21 de junho de 2011

13

Hoje eu saí mais cedo da faculdade ( estava já intoxicada com aquele cheiro de formol dos corpos do anatômico, e minha dor de cabeça não quer passar - melhor processar a universidade) e cheguei em casa por volta das quatro e meia. Não que eu tenha tempo pra esse tipo de coisa pois amanhã eu tenho prova de anatomia com todos os nervos e vasos do corpo ( vulgos principais, mas são tantos, que acho que deixam o sentido literal da palavra de lado ) e apesar de ter lido muito, estudado feito uma cachorra, não consegui gravar todos.

Bem, cheguei em casa, liguei a tv e estava no 13, naquele programa do médico. Vou te falar, pior que estudar medicina e ter vendido sua alma pra ciência é chegar querendo assistir pelo menos uma propagando legal e ver programa de saúde. Sacanagem. Daí troquei de canal e estava passando um filme fofo demais, que obviamente já assisti trilhões de vezes: De repente 30!

Claro que assistindo ao filme, pensei como eu era aos 13 anos e percebi que tinha que postar aqui no blog pra vocês.

Aos 13 anos, eu era, tcharam:  a mesma coisa que agora! Sério!
Tá, quando eu fiz 13 anos, em novembro de 2005, eu era uma garota maluquinha, nerdizinha, e que reclamava de tudo ( viu como eu não mudei? hahaha). No dia do meu aniversário eu fiquei muito revoltz porque minha mãe não me deu atenção, pois teve uma reunião de consultoras Natura, papai falou parabéns e nada mais e meu irmão brigou comigo porque tinha ciúmes da minha amiguinha. Pois é, coisas boas como sempre. Ah, eu lembro que nesse dia eu saí da escola e tomei sorvete com as meninas que voltavam pra casa comigo. Eu adorava tomar sorvete na volta pra casa. Uma bola era 0,60 e eu tomava quase que semanalmente. Nesse dia minha mãe me deu 1,00 e eu consegui comprar duas bolas da promoção. Não lembro direito os sabores que escolhi.
Almocei salpicão e jantei lasanha, isso eu lembro.
Eu era meio revoltada também porque era uma das únicas da turma que ainda não tinha ficado mocinha, como diriam as minhas avós, e porque nunca tinha ficado com um cara. Viu meu complexo?
Eu já tinha a mesma altura de hoje, mas era uns 10 kg mais magra. Eu não era "mais magra", porque esses 10kg correpondem ao que tenho hoje de peito. Coitada de mim, nem sutiã usava. Afinal, pra quê usar sutiã se ele não tinha utilidade? Usava era uma blusinha verde ou outra azul por baixo do uniforme de malha pra branca pra ir pra escola.

Mais ou menos um mês depois descobri o que eram cólicas mentruais ( eu era feliz e não sabia! ) e em fevereiro do ano seguinte troquei de escola. O motivo? Falta de verba, coleguinha.
Pois é, não dava mais pros meus pais manterem os dois filhos na escola particular. Claroq ue papai tentou negociar com o diretor as mensalidades atrasadas para que minha matrícula fosse renovada, mas o cara não ligou para o fato de que fui uma das melhores da turma nos 8 anos anteriores, enquanto papai pagava em dia. Ele apenas olhou pra cara de papai e disse: "Coloca a Luma na escola pública que ela se vira." Pois é, não foi isso que ele disse pra minha mãe quando eu cheguei lá em 1998. Mas isso não vem ao caso.

Eu já tinha até aceitado bem a ideia de ir pra rede pública e tinha pedido a minha fofíssima amiga Isa pra me ajudar com as matérias no fim de semana, pra que eu não saísse do nível da escola particular.
(Isso foi engraçado pois nesse verão eu estava conversando com a mãe da Isa que nos disse: " Tudo vai ficar bem. E quando você chegar no ensino médio, pode ir pro Pedro II, que está prestes a inaugurar a unidade Niterói."
Colégio Pedro II? Eu nunca tinha ouvido falar. Mas a mãe da Isa me contou tantas maravilhas da escola que me senti esperançosa.
Ela estava certa. Fui pro CPII e lá passei bons anos da minha vida. E, por que não, os melhores?)

Até que Sueli, nossa vizinha da frente, pediu para que mamãe conhecesse a escola onde os filhos dela estudavam. Mamãe foi lá, na segunda feira 06/02/2006. Voltou feliz e contente. Como as mensalidades mais baratas, eu e meu irmão poderíamos continuar na rede privada de ensino.
Mamãe fez minha matrícula e no dia seguinte fui a aula. Não gostei da nova escola. As pessoas pareciam tão.. estranhas. Não era a toa, a escola tinha outra realidade. Alunos de origem mais simples, em uma escola superlotada pela baixa mensalidade, localizada num bairro mais pobre que o que eu morava.
Ah, é importante frisar também que meu professor de geografia na antiga escola tinha cabado de trocar de trabalho e continuava me dando aula, agora na outra escola. Coincidência, não?
Não, não foi coincidência, foi destino. Pois foi graças a esse professor que assisti a "Amor Sem Fronteiras", um filme sobre médicos sem fronteiras e decidi o que eu queria pra minha vida. Ser médica, ajudar os outros. De preferência, uma missionária.

