22 de novembro de 2010

Estou passando pelo período da minha vida que esperei por muitos anos. Estou passando por um momento melancólico.

Sempre esperei por essa época. Pelo fim desse novembro. Pelo início desse dezembro. Aguardei. Imaginei. Sonhei. É a época em que faço as três coisas que mais esperei, que mais desejei, e olha que irônico, mais temi.
Terminei o Ensino Médio na semana passada, fiz 18 anos ontem e estou gastando todos os meus fins de semana  prestando algum vestibular. Estou sem rumo. Acabou. Acabaram-se as certezas, a rotina garantida. Eu sabia que ia acabar. Eu sabia que um dia eu não ia mais ter que acordar pra colocar o uniforme e ir pra escola. E esse dia chegou. Eu sabia que um dia eu acordaria adulta. E esse dia chegou. Desculpe-me, mas é horrível. É incrivelmente horrível. Sempre fui mais independente que as outras meninas da minha idade e sempre fui mais, como dizer, "autônoma". Sempre fui uma menina que pensa como uma adulta, ou quem, sabe, uma avó, como disse Jéssica outro dia. Sim, uma avó, que é mais madura que uma mãe.

Mas agora aconteceu. Hoje eu acordei sendo adulta. Eu me olhei no espelho. Vi que agora minhas sobrancelhas são desenhadas e não mais naturais. Vi que meu cabelo estava escovado e não cacheado ou cheio de tranças. Vi que um machucadinho na testa, fruto de um cravo que inconscientemente tentei tirar de modo assassino, estava cicatrizando. Como as pessoas conseguem sobreviver no pós 18? 18. 18. Quando eu penso em "dezoito", uma dor profunda toma conta de mim. Eu quero voltar pra infância, pra escola, pro meu uniforme, minha mochila. Quero voltar a pedir para minha mãe assinar autorizações.

Como as pessoas comemoram os dezoito anos? Eu não consigo. Ontem parecia um dia frio pra mim, um dia frio como aqueles entre a briga e a reconciliação em uma comédia romântica. Horrível. Sei que terei de aprender a lidar com isso. Só não sei como.

E a escola? Quantas saudades vou sentir! Um ensino fundamental intenso. Nada de importante acontecia, mas eu me importava. É estranho, pois dizem que as crianças não têm problemas. Só Deus sabe o quanto fiquei nervosa por coisas bobas, como quando uma amiguinha da segunda série disse que meu colar era brega. Ou então quando eu fui parar na direção por querer fazer justiça. Sempre me preocupando com os outros. Com o que os outros sentiam, faziam, achavam de mim. Não liguei pra mim. Apaguei-me.

Pois só na oitava série, prestes a completar 15 anos, que passei a ver que a Luma existia. Que a Luma tinha que se preocupar com ela também, que a Luma tinha que passar a se olhar no espelho. Olhar no espelho. Quando criança, não me olhava no espelho. E, depois de um ano muito divertido, o ano onde mais cresci, tive de partir.
Partir para o Ensino Médio. Ensino Médio. Ensino Médio.

O Ensino Médio que conheci é completamente diferente do que imaginava. Meu Ensino Médio não foi o sonhado, não foi o desejado, não foi o temido. Meu Ensino Médio não foi simplesmtente o inesperado. Ele foi lindo. Lindo, a única definição que encontrei. Não fui um estereótipo de filme. Não fui popular. Não fui odiada (eu espero). Fui simplesmente feliz.

Minha escola não é como a de Malhação, como a de Meninas Malvadas. Não é como as novelas onde meninas ficam grávidas o tempo todo, ou onde as líderes de torcida saem com atletas e eles dominam o mundo. Definitivamente não é. Afinal, minha escola é o Colégio Pedro II. Mais que CPII, minha escola é CPII-Niterói.

O CPII tem 172 anos e foi fundada em homenagem ao futuro imperador Pedro II. Funcionou como referência de ensino no país, quando não existia Ministério da Educação, teve alunos famosos, como Álvares de Azevedo, Fernanda Montenegro, Fátima Bernardes, Lima Barreto, Oswaldo Cruz, Manuel Bandeira, Mário Lago; além dos presidentes da República Floriano Peixoto, Hermes da Fonseca, Nilo Peçanha, Rodrigues Alves e Washington Luís. E, como nada é perfeito, Mr Catra.
Como professores contou com Aurélio (sim, o do dicionário), Joaquim Manuel de Macedo, Villa-Lobos, Euclides da Cunha, Gonçalves Dias(minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá...).

