas como eu.
Volto pra escola chateando todo mundo pra ler também. E descubro que ela vem pro Brasil. Pronto: o alarme fã maluca apitou.
Me preparei pra vê-la na Bienal do livro. Eu ia no domingo, dia 13, com a minha mãe, mas a escola inventa de fazer a excursão da bienal no dia 11, que ela também tava lá.Eu armei o plano de ir na sexta e no domingo.
Saio da escola na sexta preocupada com a fila, desesperada de não conseguir falar com ela.
Eu e Ana Carol encontramos a fila gigante pra caramba e corremos pra lá. São 11 da manhã. Conhecemos muita gente na fila. Meninas neuróticas viciadas em Meg Cabot. Cara, um dia nós dominaremos o mundo. Meninas como a Bruna e a Priscila, e claro, a Marcelle, que era da nossa escola e eu nem reconheci. Só quando ela falou de São Gonçalo. Aí eu viro: "Ah, eu te conheço de algum lugar." E ela solta: "Ah, é porque a gente é da mesma escola." Abafa o caso, meus caros.
E quando eu tô entrando na cabine pra ver minha ídola - existe ídola ou ídolo é um substantivo que não varia? - quase tenho um treco. Tô falando sério. As meninas da fila pensaram que eu ia morrer porque tremia sem parar. Até o segurança dela ficou preocupado comigo, tem noção?
E quando eu entro pra pegar autógrafo, tcharam! Eu começo a gritar. O engraçado é que eu começo a gritar em inglês. Meu, que criatura brasileira em sã consciência grita em inglês quando tá nervosa? Eu devia estar muito louca. Depois Yanae me disse que o pavilhão inteiro ouviu meus gritos. Dane-se, eu tava nervosa mesmo. E eu tava com uma baita duma sorte. Porque, se você pensar, quantas pessoas conhecem seus ídolos internacionais, abraçam e conversam com eles? Quantos, hein?
E como anda minha leitura de Meg cabot? Bem, digamos que li os seis livros da série A Mediadora, os quatorze livros da série o Diário da Princesa, os três livros da série Os mistérios de Heather Wells, Pegando Fogo, Sorte ou Azar?, Ídolo Teen, Airhead, Avalon High(fofo demais, eu tenho que arrumar a continuação) e daqui a pouco começo a ler Como ser Popular?.
Mamãe disse que eu sou meio doente, considerando que eu virei a noite de Natal lendo Avalon High, e que eu virei noites lendo toda a série de Mia Thermopolis sem parar. Mas acho que é porque mamãe não sabe o que é ser fã de alguém. Ou talvez soubesse, quando ela tinha 15 anos, na década de 80, e curtia os Menudos.
E por onde eu parei mesmo? Ah, sim, quando eu tava falando de livros, literatura e cheguei em Meg Cabot. Porque eu acho, que, tipo assim, a leitura foi feita pra divertir a gente. Se eu quiser ler algo difícil pra quebrar a cabeça eu leio um artigo científico. E é aí que a Meg entra. Porque os livros dela são super divertidos.
E pensar que no início do ano, lá pra primeira semana de janeiro, eu nunca tinha ouvido falar dela.
Então, como fã de alguém, acho que tenho o direito de contar a minha história sobre isso, certo?
Tudo começou quando na virada do ano eu quis ler Crepúsculo, porque tava todo mundo lendo e talz. O lance é que eu e minha teimosia levamos a coisa tão a sério que eu baixei os livros e deixei guardadinhos na pasta "Luma Beatriz" que tem no PC aqui de casa. Papai, mamãe e Teco - que é como chamo meu irmão - resolveram ir ver os fogos para Copacabana. Mas como eu não gosto de fogos mesmo, fiquei em casa. Sozinha. Ouvindo o especial da Claudia Leitte na Record e lendo Crepúsculo no PC. Não pense que eu sou emo, solitária ou doida. Bem, tem gente que diz que eu sou meio doida. Mas eu acho que não. Quando eu contei pras pessoas oq eu fiz no Ano Novo quase me apedrejaram. Mas eu fiquei muito mais feliz lendo Crepúsculo, ouvindo Claudia Leitte, sozinha de pijamas no meu quarto e comendo biscoitinhos amanteigados de chocolate da Bauducco do que eu ficaria se eu estivesse em Copacabana. Estou falando sério.
Bem, fiquei viciada na saga porque nunca tinha lido nada tão simples e divertido. E quis ver o preço do livro na internet. Foi nessa que entrei no submarino e digitei: "Crepúsculo". Nisso me aparece, além do livro da Stephenie, um outro, da série A Mediadora que eu nunca tinha ouvido falar. Mas li a sinopse e achei legal.
E foi aí que eu relacionei o nome da autora com a de "Tamanho 42 não é gorda" que eu tinha visto na Sisciliano - que agora é Saraiva - do Plaza shopping outro dia com Isabela. E tipo, eu teria comprado o livro se ele não custasse uns quarenta reais, considerando que meu manequim é 42 e eu vivo discutindo coma balança. (discutindo literalmente - eu a que tem no banheiro aqui de casa não nos comunicamos há mais de um ano por ela ter me ofendido das ultimas vezes)
Nisso eu baixo tudo e invento de ler nas férias. Pronto, virei fã da Meg. Talvez porque eu sou meio neurótica - tem gente que diz que eu sou totalmente neurótica, mas acho que não é pra tanto - e todas as personagens dela são. E quando você é uma neurótica e vê que tem gente que te entende, é superlegal.
Vou baixando um monte de livros dela, lendo tudo, vigiando a Saraiva e Submarino na internet todo dia procurando promoção dos livros dela. Entrando nas comunidades dela e de seus livros no orkut e conhecendo outras fãs neuróticas como eu.
Volto pra escola chateando todo mundo pra ler também. E descubro que ela vem pro Brasil. Pronto: o alarme fã maluca apitou.
Me preparei pra vê-la na Bienal do livro. Eu ia no domingo, dia 13, com a minha mãe, mas a escola inventa de fazer a excursão da bienal no dia 11, que ela também tava lá.Eu armei o plano de ir na sexta e no domingo.
Saio da escola na sexta preocupada com a fila, desesperada de não conseguir falar com ela.
Eu e Ana Carol encontramos a fila gigante pra caramba e corremos pra lá. São 11 da manhã. Conhecemos muita gente na fila. Meninas neuróticas viciadas em Meg Cabot. Cara, um dia nós dominaremos o mundo. Meninas como a Bruna e a Priscila, e claro, a Marcelle, que era da nossa escola e eu nem reconheci. Só quando ela falou de São Gonçalo. Aí eu viro: "Ah, eu te conheço de algum lugar." E ela solta: "Ah, é porque a gente é da mesma escola." Abafa o caso, meus caros.
E quando eu tô entrando na cabine pra ver minha ídola - existe ídola ou ídolo é um substantivo que não varia? - quase tenho um treco. Tô falando sério. As meninas da fila pensaram que eu ia morrer porque tremia sem parar. Até o segurança dela ficou preocupado comigo, tem noção?
E quando eu entro pra pegar autógrafo, tcharam! Eu começo a gritar. O engraçado é que eu começo a gritar em inglês. Meu, que criatura brasileira em sã consciência grita em inglês quando tá nervosa? Eu devia estar muito louca. Depois Yanae me disse que o pavilhão inteiro ouviu meus gritos. Dane-se, eu tava nervosa mesmo. E eu tava com uma baita duma sorte. Porque, se você pensar, quantas pessoas conhecem seus ídolos internacionais, abraçam e conversam com eles? Quantos, hein?
E como anda minha leitura de Meg cabot? Bem, digamos que li os seis livros da série A Mediadora, os quatorze livros da série o Diário da Princesa, os três livros da série Os mistérios de Heather Wells, Pegando Fogo, Sorte ou Azar?, Ídolo Teen, Airhead, Avalon High(fofo demais, eu tenho que arrumar a continuação) e daqui a pouco começo a ler Como ser Popular?.
Mamãe disse que eu sou meio doente, considerando que eu virei a noite de Natal lendo Avalon High, e que eu virei noites lendo toda a série de Mia Thermopolis sem parar. Mas acho que é porque mamãe não sabe o que é ser fã de alguém. Ou talvez soubesse, quando ela tinha 15 anos, na década de 80, e curtia os Menudos.
23 de dezembro de 2009
Nina & Caio, Parte VI - Final
Essa é a última parte de Nina & Caio. Estou parando por aqui antes que a história fique mais longa ainda.
Estou preparando uma nova novelinha-conto para janeiro, e pelo que eu estou bolando vai ser muito legal!!
Ah, espero que gostem do final!
Estou preparando uma nova novelinha-conto para janeiro, e pelo que eu estou bolando vai ser muito legal!!
Ah, espero que gostem do final!
Parte VI
Eu saí do carro um tempo depois feito uma idiota. O que, se você pensar, não é motivo pra me criticar, afinal, eu não estava enxergando absolutamente nada.
- Cuidado pra não cair, Nina.
- Eu não vou cair. Eu to bem. – eu falei enquanto saía do carro guiada pelo Caio.
