15 de setembro de 2012

biblioteca

 


Quando eu era pequena, meu filme preferido era Matilda. Matilda era uma fofa, e inteligentíssima. Eu queria ser inteligente como Matilda. Por isso, quando eu descobri que Niteroi tinha uma biblioteca pública no centro, eu cismei que minha mãe tinha que me levar lá. Pra eu ler os livros e ser inteligente como Matilda.


Só que minha mãe me enrolava sempre, dizia que dia de semana eu tinha que ir pra escola, não ia dar tempo da gente ir lá. E que fim de semana não abria. Não sei se era verdade. Não acho que minha mãe era uma mãe má, que ignora a educação da filha, como a mãe de
Matilda era, mas há dez, quinze anos atrás, as coisas não eram tão simples a ponto das pessoas entrarem na internet e em dez segundos ficarem sabendo que dia funciona uma instituição. Mamãe também era dona de casa, não estudava ou trabalhava e não tinha noção do quanto eu queria ir na biblioteca.

Os anos passaram, eu fiquei grande (quero dizer, adulta, porque ainda sou meio baixinha) e quando passei a ter idade pra sair sozinha e estudar em outra cidade ( lá pelos meus 15 anos) a biblioteca entrou em reforma e eu não pude frequentar. o tempo passou e no ano passado a Biblioteca pública de Niterói foi reinaugurada. Mas como ano passado eu vivia enrolada, não fui lá. Esse ano, durante a greve, tomei vergonha na cara e fui conhecer a Biblioteca.

Fiquei encantada. e não foi com a arquitetura, o acervo, os computadores, tudo do mais legal possível. Foi em ver que a biblioteca estava cheia. Porque desde que eu comecei a frequentar a BPN, sempre que vou lá ela está cheia. Cheia de pessoas dos mais diferentes tipos. Alunos de escolas particulares com mensalidades de mil reais estudando em uma mesa e alunos de escola pública estudando na mesa ao lado. De pessoas pobres sentadas ao lado das pessoas ricas pra ler as revistas da semana nas poltronas do salão principal. De pais levando os filhos para a sala de leitura infantil. De adolescentes usando os computadores pra falar no facebook e pessoas com ar cult assistindo filmes na biblioteca. É lindo. Dá vontade de chorar de emoção.

Foi tão legal que levei minha mãe lá e voilá, ela também amou. E, assim, como eu, também amou o fato de estar cheia.

Então, fica a dica: conheçam e usurfruam das bibliotecas públicas. eu tinha uma lista enorme de livros que queria ler mas não tinha dinheiro pra comprar. e agr estou liquidando esta lista. Só essa semana já terminei de ler A Garota Americana e Quase Pronta e agr vou ler Desculpe se te chamo Amor e Fazendo meu Filme. Porque lá tem livros pra todos os gostos.

fachada da BPN


 
 

13 de setembro de 2012

Hoje esse bloguinho modesto que vos fala completa três aninhos de vida! Que gracinha não? Meu bebê está saindo da primeira infância e seu cerebelo está formado, não é lindo?

E essa semana ganhei um suuuuuper presente. Como vcs sabem, eu não deixo passar uma promoção nunca. Sempre que possível, participo de tudo. E pela primeira vez na vida eu GANHEI.  E não foi qualquer promoção não. Foi a promoção do Caixa a-a, blog da fofíssima Carol Santana, que eu conheci há quase três anos atrás, quando escrevia meus textinhos e publicava no Recanto das Letras. Carol, que na época usava um pseudônimo, também postava seus textos lá e uma acompanhava os textos da outra. Daí Carol descobriu meu blog e depois fez um pra ela também. e não é só porque eu ganhei não, mas o blog de Carol é o primeiro que visito sempre que faço login no blogger, hehe. ( não precisa ter ciúme, tbm vou mt no blog de Fran, minha xará Luma etc).Afinal, é um blog que eu acompanho desde que nasceu.

E cara, o prêmio foi suuuper legal. Sabe por quê? Porque é exclusivo! Hahahaha. Sim, Carol vai colocar as cartas que escreve ( feitas à mão, toma invejosos!) no correio direto aqui pra minha humilde residência. E daí, quando ela for uma escritora muito famosa, tipo a Meg Cabot e a J.K. Rowling, eu vou tirar cópias autenticadas ( os originais sempre serão meus) e fazer fortuna pela internet. eu sou um gênio, não? E não pense que acabou não. Porque quando Carol publicar o livro dela, quem vai ganhar um exemplar? A Luminha aqui, hehehehehe.