Há cinco anos o CPII implantou uma unidade em Niterói. E é lá que passei a maior parte do meu tempo nos últimos anos. O CPII funciona num ciep ( que, talvez quem não é do RJ não conheça, mas é um tipo de prédio pra lá de ruim), mas tem um ensino de muita qualidade, professores fantásticos, alunos maravilhosos. Formamos um time impressionante. Impressionante de bom.

Apesar de tudo, o CPII é uma instituição pública, que como outras, sofre por culpa do "sistema". Mas vocês acham que a gente liga? Os alunos só ganharam merenda escolar há dois meses, depois de cinco anos pedindo muito. Entretanto, driblamos ao máximo os problemas. Nossos professores são workaholics, dando um monte de aulas extras sem ganhar mais por isso, são amigos, conversando com a gente. Que o diga Claudinha, professora de Biologia, de quem roubei um monte de recreios para que tirasse minhas dúvidas de questões de vestibular.
Com esse esforço, alcançamos, com a primeira turma de formandos, em 2008, o 7º lugar do munícípio no ENEM e, em 2009, com a segunda turma, a 4ª posição. Resta saber o que nós, turma de 2010, conseguiremos.

O CPII também abriga tudo quanto é tipo de aluno. Da mais patricinha a mais desarrumada, do filhinho de papai da zona sul ao filho de empregada doméstica que mora na periferia. E aqui, todo mundo é igual. Ninguém liga sobre qual a marca do seu tênis, já que só pode usar tênis totalmente preto, e quase todo mundo tem tênis da mesma marca (OLK colegial preto). Ninguém liga se você viajou nas últimas férias, se você vai naquele show cuja entrada custa 200 reais ou se você vai ficar em casa porque tá sem grana. Claro que nem todos são assim. Mas a maioria é. É claro que quem tem mais dinheiro acaba se enturmando com outro que tem, já que têm o mesmo padrão de vida, do mesmo jeito que acontece com os mais pobres. Mas nada que "rache" a escola.

Agora, o CPII, mais que isso tudo, tem carinho. Ao entrar na instituição, você já é recebido pelos cachorrinhos que a escola acabou adotando, e que todos nós tomamos conta. Você vai ver um gramadão verde, onde jovens de 17 anos brincam de pique pega. Sim, você leu certo. Jovens de 17 anos brincando de pique pega.
Você vai ver um prédio que, incrivelmente, parece estar sempre iluminando. É como se espíritos de luz o cercassem para garantir que todos ali sejam felizes. E são.





Simplesmente vou morrer de saudades.

"Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre,
sempre acaba"



p.s.: fotos roubadas dos perfis de alunos do cp2 nit no orkut, =D

8 de novembro de 2010

: )

É, eu sei, que não tenho dado atenção não apenas ao blog, como à toda a blogosfera e nem tenho tido tempo de visitar e comentar nos posts dos "coleguinhas" de hobby. Mas eu prometo que, quando essa agonia de vestibular acabar, minha vida será menos turbulenta.

E por falar em vestibular, o que foi esse fim de semana de ENEM? Bem, eu não tenho opinião alguma sobre os erros ( só que isso é muito chato, mas errar é humano, repetir nos erros é desordem), só sei que eu não pretendo passar por outra maratona dessa amplitude nem tão cedo. Quero dizer, no primeiro dia eu fui relativamente bem, mas ontem... Minha cabeça doía sem parar, intensamente. Eu fiquei com sono, minha vista estava embaçada. Resultado: ao contrário da maioria das pessoas eu fui bem melhor no sábado. Agora é estudar pros outros vestibulares para compensar a frustração de ontem.

Mudando de assunto....

Eu não lembro de falei aqui, mas no ano passado eu fiquei entre os finalistas do Concurso Municipal de Contos de Niterói.. E, olhem que lindo, eu fui publicada! A cerimônia de premiação foi na quinta passada, e eu vi meu nomezinho no livro. Não é fofo? Bem, vocês também podem conferir a matéria do O Globo, onde, tcharam: eu saí!
http://oglobo.globo.com/rio/bairros/posts/2010/11/06/niteroi-premia-amantes-da-literatura-338463.asp
O Concurso desse ano está aberto até 30 de novembro. Participem, é super legal.