Eu odeio ser guiada pelas pessoas. Mas o fato é que quando você é guiada pelo cara que você curte, a situação muda. Um vento passou nos meus cabelos, que eu deixei soltos e trouxe para a minha cara. E eu não fiquei falando nada, porque se eu abrisse a boca, eu ia acabar comendo cabelo. Eca.
Quando ele finalmente tirou a faixa dos meus olhos eu pude olhar onde estava. E a paisagem linda a minha frente. Eu já conhecia o lugar, uma vez tinha vindo aqui com os meus pais, quando tinha 10 anos. É, há muito tempo.
Mas são coisas que não dá esquecer. Como o verde das árvores, o céu muito azul, as criancinhas brincando e os casais de namorados. E claro, principalmente os caras que saltam de asa delta. É tão legal, eles parecem...pássaros, sei lá. E mesmo eu não gostando muito de pássaros(podem me apedrejar, mas eu acho eles sem graça,) é muito legal.
- Imagino que você já tinha vindo aqui antes. – foi o que o Caio falou.
- Pra ser sincera, já. Mas eu era pequena. Me lembrava pouco. Eu gosto daqui.
- É, meio a sua cara. Sempre quer estar por cima, no controle, sabe?
Nós rimos.
- Não necessariamente. – eu disse. – Mas dá uma certa sensação de poder ver tudo de cima, você não acha?
- Uhum, dá um pouco, nem tanto. Eu não estou me sentindo o Super-Homem.
- O problema é com você então. Eu me sinto a Mulher Maravilha. – brinquei. – O engraçado é que eu gosto tanto daqui, e nunca mais voltei. E é tão perto de casa. Como a gente se acomoda às coisas, não?
- Então, preparada para a surpresa?
- Como assim? – eu falei meio desligada, olhando para Baía.
- Eu pensei que você sonhava em voar de asa delta.
O quê? Eu ia voar de asa delta? Há! Era essa a minha surpresa? Fala sério, o Caio não é um amor? Óbvio que ele é. Tipo, nem a minha mãe nunca deixou eu voar de asa delta. Ela dizia que era coisa de maluco gastar dinheiro pra pular de um lugar alto pra caramba e sentir medo. O lance é que a minha mãe nunca entendeu que eu não tenho medo de altura. Eu gosto. E depois, com o tempo eu acabei me esquecendo dessa vontade.
- Como você sabia?
- Ah, Nina, você falou outro dia, quando a gente estava saindo da faculdade, não lembra?
Eu virei pra olhar pra ele. O tempo todo eu estava olhando em direção a cidade do Rio.
- Eu não lembrava de ter te falado isso. Eu to sem palavras, sério.
Tipo, quanto que era pra voar de asa delta? Barato não deveria ser. Não mesmo. E eu nem era namorada dele nem nada. Tipo, mesmo se eu fosse namorada dele(vai sonhando, Nina) ele pagaria um salto de asa delta pra mim, pagaria? Porque eu não conheço ninguém que tenha ganho um vôo de asa delta do namorado.
Logo depois a gente saltou dali. Foi muito bom. Eu senti aquele poder que eu tinha contado para o Caio mais cedo. A paisagem do Parque da Cidade de Niterói é realmente deslumbrante. E quando você sai dali voando é realmente muito bom. Mas eu acho que não consegui aproveitar a emoção de voar tipo, 100%. Porque eu ainda estava preocupada sobre o porquê do Caio ter preparado essa surpresa pra mim.
Mas eu não quis perguntar nada sobre isso. Sei lá, não me deu vontade. Ou eu só estava meio chocada com tudo, tanto faz.
O resto do dia foi legal. Peraí, correção: MARAVILHOSO! O sol estava menos quente que nos outros dias típicos e a gente ficou ali, conversando e tomando água de côco. Sentados onde os caras da asa delta saltam, mas agora eles não estavam aqui porque não tinha mais vento suficiente pra isso nesse horário.
Legal é que daqui de cima a gente não percebe que a Baía de Guanabara é um monte de esgoto. Parece que é uma baía limpa. Uma ilusão que é boa da gente ter de vez em quando. E um pássaro pousou do nosso lado. E eu, que não gosto muito de pássaros, achei aquele bonito. Com penas verdes e vermelhas. O assunto parou e nós dois ficamos admirando aquele passarinho. Eu percebi que mesmo eu achando os pássaros sem graça, ele poderia voar quando bem quisesse, sem precisar de asa delta. Invejei ele.
- Deve ser legal ser um pássaro né? Poder voar quando quiser. – Caio disse como se estivesse lendo minha mente.
- E também poder pousar nos cabos de eletricidade sem levar um choque mortal. – completei.
Caio deu uma risada e o pássaro saiu voando. A gente se olhou. E foi aí que ele me beijou. Algo meigo, se você não é eu. Mas se você é eu, é algo extremamente, altamente fofo. E mágico. Porque eu duvido que outra pessoa conheça um cara ao mesmo tempo tão gato e tão legal quanto Caio, que leve ela pra voar de asa delta. Duvido mesmo.
Acho que eu poderia ter ficado ali pra sempre, sentindo a brisa marítima, beijando o Caio, e ouvindo aquelas musiquinhas irritantes que os pássaros cantam.
Poderia se nesse momento, eu não ouvisse:
- Nina?
E foi aí que, espantada, olhei pra trás e dei de cara com Marcos. É, o meu chefe que queria que eu fosse pra Ponte cobrir o manifesto dos ativistas do Greenpeace.
Ele olhou zangado pra mim e falou:
- Segunda-feira você pode ir lá no jornal buscar suas coisas. Você não trabalha mais com a gente.
Mas, por mais estranho que pareça, eu nem liguei. Aquele jornal é muito chato mesmo.
- Tá, tudo bem. – disse sorrindo.
E voltei a beijar o Caio.
FIM
19 de dezembro de 2009
E lá se vai 2009 - Parte 1
Engraçado que, pela primeira vez na vida, estou tendo projetos para o ano seguinte. Estou revendo 2009, pensando em 2010. Estranho é que eu NUNCA fiz isso!! Nunquinha! Sempre fui contra aquele verso de Epitáfio, que diz que o acaso nos protege enquanto estamos distraídos. Eu nunca confiei no acaso, nunca confiei no destino. Sempre disse pras pessoas correrem atrás do que querem e ponto final. Mas hoje eu olho pra trás e vejo que essa ausência de planos e objetivos a vida inteira, fez com que eu fosse uma pessoa contraditória. Porque, uma pessoa sem planos, é vítima do acaso.
Quis listar algumas coisas que me aconteceram esse ano. às vezes me parece que ele não foi tão significativo, mas olhando bem, foram tantas coisas!
1 . Inventei de escrever. Passei as férias sem ter o que fazer, e comecei a ler muito. Como tudo isso começou? Uma longa história, mas vamos lá.
Em maio de 2008(é, ano passado), no aniversário de Bel, Amanda e Bruno começaram a falar de Harry Potter, e eu me senti boiando. Afinal, eu mal tinha assistido os filmes! Decidi então que ia ler Harry Potter pra nunca mais ficar boiando quando alguém tocasse nesse assunto.
Pedi emprestado a Amanda o primeiro livro da série, queria ler tudo na ordem. Ela me emprestou e em três dias eu li tudo. Hoje em dia, em três dias eu leio muito mais, mas naquela época, ler quase 300 páginas em três dias pra mim era um recorde.
Depois veio o problema, ninguém tinha o segundo pra me emprestar. Todo mundo que tinha lido o segundo, tinha sido emprestado com alguém que eu não conhecia.
Parei então no primeiro livro. Mas lá pra setembro(de 2008 ainda) abriu a biblioteca lá da escola, e eu inventei de ler de novo. Li muito Agatha Christie. Afinal, Isabela vivia falando de Agatha Christie isso, Agatha Christie aquilo. Na verdade, eu era tão por fora do assunto Agatha Christie, que eu imaginava que ela era uma escritora adolescente. Mas na verdade a mulher tinha vivido no começo do século, tinha morrido na década de 70, e escrevia mistérios do tipo "quem matou". É, nada a ver com o que eu imaginava.
Depois juntei uma grana, comprei outros Harry Potter. Quando chegou a febre Crepúsculo, eu inventei de baixar e-book da internet. Viciante.Li muita coisa made in net.
No início do ano, a nova professora de português mandou a gente escrever uma narração, e ela gostou do meu texto sobre uma pintura de Van Gogh. Nunca ninguém tinha elogiado uma redação minha. Quis progredir. Inventei de escrever também.
Nunca gostei muito de poesias, nem de nada com linguagem difícil. Acho que leitura é pra se divertir. Se eu quiser ler palavras difíceis, leio um artigo científico, poxa!
Comecei a escrever meu livro. Nada que eu não entendesse. Queria fazer um mistério, algo policial. Mas eu não entendo nada de polícia, meu livro iria ficar uma droga! Fiz um romance de linguagem simples, adolescente, algo que eu leria. Lembrei da Débora do curso de inglês, que uma vez disse que uma pessoa precisa plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Acho que eu já tinha começado a fazer a minha parte em relação ao livro.