O ano foi passando e muita coisa aconteceu. Amadureci muito, conheci diferentes tipos de pessoas, passei a assistir SBT ( Rebelde entrou na rotina) e nutri uma paixão platônica por um menino da turma. Isso é muito engraçado. Porque eu fui obcecada por ele por muito tempo ( até meados do ano seguinte), o que me causou muitas situações engraçadas, e hoje eu não tenho o menor interesse em sequer saber como ele está hoje, estudando, trabalhando, vivo. Que louco, não?

Ah, também nessa época arranjei meu primeiro trabalho. Foi em setembro de 2006, quando uma vizinha me apresentou a uma amiga sua, cujo filho de oito anos tinha problemas na escola. E então comecei a dar aula particular. Como menina muito burra, eu dava aulas de 2 as 5 da tarde cinco vezes por semana e só cobrava 50 reais. Cara, meus 50 reais era minha fortuna! No meu primeiro pagamento comprei um ventilador de mesa por 49,90 nas Lojas Americanas.
No meu segundo, comprei um tênis rosa com mais 20 reais que meu pai me deu.
O terceiro eu não lembro.
Pra você ver que todo castigo pra pobre é pouco. Bem, acho que é isso.

Já que pouco depois cheguei aos 14.

beijos, vou estudar

P.S.: De repente 30 foi o primeiro filme que assiti no meu DVD, em julho de 2006, quando tinha 13 anos.

7 de junho de 2011

Desculpem-me a ausência mas uma força maior, chamada revolta com a vida + falta de assunto me atrapalharam.

Nada de tão importante tem acontecido em minha vida, mas hoje eu conheci alguém especial. Não, não foi o Harry, meu futuro maridinho.

Estava eu no ônibus, rumo a minha linda(não!) universidade, até que um senhor ao meu lado inventa de puxar assunto. Na maioria das vezes os velhinhos que inventam de nos contar sobre suas vidas são chatos, mas esse definitivamente não era.

Eram seis e vinte da manhã e, após vinte minutos na fila do ônibus, o mesmo partiu. Já na altura do segundo ponto, o senhor inventou de conversar comigo. Na verdade eu até estava com fone no ouvido, mas só no direito pois o esquerdo está cheio de sementinhas de uma sessão de auriculoterapia que eu fiz sábado ( e que estou cmeçando a achar que não teve muito efeito em mim). Eis o senhor estava a minha esquerda e nem percebeu o fone.

Então começou a contar sua vida. Entre idas e vindas me relatou que casou com a sua primeira namorada, com quem estava junto desde os 14 anos. Teve de esperar três anos pro casamento, sem poder nem sentar ao lado da menina. E por quê? Ah, o porque o sogrão era o delegado da cidadezinha no interior do ES onde viviam. o senhor me contou do quanto gostava dela e do quanto a respeitava, que não a traía e que sonhava com o casamento mais que a noiva, seis anos mais velha ( sim, no século passado acho que mulheres de 20 anos pegavam moleques de 14). Contou que dois anos após o casamento resolveram vir para o Rio e ele começou a trabalhar numa fábrica. Apesar de analfabeto, foi muito bem recebido na empresa, onde trabalhou por 41 anos, seu único emprego.
contou-me de seus filhos, da morte da esposa e da perda de um dos meninos ainda jovem, aos 23 anos, devido a uma doença renal. Ah, pobre senhor. Corajoso senhor.
Contou-me de seus netos, que estava indo pra casa da filha caçula naquele momento, e estava morrendo de saudade de seus três netos, Leonardo, Eduardo e Daiane, se não me engano. Contou-me sobre como seus filhos e netos são com um orgulho muito grande em seus grandes olhos verdes. Apesar de analfabeto e tão sofrido, não é isso que esse senhor demonstra. Ele nos mostra uma fé muito grande e um eterno amor pela esposa, vê-se que deseja reencontrá-la um dia.
Quando eu estava chegando no ponto em que troco de ônibus, ele virou-se pra mim e disse: " Desculpa se te chateei - o que definitivamente não aconteceu - mas a única coisa que posso deixar pro mundo é minha história. Meu nome é Geraldo Dias."
Desci do ônibus sentindo um carinho enorme pelo seu Geraldo, espero vê-lo novamente.

Obrigada Geraldo Dias e, espero que eu esteja cumprindo o seu pedido ao divulgar sua história.

Boa noite pessoal, = *

PS.: seguidores que têm blog, desculpem-me pela ausência, por raramente visitar e comentar. Minha vida está muito corrida e não consigo arrumar tempo pra isso, o que me deixa mal, pois é algo que gosto de fazer. Em breve, tentarei melhorar.

14 de maio de 2011

Já tão sabendo?

É, eu tô viva, hahahahahaha. Depois de um mês sem postar: cá estou eu.

Se decepcionou coleguinha? Estava atrás de fofoca? kkkk

Tá, acabou.


Quantas saudades do blog, de escrever, de ver filme, de ler... Ai, a faculdade e o trânsito estão tomando a minha vida completamente.
Estou com muuuuuuuuita saudade de ler um livro a la Meg Cabot, de escrever um conto bobo, de sair visitando blogs...