Então, é isso. A gente se fala galera. A greve acabou e eu tenho provas pra reprovar ( oh, Lord! quando meus professores vão perceber que aprovação automática é uma ideia brilhante?)

beijinhos.

6 de setembro de 2012

Community

A greve acabou. Semana passada os professores perceberam que estávamos virando um bando de vagabundos e mandou voltar. Mas essa greve foi boa. É triste, pois acho que nunca mais terei "férias" de três meses até a aposentadoria. Entretanto, assisti zilhões de séries, li alguns livros e infelizmente ganhei dois quilos. Tudo bem, acontece.

das coisas sem-graça da vida que fiz nessa greve o que mais me surpreendeu foi conhecer a série Community. Eu nunca tinha ouvido falar, mas Vivi me sugeriu e eu quis assistir, tava procurando novos hobbys enquanto as novas temporadas do que eu já assistia não começavam.

Community se passa numa faculdade comunitária. Pelo que eu entendi, uma faculdade comunitária é aquele tipo de faculdade que todo mundo fala mal e que só é frequentada por quem não foi aceito em lugar nenhum. Tipo Universo. (sem preconceito, aluninhos da Universo. Eu acredito que muitos bons profissionais se formaram lá. Faculdade é algo bem auto-didata. Sem contar que acredito que existam bons professores, boas aulas sim. Mas a reputação dessa instituição não é das melhores, vcs sabem disso).

A universidade é questão é Greendale. A história é sobre um grupo de alunos da aula de Espanhol que resolvem formar um grupo de estudos. Tudo é ideia de Jeff Winger, um advogado que perdeu seu registro quando descobriram que seu diploma era falso e agora se vê obrigado a fazer faculdade para recuperar seu antigo status. Jeff cria esse grupo com o intuito de se aproximar de Britta, uma típica estraga-prazeres que só sabe reclamar (sabe como é: vegetariana, pacifista, que acha que vai consertar o mundo ao mesmo tempo que é muitíssimo mal-humorada). Ao grupo de estudos unem-se: Abed - menino meio-autista, fissurado por filmes, árabe- , Shirley - dona de casa recém divorciada que vê na faculdade a chance de recomeçar-, Pierce - um sessentão muito inconveniente que estuda pra deixar a mente ativa-, Annie - menina super-certinha que perdeu a bolsa numa grande universidade devido seu vício em pílulas-, e Troy - colega de escola de Annie, jogava futebol na escola e ainda não sabe lidar com a perda instantãne a da popularidade.

Os primeiros episódios não são muito bons, a história vai meio se arrastando. Entretanto, pelos meados da primeira temporada a hitória começa a ser apresentada sob o ponto  de vista de Abed. Abed é obcecado por filmes de modo que em um episódio o enredo se apresenta como num filme da máfia, em outro como num filme de guerra, e por aí vai. imaginação não falta. é muito engraçado porque Abed vê nas situações do dia-a-dia cenas típicas de filmes, coisas que eu também faço.



então, fica a dica.

beijos

p.s.: é o primeiro post feito do meu notebook, isso não é lindo?

29 de agosto de 2012

Janet Evanovich






Lembram que eu falei sobre um livro que tinha virado filme e eu tava muito a fim de ler? Pois então, o li há alguns dias e AMEI!

"Um dinheiro nada fácil" é a primeira aventura de uma série de chick-lits (como não amar?) escrita por Janet Evanovich. Até algumas semanas atrás eu nunca tinha ouvido falar de Janet. É, vergonhoso.

Mas vi o livro na biblioteca de Niteroi, achei a sinopse interessante e fiquei com vontade de ler, principalmente quando descobri que a história foi adaptada para o cinema.

O livro conta a história de Stephanie Plum, divorciada, desempregada e endividada. Muito endividada. Adoro personagens endividadas. Stephanie está mais que falida procurando um trabalho, quando aparece uma chance. Tornar-se caçadora de recompensas. Acontece que Stephanie é super atrapalhada, não sabe atirar, não sabe dar uma de espiã, nada disso. Traduzindo, tão pateta quanto eu. E sua primeira missão é capturar Joe Morelli, ex-policial com quem Stephanie teve um affair ( sei que essa palavra é coisa de tv fama, mas não achei substantivo melhor) durante o Ensino Médio. Acontece que Morelli é mestre no quesito sagacidade. Por isso, se capturá-lo, Stephanie recebe 10 mil dólares. Ou seja, o que não falta é motivo pra ela ir atrás dele.