Mudando de assunto de novo...

Gente, o que é o mundo de óculos? Quero dizer, o que é enxergar a lousa de óculos? Parece que a minha visão está em high definition, rs. Apesar do grau pequeno, a diferença é gritante. Mas eu ainda estou me adaptando e, como os óculos dão dor de cabeça, evito usá-lo (além de que ninguém merece eu de óculos). De qualquer forma, já dá pra tirar uma onda de intelectual. ou seja, todo mundo fala agora: "que cara de nerd, hein?". Valeu.

E outro assunto ainda...

Essa semana eu farei as últimas provas finais da escola. Que aperto no peito, que tristeza! Foram três anos de Ensino Médio que mudaram aquela garotinha prepotente de 15 anos e a transformaram numa desesperada de quase 18. ( nem acredito que daqui a treze dias serei oficialmente adulta).
E, adivinhem só. Consegui, na última avaliação, realizar meu sonho. Transformar a minha turma nos personagens de Grease - nos Tempos da Brilhantina (na minha opinião o melhor filme de todos os tempos) e fazê-los Dançar Summer Nights! Gente, foi um trabalho árduo. Primeiro, convencer o professor de espanhol a substituir o trabalho trimestral pelo musical(pois só aí todos concordariam), depois pesquisar as coreografias do teatro e do filme para montar a nossa coreografia, além de treinar e ensaiar a turma inteira. Claro que não fiz isso sozinha. Tive ajuda de Ana Carol, Paulinha, Vivi... enfim, da 1303. Cara, vocês realizaram o meio sonho cantando e dançando Noches de Verano, a versão em espanhol. A música agora não sai de nossas cabeças. Os meninos, depois de reclamaram, acabaram se divertindo muito e criando a própria coreografia, que surpreendeu a todo mundo. É, acho que Danny Zuko e os Thunder Birds nunca mais serão os mesmos. Eu quase chorei de tanta emoção em ver que aquilo, que eu imaginei ser impossível, se concretizando!!



Thunder Birds

Pink Ladies




Eu só não ponho o vídeo na internet porque Guilherme me ameaçou de morte caso o fizesse. E, mesmo que ele não seja assassino(não que eu saiba), eu preciso da minha vida para no futuro salvar outras e assim permitir a propagação da humanidade.


besitos =*

P.S.: depois do desastre do fim de semana torçam por mim, para que minha redação seja corrigida por alguém que ame aquele texto porcaria. Lembre-se, eu posso ser a médica que vai te salvar de sei lá, um aneurisma ou um câncer no futuro. Eu sei que é triste, mas é a realidade.

P.S. 2: torçam por mim no domingo dia 14, dia da primeira fase da UFF.

P.S. 3: torçam por mim na segunda dia 15, primeiro dia da 2ª fase da UFRJ

P.S. 4: torçam por mim no dia 21, pois, além de meu aniversário de 18 anos, é o 2º dia da 2ª fase da UFRJ

P.S.5: torçam por mim em 5 de dezembro, dia da segunda fase da UERJ

P.S 6 : torçam para que eu aprenda a usar esse óculos sem sentir tanta dor de cabeça.

P.S 7: não torçam por um mundo melhor, façam-o.

22 de outubro de 2010

Four eyes

Olha, quando a gente acha que a coisa tá ruim, acredite na lei de Murphy, ela vai piorar. Depois de uma inflamação na garganta traumática , um terçol que mais parecia um monstro ocular, e depois que um inseto me picou e daí surgiu uma infeccção que me tornou escrava de antibióticos ( e acredite, nem eu nem os três médicos que consultei sabem que inseto foi esse), finalmente achei que ia ficar livre. Tolinha.

O lance é que há uns meses percebi que estava tendo dificuldades pra enxergar o quadro, já que eu sento lá atrás. Mas eu tinha feito exame de vista no final do ano passado e não tinha dado nada. Poxa, ninguém adquire miopia tão rápido, foi o que pensei. Tolinha, de novo. Quando notei que era a única lá do fundão que não enxergava, tomei vergonha na cara e marquei um oftalmologista. E daí, anteontem, eu descobri: vou ter que usar óculos. Sim, quando eu vi que não estava enxergando as letrinhas no quadro, bateu o desespero. Desespero maior foi quando o médico desceu  a lente em frente ao meu olho e eu enxerguei bem melhor.