Outra pessoa que me manda energia positiva pra escrever o livro é a tia Gleysa,mãe de Carol. Ela diz que eu pareço a Clarice Lispector, e mesmo eu tendo odiado " A hora da estrela", acho que isso é um elogio.
Minha grande inspiração, ídola e o que eu quero ser quando crescer é tipo a Meg Cabot. Ela mostra que escrever, é pra se divertir e divertir os outros. Mas aí, já é assunto pra outro post.
ps.: Tentei escrever isso apenas no meu diário comum, mas não consegui, acho que precisava dividir essas histórias com o mundo.
Quis listar algumas coisas que me aconteceram esse ano. às vezes me parece que ele não foi tão significativo, mas olhando bem, foram tantas coisas!
1 . Inventei de escrever. Passei as férias sem ter o que fazer, e comecei a ler muito. Como tudo isso começou? Uma longa história, mas vamos lá.
Em maio de 2008(é, ano passado), no aniversário de Bel, Amanda e Bruno começaram a falar de Harry Potter, e eu me senti boiando. Afinal, eu mal tinha assistido os filmes! Decidi então que ia ler Harry Potter pra nunca mais ficar boiando quando alguém tocasse nesse assunto.
Pedi emprestado a Amanda o primeiro livro da série, queria ler tudo na ordem. Ela me emprestou e em três dias eu li tudo. Hoje em dia, em três dias eu leio muito mais, mas naquela época, ler quase 300 páginas em três dias pra mim era um recorde.
Depois veio o problema, ninguém tinha o segundo pra me emprestar. Todo mundo que tinha lido o segundo, tinha sido emprestado com alguém que eu não conhecia.
Parei então no primeiro livro. Mas lá pra setembro(de 2008 ainda) abriu a biblioteca lá da escola, e eu inventei de ler de novo. Li muito Agatha Christie. Afinal, Isabela vivia falando de Agatha Christie isso, Agatha Christie aquilo. Na verdade, eu era tão por fora do assunto Agatha Christie, que eu imaginava que ela era uma escritora adolescente. Mas na verdade a mulher tinha vivido no começo do século, tinha morrido na década de 70, e escrevia mistérios do tipo "quem matou". É, nada a ver com o que eu imaginava.
Depois juntei uma grana, comprei outros Harry Potter. Quando chegou a febre Crepúsculo, eu inventei de baixar e-book da internet. Viciante.Li muita coisa made in net.
No início do ano, a nova professora de português mandou a gente escrever uma narração, e ela gostou do meu texto sobre uma pintura de Van Gogh. Nunca ninguém tinha elogiado uma redação minha. Quis progredir. Inventei de escrever também.
Nunca gostei muito de poesias, nem de nada com linguagem difícil. Acho que leitura é pra se divertir. Se eu quiser ler palavras difíceis, leio um artigo científico, poxa!
Comecei a escrever meu livro. Nada que eu não entendesse. Queria fazer um mistério, algo policial. Mas eu não entendo nada de polícia, meu livro iria ficar uma droga! Fiz um romance de linguagem simples, adolescente, algo que eu leria. Lembrei da Débora do curso de inglês, que uma vez disse que uma pessoa precisa plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Acho que eu já tinha começado a fazer a minha parte em relação ao livro.
Outra pessoa que me manda energia positiva pra escrever o livro é a tia Gleysa,mãe de Carol. Ela diz que eu pareço a Clarice Lispector, e mesmo eu tendo odiado " A hora da estrela", acho que isso é um elogio.
Minha grande inspiração, ídola e o que eu quero ser quando crescer é tipo a Meg Cabot. Ela mostra que escrever, é pra se divertir e divertir os outros. Mas aí, já é assunto pra outro post.
ps.: Tentei escrever isso apenas no meu diário comum, mas não consegui, acho que precisava dividir essas histórias com o mundo.
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1 de janeiro de 2010
O que eu tô correndo atrás. - só querer não basta!
Bem, como eu já disse antes, esse lance de blog é a uma mega terapia. Acho que até o meu diário de verdade já tá com ciúmes, coitado.
Mas, pela primeira vez nesses 17 anos, estou cheia de planos, há! E sabe o que é bom? É que eu sou uma pessoa tão chata e persistente, que eu sei que vou até o fim!!
Então, olha só: motivos para o ano 2010 ser especial:
- Eu vou fazer 18 anos em novembro!
- Logo vou poder doar sangue e me cadastrar como doadora de medula. Isso é muito importante. Quando as pessoas aprenderem que se ajudar é importante, as coisas vão melhorar. Não adianta desejar só um ano maravilhoso pra no fim das contas continuar sendo egoísta.
- Quero ver se dá pra entrar na auto-escola já em dezembro(pesquisar sobre isso e juntar grana no meu porquinho de barro)
- Me preparar porque no próximo Reveilón, com 18 anos, eu não vou ficar com a minha família parada. MESMO.
- Meu Deus, eu estou no último ano. Queria ter mais tempo de escola. A energia daquele lugar é maravilhosa. Se eu pudesse morava lá.
- Vou tirar título de eleitor. - é, tô ficando adulta, kkkk
Coisas que eu PRECISO fazer:
- Eu ia prometer falar menos. Mas como vai ser meu último ano na escola, eu acho que tenho que aproveitar ao máximo. Dane-se quem me acha insuportável.
- Isso vai ser verdade: tomar menos Coca-Cola zero. Eu preciso entender que aquilo é uma bomba de sódio que pode me matar. Se for pra me entupir de refrigerante, que seja Mineirinho, que é produzido na minha cidade.
- Dar um jeito sobre a minha profissão. Porque eu quero ser psiquiatra e trabalhar em hospício. E é claro que meus pais não concordam. Papai quer que eu seja uma cardiologista, ortopedista, essas coisas. E mamãe quer que eu passe num concurso público e faça algum curso que eu só precise frequentar à noite. A droga é que, se eu fizer vestibular pra medicina é bem, mas bem provável que eu não passe. E eu perderia mais um ano de cursinho, gastando dinheiro e atrasando em mais um ano a minha formação. Tipo, eu só ia conseguir ser neurologista ou psiquiatra lá pelos 30 anos. Ó vida cruel. Mas tem psicologia. E tipo, eu amo psicologia. Imagina trabalhar como psicóloga de presídio? Deve ser MUITO interessante. Porém, papai não quer que eu faça psicologia de jeito nenhum. E como é ele que vai me sustentar durante o curso(porque tudo isso é em horário integral, :\), preciso dar um jeito. Afinal, acho que se eu estudasse muito, eu poderia passar pra Psicologia esse ano. E com 23 anos eu já estaria formada. Teria tempo de casar, comprar um sítio e ter seis filhinhos: Ianaê, Artur, Bernardo, Mariane, Henrique e Melissa/Jane/Juliane(tô decidindo). Se eu fizer Medicina não vai dar mesmo!
A droga é que as específicas são diferentes, nem dá pra deixar Psicologia na segunda opção. Que M!
- Preciso juntar dinheiro e passar pra final da 2ª ONHB. eu quero ir pra Campinas de novo. Por quê? entenda: Em Campinas juntaram 26 adolescentes de 15 a 17 anos em uma casa, com um disk pizza, um cozinha e material pra brigadeiro. Isso sim é felicidade!
- Preciso comprar livros. Essa coisa de fazer um monte de download ilegal é uma baita sacanagem. Se existisse um Fnac aqui por perto, eu não passaria por isso. Mas só tem Fnac na Barra da Tijuca- foi o que me disseram - e, tipo, É MUITO LONGE DAQUI!!
- Terminar logo de escrever o meu livro, o Missão na Terra. eu já tô quase no final, mas fico voltando e revisando tudo, porque sempre acho que tá ruim. como que a Meg Cabot consegue escrever livros tão bons em tão pouco tempo? Ah, vai ver ela não é que nem eu, que volta e revisa tudo. Pode ser.
- Jogar na Quina. O jogo é só R$0,50 e tem sorteio todo dia. Eu faço uma combinação de cinco números e jogo a mesma todo dia. Uma hora vai ter que sair essa combinação. Afinal, serão 6 jogos por semana em 52 semanas. Pelo menos quatro pontos uma hora eu vou ter que fazer, fala sério.
- Me dedicar ao blog. Pelo menos isso eu escrevi grandão na minha agenda nova.
- Ih, é, a minha agenda. Como é a primeira vez que compro agenda pra organizar a minha vida, tenho que me dedicar a ela. Claro que meu terapeuta principal vai ser o meu diário, que fica escondido e protegido de tudo e de todos. Mas na agenda eu preciso anotar meus compromissos e trabalhos de escola pra não esquecer mais nada!
- Independente da próxima série que o SBT vai usar pra substituir Sobrenatural eu vou assistir. Eu preciso assistir algo além de E24 e A Grande Família agora que Toma lá dá Cá acabou. Antes eu ainda tinha o Linha Direta. Já que com certeza não vai ser em 2010 que vou ganhar uma tv por assinatura.
- Passar as minhas fitas VHS que estão trancadas no quartinho da bagunça - que na verdade é um quarto de empregada, mas pobre não tem empregada - para DVD. Eu quero ver se eu era uma criança inteligente feito a Maísa ou uma criança burra. Isso é importante.