O livro é ótimo, bastante engraçado, conta com personagens maravilhosos. Achei diferente que o melhor amigo de Stephanie não era uma amiga encalhada louca ou dona de casa louca como na maioria das historias, mas sim um policial casado com a prima dele. Ficou muito legal. Além disso, como o livro é do começo dos anos 90, é legal ver as pessoas se virando sem celular, computador etc.

Não é à toa que foi adaptado para um longa. "Como agarrar meu ex-namorado" - pior tradução de título que já vi! - é um excelente filme que eu achei bastante fiel ao livro. Deixaram as melhores partes, o que já é uma vitória quando se trata de adaptação. E o filme é legal mesmo, tava tudo do jeito que eu tinha imaginado. E olha que eu assisti logo depois de ler!






As aventuras de Stephanie Plum consistem de 18 livros. Sim, 18! Infelizmente, por enquanto, só os 4 primeiros foram publicados aqui. Estou louca para lê-los, mas são meio dificinhos de achar. O segundo volume da série eu só achei pra comprar no site do Extra e do Ponto Frio, e achei em um sebo de Botafogo no Estante Virtual. Assim que possível vou comprar o dois, e daí fazer o possível pra comprar o três e por aí vai... Tá difícil de achar pra achar disponível em downloads ilegais.


Aproveitando, quando devolvi "Um dinheiro nada fácil", peguei outro livro de Janet, "Garota Metro Sexy". Também é excelente!! Por sorte, o segundo volume desse tem na biblioteca e eu vou poder ler 0800, hehehe












beijinhos, see ya!

22 de agosto de 2012

La Familia

Sabe, eu creio que todas as famílias são especiais. Algumas são fofas, outras confusas mas... nunca, nunca, nenhuma será tão sem noção quanto a minha. Sinto que Deus me enviou pra cá pra tentar colocar um cadinho de juízo na cabecinha de cada um. Quero dizer, tenho uma bisavó que parece a Dercy Gonçalves, um avó que parece seu Xalita, um pai que parece Michael Kyle e uma mãe que é idêntica a Rochelle. Meu irmão é mais interesseiro que Cory, irmão de Raven, e minha tia tem uma imaginação.... parece até a mãe do Barney, de How I met yout Mother! (sim, nessa greve eu tenho assistido a mts séries).

E quando a gente tem uma família enorme que conta com uma tia solteirona, uma tia reclamona, uma tia imaginativa, uma mãe pobre-soberba, um pai que viaja total, um avô apaixonado por sexo, uma bisa que adora falar sacanagem, um tio brincalhão, e nenhum deles tem dinheiro, a coisa começa a partir pro campo da loucura. E eis eu, uma criatura, linda, iluminada, ajuízada.

Daí resolvi falar de alguns personagens de minha família. Sem problemas, só quem lê meu blog é minha mãe, e de vez em quando.

Mamãe:
A encarnação da Rochelle. Sim, ela vai ficar puta, digo, revoltada quando ler isso. Mas mamãe é do tipo que adora ostentar, é como pobre-soberba. Por exemplo, ela não admite encontrar pessoas que estudaram com ela sem estar com as unhas impecáveis. Quero dizer, nem a Ana Hickman fica 24 hs com as unhas impecáveis! Mas pra mamãe ter unhas pintadas com base é sinal de estar falida. É, não faz sentido. Se eu coloco um tipo de roupa pra sair ela já fala logo: " está louca? você está indo na padaria? Mas que sem graça!".
Não culpo mamãe, ela puxou a vovó. Segundo mamãe, uma vez elas estavam no Supermercado quando minha avó viu uma conhecida da cidade dela de longe. Jogou no carrinho muitas embalagens de leite condensado, Coca-Cola, sorvete. Mamãe ficou com uma interrogação na cabeça. Vovó passou pela mulher, cumprimentou, e quando a conhecida saiu do mercado jogou tudo de volta nas prateleiras.

Mamãe também faz o tempo render absurdamente. Mais que o pai do Chris. Ela tem dois empregos, faz faculdade e cuida da casa.