Ai meu Deus. Nunca, em toda a minha vida, nesses 17 anos de dura jornada, achei que ia usar óculos.


Hoje eu e mamãe fomos ver em algumas óticas os orçamentos, os modelos de armação e tal. Gente, como um mundo de coisas acontece e eu não percebo. Quero dizer, depois das duas primeiras óticas, eu fui em uma terceira. Quando saí dali, um cara, que aparentemente trabalhava pra outra ótica duas lojas depois nos cercou na rua e fez com que entrássemos na loja. Acabei entrando e fazendo um outro orçamento, embora eu não quisesse comprar ali porque achei a abordagem do cara uma baita falta de educação. E quando saí desta loja, fui abordada por um outro cara, que tinha uma cárie horrível entre os dois dentes da frente (observação: é uma vergonha a saúde bucal dos habitantes desse país) e praticamente nos jogou na outra ótica. Cara, como têm óticas no centro da cidade! Eu acabei entrando, mas eu não queria comprar lá pelo mesmo motivo. E daí quando saí da loja, virei pra minha mãe: "Será que agora vou poder andar em paz pela rua? Tem mais alguma outra ótica nessa droga dessa rua?". Depois que a minha mãe me disse que não eu fiquei tranquila. Tolinha.

Porque aí eu vi o cara da cárie vindo na minha direção. "Ah, não.", pensei. Mas ele virou pra mim e falou. "Vou fazer o seguinte. Vão naquela ótica ali, é o melhor preço. A dona de lá já trabalhou comigo. Vou levá-las. " Eu olhei interrogativa pra mamãe. Ela virou pro homem do dente da cárie e falou: "Peraí, pra quem você trabalha afinal? ". E aí, ele falou: "não, ali eu trabalho de carteira assinada", e pausou. "a loja pra onde estou levando vocês é dessa outra mulher.". Pois é, lances da vida. E ele continuou: " o dono daquelas três lojas era meu amigo também, trabalhava comigo, mas depois que ele participou do Big Brother e ganhou uma bolada, virou patrão e não fala com mais ninguém. E tanto que eu torci pra ele ganhar o meio milhão."

Mamãe perguntou : " Ei, mas ele não abriu um restaurante?". E o cara: "Também. E não me dá um prato de comida." E aí que eu me liguei: se as três óticas com aliciadores são do mesmo dono, por que diabos esses aliciadores que nos abordam nas ruas como abutres existem? E foi aí que o cara me explicou que era tudo uma jogada de marketing, para dar ao cliente a ilusão de concorrência, preço, sei lá. Pois é, meus caros, o mundo neoliberal é tenso. Fui na outra ótica mas não comprei lá também. E não foi por ética não. Descobri que no mundo das óticas ninguém presta. Dane-se o caráter. Comprei em outra ótica em outra rua, em outro lugar do centro. O preço saiu parecido, mas achei um modelo do jeito que eu aceitaria usar, bem discreto, clássico e o mais retangular possível pra equilibrar minhas bochechas de Fofão.

Outro problema foi explicar para a balconista da ótica final que eu não queria nenhum modelo vazado, tipo, que tem espaço entre lente e haste.



Viram o espacinho? Pois é. Aquilo me dá uma sensação de que estive numa guerra e houve uma explosão e um pedaço do óculos foi-se. A droga é que as balconistas não entendem minha percepção de mundo. Droga. Quando meu óculos chegar, eu coloco uma foto aqui pra vocês verem como é, tá? Ele é uma grça, dourado, simples, clássico e levemente charmoso.

é mais ou menos parecido com esse aí de cima

Ah, mas o pior dessa história da miopia não para por aí. Porque na quinta feira o assunto da aula de física ótica foi, tcharam: olho humano e os problemas de visão!!!

Sim, é um complô universal. Porque assim que a aula começou, no primeiro tempo, o professor Anderson falou: " Gente, eu posso dar a aula de olho humano, que é opcional já que não faz parte do conteúdo da escola, ou fazer revisão. Aposto que Luma, como quer ser médica, vai gostar da aula." E foi aí, meus caros que cometi O erro.
"Ainda mais agora Anderson. Descobri que tenho miopia."
E aí a minha miopia virou O tema da aula. Todo mundo que usa óculos ficou me dando dicas, dizendo que não é tão ruim. Exceto Ana Carol, que lembrou que a tendência é o grau aumentar. (sacanagem lembrar uma coisa dessas, amiga. Saiba que eu só te perdôo porque você é legal.)
E "miopia da Luma" não foi só o tema da aula da minha turma, a 1303. Foi tema pra aula de outras turmas. Lembrem-me de no futuro armar um plano de vingança pra Anderson. Eu não vou esquecer.