- Imprimir e fazer todos os vestibulares antigos que eu baixei do site da Uerj. Procurar os vestibulares antigos da UFF e da UFRJ. Ou eu não vou passar nem pra Música com Otoboé(é assim que se escreve?)
- Participar de todas as promoções e concursos. Um dia eu vou ter que conseguir alguma coisa.
- Prestar qualquer concurso público. Vai que eu descolo um emprego pra 2011? Se o salário for bom, tchau temporário a univerdade.
- Ver como vai ficar minha relação com o Twitter. Até agora não vi nada de interessante nesse lugar que nos restringe a 140 caracteres. Quem leu o post até aqui já sabe o porquê.
- Tirar fotos e fazer um álbum bem lindo escrito 2010.
- Entrar pra comissão de formatura da escola e levar idéias boas
(preciso pensar MUITO)
- Visitar o Racionalismo Cristão. Sou doida pra saber como é.
- Escrever mais no Recanto das Letras.
- Fazer posts menores no blog. Algo me diz que vai ser o mais difícil.
= ********
Mas, pela primeira vez nesses 17 anos, estou cheia de planos, há! E sabe o que é bom? É que eu sou uma pessoa tão chata e persistente, que eu sei que vou até o fim!!
Então, olha só: motivos para o ano 2010 ser especial:
- Eu vou fazer 18 anos em novembro!
- Logo vou poder doar sangue e me cadastrar como doadora de medula. Isso é muito importante. Quando as pessoas aprenderem que se ajudar é importante, as coisas vão melhorar. Não adianta desejar só um ano maravilhoso pra no fim das contas continuar sendo egoísta.
- Quero ver se dá pra entrar na auto-escola já em dezembro(pesquisar sobre isso e juntar grana no meu porquinho de barro)
- Me preparar porque no próximo Reveilón, com 18 anos, eu não vou ficar com a minha família parada. MESMO.
- Meu Deus, eu estou no último ano. Queria ter mais tempo de escola. A energia daquele lugar é maravilhosa. Se eu pudesse morava lá.
- Vou tirar título de eleitor. - é, tô ficando adulta, kkkk
Coisas que eu PRECISO fazer:
- Eu ia prometer falar menos. Mas como vai ser meu último ano na escola, eu acho que tenho que aproveitar ao máximo. Dane-se quem me acha insuportável.
- Isso vai ser verdade: tomar menos Coca-Cola zero. Eu preciso entender que aquilo é uma bomba de sódio que pode me matar. Se for pra me entupir de refrigerante, que seja Mineirinho, que é produzido na minha cidade.
- Dar um jeito sobre a minha profissão. Porque eu quero ser psiquiatra e trabalhar em hospício. E é claro que meus pais não concordam. Papai quer que eu seja uma cardiologista, ortopedista, essas coisas. E mamãe quer que eu passe num concurso público e faça algum curso que eu só precise frequentar à noite. A droga é que, se eu fizer vestibular pra medicina é bem, mas bem provável que eu não passe. E eu perderia mais um ano de cursinho, gastando dinheiro e atrasando em mais um ano a minha formação. Tipo, eu só ia conseguir ser neurologista ou psiquiatra lá pelos 30 anos. Ó vida cruel. Mas tem psicologia. E tipo, eu amo psicologia. Imagina trabalhar como psicóloga de presídio? Deve ser MUITO interessante. Porém, papai não quer que eu faça psicologia de jeito nenhum. E como é ele que vai me sustentar durante o curso(porque tudo isso é em horário integral, :\), preciso dar um jeito. Afinal, acho que se eu estudasse muito, eu poderia passar pra Psicologia esse ano. E com 23 anos eu já estaria formada. Teria tempo de casar, comprar um sítio e ter seis filhinhos: Ianaê, Artur, Bernardo, Mariane, Henrique e Melissa/Jane/Juliane(tô decidindo). Se eu fizer Medicina não vai dar mesmo!
A droga é que as específicas são diferentes, nem dá pra deixar Psicologia na segunda opção. Que M!
- Preciso juntar dinheiro e passar pra final da 2ª ONHB. eu quero ir pra Campinas de novo. Por quê? entenda: Em Campinas juntaram 26 adolescentes de 15 a 17 anos em uma casa, com um disk pizza, um cozinha e material pra brigadeiro. Isso sim é felicidade!
- Preciso comprar livros. Essa coisa de fazer um monte de download ilegal é uma baita sacanagem. Se existisse um Fnac aqui por perto, eu não passaria por isso. Mas só tem Fnac na Barra da Tijuca- foi o que me disseram - e, tipo, É MUITO LONGE DAQUI!!
- Terminar logo de escrever o meu livro, o Missão na Terra. eu já tô quase no final, mas fico voltando e revisando tudo, porque sempre acho que tá ruim. como que a Meg Cabot consegue escrever livros tão bons em tão pouco tempo? Ah, vai ver ela não é que nem eu, que volta e revisa tudo. Pode ser.
- Jogar na Quina. O jogo é só R$0,50 e tem sorteio todo dia. Eu faço uma combinação de cinco números e jogo a mesma todo dia. Uma hora vai ter que sair essa combinação. Afinal, serão 6 jogos por semana em 52 semanas. Pelo menos quatro pontos uma hora eu vou ter que fazer, fala sério.
- Me dedicar ao blog. Pelo menos isso eu escrevi grandão na minha agenda nova.
- Ih, é, a minha agenda. Como é a primeira vez que compro agenda pra organizar a minha vida, tenho que me dedicar a ela. Claro que meu terapeuta principal vai ser o meu diário, que fica escondido e protegido de tudo e de todos. Mas na agenda eu preciso anotar meus compromissos e trabalhos de escola pra não esquecer mais nada!
- Independente da próxima série que o SBT vai usar pra substituir Sobrenatural eu vou assistir. Eu preciso assistir algo além de E24 e A Grande Família agora que Toma lá dá Cá acabou. Antes eu ainda tinha o Linha Direta. Já que com certeza não vai ser em 2010 que vou ganhar uma tv por assinatura.
- Passar as minhas fitas VHS que estão trancadas no quartinho da bagunça - que na verdade é um quarto de empregada, mas pobre não tem empregada - para DVD. Eu quero ver se eu era uma criança inteligente feito a Maísa ou uma criança burra. Isso é importante.
- Imprimir e fazer todos os vestibulares antigos que eu baixei do site da Uerj. Procurar os vestibulares antigos da UFF e da UFRJ. Ou eu não vou passar nem pra Música com Otoboé(é assim que se escreve?)
- Participar de todas as promoções e concursos. Um dia eu vou ter que conseguir alguma coisa.
- Prestar qualquer concurso público. Vai que eu descolo um emprego pra 2011? Se o salário for bom, tchau temporário a univerdade.
- Ver como vai ficar minha relação com o Twitter. Até agora não vi nada de interessante nesse lugar que nos restringe a 140 caracteres. Quem leu o post até aqui já sabe o porquê.
- Tirar fotos e fazer um álbum bem lindo escrito 2010.
- Entrar pra comissão de formatura da escola e levar idéias boas
(preciso pensar MUITO)
- Visitar o Racionalismo Cristão. Sou doida pra saber como é.
- Escrever mais no Recanto das Letras.
- Fazer posts menores no blog. Algo me diz que vai ser o mais difícil.
= ********
30 de dezembro de 2009
E lá se vai 2009 - Parte 3 - Pessoas
Falando sério, o que faz a vida da gente? Pessoas, é claro. O que faz com que as coisas materiais pareçam legais são as pessoas relacionadas a ela. Como, por exemplo, hoje eu tava tomando refrigerante de limão e lembrei da Vanessa, que foi minha vizinha e super amiga dos 10 aos 14 anos. Até que eu me mudei, o contato foi diminuindo, diminuindo, e hoje é bem pequeno. Mas era legal porque nós éramos as doidas que preferiam o refrigerante de limão entre todos os outros. Se não fosse pela Vanessa, eu talvez não gostasse tanto do refrigerante de limão.
Logo, eu quero falar um pouco das pessoas que fizeram meu 2009 mais feliz!!! E como foi muita gente, (muita mesmo), quero destacar aqueles de quem me aproximei ou falei mais esse ano. Porque falar da Belle, da Isa, da Carol lá do Jecsa, e dos outros que já eram amigos de longa data nem conta, ou esse posta não acaba nunca!!!
1. Andressa - tive que começar por ela. Porque, tipo assim, há uns dez meses atrás eu odiava essa menina tanto quanto eu odeio o Hitler. Não, acho que odiava mais, porque do Hitler eu tenho é pena. Mas eu e a Andressa, eu acho que temos uma história, ok? Porque tudo começou devido sermos meninas inteligentes que correm atrás(eu sei que faltou modéstia aqui). Mas, em 2008, em meio aquela guerra que era o Processo Seletivo do Provoc para estágio na Fiocruz, criei briga, só pra variar, sabe como é.
E nisso eu criei uma inimiga. O que de vez em quando é bom pro ego. Mas só de vez em quando.