Papai:
Papai é doente. Hipocondríaco toda a vida, toma zilhões de remédios desnecessariamente. Por exemplo, todos os dias ao acordar ele toma uma neosaldina antes que sinta dor de cabeça. Não, ele não me escuta quando falo sobre medicamentos e como eles viciam.
Papai também tem um complexo de cercar todas as possibilidades. Por exemplo, todos os dias quando saio de casa ele me diz pra sentar no meio do onibus, nem na frente, nem no fundo. Afinal, se o onibus bater de frente ou na traseira estou a salvo. Ontem eu brinquei com ele: "é pai, mas e se for num cruzamento..." Ele me olhou e disse que cruzamento atinge qualquer lugar do ônibus. Ou seja, só teria 33% de chance de ser atingida em um dos tipo de acidente. Muito otimista, pai.

Teco: 
Meu irmão é louco, engraçado toda vida. Implicante, de vez em quando baixa um Adalto (de Av. Brasil) e solta umas verdades que não fazem lá muito sentido. Extremamente interesseiro, só gosta de tudo o que é do bom e do melhor. Não é à toa que seus pertences não são numerosos. Não somos ricos.

Vovó Pomposa:
Uma figuraça. Mãe da mãe da minha mãe,dona Maria Pomposa (sim, Pomposa é nome!) adora falar palavrões, sacanagem e fuma 40 cigarros por dia desde os 14 anos ( ela tem 87). Pão dura, adora arrumar uma confusão.
Certa vez mamãe e vovó Pomposa estavam no mercado de peixe de Niteroi, um dos mais famosos do país. Estavam escolhendo peixe enquanto uma mulher enfiou a mão no bolso de vovó e pegou seu dinheiro. Vovó agarrou o braço da mulher e...

ATENÇÃO, AS PALAVRAS ABAIXO USADAS SÃO DE BAIXO CALÃO. SE QUER MANTER SUA MENTE PURA, PULE PARA O PRÓXIMO PARENTE.

- Sua piranha! Quem você pensa que é pra me roubar?
Forma-se um círculo em volta.
- E você, sua palerma, não vai me defender? - vovó falou pra mamãe.
Mamãe continuou estatica.
- Puta que pariu! Tu não serve pra nada mesmo! Anda, sua puta, devolve meu dinheiro!
Minha vó empurrou a ladra pra longe e todas as pessoas que circulavam no mercado expulsaram a mulher dali e lançaram sorrisos de apoio à vovó.
- Porra, Luciana, fica esperta!  - vovó disse para mamãe e continuou às compras como se nada tivesse acontecido.

Tia Giovana
 Mais que louca. A irmã mais velha da minha mãe é extremamente exagerada. Ela conta para as minhas priminhas historias de monstros duvidosos, como o homem que transforma as crianças em lâmpada, o homem que tranforma crianças em botijões de gás e o lagarto que come as próprias patas. Minha tia diz que conversa com gente morta e que a gente nunca deve beijar um cara sem saber se ele tem alguma cárie antes. Da última vez que ela veio aqui ela apontou da janela pra um motel que fica aqui perto e falou que costumava ir ali com meu tio quando era solteira. Detalhe, as filhinhas puritanas dela estavam no recinto.
Agora, se você acha que acabou por aí, nada disso. Minha tia, que embora fosse uma das moças mais bonitas da cidade dela nos anos 80( até hoje vovó Pomposa não se recuperou de tia Giovana não ter sido eleita Miss Cachoeiras de Macacu), é compradora compulsiva e dá aulas de matemática todos os dias da semana, de manhã, à tarde E à noite. E faz congelados pra fora.

Tia Nina
 Embora o verdadeiro nome da irmã caçula de papai seja Lucia, ngm chama tia Nina de Lucia. Ela tem 40 e poucos anos e mora com vovó ainda. Ela reclama que todo mundo é feliz, tem marido e filhos, menos ela. Quando a gente sugere que ela volte a estudar pra conhecer mais pessoas ( e quem sabe o tão sonhado marido) ela diz que está velha pra isso. Quando a gente fica estimulando-a a fazer um curso profissionalizante e trabalhar, ela fica dando pra trás.
Teve uma vez em que a gente foi lá e ela disse pra minha mãe que estava pensando em fazer um curso de depilação. Mamãe ficou toda feliz: " Que bom Nina, você vai poder trabalhar, ganhar seu dinheiro, conhecer pessoas..." Minha tia cortou mamãe: " Luciana? eu estava pensando em fazer o curso pra Eu ME depilar, tá?"
Desse dia em diante, desisti da minha tia.

Outro dia eu continuo,vcs devem estar cansados, hehe.

beijos.

ps.: e vc, qual o seu parente insano?