Gente, preciso ir. Tenho muita coisa pra estudar e amanhã tenho aula, pra variar.

beijos, papai do céu os guie sempre.

P.S.: pessoinhas, me compreendam: como um cara com dois trabalhos ( um legalizado e outro de espião) não tem dinheiro pra mandar um dentista fazer uma obturação nos dentes da frente? Como?

P.S.2: se eu prejudiquei a vida ou o trabalho de alguém com meu post, dane-se. Quem não deve não teme.

P.S. 3: hoje chegou o cartão de confirmação do ENEM. Torçam por mim. Eu preciso mandar bem, ralei muito a vida inteira por isso, dedicação integral aos estudos por quase 18 anos. Eu mereço.

4 de outubro de 2010

Destino

Há muito tempo quero escrever e não encontro tempo. Na verdade, as 24 horas de um dia tem sido pouquíssimas para mim. A concorrencia 68 por vaga da UFF me forçou a estudar muito. Ai, que medo gente!! E o pior é que, por mais que eu organize meu tempo ao máximo, NÃO DÁ!

Quero dizer, eu quero passar esse ano. Se eu não passar, o que vai ser de mim ano que vem? Essas incertezas estão me consumindo por dentro. O que eu faço? Escolho outra carreira? Fico trancada em casa estudando (vocês já viram o preço de um pré-vestibular? são os olhos da cara!)? Tomo vergonha na cara e vou trabalhar?

E esse sonho de ser médica? Será só uma ilusão? Será que eu poderia fazer outra coisa? Se sim, o quê? Psicologia? Odonto? Ou, radicalizando um pouco... História? Comunicação?

Ai, isso é tão confuso. Pensei estar certa até chegar nessa reta final, nesse último semestre. Minha última prova da escola é dia 13 de novembro. Tenho um mês. E depois, bem é uma incógnita pra mim.

Tem batido um vazio muito grande. A incerteza. Durante três anos da minha vida quis ser médica, mas agora parece que não é ali que vou ser feliz. Parece que... sei lá.

Outro dia estava comentando com o professor de física sobre essas coisas de profissões. E comentei sobre gostar muito de psicologia, mas do meu medo de mudar. Sim, tenho medo de mudar. Mudar meus conceitos, minhas idéias. Sempre fui tão certinha, vai que eu fico maluca? Vai que eu deixo essa minha personalidade de lado? E foi aí que ele disse: "Luma, e qual o problema de mudar?"

Eis o x da questão. Por que eu não quero mudar? Por que eu quero seguir os cronogramas que planejei?

Hoje estava assistindo Sessão da Tarde ( o que me impediu de estudar literatura e química), vendo De Repente 30 pela bilionésima vez. Pois é, eu SEI que meu cronograma não vai funcionar. Basta olhar pra trás.

Quando eu tinha 12 anos queria ser contadora. Sim, contadora. Porque eu odiava biologia. Eu dizia que a última coisa que faria seria fazer algo relacionado a isso. E hoje sou fissurada por corpo humano. Eu devo ser doente. Ou sem personalidade. Naquela época eu achava que aos 17 anos, meus pais estariam ricos (doce e distante ilusão), eu seria magra, alta, popular, estudaria numa escola tradicional voltada para a elite, namoraria o cara mais gato da escola e teria um exército de amigas patricinhas e ensinaria a todos eles a ser pessoas melhores, promovendo um mundo melhor. Que ridículo!

Hoje eu continuo pobre, gordinha, baixinha, estudo em escola pública e minha popularidade é próxima de zero. Me tornei adulta demais, madura demais pra minha idade. Talvez insuportável demais pra minha idade. Minhas unhas não estão pintadas de francesinha, e sim sem esmalte, apenas de base. Às vezes, é deprimente. Será que mais frustrações estão a caminho?