Nem sei sobre o que postar, já que minha vida tem se resumido a estudar arduamente todos os dias, e eu não quero ficar falando sobre esse tipo de coisa aqui. Pois eu tenho SÃ consciência que meus amados leitores não suportam mais. Estou começando a escrever esse post sem saber como continuar ou terminar. Estou como uma jangada solta num oceano. Essa sensação nem é tão ruim. Acontece que toda vez que começo a escrever uma frase, lembro da sua relação com as matérias que estou aprendendo e nada sai de forma imparcial.

Ah, sim, eu já contei que perdi, nos últimos meses, quase 10 kg? Pois é, reeducação alimentar. Tomei vergonha na cara e aprendi a comer legumes, verduras, frutas e diminuir carboidrato e gordura. Tô evitanto refrigerante. Dá uma sensação de que tô no caminho certo.

Mais alguma coisa não médica? ....
hum, deixe-me ver: hoje eu fiquei muito feliz porque consegui comprar duas lapiseiras fofas por 0,50 centavos cada uma. Tá, elas devem ser mercadoria roubada ou fruto de trabalho escravo porque não faz sentido. Mas eu comprei na loja, faz de conta que sou inocente. E antes que alguém me julgue mal: quem resiste a uma lapiseira de gatinho que custa só 0,50? Fala sério.

Estou olhando pro meu quarto em busca de alguma coisa pra falar. Mas só vejo livros, cadernos, anotações e um monte de roupa pra guardar. Saudades do uniforme. Nunca acumulava tanta roupa pra por no armário. Nunca.

Vou caçar algum texto na internet. Apesar da saudade de escrever, não me sinto inspirada.

Ah, fui vagabundear por uns minutos na net agora (mentira, tava pesquisando uns lances pra minha mãe) e vi uma tirinha sobre o casamento do meu cunhado, o Will. Cunhado, porque pra quem não sabe, eu casarei com o Harry. Ele ainda não sabe, mas um dia descobrirá que sou o amor de sua vida e virarei princesa. Tá, eu não devia escrever isso pois quando eu realmente casar com ele a imprensa vai achar meu blog e vão achar que sou uma golpista. Coisa que não sou. Eis uma coisa que me deixou muito p. da vida esses dias. Só porque o William casou um  monte de gente tá mirando o Harry. Eu acho isso uma baita sacanagem comigo, porque eu sempre quis casar com o Harry, tipo assim, há uns dez anos, desde criancinha.
O pessoal da faculdade não acreditou quando eu falei. Eles não devem ter assistido a "Um Príncipe da Minha Vida" na Sessão da Tarde.

Por falar nisso, que saudade da Sessão da Tarde. De verdade, eu quero voltar a ter uns 12 anos. Ser adulto é horrível.

beijos, qualquer dia apareço.

9 de abril de 2011

Medicina: antes um sonho, agora nem durmo

Viram? Eu não morri.

Pois é, muuuuitas coisas aconteceram nas últimas semanas. Nem acredito que fiquei 37 dias sem postar.

Bem, passei um carnaval ótimo. Sim, viajei pra praia e choveu o tempo todo. Perfeito. Ah, e fui devorada pela cachorra da Carol. Ainda tem um vestígio de marquinha da dentada na minha perna. Perfeito.

Comecei a faculdade! Nunca, eu disse NUNCA estudei tanto na minha vida. Como entrei remanejada, perdi as duas primeiras semanas de aula e tiver que repor o tempo perdido. Mas o mundo não quis.
Pois é, o destino quer me destruir, degolar ou sei lá o quê. Porque perder cinco horas por dia em pé no onibus num transito traumático não pode ser lá muito bom. Não é nada bom.

Cheguei na universidade dia 14/03 e dei de cara com um teste na primeira aula, de bioquimica. Conversei com o professor que me liberou da prova, mas pediu pra eu tentar fazer alguma questão. Óbvio que não consegui nenhuma. Esse professor aplicava testes toda aula ( eu não estou brincando) e com muito custo eu passei raspando no primeiro bloco de bioquímica, sobre proteínas. Agora estou no segundo bloco, sobre bioenergética( isto é, metabolismo, respiração, ciclo de Krebs - pior materia do universo - etc).

Mas se você pensa que bioquímica é tenso, hahahha, vai sonhando. Porque pode piorar. Tipo, na sua segunda aula do primeiro dia de aula você descobre que terá uma prova - sim coleguinha, PROVA, e não um singelo teste, três dias depois - sobre um mooooonte de matérias em.... biologia celular.
Na minha opinião, biologia celular é a pior matéria que já inventaram. E pensar que no Ensino Médio eu achava legal. Como eu pude gostar de biologia celular? Isso é horrível.

Tive que estudar arduamente feito uma cachorra, virar noite com o The Cell aberto, lendo artigos científicos em inglês ( o que é horrível - e se alguém não souber inglês? se ferra). Pra no final cair só o que não deu tempo de estudar. Perfeito.

Com o passar dos dias vieram as outras matérias, anatomia e biofísica. Foi meio, tá, completamente, estranho ir no antômico ver pedaços de gente morta. Ainda bem que não vi ninguém inteiro. Ainda.
Porque eu acho que dessa semana eu não escapo. Fico impressionada em como o pessoal vê naturalidade nisso. Parece que ninguém lembra que o dono daquele crânio tinha sonhos, ambições, amores, frustrações...
E o mais estranho é que a gente almoça e depois vai pro anatomico ver difunto na boa. A gente é doente.