Mas esse ano, o pessoal da escola colocou a gente na mesma sala. E o lance? Bem, agora era enfrentar aquela garota insuportável todo dia. Na minha sala, tem noção? E bem, mesmo ela vivendo no celular(e eu ODEIO celular, sempre odiei), comecei a ir com a cara dela. E óbvio, custei a admitir isso. Mas não me sinto tão culpada porque sei que ela também não ia com a minha cara. Pelo menos eu acho.
E nisso a gente começa a sentar perto, conversar durante as aulas, fazer trabalho juntas. Lances da vida.
E na última semana eu acabo pagando o mico de chorar no meio da sala de informática(que estava lotada, importante observar), enquanto fazíamos o trabalho de sociologia, porque ano que vem a gente não vai mais estudar junta(já que voltaremos para nossas turmas antigas - é uma burocracia muito complicada pra expicar aqui).
E nem nunca mais, porque 2010 é o nosso 3ºano do E.M., eu quero fazer Medicina(ou psicologia - tô discutindo com meu pai sobre isso) e ela quer fazer Engenharia de alguma coisa. E vendo pelo lado que eu detesto engenharia e ela não quer mudar de idéia, era realmente tchau. Logo eu que odeio mostrar minhas emoções em público. Culpa sua, Andressa!
2. Gleyce - passamos todo 2008 estudando juntas e eu mal olhei na cara dela. Mas tudo bem, porque acho que ela mal olhou na minha cara também. Mas eu descobri esse ano, quando finalmente começamos a nos falar, que ela é uma pessoa incrível!!! Que tipo, tem muita coisa a ensinar. Que tem um sorriso muito legal, que passa uma energia super positiva. E mesmo ela tendo roubado meus feriados, fins de semana e tardes livres pra estudar química, eu adoro essa garota!!! Ela e sua mania de ser mais adulta que todo mundo são um máximo. Gleyce, tenha certeza, que muitas vezes(mas muitas mesmo) eu pensava em desistir do mundo, mas quando eu via você rindo de tudo, levantava a cabeça e seguia. Obrigada por colocar tanta coragem em mim, ok?
3. Yanaê - conhecia a Yanaê só de corredores da escola, mas esse ano, lá estava ela, também na 1203, a turma de segundo ano formada pelos nerds. E mesmo ela falando muito(tipo, eu!), querendo achar que as idéias dela são as certas(tipo, eu!), eu realmente amei conhecer essa garota. Porque, apesar da gente discutir quase sempre, ter idéias diferentes, e na hora da apresentação dos trabalhos em grupo ela ficar falando o tempo todo e não dar chance para mais ninguém falar(não negue, Yanaê) depois das discussões a gente sempre voltava a se falar como se nada tivesse acontecido, em tipo, uns 15 minutos. E pra todo mundo ter noção do quanto eu gostei de você(e do seu nome), o nome da minha primeira filha vai ser Ianaê. Mas com I, porque ninguém merece ser a última da chamada.
4. Nane - Dona Johanna, já te falei que você se tornou muito especial? Porque se tornou, MESMO. E pensar que da primeira vez que te vi eu pensei: "Será que vou ter que aturar essa garota durante todo o ensino médio?". E lá pelo fim do ano passado, começo a me dar bem com você. E eu que achava ridículo o seu nome: escrever Johanna e se falar "IORRANA"(porque é alemão), e ainda as pessoas te apelidarem de Nane! Mas hoje, eu simplesmente acho o seu nome SUPER original, e eu mesma te chamo de Nane. Percebi que mesmo você sendo uma das meninas mais populares, bonitas, inteligentes e atrapalhadas, seu coração é GIGANTE. Mesmo no amigo oculto de 2008, eu estando de dieta e fazendo a observação: "Não quero chocolate", você me deu um monte de chocolate. E quer saber? Eu nem liguei de ser chocolate. Porque a partir de 2009, nos tornamos amigas e existe presente melhor do que uma amiga feito Nane? Uma amiga que uma vez quando eu disse que não ia chorar - não lembro o porquê - já que eu achava chorar coisa de gente fraca, ela simplesmente virou pra mim e disse: "Eu acho o contrário. Chorar é coisa de gente forte o suficiente pra admitir que tem sentimentos, emoções. Admitir que às vezes a gente fica feliz e a gente sofre." Na boa, isso mudou toda a visão que eu tinha sobre chorar. Sério.
E a Nane tá ali pra te ajudar sempre que você precisa. Seja quando você cisma de comprar um vestido numa quinta-feira à noite, véspera de feriado prolongado, e ela fica com você na fila quilométrica da loja. Que tem uma caixa lerda. Mesmo ela estando sem dormir há dois dias e sabendo que vai passar horas no engarrafamento porque ela pega a BR pra chegar em Itaboraí. E mesmo ela tendo uma prova de física e outra de história(100% discursiva) no sábado.
Ou então ela está lá, pra andar com você do Guanabara - em São Lourenço - até o Plaza shopping(de sapatilha!), mesmo estando sem almoço, porque a sua mãe falou pra você enfiar uns cupons de promoção numa urna.
Valeu, Nane. Saiba que de vez em quando, eu tava pra explodir com o mundo, mas você pegava sua máquina e falava "Vamos tirar foto?". E as coisas melhoravam. O astral melhorava.
5.Dênis e Vinícius - como eu amei conhecer esses meninos. Eles são um exemplo de amizade que todo mundo devia seguir. Eles fazem as pessoas rirem e esquecerem dos problemas. Seja o Dênis nas aulas de espanhol, ou Vinícius pedindo a droga do bombom da gincana. Porque eu inventei de fazer uma gincana valendo bombom coma turma. A equipe deles ganha e Vinícius passa meses me atazanando, pedindo a droga do bombom que eu esqueci de comprar. Eu cheguei a andar pelas ruas ouvindo Vinícius dizendo: "Cadê meu bombom?". Sério, me senti num filme de terror.
As imitações de Dênis, Vinícius vestido de mulher no Plaza Shopping só por um trabalho de escola.
O meu presente de amigo oculto que Vinícius embrulhou em um MONTE de sacolas. E que ele me disse que foi no Saara comprar pra mim. Mas eu vi no selo de troca que ele comprou na loja da Saraiva que fica no Plaza.
Obrigada, meninos. Seja pelas risadas, seja pelo alfajor de maracujá que eu sempre comprava com o Vinícius, pelo Dênis ficar fazendo todo mundo virar a noite rindo em Campinas. Vocês são maravilhosos.
6.Malu e Myle - outro exemplo de amizade. Essas meninas são lindas, meigas, inteligentes. São amigas não só uma da outra, mas de todo mundo. Elas têm as versões de cabelo liso e cacheado mais lindas que já vi. São super legais!!! Trazem uma energia tão boa, tão calmante. Valeu, meninas.
7. Carol Magé e Rio Bonito - essas meninas da roça(rs), dão o maior ânimo que alguém pode precisar. Levantam o astral de qualquer ambiente, fazem você rir e ver que a vida não é tão complicada. Elas me mostraram que a gente tem que ser otimista, ver tudo pelo lado que nos faz rir. Simples assim.
8. Samara - Ai, conheço a Sami, desde a 7ª série. E a nossa história, é meio parecida com a minha e a de Andressa. Passei quase três anos da minha vida odiando essa garota pra hoje gostar demais dela. Afinal, quando pessoas acordam às cinco da manhã e pegam quatro ônibus por dia, elas acabam se unindo. E muitas vezes, como no nosso caso, descobrindo que podem ser amigas. Acabando com essa coisa de competir uma com a outra o tempo todo. E se unindo pra ficar até quase seis da tarde na sala de informática por causa de uma olimpíada de história, pra depois pegar a Alameda São Boaventura super engarrafada e chegar em casa super tarde. e quando uma desanima, a outra tá lá pra falar: " Se ergue, caramba!". Sami, é muito bom não ser mais sua inimiga.
9. Thaís e Mariana - essas, diferente das pessoas que eu falei, não são da escola. Não conheci em curso algum, em academia, nem festa, nem por ser amiga de amiga. Conheci porque eu simplesmente fui na casa da minha vizinha do 501 e elas estavam lá por serem sobrinhas dela. E daí a gente começa a conversar sem parar. E depois de uns dez minutos já me sinto amiga delas. E depois de umas meia hora, estamos contando sobre coisas que eu não falo com mais ninguém nessa lista. E porque a gente fica conversando até de madrugada na escada do prédio. Ou porque, em plena noite de Natal, eu e Thaís comemos brigadeiro de panela e depois ficamos assistindo Os Normais 2 de madrugada, quando todo mundo tava dormindo. Coisas assim unem as pessoas.