Oh, meu Deus! E meus pais, eles acreditam que eu vou fazer medicina, que vou passar, que vai dar tudo certo e eu vou ter sucesso. E se eles se decepcionarem? E se eu virar uma fracassada depois de tanto esforço, de tantos ônibus lotados, de tantas provas e seleções, de tantos engarrafamentos, de tantas horas gastas no estágio que larguei, no coral que acabou, no curso de inglês que terminou? E se eu nunca casar e tiver minha família de comercial de margarina?

Acontece que, quando a gente vai fazer inscrição no vestibular, e tem que escolher aquela opção, o coração bate mais forte, a gente se sente perdido. É como se, em um clique, eu tivesse que escolher todo o meu destino. Será que é errado descobrir o que se quer da vida só depois de já ter ingressado na universidade? Quero dizer, se eu passar e depois desistir, não estaria roubando a vaga de alguém que realmente queria aquilo?

Ética. Frieza. Carinho. Saudades. Destino. Fim. MUDANÇA.

É muita loucura de uma só vez.

beijos.

P.S.: antes que alguém me ache chata, eu só queria desabafar. As pessoas com quem tento conversar não entendem o que é ser eu, ter a minha vida, os meus problemas, as minhas dúvidas. Não quero que o ano acabe. Não quero terminar a escola. Não quero fazer 18 anos.

13 de setembro de 2010

Um ano!!



Leia até o fim. É importante para mim.





Pois é amiguinhos, hoje faz um ano que criei esse blog. Na verdade o meu objetivo inicial era publicar textos de minha autoria. É que de vez em quando eu escrevo pra aliviar o stress. Mas, em ano de vestibular, cada minuto é precioso. Por isso, não escrevo mais tanto quanto antes. Escrever os meus problemas no estilo "diretão, foi e pronto" no blog é melhor pra mim.




Ah, sim, o blog mudou muito a minha vida. Embora eu não tenha tempo de postar aqui sempre (como eu gostaria), nem de acompanhar todas as coisas super interessantes que ocorrem na blogosfera, esse cantinho tornou-se pra mim uma terapia 0800. Aprendi, quando conto alguma coisa louca que pensei, vivi, presenciei, que tudo na vida tem seu lado cômico (ou não), e que é graças a ele que viver é tão bom. Aprendi a gostar mais da vida e senti que eu posso ter meu espaço no mundo. 





Cada comentário que eu recebo me dá uma alegria incrível. Seja ele bom ou ruim, um elogio ou uma crítica, eu gosto. É sinal de que alguém quis visitar minhas idéias, deu atenção e tem algo a dizer sobre isso. Queria muito ter mais tempo de escrever um monte de coisas. Tudo o que acontece a minha volta, eu já imagino como história para ser contada aqui. Só que apenas 0,000001% delas chegam até meus visitantes.


Pois é, não caí nas estatísticas. Uma vez li que mais da metade dos blogs criados "morrem" antes de completar o primeiro ano. Mas olhem pra mim, mesmo não dando atenção devida a esse universo maravilhoso tenho 42 seguidores. As pessoas não têm a menor idéia do quanto é emocionante para mim quando alguém me pára e diz: "Ei, Luma. Vi seu blog. Tava legal.". 


O mais engraçado é que "O que Luma pensa?" me deu a chance de mostrar para os outros quem eu realmente sou, o quê eu realmente penso. Uma vez Matheus virou pra mim e falou: "Luma, seu blog é tão legal. Nem parece que é de uma nerd.". Talvez seja importante mostrar ao mundo que ser estudiosa e tirar boas notas não me impede de amar a minha Ipanema de fitinha dourada, de ser obcecada por literatura fútil (embora eu odeie futilidade, como resistir a um livro da Meg Cabot? Como?), de ter neuroses, de discutir com meus pais, de usar gloss, de ser alguém incrivelmente pão-dura (embora todos achem que sou mão-de-vaca, me considero apenas econômica), de querer casar, ter cinco filhos e morar num sítio.


É essa a Luma que eu quero que conheçam, uma Luma sem estereótipos. Tenho tantas características que me sinto original, como todos nós, seres humanos somos: únicos.


Como estava sem muita idéia de post, cacei no meu arquivo de textos antigos. Encontrei uma história VERDADEIRA, que ocorreu em 1997 comigo.