15 de setembro de 2012

biblioteca

 


Quando eu era pequena, meu filme preferido era Matilda. Matilda era uma fofa, e inteligentíssima. Eu queria ser inteligente como Matilda. Por isso, quando eu descobri que Niteroi tinha uma biblioteca pública no centro, eu cismei que minha mãe tinha que me levar lá. Pra eu ler os livros e ser inteligente como Matilda.


Só que minha mãe me enrolava sempre, dizia que dia de semana eu tinha que ir pra escola, não ia dar tempo da gente ir lá. E que fim de semana não abria. Não sei se era verdade. Não acho que minha mãe era uma mãe má, que ignora a educação da filha, como a mãe de
Matilda era, mas há dez, quinze anos atrás, as coisas não eram tão simples a ponto das pessoas entrarem na internet e em dez segundos ficarem sabendo que dia funciona uma instituição. Mamãe também era dona de casa, não estudava ou trabalhava e não tinha noção do quanto eu queria ir na biblioteca.

Os anos passaram, eu fiquei grande (quero dizer, adulta, porque ainda sou meio baixinha) e quando passei a ter idade pra sair sozinha e estudar em outra cidade ( lá pelos meus 15 anos) a biblioteca entrou em reforma e eu não pude frequentar. o tempo passou e no ano passado a Biblioteca pública de Niterói foi reinaugurada. Mas como ano passado eu vivia enrolada, não fui lá. Esse ano, durante a greve, tomei vergonha na cara e fui conhecer a Biblioteca.

Fiquei encantada. e não foi com a arquitetura, o acervo, os computadores, tudo do mais legal possível. Foi em ver que a biblioteca estava cheia. Porque desde que eu comecei a frequentar a BPN, sempre que vou lá ela está cheia. Cheia de pessoas dos mais diferentes tipos. Alunos de escolas particulares com mensalidades de mil reais estudando em uma mesa e alunos de escola pública estudando na mesa ao lado. De pessoas pobres sentadas ao lado das pessoas ricas pra ler as revistas da semana nas poltronas do salão principal. De pais levando os filhos para a sala de leitura infantil. De adolescentes usando os computadores pra falar no facebook e pessoas com ar cult assistindo filmes na biblioteca. É lindo. Dá vontade de chorar de emoção.

Foi tão legal que levei minha mãe lá e voilá, ela também amou. E, assim, como eu, também amou o fato de estar cheia.

Então, fica a dica: conheçam e usurfruam das bibliotecas públicas. eu tinha uma lista enorme de livros que queria ler mas não tinha dinheiro pra comprar. e agr estou liquidando esta lista. Só essa semana já terminei de ler A Garota Americana e Quase Pronta e agr vou ler Desculpe se te chamo Amor e Fazendo meu Filme. Porque lá tem livros pra todos os gostos.

fachada da BPN


 
 

13 de setembro de 2012

Hoje esse bloguinho modesto que vos fala completa três aninhos de vida! Que gracinha não? Meu bebê está saindo da primeira infância e seu cerebelo está formado, não é lindo?

E essa semana ganhei um suuuuuper presente. Como vcs sabem, eu não deixo passar uma promoção nunca. Sempre que possível, participo de tudo. E pela primeira vez na vida eu GANHEI.  E não foi qualquer promoção não. Foi a promoção do Caixa a-a, blog da fofíssima Carol Santana, que eu conheci há quase três anos atrás, quando escrevia meus textinhos e publicava no Recanto das Letras. Carol, que na época usava um pseudônimo, também postava seus textos lá e uma acompanhava os textos da outra. Daí Carol descobriu meu blog e depois fez um pra ela também. e não é só porque eu ganhei não, mas o blog de Carol é o primeiro que visito sempre que faço login no blogger, hehe. ( não precisa ter ciúme, tbm vou mt no blog de Fran, minha xará Luma etc).Afinal, é um blog que eu acompanho desde que nasceu.

E cara, o prêmio foi suuuper legal. Sabe por quê? Porque é exclusivo! Hahahaha. Sim, Carol vai colocar as cartas que escreve ( feitas à mão, toma invejosos!) no correio direto aqui pra minha humilde residência. E daí, quando ela for uma escritora muito famosa, tipo a Meg Cabot e a J.K. Rowling, eu vou tirar cópias autenticadas ( os originais sempre serão meus) e fazer fortuna pela internet. eu sou um gênio, não? E não pense que acabou não. Porque quando Carol publicar o livro dela, quem vai ganhar um exemplar? A Luminha aqui, hehehehehe.