Gente, esse post tá gigante, maior que o que eu esperava. Mas eu não quero que pensem que a lista de pessoas especiais acabou por aqui. Porque tem gente como a Vivi, Laís, Ana Carol e suas neuroses, que já faziam parte do meu cotidiano. O pessoal da ONHB que é tão legal. Pessoas que conheci pela internet. Pessoas que eu vejo sempre e gosto tanto. E claro que outras pessoas também entraram nesse meu coração que já tá explodindo de tanta gente. Esse pessoal todo que me anima a viver cada dia mais. Saibam todos que amo vocês. Mesmo. É incrível isso. Não consigo ver quem de vocês amo mais. Sabe aquelas situações de "verdade e consequencia" que a gente brinca aos 12 anos? Se eu tivesse com vocês numa delas tava frita. Porque vocês são essenciais. E juntos, acho que somos todos essenciais para a humanidade, temos que provar isso, ok?
Descobri que não tem definição pra amizade. Existem aqueles recadinhos de orkut que as pessoas mandam por depoimento, mas nenhum deles tá 100% certo ou 100% errado. Existem diferentes tipo de amigos. Todo mundo precisa de um amigo que conte a vida dele pra você, um amigo que ouça a sua vida, um amigo que te faça rir, outro que você tem que fazer rir. Um amigo que seja doido e fale pra você fazer besteira. Um amigo que seja metido a correto e fale pra você ser sério. Um amigo que seja simples, e outro com mania de riqueza.. Um amigo mais bonito e outro mais feio que você. Um amigo que goste de ler e outro que goste de jogar bola. Amigos diferentes. Amigos fúteis ou nerd. Amigos profundos ou superficiais.
Pra ser amigo, basta ter um coração capaz de abrigar os outros. E isso, eu acho que todos nós temos, ou não estaríamos vivos, certo?
Porque, mesmo com características diferentes, somando tudo, todos nós temos um saldo igual. E é isso que faz de viver uma coisa tão legal.
O que faz dos seres humanos serem tão iguais e viverem tão juntos numa sociedade, é essa mania de ser diferente.
P.S.: depois de um 2009 cheio de novas amizades, transformando inimigos em amigos, sinto falta de uma rivalidade. Será que alguém se habilita a brigar comigo, hein? 8D
observação: essa foto foi no começo do ano. Tenho certeza que eu não tinha noção de como 2009 seria bom.
26 de dezembro de 2009
E lá se vai 2009 - Parte 2 - Meg Cabot
Na verdade tenho MUITA coisa pra fazer agora, mas estou tão, mas tão sem paciência, que estou aqui no blog fazendo mais uma sessão terapia. E aproveitando pra contar mais um episódio de como foi 2009. Porque se a gente reparar, o nosso dia a dia tem muito mais história que um livro, certo?
E por onde eu parei mesmo? Ah, sim, quando eu tava falando de livros, literatura e cheguei em Meg Cabot. Porque eu acho, que, tipo assim, a leitura foi feita pra divertir a gente. Se eu quiser ler algo difícil pra quebrar a cabeça eu leio um artigo científico. E é aí que a Meg entra. Porque os livros dela são super divertidos.
E pensar que no início do ano, lá pra primeira semana de janeiro, eu nunca tinha ouvido falar dela.
Então, como fã de alguém, acho que tenho o direito de contar a minha história sobre isso, certo?
Tudo começou quando na virada do ano eu quis ler Crepúsculo, porque tava todo mundo lendo e talz. O lance é que eu e minha teimosia levamos a coisa tão a sério que eu baixei os livros e deixei guardadinhos na pasta "Luma Beatriz" que tem no PC aqui de casa. Papai, mamãe e Teco - que é como chamo meu irmão - resolveram ir ver os fogos para Copacabana. Mas como eu não gosto de fogos mesmo, fiquei em casa. Sozinha. Ouvindo o especial da Claudia Leitte na Record e lendo Crepúsculo no PC. Não pense que eu sou emo, solitária ou doida. Bem, tem gente que diz que eu sou meio doida. Mas eu acho que não. Quando eu contei pras pessoas oq eu fiz no Ano Novo quase me apedrejaram. Mas eu fiquei muito mais feliz lendo Crepúsculo, ouvindo Claudia Leitte, sozinha de pijamas no meu quarto e comendo biscoitinhos amanteigados de chocolate da Bauducco do que eu ficaria se eu estivesse em Copacabana. Estou falando sério.
Bem, fiquei viciada na saga porque nunca tinha lido nada tão simples e divertido. E quis ver o preço do livro na internet. Foi nessa que entrei no submarino e digitei: "Crepúsculo". Nisso me aparece, além do livro da Stephenie, um outro, da série A Mediadora que eu nunca tinha ouvido falar. Mas li a sinopse e achei legal.
E foi aí que eu relacionei o nome da autora com a de "Tamanho 42 não é gorda" que eu tinha visto na Sisciliano - que agora é Saraiva - do Plaza shopping outro dia com Isabela. E tipo, eu teria comprado o livro se ele não custasse uns quarenta reais, considerando que meu manequim é 42 e eu vivo discutindo coma balança. (discutindo literalmente - eu a que tem no banheiro aqui de casa não nos comunicamos há mais de um ano por ela ter me ofendido das ultimas vezes)
Nisso eu baixo tudo e invento de ler nas férias. Pronto, virei fã da Meg. Talvez porque eu sou meio neurótica - tem gente que diz que eu sou totalmente neurótica, mas acho que não é pra tanto - e todas as personagens dela são. E quando você é uma neurótica e vê que tem gente que te entende, é superlegal.
Vou baixando um monte de livros dela, lendo tudo, vigiando a Saraiva e Submarino na internet todo dia procurando promoção dos livros dela. Entrando nas comunidades dela e de seus livros no orkut e conhecendo outras fãs neuróticas como eu.
Volto pra escola chateando todo mundo pra ler também. E descubro que ela vem pro Brasil. Pronto: o alarme fã maluca apitou.
Me preparei pra vê-la na Bienal do livro. Eu ia no domingo, dia 13, com a minha mãe, mas a escola inventa de fazer a excursão da bienal no dia 11, que ela também tava lá.Eu armei o plano de ir na sexta e no domingo.
Saio da escola na sexta preocupada com a fila, desesperada de não conseguir falar com ela.
Eu e Ana Carol encontramos a fila gigante pra caramba e corremos pra lá. São 11 da manhã. Conhecemos muita gente na fila. Meninas neuróticas viciadas em Meg Cabot. Cara, um dia nós dominaremos o mundo. Meninas como a Bruna e a Priscila, e claro, a Marcelle, que era da nossa escola e eu nem reconheci. Só quando ela falou de São Gonçalo. Aí eu viro: "Ah, eu te conheço de algum lugar." E ela solta: "Ah, é porque a gente é da mesma escola." Abafa o caso, meus caros.
E quando eu tô entrando na cabine pra ver minha ídola - existe ídola ou ídolo é um substantivo que não varia? - quase tenho um treco. Tô falando sério. As meninas da fila pensaram que eu ia morrer porque tremia sem parar. Até o segurança dela ficou preocupado comigo, tem noção?
E quando eu entro pra pegar autógrafo, tcharam! Eu começo a gritar. O engraçado é que eu começo a gritar em inglês. Meu, que criatura brasileira em sã consciência grita em inglês quando tá nervosa? Eu devia estar muito louca. Depois Yanae me disse que o pavilhão inteiro ouviu meus gritos. Dane-se, eu tava nervosa mesmo. E eu tava com uma baita duma sorte. Porque, se você pensar, quantas pessoas conhecem seus ídolos internacionais, abraçam e conversam com eles? Quantos, hein?
E como anda minha leitura de Meg cabot? Bem, digamos que li os seis livros da série A Mediadora, os quatorze livros da série o Diário da Princesa, os três livros da série Os mistérios de Heather Wells, Pegando Fogo, Sorte ou Azar?, Ídolo Teen, Airhead, Avalon High(fofo demais, eu tenho que arrumar a continuação) e daqui a pouco começo a ler Como ser Popular?.
Mamãe disse que eu sou meio doente, considerando que eu virei a noite de Natal lendo Avalon High, e que eu virei noites lendo toda a série de Mia Thermopolis sem parar. Mas acho que é porque mamãe não sabe o que é ser fã de alguém. Ou talvez soubesse, quando ela tinha 15 anos, na década de 80, e curtia os Menudos.
E por onde eu parei mesmo? Ah, sim, quando eu tava falando de livros, literatura e cheguei em Meg Cabot. Porque eu acho, que, tipo assim, a leitura foi feita pra divertir a gente. Se eu quiser ler algo difícil pra quebrar a cabeça eu leio um artigo científico. E é aí que a Meg entra. Porque os livros dela são super divertidos.
E pensar que no início do ano, lá pra primeira semana de janeiro, eu nunca tinha ouvido falar dela.
Então, como fã de alguém, acho que tenho o direito de contar a minha história sobre isso, certo?
Tudo começou quando na virada do ano eu quis ler Crepúsculo, porque tava todo mundo lendo e talz. O lance é que eu e minha teimosia levamos a coisa tão a sério que eu baixei os livros e deixei guardadinhos na pasta "Luma Beatriz" que tem no PC aqui de casa. Papai, mamãe e Teco - que é como chamo meu irmão - resolveram ir ver os fogos para Copacabana. Mas como eu não gosto de fogos mesmo, fiquei em casa. Sozinha. Ouvindo o especial da Claudia Leitte na Record e lendo Crepúsculo no PC. Não pense que eu sou emo, solitária ou doida. Bem, tem gente que diz que eu sou meio doida. Mas eu acho que não. Quando eu contei pras pessoas oq eu fiz no Ano Novo quase me apedrejaram. Mas eu fiquei muito mais feliz lendo Crepúsculo, ouvindo Claudia Leitte, sozinha de pijamas no meu quarto e comendo biscoitinhos amanteigados de chocolate da Bauducco do que eu ficaria se eu estivesse em Copacabana. Estou falando sério.