Dentro os fatos mais loucos dos últimos dias, houve o lance da chave.
Como assim? Contarei.

Quinta feira, 17/03/2011.

Meu dia estava completamente tenso, eu tinha ido muuuuito mal na prova de biologia celular pela manhã ( e, por mais incrível que pareça, ainda tirei 3,9/10), almoçado não lembro onde e tido aula de biofísica pela tarde. Na aula de biofísica, nós organizamos seminários e apresentamos a materia pra nós mesmos, com um professor que só supervisiona e nos faz perguntas difíceis. Na verdade, a gente nem teve biofísica de verdade. Foi biologia molecular.
Voltando ao assunto: o professor nos liberou às 15:00, o que é poético e incrivelmente raro já que a saída é sempre às 17:00. Aproveitei pra ir na biblioteca caçar um livro de anatomia. Deixei meu material no armário e peguei a chave. Andei por um corredor não achei NENHUM livro de antomia com menos de 30 anos e em potuguês. Sério, a biblioteca do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ tem uma quantidade ridiculamente mínima de livros. Quando eu páro e... cadê a chave do armário? Fiquei maluca, prourando em todos os cantos e não achava em lugar nenhum. E pior que nem dava pra pedir pra arrombar o ármario, já que não lembrava o número. Perguntei várias vezes na portaria da biblioteca, na recepção, e nada.
Lá pelas 16:40 eu fui de novo a portaria e o cara que fica lá se ofereceu pra me ajudar. A chave estava na minha cara, num lugar onde eu procurei, juro!

Saí voando da faculdade mas de nada adiantou. Por quê? Ah, porque nesse meio tempo um acidente na saída da Ilha do fundão, onde fica a universidade, fechou a pista e terminou de nos ilhar - literalmente. Só consegui sair do campus, e mesmo assim no ônibus caro e que não passa bilhete único, depois das 18:00 e sob um transito horrendo.
Cheguei em casa às 21:00 e óbvio que nem lembrei de estudar, dormi logo. Afinal, eu acordo às cinco, pra saí de casa às 05:40 e pegar muuito engarrafamento e onibus lotado. Mal sabia eu que deveria ler um artigo sobre genética e diabetes pra aula de biofísica do dia seguinte. E quando a monitora soube que eu não li, olhou pra mim com a cara mais esnobe do mundo. Sinto muito se ela tem recalque porque não fez medicina. Afinal, isso é muito comum lá no CCS. Gente da enfermagem, farmácia, fisioterapia etc, passa em frente ao Centro Acadêmio da Medicina cheio de inveja. Isso é horrível. Se for pra ser frutrado, tenta de novo, faz mais pré, mete a cara no estudo, oras. Ou então aceita, simples.

Traduzindo, por causa de uma droga da chave, não pude fazer a avaliação sobre o artigo (nem dava pra enrolar, a mulher queria uma redação sobre a pesquisa que o cara fez a nível molecular, total fail) e deixei de ganhar um décimo extra. Que eu percebo que fará muita falta depois da prova que fiz na última quinta.

Vou sair, tô com sono, estudei o dia inteiro todos os dias desde o primeiro dia de aula. Vou dormir.
Qualquer dia eu posto mais,

beeeijos

3 de março de 2011

Eu prometo. Essa é a última vez que falo de vestibular. A notícia é a melhor que eu poderia receber. Tá, a segunda melhor. ok, a terceira melhor. Porque a primeira melhor seria estudar em Harvard, e a segunda melhor ganhar na loteria.


Mas eu consegui ser remanejada / reclassificada pra UFRJ da Ilha do Fundão. E para o 1º semestre! Sentiu? O sonho de sair de casa, da poluição, do trânsito infernal e de ir atrás de mato e vacas morreu = \
Mas tudo bem, porque agora eu vou estudar no primeiro semestre e na mesma faculdade que a maioria das minhas amigas, não é lindo demais? Tá, acabou. Viu? Foi rapidinho, não vou chateá-los mais.
Ah, e eu fiz minha inscrição de disciplinas ontem. Depois de ver oito horas semanais de biofísica eu sonhei com um monte de fórmulas. Eu ODEIO física.
Pronto, agora acabou: eu acho.

Agora, que sou uma universitária, tenho que cumprir meus objetivos.

- nunca mais andar desarrumada. Essa vida de nunca usar sequer um gloss incolor está liquidada. Fato. Um acordo que fiz comigo mesma há muito tempo e não cumpri.
- Voltar a escrever. Se eu amo escrever meus contos e minhas historinhas, é isso que vou fazer.

- Voltar a participar de todas as promoções e sorteios que encontrar. A Carol me deu maior motivação com o post dela.

- passar a fazer login no blogger com mais frequencia. Meu computador sempre fica logado na conta do orkut, e eu fico com maior preguiça de logar de novo pra comentar nos blogs que sigo.



Ain, que medo! Sim, e se a faculdade for horrível? E se todo mundo me odiar? Como vou sobreviver a seis anos de ódio? Quero dizer, ao contrário da maioria dos estudantes de medicina, eu NÃo sou de classe média alta, eu NÃO dirijo (ainda, uma hora eu supero), NEM bebo ou festejo, ou, ah, um monte de coisas.