Mamãe estava grávida do meu irmão. Engraçado é que mamãe parecia uma melancia. Todos achavam que mamãe estava grávida de gêmeos, mas o obstetra garantiu: só havia um menino ali. Pensando agora, poderia haver outra criança ali, mas o médico roubou na hora do parto e vendeu para um comércio ilegal. Eu ouvi dizer que as pessoas gostam de adotar bebês brancos. O gêmeo do meu irmão seria um bebê branco. Cara, a minha mãe pode ter sido enganada! Eu posso ter um irmão perdido, que pode me doar medula caso eu tenha leucemia um dia, que nem a menina de  'Laços de Família'. Afinal, quem entende o que se passa em um ultrassom? Aquilo é coisa de doido.


Bem, o fato é que eu tinha ganho um boneco Chucky. Sim, Chucky, um boneco assassino. Aí você pensa: "que pessoa, em sã consciência, daria um boneco Chucky a uma menina de quatro anos?". Eu respondo: minha bisavó. Ela nunca teve sã consciência. E pra piorar, ainda me deu um palhaço de brinquedo. Sentiu? Palhaço! EU ODEIO PALHAÇOS. Parece que são psicopatas traficantes de órgãos disfarçados.


Ok, eu tinha o Chucky. A noite, eu olhava pro Chucky, o Chucky, olhava pra mim. Mamãe, grávida neurótica( Deus queira que, quando eu engravide, daqui a uns 15 anos, eu não enlouqueça), resolveu jogar o boneco fora. Ela achava que o boneco poderia nos matar. ( detalhe: a criança de quatro anos era eu, e não mamãe).





Ela pegou o boneco e colocou em cima do muro, junto com o lixo, para o lixeiro levar. Mas, ao fazer isso, sentiu um aperto no coração. E, ainda no quintal, antes de entrar em casa novamente, se arrependeu. Nesse exato momento ela olha pra trás e....  CADÊ O CHUCKY?





Sim, caros amigos, o Chucky havia sumido em um intervalo de segundos!! O lixo estava lá, mas o Chucky não. Mamãe se desesperou e saiu me arrastando para fora de casa. Ela achava que o Chucky ia querer vinganças pelo desprezo que sofreu e poderia querer meu corpo (lembram que no filme o boneco quer o corpo do garotinho? acho que pra mamãe o Chucky agora era transexual). Chegamos na casa da vizinha da frente, a Mara (que inclusive é mãe do Vinícius, do maravilhoso blog Macacoloko).


Mamãe estava desesperada. Ela realmente achava que íamos morrer. Mara nos levou para a sala da casa dela. E foi aí que ele apareceu. Sim, o Chucky estava lá, com aquele sorriso macabro dele, sentado na poltrona.


Eu juro que essa história é verdadeira. 



A empregada da vizinha viu minha mãe jogando o boneco fora e pegou ele pra ela. O lance é que ela viu EXATAMENTE na hora que mamãe se livrou dele. 

É claro que eu nem me importei de me livrar do boneco.


Quis fazer uma listinha de posts que gostaria que visitassem - caso não tenham visto:

- Não tenha medo! - 03/10/09, sobre orgulho. Eu havia acabado de abandonar o estágio na Fiocruz. Eu não queria desistir. Mas vi o que era melhor. E não me arrependo.

- Nina e Caio, um conto que escrevi.
Partes> I, II, III, IV, V e VI


- Raio-X, 22/01/2010. O lance é que depois desse post eu acabei tendo garganta inflamada umas cinco vezes só esse ano. Acho que dá pra colecionar receitas e vidro de amoxcilina.


- Geração 1990, pra quem é da minha época.


Bem, vou parar, preciso dormir.


beijos, fiquem com papai do céu
- 

22 de novembro de 2010

Estou passando pelo período da minha vida que esperei por muitos anos. Estou passando por um momento melancólico.

Sempre esperei por essa época. Pelo fim desse novembro. Pelo início desse dezembro. Aguardei. Imaginei. Sonhei. É a época em que faço as três coisas que mais esperei, que mais desejei, e olha que irônico, mais temi.
Terminei o Ensino Médio na semana passada, fiz 18 anos ontem e estou gastando todos os meus fins de semana  prestando algum vestibular. Estou sem rumo. Acabou. Acabaram-se as certezas, a rotina garantida. Eu sabia que ia acabar. Eu sabia que um dia eu não ia mais ter que acordar pra colocar o uniforme e ir pra escola. E esse dia chegou. Eu sabia que um dia eu acordaria adulta. E esse dia chegou. Desculpe-me, mas é horrível. É incrivelmente horrível. Sempre fui mais independente que as outras meninas da minha idade e sempre fui mais, como dizer, "autônoma". Sempre fui uma menina que pensa como uma adulta, ou quem, sabe, uma avó, como disse Jéssica outro dia. Sim, uma avó, que é mais madura que uma mãe.