Então, é isso. A gente se fala galera. A greve acabou e eu tenho provas pra reprovar ( oh, Lord! quando meus professores vão perceber que aprovação automática é uma ideia brilhante?)

beijinhos.

6 de setembro de 2012

Community

A greve acabou. Semana passada os professores perceberam que estávamos virando um bando de vagabundos e mandou voltar. Mas essa greve foi boa. É triste, pois acho que nunca mais terei "férias" de três meses até a aposentadoria. Entretanto, assisti zilhões de séries, li alguns livros e infelizmente ganhei dois quilos. Tudo bem, acontece.

das coisas sem-graça da vida que fiz nessa greve o que mais me surpreendeu foi conhecer a série Community. Eu nunca tinha ouvido falar, mas Vivi me sugeriu e eu quis assistir, tava procurando novos hobbys enquanto as novas temporadas do que eu já assistia não começavam.

Community se passa numa faculdade comunitária. Pelo que eu entendi, uma faculdade comunitária é aquele tipo de faculdade que todo mundo fala mal e que só é frequentada por quem não foi aceito em lugar nenhum. Tipo Universo. (sem preconceito, aluninhos da Universo. Eu acredito que muitos bons profissionais se formaram lá. Faculdade é algo bem auto-didata. Sem contar que acredito que existam bons professores, boas aulas sim. Mas a reputação dessa instituição não é das melhores, vcs sabem disso).

A universidade é questão é Greendale. A história é sobre um grupo de alunos da aula de Espanhol que resolvem formar um grupo de estudos. Tudo é ideia de Jeff Winger, um advogado que perdeu seu registro quando descobriram que seu diploma era falso e agora se vê obrigado a fazer faculdade para recuperar seu antigo status. Jeff cria esse grupo com o intuito de se aproximar de Britta, uma típica estraga-prazeres que só sabe reclamar (sabe como é: vegetariana, pacifista, que acha que vai consertar o mundo ao mesmo tempo que é muitíssimo mal-humorada). Ao grupo de estudos unem-se: Abed - menino meio-autista, fissurado por filmes, árabe- , Shirley - dona de casa recém divorciada que vê na faculdade a chance de recomeçar-, Pierce - um sessentão muito inconveniente que estuda pra deixar a mente ativa-, Annie - menina super-certinha que perdeu a bolsa numa grande universidade devido seu vício em pílulas-, e Troy - colega de escola de Annie, jogava futebol na escola e ainda não sabe lidar com a perda instantãne a da popularidade.

Os primeiros episódios não são muito bons, a história vai meio se arrastando. Entretanto, pelos meados da primeira temporada a hitória começa a ser apresentada sob o ponto  de vista de Abed. Abed é obcecado por filmes de modo que em um episódio o enredo se apresenta como num filme da máfia, em outro como num filme de guerra, e por aí vai. imaginação não falta. é muito engraçado porque Abed vê nas situações do dia-a-dia cenas típicas de filmes, coisas que eu também faço.



então, fica a dica.

beijos

p.s.: é o primeiro post feito do meu notebook, isso não é lindo?

29 de agosto de 2012

Janet Evanovich






Lembram que eu falei sobre um livro que tinha virado filme e eu tava muito a fim de ler? Pois então, o li há alguns dias e AMEI!

"Um dinheiro nada fácil" é a primeira aventura de uma série de chick-lits (como não amar?) escrita por Janet Evanovich. Até algumas semanas atrás eu nunca tinha ouvido falar de Janet. É, vergonhoso.

Mas vi o livro na biblioteca de Niteroi, achei a sinopse interessante e fiquei com vontade de ler, principalmente quando descobri que a história foi adaptada para o cinema.

O livro conta a história de Stephanie Plum, divorciada, desempregada e endividada. Muito endividada. Adoro personagens endividadas. Stephanie está mais que falida procurando um trabalho, quando aparece uma chance. Tornar-se caçadora de recompensas. Acontece que Stephanie é super atrapalhada, não sabe atirar, não sabe dar uma de espiã, nada disso. Traduzindo, tão pateta quanto eu. E sua primeira missão é capturar Joe Morelli, ex-policial com quem Stephanie teve um affair ( sei que essa palavra é coisa de tv fama, mas não achei substantivo melhor) durante o Ensino Médio. Acontece que Morelli é mestre no quesito sagacidade. Por isso, se capturá-lo, Stephanie recebe 10 mil dólares. Ou seja, o que não falta é motivo pra ela ir atrás dele.