Droga! Tem como voltar a ter, sei lá, uns 8 anos? Ser adulto é horrível.
beijo

21 de junho de 2011

13

Hoje eu saí mais cedo da faculdade ( estava já intoxicada com aquele cheiro de formol dos corpos do anatômico, e minha dor de cabeça não quer passar - melhor processar a universidade) e cheguei em casa por volta das quatro e meia. Não que eu tenha tempo pra esse tipo de coisa pois amanhã eu tenho prova de anatomia com todos os nervos e vasos do corpo ( vulgos principais, mas são tantos, que acho que deixam o sentido literal da palavra de lado ) e apesar de ter lido muito, estudado feito uma cachorra, não consegui gravar todos.

Bem, cheguei em casa, liguei a tv e estava no 13, naquele programa do médico. Vou te falar, pior que estudar medicina e ter vendido sua alma pra ciência é chegar querendo assistir pelo menos uma propagando legal e ver programa de saúde. Sacanagem. Daí troquei de canal e estava passando um filme fofo demais, que obviamente já assisti trilhões de vezes: De repente 30!

Claro que assistindo ao filme, pensei como eu era aos 13 anos e percebi que tinha que postar aqui no blog pra vocês.

Aos 13 anos, eu era, tcharam:  a mesma coisa que agora! Sério!
Tá, quando eu fiz 13 anos, em novembro de 2005, eu era uma garota maluquinha, nerdizinha, e que reclamava de tudo ( viu como eu não mudei? hahaha). No dia do meu aniversário eu fiquei muito revoltz porque minha mãe não me deu atenção, pois teve uma reunião de consultoras Natura, papai falou parabéns e nada mais e meu irmão brigou comigo porque tinha ciúmes da minha amiguinha. Pois é, coisas boas como sempre. Ah, eu lembro que nesse dia eu saí da escola e tomei sorvete com as meninas que voltavam pra casa comigo. Eu adorava tomar sorvete na volta pra casa. Uma bola era 0,60 e eu tomava quase que semanalmente. Nesse dia minha mãe me deu 1,00 e eu consegui comprar duas bolas da promoção. Não lembro direito os sabores que escolhi.
Almocei salpicão e jantei lasanha, isso eu lembro.
Eu era meio revoltada também porque era uma das únicas da turma que ainda não tinha ficado mocinha, como diriam as minhas avós, e porque nunca tinha ficado com um cara. Viu meu complexo?
Eu já tinha a mesma altura de hoje, mas era uns 10 kg mais magra. Eu não era "mais magra", porque esses 10kg correpondem ao que tenho hoje de peito. Coitada de mim, nem sutiã usava. Afinal, pra quê usar sutiã se ele não tinha utilidade? Usava era uma blusinha verde ou outra azul por baixo do uniforme de malha pra branca pra ir pra escola.

Mais ou menos um mês depois descobri o que eram cólicas mentruais ( eu era feliz e não sabia! ) e em fevereiro do ano seguinte troquei de escola. O motivo? Falta de verba, coleguinha.
Pois é, não dava mais pros meus pais manterem os dois filhos na escola particular. Claroq ue papai tentou negociar com o diretor as mensalidades atrasadas para que minha matrícula fosse renovada, mas o cara não ligou para o fato de que fui uma das melhores da turma nos 8 anos anteriores, enquanto papai pagava em dia. Ele apenas olhou pra cara de papai e disse: "Coloca a Luma na escola pública que ela se vira." Pois é, não foi isso que ele disse pra minha mãe quando eu cheguei lá em 1998. Mas isso não vem ao caso.

Eu já tinha até aceitado bem a ideia de ir pra rede pública e tinha pedido a minha fofíssima amiga Isa pra me ajudar com as matérias no fim de semana, pra que eu não saísse do nível da escola particular.
(Isso foi engraçado pois nesse verão eu estava conversando com a mãe da Isa que nos disse: " Tudo vai ficar bem. E quando você chegar no ensino médio, pode ir pro Pedro II, que está prestes a inaugurar a unidade Niterói."
Colégio Pedro II? Eu nunca tinha ouvido falar. Mas a mãe da Isa me contou tantas maravilhas da escola que me senti esperançosa.
Ela estava certa. Fui pro CPII e lá passei bons anos da minha vida. E, por que não, os melhores?)

Até que Sueli, nossa vizinha da frente, pediu para que mamãe conhecesse a escola onde os filhos dela estudavam. Mamãe foi lá, na segunda feira 06/02/2006. Voltou feliz e contente. Como as mensalidades mais baratas, eu e meu irmão poderíamos continuar na rede privada de ensino.
Mamãe fez minha matrícula e no dia seguinte fui a aula. Não gostei da nova escola. As pessoas pareciam tão.. estranhas. Não era a toa, a escola tinha outra realidade. Alunos de origem mais simples, em uma escola superlotada pela baixa mensalidade, localizada num bairro mais pobre que o que eu morava.
Ah, é importante frisar também que meu professor de geografia na antiga escola tinha cabado de trocar de trabalho e continuava me dando aula, agora na outra escola. Coincidência, não?
Não, não foi coincidência, foi destino. Pois foi graças a esse professor que assisti a "Amor Sem Fronteiras", um filme sobre médicos sem fronteiras e decidi o que eu queria pra minha vida. Ser médica, ajudar os outros. De preferência, uma missionária.