Bem, fiquei viciada na saga porque nunca tinha lido nada tão simples e divertido. E quis ver o preço do livro na internet. Foi nessa que entrei no submarino e digitei: "Crepúsculo". Nisso me aparece, além do livro da Stephenie, um outro, da série A Mediadora que eu nunca tinha ouvido falar. Mas li a sinopse e achei legal.
E foi aí que eu relacionei o nome da autora com a de "Tamanho 42 não é gorda" que eu tinha visto na Sisciliano - que agora é Saraiva - do Plaza shopping outro dia com Isabela. E tipo, eu teria comprado o livro se ele não custasse uns quarenta reais, considerando que meu manequim é 42 e eu vivo discutindo coma balança. (discutindo literalmente - eu a que tem no banheiro aqui de casa não nos comunicamos há mais de um ano por ela ter me ofendido das ultimas vezes)
Nisso eu baixo tudo e invento de ler nas férias. Pronto, virei fã da Meg. Talvez porque eu sou meio neurótica - tem gente que diz que eu sou totalmente neurótica, mas acho que não é pra tanto - e todas as personagens dela são. E quando você é uma neurótica e vê que tem gente que te entende, é superlegal.
Vou baixando um monte de livros dela, lendo tudo, vigiando a Saraiva e Submarino na internet todo dia procurando promoção dos livros dela. Entrando nas comunidades dela e de seus livros no orkut e conhecendo outras fãs neuróticas como eu.
Volto pra escola chateando todo mundo pra ler também. E descubro que ela vem pro Brasil. Pronto: o alarme fã maluca apitou.
Me preparei pra vê-la na Bienal do livro. Eu ia no domingo, dia 13, com a minha mãe, mas a escola inventa de fazer a excursão da bienal no dia 11, que ela também tava lá.Eu armei o plano de ir na sexta e no domingo.
Saio da escola na sexta preocupada com a fila, desesperada de não conseguir falar com ela.
Eu e Ana Carol encontramos a fila gigante pra caramba e corremos pra lá. São 11 da manhã. Conhecemos muita gente na fila. Meninas neuróticas viciadas em Meg Cabot. Cara, um dia nós dominaremos o mundo. Meninas como a Bruna e a Priscila, e claro, a Marcelle, que era da nossa escola e eu nem reconheci. Só quando ela falou de São Gonçalo. Aí eu viro: "Ah, eu te conheço de algum lugar." E ela solta: "Ah, é porque a gente é da mesma escola." Abafa o caso, meus caros.
E quando eu tô entrando na cabine pra ver minha ídola - existe ídola ou ídolo é um substantivo que não varia? - quase tenho um treco. Tô falando sério. As meninas da fila pensaram que eu ia morrer porque tremia sem parar. Até o segurança dela ficou preocupado comigo, tem noção?
E quando eu entro pra pegar autógrafo, tcharam! Eu começo a gritar. O engraçado é que eu começo a gritar em inglês. Meu, que criatura brasileira em sã consciência grita em inglês quando tá nervosa? Eu devia estar muito louca. Depois Yanae me disse que o pavilhão inteiro ouviu meus gritos. Dane-se, eu tava nervosa mesmo. E eu tava com uma baita duma sorte. Porque, se você pensar, quantas pessoas conhecem seus ídolos internacionais, abraçam e conversam com eles? Quantos, hein?
E como anda minha leitura de Meg cabot? Bem, digamos que li os seis livros da série A Mediadora, os quatorze livros da série o Diário da Princesa, os três livros da série Os mistérios de Heather Wells, Pegando Fogo, Sorte ou Azar?, Ídolo Teen, Airhead, Avalon High(fofo demais, eu tenho que arrumar a continuação) e daqui a pouco começo a ler Como ser Popular?.
Mamãe disse que eu sou meio doente, considerando que eu virei a noite de Natal lendo Avalon High, e que eu virei noites lendo toda a série de Mia Thermopolis sem parar. Mas acho que é porque mamãe não sabe o que é ser fã de alguém. Ou talvez soubesse, quando ela tinha 15 anos, na década de 80, e curtia os Menudos.
23 de dezembro de 2009
Nina & Caio, Parte VI - Final
Essa é a última parte de Nina & Caio. Estou parando por aqui antes que a história fique mais longa ainda.
Estou preparando uma nova novelinha-conto para janeiro, e pelo que eu estou bolando vai ser muito legal!!
Ah, espero que gostem do final!
Estou preparando uma nova novelinha-conto para janeiro, e pelo que eu estou bolando vai ser muito legal!!
Ah, espero que gostem do final!
Parte VI
Eu saí do carro um tempo depois feito uma idiota. O que, se você pensar, não é motivo pra me criticar, afinal, eu não estava enxergando absolutamente nada.
- Cuidado pra não cair, Nina.
- Eu não vou cair. Eu to bem. – eu falei enquanto saía do carro guiada pelo Caio.
Eu odeio ser guiada pelas pessoas. Mas o fato é que quando você é guiada pelo cara que você curte, a situação muda. Um vento passou nos meus cabelos, que eu deixei soltos e trouxe para a minha cara. E eu não fiquei falando nada, porque se eu abrisse a boca, eu ia acabar comendo cabelo. Eca.
Quando ele finalmente tirou a faixa dos meus olhos eu pude olhar onde estava. E a paisagem linda a minha frente. Eu já conhecia o lugar, uma vez tinha vindo aqui com os meus pais, quando tinha 10 anos. É, há muito tempo.
Mas são coisas que não dá esquecer. Como o verde das árvores, o céu muito azul, as criancinhas brincando e os casais de namorados. E claro, principalmente os caras que saltam de asa delta. É tão legal, eles parecem...pássaros, sei lá. E mesmo eu não gostando muito de pássaros(podem me apedrejar, mas eu acho eles sem graça,) é muito legal.
- Imagino que você já tinha vindo aqui antes. – foi o que o Caio falou.
- Pra ser sincera, já. Mas eu era pequena. Me lembrava pouco. Eu gosto daqui.
- É, meio a sua cara. Sempre quer estar por cima, no controle, sabe?
Nós rimos.
- Não necessariamente. – eu disse. – Mas dá uma certa sensação de poder ver tudo de cima, você não acha?
- Uhum, dá um pouco, nem tanto. Eu não estou me sentindo o Super-Homem.
- O problema é com você então. Eu me sinto a Mulher Maravilha. – brinquei. – O engraçado é que eu gosto tanto daqui, e nunca mais voltei. E é tão perto de casa. Como a gente se acomoda às coisas, não?
- Então, preparada para a surpresa?
- Como assim? – eu falei meio desligada, olhando para Baía.
- Eu pensei que você sonhava em voar de asa delta.
O quê? Eu ia voar de asa delta? Há! Era essa a minha surpresa? Fala sério, o Caio não é um amor? Óbvio que ele é. Tipo, nem a minha mãe nunca deixou eu voar de asa delta. Ela dizia que era coisa de maluco gastar dinheiro pra pular de um lugar alto pra caramba e sentir medo. O lance é que a minha mãe nunca entendeu que eu não tenho medo de altura. Eu gosto. E depois, com o tempo eu acabei me esquecendo dessa vontade.
- Como você sabia?
- Ah, Nina, você falou outro dia, quando a gente estava saindo da faculdade, não lembra?
Eu virei pra olhar pra ele. O tempo todo eu estava olhando em direção a cidade do Rio.
- Eu não lembrava de ter te falado isso. Eu to sem palavras, sério.
Tipo, quanto que era pra voar de asa delta? Barato não deveria ser. Não mesmo. E eu nem era namorada dele nem nada. Tipo, mesmo se eu fosse namorada dele(vai sonhando, Nina) ele pagaria um salto de asa delta pra mim, pagaria? Porque eu não conheço ninguém que tenha ganho um vôo de asa delta do namorado.
Logo depois a gente saltou dali. Foi muito bom. Eu senti aquele poder que eu tinha contado para o Caio mais cedo. A paisagem do Parque da Cidade de Niterói é realmente deslumbrante. E quando você sai dali voando é realmente muito bom. Mas eu acho que não consegui aproveitar a emoção de voar tipo, 100%. Porque eu ainda estava preocupada sobre o porquê do Caio ter preparado essa surpresa pra mim.
Mas eu não quis perguntar nada sobre isso. Sei lá, não me deu vontade. Ou eu só estava meio chocada com tudo, tanto faz.
O resto do dia foi legal. Peraí, correção: MARAVILHOSO! O sol estava menos quente que nos outros dias típicos e a gente ficou ali, conversando e tomando água de côco. Sentados onde os caras da asa delta saltam, mas agora eles não estavam aqui porque não tinha mais vento suficiente pra isso nesse horário.