O livro é ótimo, bastante engraçado, conta com personagens maravilhosos. Achei diferente que o melhor amigo de Stephanie não era uma amiga encalhada louca ou dona de casa louca como na maioria das historias, mas sim um policial casado com a prima dele. Ficou muito legal. Além disso, como o livro é do começo dos anos 90, é legal ver as pessoas se virando sem celular, computador etc.

Não é à toa que foi adaptado para um longa. "Como agarrar meu ex-namorado" - pior tradução de título que já vi! - é um excelente filme que eu achei bastante fiel ao livro. Deixaram as melhores partes, o que já é uma vitória quando se trata de adaptação. E o filme é legal mesmo, tava tudo do jeito que eu tinha imaginado. E olha que eu assisti logo depois de ler!






As aventuras de Stephanie Plum consistem de 18 livros. Sim, 18! Infelizmente, por enquanto, só os 4 primeiros foram publicados aqui. Estou louca para lê-los, mas são meio dificinhos de achar. O segundo volume da série eu só achei pra comprar no site do Extra e do Ponto Frio, e achei em um sebo de Botafogo no Estante Virtual. Assim que possível vou comprar o dois, e daí fazer o possível pra comprar o três e por aí vai... Tá difícil de achar pra achar disponível em downloads ilegais.


Aproveitando, quando devolvi "Um dinheiro nada fácil", peguei outro livro de Janet, "Garota Metro Sexy". Também é excelente!! Por sorte, o segundo volume desse tem na biblioteca e eu vou poder ler 0800, hehehe












beijinhos, see ya!

22 de agosto de 2012

La Familia

Sabe, eu creio que todas as famílias são especiais. Algumas são fofas, outras confusas mas... nunca, nunca, nenhuma será tão sem noção quanto a minha. Sinto que Deus me enviou pra cá pra tentar colocar um cadinho de juízo na cabecinha de cada um. Quero dizer, tenho uma bisavó que parece a Dercy Gonçalves, um avó que parece seu Xalita, um pai que parece Michael Kyle e uma mãe que é idêntica a Rochelle. Meu irmão é mais interesseiro que Cory, irmão de Raven, e minha tia tem uma imaginação.... parece até a mãe do Barney, de How I met yout Mother! (sim, nessa greve eu tenho assistido a mts séries).

E quando a gente tem uma família enorme que conta com uma tia solteirona, uma tia reclamona, uma tia imaginativa, uma mãe pobre-soberba, um pai que viaja total, um avô apaixonado por sexo, uma bisa que adora falar sacanagem, um tio brincalhão, e nenhum deles tem dinheiro, a coisa começa a partir pro campo da loucura. E eis eu, uma criatura, linda, iluminada, ajuízada.

Daí resolvi falar de alguns personagens de minha família. Sem problemas, só quem lê meu blog é minha mãe, e de vez em quando.

Mamãe:
A encarnação da Rochelle. Sim, ela vai ficar puta, digo, revoltada quando ler isso. Mas mamãe é do tipo que adora ostentar, é como pobre-soberba. Por exemplo, ela não admite encontrar pessoas que estudaram com ela sem estar com as unhas impecáveis. Quero dizer, nem a Ana Hickman fica 24 hs com as unhas impecáveis! Mas pra mamãe ter unhas pintadas com base é sinal de estar falida. É, não faz sentido. Se eu coloco um tipo de roupa pra sair ela já fala logo: " está louca? você está indo na padaria? Mas que sem graça!".
Não culpo mamãe, ela puxou a vovó. Segundo mamãe, uma vez elas estavam no Supermercado quando minha avó viu uma conhecida da cidade dela de longe. Jogou no carrinho muitas embalagens de leite condensado, Coca-Cola, sorvete. Mamãe ficou com uma interrogação na cabeça. Vovó passou pela mulher, cumprimentou, e quando a conhecida saiu do mercado jogou tudo de volta nas prateleiras.

Mamãe também faz o tempo render absurdamente. Mais que o pai do Chris. Ela tem dois empregos, faz faculdade e cuida da casa.