O ano foi passando e muita coisa aconteceu. Amadureci muito, conheci diferentes tipos de pessoas, passei a assistir SBT ( Rebelde entrou na rotina) e nutri uma paixão platônica por um menino da turma. Isso é muito engraçado. Porque eu fui obcecada por ele por muito tempo ( até meados do ano seguinte), o que me causou muitas situações engraçadas, e hoje eu não tenho o menor interesse em sequer saber como ele está hoje, estudando, trabalhando, vivo. Que louco, não?

Ah, também nessa época arranjei meu primeiro trabalho. Foi em setembro de 2006, quando uma vizinha me apresentou a uma amiga sua, cujo filho de oito anos tinha problemas na escola. E então comecei a dar aula particular. Como menina muito burra, eu dava aulas de 2 as 5 da tarde cinco vezes por semana e só cobrava 50 reais. Cara, meus 50 reais era minha fortuna! No meu primeiro pagamento comprei um ventilador de mesa por 49,90 nas Lojas Americanas.
No meu segundo, comprei um tênis rosa com mais 20 reais que meu pai me deu.
O terceiro eu não lembro.
Pra você ver que todo castigo pra pobre é pouco. Bem, acho que é isso.

Já que pouco depois cheguei aos 14.

beijos, vou estudar

P.S.: De repente 30 foi o primeiro filme que assiti no meu DVD, em julho de 2006, quando tinha 13 anos.

7 de junho de 2011

Desculpem-me a ausência mas uma força maior, chamada revolta com a vida + falta de assunto me atrapalharam.

Nada de tão importante tem acontecido em minha vida, mas hoje eu conheci alguém especial. Não, não foi o Harry, meu futuro maridinho.

Estava eu no ônibus, rumo a minha linda(não!) universidade, até que um senhor ao meu lado inventa de puxar assunto. Na maioria das vezes os velhinhos que inventam de nos contar sobre suas vidas são chatos, mas esse definitivamente não era.

Eram seis e vinte da manhã e, após vinte minutos na fila do ônibus, o mesmo partiu. Já na altura do segundo ponto, o senhor inventou de conversar comigo. Na verdade eu até estava com fone no ouvido, mas só no direito pois o esquerdo está cheio de sementinhas de uma sessão de auriculoterapia que eu fiz sábado ( e que estou cmeçando a achar que não teve muito efeito em mim). Eis o senhor estava a minha esquerda e nem percebeu o fone.

Então começou a contar sua vida. Entre idas e vindas me relatou que casou com a sua primeira namorada, com quem estava junto desde os 14 anos. Teve de esperar três anos pro casamento, sem poder nem sentar ao lado da menina. E por quê? Ah, o porque o sogrão era o delegado da cidadezinha no interior do ES onde viviam. o senhor me contou do quanto gostava dela e do quanto a respeitava, que não a traía e que sonhava com o casamento mais que a noiva, seis anos mais velha ( sim, no século passado acho que mulheres de 20 anos pegavam moleques de 14). Contou que dois anos após o casamento resolveram vir para o Rio e ele começou a trabalhar numa fábrica. Apesar de analfabeto, foi muito bem recebido na empresa, onde trabalhou por 41 anos, seu único emprego.
contou-me de seus filhos, da morte da esposa e da perda de um dos meninos ainda jovem, aos 23 anos, devido a uma doença renal. Ah, pobre senhor. Corajoso senhor.
Contou-me de seus netos, que estava indo pra casa da filha caçula naquele momento, e estava morrendo de saudade de seus três netos, Leonardo, Eduardo e Daiane, se não me engano. Contou-me sobre como seus filhos e netos são com um orgulho muito grande em seus grandes olhos verdes. Apesar de analfabeto e tão sofrido, não é isso que esse senhor demonstra. Ele nos mostra uma fé muito grande e um eterno amor pela esposa, vê-se que deseja reencontrá-la um dia.
Quando eu estava chegando no ponto em que troco de ônibus, ele virou-se pra mim e disse: " Desculpa se te chateei - o que definitivamente não aconteceu - mas a única coisa que posso deixar pro mundo é minha história. Meu nome é Geraldo Dias."
Desci do ônibus sentindo um carinho enorme pelo seu Geraldo, espero vê-lo novamente.

Obrigada Geraldo Dias e, espero que eu esteja cumprindo o seu pedido ao divulgar sua história.

Boa noite pessoal, = *

PS.: seguidores que têm blog, desculpem-me pela ausência, por raramente visitar e comentar. Minha vida está muito corrida e não consigo arrumar tempo pra isso, o que me deixa mal, pois é algo que gosto de fazer. Em breve, tentarei melhorar.

14 de maio de 2011

Já tão sabendo?

É, eu tô viva, hahahahahaha. Depois de um mês sem postar: cá estou eu.

Se decepcionou coleguinha? Estava atrás de fofoca? kkkk

Tá, acabou.


Quantas saudades do blog, de escrever, de ver filme, de ler... Ai, a faculdade e o trânsito estão tomando a minha vida completamente.
Estou com muuuuuuuuita saudade de ler um livro a la Meg Cabot, de escrever um conto bobo, de sair visitando blogs...