Legal é que daqui de cima a gente não percebe que a Baía de Guanabara é um monte de esgoto. Parece que é uma baía limpa. Uma ilusão que é boa da gente ter de vez em quando. E um pássaro pousou do nosso lado. E eu, que não gosto muito de pássaros, achei aquele bonito. Com penas verdes e vermelhas. O assunto parou e nós dois ficamos admirando aquele passarinho. Eu percebi que mesmo eu achando os pássaros sem graça, ele poderia voar quando bem quisesse, sem precisar de asa delta. Invejei ele.
- Deve ser legal ser um pássaro né? Poder voar quando quiser. – Caio disse como se estivesse lendo minha mente.
- E também poder pousar nos cabos de eletricidade sem levar um choque mortal. – completei.
Caio deu uma risada e o pássaro saiu voando. A gente se olhou. E foi aí que ele me beijou. Algo meigo, se você não é eu. Mas se você é eu, é algo extremamente, altamente fofo. E mágico. Porque eu duvido que outra pessoa conheça um cara ao mesmo tempo tão gato e tão legal quanto Caio, que leve ela pra voar de asa delta. Duvido mesmo.
Acho que eu poderia ter ficado ali pra sempre, sentindo a brisa marítima, beijando o Caio, e ouvindo aquelas musiquinhas irritantes que os pássaros cantam.
Poderia se nesse momento, eu não ouvisse:
- Nina?
E foi aí que, espantada, olhei pra trás e dei de cara com Marcos. É, o meu chefe que queria que eu fosse pra Ponte cobrir o manifesto dos ativistas do Greenpeace.
Ele olhou zangado pra mim e falou:
- Segunda-feira você pode ir lá no jornal buscar suas coisas. Você não trabalha mais com a gente.
Mas, por mais estranho que pareça, eu nem liguei. Aquele jornal é muito chato mesmo.
- Tá, tudo bem. – disse sorrindo.
E voltei a beijar o Caio.
FIM
19 de dezembro de 2009
E lá se vai 2009 - Parte 1
Engraçado que, pela primeira vez na vida, estou tendo projetos para o ano seguinte. Estou revendo 2009, pensando em 2010. Estranho é que eu NUNCA fiz isso!! Nunquinha! Sempre fui contra aquele verso de Epitáfio, que diz que o acaso nos protege enquanto estamos distraídos. Eu nunca confiei no acaso, nunca confiei no destino. Sempre disse pras pessoas correrem atrás do que querem e ponto final. Mas hoje eu olho pra trás e vejo que essa ausência de planos e objetivos a vida inteira, fez com que eu fosse uma pessoa contraditória. Porque, uma pessoa sem planos, é vítima do acaso.
Quis listar algumas coisas que me aconteceram esse ano. às vezes me parece que ele não foi tão significativo, mas olhando bem, foram tantas coisas!
1 . Inventei de escrever. Passei as férias sem ter o que fazer, e comecei a ler muito. Como tudo isso começou? Uma longa história, mas vamos lá.
Em maio de 2008(é, ano passado), no aniversário de Bel, Amanda e Bruno começaram a falar de Harry Potter, e eu me senti boiando. Afinal, eu mal tinha assistido os filmes! Decidi então que ia ler Harry Potter pra nunca mais ficar boiando quando alguém tocasse nesse assunto.
Pedi emprestado a Amanda o primeiro livro da série, queria ler tudo na ordem. Ela me emprestou e em três dias eu li tudo. Hoje em dia, em três dias eu leio muito mais, mas naquela época, ler quase 300 páginas em três dias pra mim era um recorde.
Depois veio o problema, ninguém tinha o segundo pra me emprestar. Todo mundo que tinha lido o segundo, tinha sido emprestado com alguém que eu não conhecia.
Parei então no primeiro livro. Mas lá pra setembro(de 2008 ainda) abriu a biblioteca lá da escola, e eu inventei de ler de novo. Li muito Agatha Christie. Afinal, Isabela vivia falando de Agatha Christie isso, Agatha Christie aquilo. Na verdade, eu era tão por fora do assunto Agatha Christie, que eu imaginava que ela era uma escritora adolescente. Mas na verdade a mulher tinha vivido no começo do século, tinha morrido na década de 70, e escrevia mistérios do tipo "quem matou". É, nada a ver com o que eu imaginava.
Depois juntei uma grana, comprei outros Harry Potter. Quando chegou a febre Crepúsculo, eu inventei de baixar e-book da internet. Viciante.Li muita coisa made in net.
No início do ano, a nova professora de português mandou a gente escrever uma narração, e ela gostou do meu texto sobre uma pintura de Van Gogh. Nunca ninguém tinha elogiado uma redação minha. Quis progredir. Inventei de escrever também.
Nunca gostei muito de poesias, nem de nada com linguagem difícil. Acho que leitura é pra se divertir. Se eu quiser ler palavras difíceis, leio um artigo científico, poxa!
Comecei a escrever meu livro. Nada que eu não entendesse. Queria fazer um mistério, algo policial. Mas eu não entendo nada de polícia, meu livro iria ficar uma droga! Fiz um romance de linguagem simples, adolescente, algo que eu leria. Lembrei da Débora do curso de inglês, que uma vez disse que uma pessoa precisa plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Acho que eu já tinha começado a fazer a minha parte em relação ao livro.
Outra pessoa que me manda energia positiva pra escrever o livro é a tia Gleysa,mãe de Carol. Ela diz que eu pareço a Clarice Lispector, e mesmo eu tendo odiado " A hora da estrela", acho que isso é um elogio.
Minha grande inspiração, ídola e o que eu quero ser quando crescer é tipo a Meg Cabot. Ela mostra que escrever, é pra se divertir e divertir os outros. Mas aí, já é assunto pra outro post.
ps.: Tentei escrever isso apenas no meu diário comum, mas não consegui, acho que precisava dividir essas histórias com o mundo.
Quis listar algumas coisas que me aconteceram esse ano. às vezes me parece que ele não foi tão significativo, mas olhando bem, foram tantas coisas!
1 . Inventei de escrever. Passei as férias sem ter o que fazer, e comecei a ler muito. Como tudo isso começou? Uma longa história, mas vamos lá.
Em maio de 2008(é, ano passado), no aniversário de Bel, Amanda e Bruno começaram a falar de Harry Potter, e eu me senti boiando. Afinal, eu mal tinha assistido os filmes! Decidi então que ia ler Harry Potter pra nunca mais ficar boiando quando alguém tocasse nesse assunto.
Pedi emprestado a Amanda o primeiro livro da série, queria ler tudo na ordem. Ela me emprestou e em três dias eu li tudo. Hoje em dia, em três dias eu leio muito mais, mas naquela época, ler quase 300 páginas em três dias pra mim era um recorde.
Depois veio o problema, ninguém tinha o segundo pra me emprestar. Todo mundo que tinha lido o segundo, tinha sido emprestado com alguém que eu não conhecia.
Parei então no primeiro livro. Mas lá pra setembro(de 2008 ainda) abriu a biblioteca lá da escola, e eu inventei de ler de novo. Li muito Agatha Christie. Afinal, Isabela vivia falando de Agatha Christie isso, Agatha Christie aquilo. Na verdade, eu era tão por fora do assunto Agatha Christie, que eu imaginava que ela era uma escritora adolescente. Mas na verdade a mulher tinha vivido no começo do século, tinha morrido na década de 70, e escrevia mistérios do tipo "quem matou". É, nada a ver com o que eu imaginava.
Depois juntei uma grana, comprei outros Harry Potter. Quando chegou a febre Crepúsculo, eu inventei de baixar e-book da internet. Viciante.Li muita coisa made in net.
No início do ano, a nova professora de português mandou a gente escrever uma narração, e ela gostou do meu texto sobre uma pintura de Van Gogh. Nunca ninguém tinha elogiado uma redação minha. Quis progredir. Inventei de escrever também.
Nunca gostei muito de poesias, nem de nada com linguagem difícil. Acho que leitura é pra se divertir. Se eu quiser ler palavras difíceis, leio um artigo científico, poxa!
Comecei a escrever meu livro. Nada que eu não entendesse. Queria fazer um mistério, algo policial. Mas eu não entendo nada de polícia, meu livro iria ficar uma droga! Fiz um romance de linguagem simples, adolescente, algo que eu leria. Lembrei da Débora do curso de inglês, que uma vez disse que uma pessoa precisa plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Acho que eu já tinha começado a fazer a minha parte em relação ao livro.
Outra pessoa que me manda energia positiva pra escrever o livro é a tia Gleysa,mãe de Carol. Ela diz que eu pareço a Clarice Lispector, e mesmo eu tendo odiado " A hora da estrela", acho que isso é um elogio.
Minha grande inspiração, ídola e o que eu quero ser quando crescer é tipo a Meg Cabot. Ela mostra que escrever, é pra se divertir e divertir os outros. Mas aí, já é assunto pra outro post.
ps.: Tentei escrever isso apenas no meu diário comum, mas não consegui, acho que precisava dividir essas histórias com o mundo.
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