Papai:
Papai é doente. Hipocondríaco toda a vida, toma zilhões de remédios desnecessariamente. Por exemplo, todos os dias ao acordar ele toma uma neosaldina antes que sinta dor de cabeça. Não, ele não me escuta quando falo sobre medicamentos e como eles viciam.
Papai também tem um complexo de cercar todas as possibilidades. Por exemplo, todos os dias quando saio de casa ele me diz pra sentar no meio do onibus, nem na frente, nem no fundo. Afinal, se o onibus bater de frente ou na traseira estou a salvo. Ontem eu brinquei com ele: "é pai, mas e se for num cruzamento..." Ele me olhou e disse que cruzamento atinge qualquer lugar do ônibus. Ou seja, só teria 33% de chance de ser atingida em um dos tipo de acidente. Muito otimista, pai.

Teco: 
Meu irmão é louco, engraçado toda vida. Implicante, de vez em quando baixa um Adalto (de Av. Brasil) e solta umas verdades que não fazem lá muito sentido. Extremamente interesseiro, só gosta de tudo o que é do bom e do melhor. Não é à toa que seus pertences não são numerosos. Não somos ricos.

Vovó Pomposa:
Uma figuraça. Mãe da mãe da minha mãe,dona Maria Pomposa (sim, Pomposa é nome!) adora falar palavrões, sacanagem e fuma 40 cigarros por dia desde os 14 anos ( ela tem 87). Pão dura, adora arrumar uma confusão.
Certa vez mamãe e vovó Pomposa estavam no mercado de peixe de Niteroi, um dos mais famosos do país. Estavam escolhendo peixe enquanto uma mulher enfiou a mão no bolso de vovó e pegou seu dinheiro. Vovó agarrou o braço da mulher e...

ATENÇÃO, AS PALAVRAS ABAIXO USADAS SÃO DE BAIXO CALÃO. SE QUER MANTER SUA MENTE PURA, PULE PARA O PRÓXIMO PARENTE.

- Sua piranha! Quem você pensa que é pra me roubar?
Forma-se um círculo em volta.
- E você, sua palerma, não vai me defender? - vovó falou pra mamãe.
Mamãe continuou estatica.
- Puta que pariu! Tu não serve pra nada mesmo! Anda, sua puta, devolve meu dinheiro!
Minha vó empurrou a ladra pra longe e todas as pessoas que circulavam no mercado expulsaram a mulher dali e lançaram sorrisos de apoio à vovó.
- Porra, Luciana, fica esperta!  - vovó disse para mamãe e continuou às compras como se nada tivesse acontecido.

Tia Giovana
 Mais que louca. A irmã mais velha da minha mãe é extremamente exagerada. Ela conta para as minhas priminhas historias de monstros duvidosos, como o homem que transforma as crianças em lâmpada, o homem que tranforma crianças em botijões de gás e o lagarto que come as próprias patas. Minha tia diz que conversa com gente morta e que a gente nunca deve beijar um cara sem saber se ele tem alguma cárie antes. Da última vez que ela veio aqui ela apontou da janela pra um motel que fica aqui perto e falou que costumava ir ali com meu tio quando era solteira. Detalhe, as filhinhas puritanas dela estavam no recinto.
Agora, se você acha que acabou por aí, nada disso. Minha tia, que embora fosse uma das moças mais bonitas da cidade dela nos anos 80( até hoje vovó Pomposa não se recuperou de tia Giovana não ter sido eleita Miss Cachoeiras de Macacu), é compradora compulsiva e dá aulas de matemática todos os dias da semana, de manhã, à tarde E à noite. E faz congelados pra fora.

Tia Nina
 Embora o verdadeiro nome da irmã caçula de papai seja Lucia, ngm chama tia Nina de Lucia. Ela tem 40 e poucos anos e mora com vovó ainda. Ela reclama que todo mundo é feliz, tem marido e filhos, menos ela. Quando a gente sugere que ela volte a estudar pra conhecer mais pessoas ( e quem sabe o tão sonhado marido) ela diz que está velha pra isso. Quando a gente fica estimulando-a a fazer um curso profissionalizante e trabalhar, ela fica dando pra trás.
Teve uma vez em que a gente foi lá e ela disse pra minha mãe que estava pensando em fazer um curso de depilação. Mamãe ficou toda feliz: " Que bom Nina, você vai poder trabalhar, ganhar seu dinheiro, conhecer pessoas..." Minha tia cortou mamãe: " Luciana? eu estava pensando em fazer o curso pra Eu ME depilar, tá?"
Desse dia em diante, desisti da minha tia.

Outro dia eu continuo,vcs devem estar cansados, hehe.

beijos.

ps.: e vc, qual o seu parente insano?