Nem sei sobre o que postar, já que minha vida tem se resumido a estudar arduamente todos os dias, e eu não quero ficar falando sobre esse tipo de coisa aqui. Pois eu tenho SÃ consciência que meus amados leitores não suportam mais. Estou começando a escrever esse post sem saber como continuar ou terminar. Estou como uma jangada solta num oceano. Essa sensação nem é tão ruim. Acontece que toda vez que começo a escrever uma frase, lembro da sua relação com as matérias que estou aprendendo e nada sai de forma imparcial.

Ah, sim, eu já contei que perdi, nos últimos meses, quase 10 kg? Pois é, reeducação alimentar. Tomei vergonha na cara e aprendi a comer legumes, verduras, frutas e diminuir carboidrato e gordura. Tô evitanto refrigerante. Dá uma sensação de que tô no caminho certo.

Mais alguma coisa não médica? ....
hum, deixe-me ver: hoje eu fiquei muito feliz porque consegui comprar duas lapiseiras fofas por 0,50 centavos cada uma. Tá, elas devem ser mercadoria roubada ou fruto de trabalho escravo porque não faz sentido. Mas eu comprei na loja, faz de conta que sou inocente. E antes que alguém me julgue mal: quem resiste a uma lapiseira de gatinho que custa só 0,50? Fala sério.

Estou olhando pro meu quarto em busca de alguma coisa pra falar. Mas só vejo livros, cadernos, anotações e um monte de roupa pra guardar. Saudades do uniforme. Nunca acumulava tanta roupa pra por no armário. Nunca.

Vou caçar algum texto na internet. Apesar da saudade de escrever, não me sinto inspirada.

Ah, fui vagabundear por uns minutos na net agora (mentira, tava pesquisando uns lances pra minha mãe) e vi uma tirinha sobre o casamento do meu cunhado, o Will. Cunhado, porque pra quem não sabe, eu casarei com o Harry. Ele ainda não sabe, mas um dia descobrirá que sou o amor de sua vida e virarei princesa. Tá, eu não devia escrever isso pois quando eu realmente casar com ele a imprensa vai achar meu blog e vão achar que sou uma golpista. Coisa que não sou. Eis uma coisa que me deixou muito p. da vida esses dias. Só porque o William casou um  monte de gente tá mirando o Harry. Eu acho isso uma baita sacanagem comigo, porque eu sempre quis casar com o Harry, tipo assim, há uns dez anos, desde criancinha.
O pessoal da faculdade não acreditou quando eu falei. Eles não devem ter assistido a "Um Príncipe da Minha Vida" na Sessão da Tarde.

Por falar nisso, que saudade da Sessão da Tarde. De verdade, eu quero voltar a ter uns 12 anos. Ser adulto é horrível.

beijos, qualquer dia apareço.

9 de abril de 2011

Medicina: antes um sonho, agora nem durmo

Viram? Eu não morri.

Pois é, muuuuitas coisas aconteceram nas últimas semanas. Nem acredito que fiquei 37 dias sem postar.

Bem, passei um carnaval ótimo. Sim, viajei pra praia e choveu o tempo todo. Perfeito. Ah, e fui devorada pela cachorra da Carol. Ainda tem um vestígio de marquinha da dentada na minha perna. Perfeito.

Comecei a faculdade! Nunca, eu disse NUNCA estudei tanto na minha vida. Como entrei remanejada, perdi as duas primeiras semanas de aula e tiver que repor o tempo perdido. Mas o mundo não quis.
Pois é, o destino quer me destruir, degolar ou sei lá o quê. Porque perder cinco horas por dia em pé no onibus num transito traumático não pode ser lá muito bom. Não é nada bom.

Cheguei na universidade dia 14/03 e dei de cara com um teste na primeira aula, de bioquimica. Conversei com o professor que me liberou da prova, mas pediu pra eu tentar fazer alguma questão. Óbvio que não consegui nenhuma. Esse professor aplicava testes toda aula ( eu não estou brincando) e com muito custo eu passei raspando no primeiro bloco de bioquímica, sobre proteínas. Agora estou no segundo bloco, sobre bioenergética( isto é, metabolismo, respiração, ciclo de Krebs - pior materia do universo - etc).

Mas se você pensa que bioquímica é tenso, hahahha, vai sonhando. Porque pode piorar. Tipo, na sua segunda aula do primeiro dia de aula você descobre que terá uma prova - sim coleguinha, PROVA, e não um singelo teste, três dias depois - sobre um mooooonte de matérias em.... biologia celular.
Na minha opinião, biologia celular é a pior matéria que já inventaram. E pensar que no Ensino Médio eu achava legal. Como eu pude gostar de biologia celular? Isso é horrível.

Tive que estudar arduamente feito uma cachorra, virar noite com o The Cell aberto, lendo artigos científicos em inglês ( o que é horrível - e se alguém não souber inglês? se ferra). Pra no final cair só o que não deu tempo de estudar. Perfeito.

Com o passar dos dias vieram as outras matérias, anatomia e biofísica. Foi meio, tá, completamente, estranho ir no antômico ver pedaços de gente morta. Ainda bem que não vi ninguém inteiro. Ainda.
Porque eu acho que dessa semana eu não escapo. Fico impressionada em como o pessoal vê naturalidade nisso. Parece que ninguém lembra que o dono daquele crânio tinha sonhos, ambições, amores, frustrações...
E o mais estranho é que a gente almoça e depois vai pro anatomico ver difunto na boa. A gente é doente.

Dentro os fatos mais loucos dos últimos dias, houve o lance da chave.
Como assim? Contarei.

Quinta feira, 17/03/2011.

Meu dia estava completamente tenso, eu tinha ido muuuuito mal na prova de biologia celular pela manhã ( e, por mais incrível que pareça, ainda tirei 3,9/10), almoçado não lembro onde e tido aula de biofísica pela tarde. Na aula de biofísica, nós organizamos seminários e apresentamos a materia pra nós mesmos, com um professor que só supervisiona e nos faz perguntas difíceis. Na verdade, a gente nem teve biofísica de verdade. Foi biologia molecular.
Voltando ao assunto: o professor nos liberou às 15:00, o que é poético e incrivelmente raro já que a saída é sempre às 17:00. Aproveitei pra ir na biblioteca caçar um livro de anatomia. Deixei meu material no armário e peguei a chave. Andei por um corredor não achei NENHUM livro de antomia com menos de 30 anos e em potuguês. Sério, a biblioteca do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ tem uma quantidade ridiculamente mínima de livros. Quando eu páro e... cadê a chave do armário? Fiquei maluca, prourando em todos os cantos e não achava em lugar nenhum. E pior que nem dava pra pedir pra arrombar o ármario, já que não lembrava o número. Perguntei várias vezes na portaria da biblioteca, na recepção, e nada.
Lá pelas 16:40 eu fui de novo a portaria e o cara que fica lá se ofereceu pra me ajudar. A chave estava na minha cara, num lugar onde eu procurei, juro!

Saí voando da faculdade mas de nada adiantou. Por quê? Ah, porque nesse meio tempo um acidente na saída da Ilha do fundão, onde fica a universidade, fechou a pista e terminou de nos ilhar - literalmente. Só consegui sair do campus, e mesmo assim no ônibus caro e que não passa bilhete único, depois das 18:00 e sob um transito horrendo.
Cheguei em casa às 21:00 e óbvio que nem lembrei de estudar, dormi logo. Afinal, eu acordo às cinco, pra saí de casa às 05:40 e pegar muuito engarrafamento e onibus lotado. Mal sabia eu que deveria ler um artigo sobre genética e diabetes pra aula de biofísica do dia seguinte. E quando a monitora soube que eu não li, olhou pra mim com a cara mais esnobe do mundo. Sinto muito se ela tem recalque porque não fez medicina. Afinal, isso é muito comum lá no CCS. Gente da enfermagem, farmácia, fisioterapia etc, passa em frente ao Centro Acadêmio da Medicina cheio de inveja. Isso é horrível. Se for pra ser frutrado, tenta de novo, faz mais pré, mete a cara no estudo, oras. Ou então aceita, simples.

Traduzindo, por causa de uma droga da chave, não pude fazer a avaliação sobre o artigo (nem dava pra enrolar, a mulher queria uma redação sobre a pesquisa que o cara fez a nível molecular, total fail) e deixei de ganhar um décimo extra. Que eu percebo que fará muita falta depois da prova que fiz na última quinta.

Vou sair, tô com sono, estudei o dia inteiro todos os dias desde o primeiro dia de aula. Vou dormir.
Qualquer dia eu posto mais,

beeeijos

3 de março de 2011

Eu prometo. Essa é a última vez que falo de vestibular. A notícia é a melhor que eu poderia receber. Tá, a segunda melhor. ok, a terceira melhor. Porque a primeira melhor seria estudar em Harvard, e a segunda melhor ganhar na loteria.


Mas eu consegui ser remanejada / reclassificada pra UFRJ da Ilha do Fundão. E para o 1º semestre! Sentiu? O sonho de sair de casa, da poluição, do trânsito infernal e de ir atrás de mato e vacas morreu = \
Mas tudo bem, porque agora eu vou estudar no primeiro semestre e na mesma faculdade que a maioria das minhas amigas, não é lindo demais? Tá, acabou. Viu? Foi rapidinho, não vou chateá-los mais.
Ah, e eu fiz minha inscrição de disciplinas ontem. Depois de ver oito horas semanais de biofísica eu sonhei com um monte de fórmulas. Eu ODEIO física.
Pronto, agora acabou: eu acho.

Agora, que sou uma universitária, tenho que cumprir meus objetivos.

- nunca mais andar desarrumada. Essa vida de nunca usar sequer um gloss incolor está liquidada. Fato. Um acordo que fiz comigo mesma há muito tempo e não cumpri.
- Voltar a escrever. Se eu amo escrever meus contos e minhas historinhas, é isso que vou fazer.

- Voltar a participar de todas as promoções e sorteios que encontrar. A Carol me deu maior motivação com o post dela.

- passar a fazer login no blogger com mais frequencia. Meu computador sempre fica logado na conta do orkut, e eu fico com maior preguiça de logar de novo pra comentar nos blogs que sigo.



Ain, que medo! Sim, e se a faculdade for horrível? E se todo mundo me odiar? Como vou sobreviver a seis anos de ódio? Quero dizer, ao contrário da maioria dos estudantes de medicina, eu NÃo sou de classe média alta, eu NÃO dirijo (ainda, uma hora eu supero), NEM bebo ou festejo, ou, ah, um monte de coisas.

Droga! Tem como voltar a ter, sei lá, uns 8 anos? Ser adulto é horrível.
beijo