Mas agora aconteceu. Hoje eu acordei sendo adulta. Eu me olhei no espelho. Vi que agora minhas sobrancelhas são desenhadas e não mais naturais. Vi que meu cabelo estava escovado e não cacheado ou cheio de tranças. Vi que um machucadinho na testa, fruto de um cravo que inconscientemente tentei tirar de modo assassino, estava cicatrizando. Como as pessoas conseguem sobreviver no pós 18? 18. 18. Quando eu penso em "dezoito", uma dor profunda toma conta de mim. Eu quero voltar pra infância, pra escola, pro meu uniforme, minha mochila. Quero voltar a pedir para minha mãe assinar autorizações.

Como as pessoas comemoram os dezoito anos? Eu não consigo. Ontem parecia um dia frio pra mim, um dia frio como aqueles entre a briga e a reconciliação em uma comédia romântica. Horrível. Sei que terei de aprender a lidar com isso. Só não sei como.

E a escola? Quantas saudades vou sentir! Um ensino fundamental intenso. Nada de importante acontecia, mas eu me importava. É estranho, pois dizem que as crianças não têm problemas. Só Deus sabe o quanto fiquei nervosa por coisas bobas, como quando uma amiguinha da segunda série disse que meu colar era brega. Ou então quando eu fui parar na direção por querer fazer justiça. Sempre me preocupando com os outros. Com o que os outros sentiam, faziam, achavam de mim. Não liguei pra mim. Apaguei-me.

Pois só na oitava série, prestes a completar 15 anos, que passei a ver que a Luma existia. Que a Luma tinha que se preocupar com ela também, que a Luma tinha que passar a se olhar no espelho. Olhar no espelho. Quando criança, não me olhava no espelho. E, depois de um ano muito divertido, o ano onde mais cresci, tive de partir.
Partir para o Ensino Médio. Ensino Médio. Ensino Médio.

O Ensino Médio que conheci é completamente diferente do que imaginava. Meu Ensino Médio não foi o sonhado, não foi o desejado, não foi o temido. Meu Ensino Médio não foi simplesmtente o inesperado. Ele foi lindo. Lindo, a única definição que encontrei. Não fui um estereótipo de filme. Não fui popular. Não fui odiada (eu espero). Fui simplesmente feliz.

Minha escola não é como a de Malhação, como a de Meninas Malvadas. Não é como as novelas onde meninas ficam grávidas o tempo todo, ou onde as líderes de torcida saem com atletas e eles dominam o mundo. Definitivamente não é. Afinal, minha escola é o Colégio Pedro II. Mais que CPII, minha escola é CPII-Niterói.

O CPII tem 172 anos e foi fundada em homenagem ao futuro imperador Pedro II. Funcionou como referência de ensino no país, quando não existia Ministério da Educação, teve alunos famosos, como Álvares de Azevedo, Fernanda Montenegro, Fátima Bernardes, Lima Barreto, Oswaldo Cruz, Manuel Bandeira, Mário Lago; além dos presidentes da República Floriano Peixoto, Hermes da Fonseca, Nilo Peçanha, Rodrigues Alves e Washington Luís. E, como nada é perfeito, Mr Catra.
Como professores contou com Aurélio (sim, o do dicionário), Joaquim Manuel de Macedo, Villa-Lobos, Euclides da Cunha, Gonçalves Dias(minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá...).

Há cinco anos o CPII implantou uma unidade em Niterói. E é lá que passei a maior parte do meu tempo nos últimos anos. O CPII funciona num ciep ( que, talvez quem não é do RJ não conheça, mas é um tipo de prédio pra lá de ruim), mas tem um ensino de muita qualidade, professores fantásticos, alunos maravilhosos. Formamos um time impressionante. Impressionante de bom.

Apesar de tudo, o CPII é uma instituição pública, que como outras, sofre por culpa do "sistema". Mas vocês acham que a gente liga? Os alunos só ganharam merenda escolar há dois meses, depois de cinco anos pedindo muito. Entretanto, driblamos ao máximo os problemas. Nossos professores são workaholics, dando um monte de aulas extras sem ganhar mais por isso, são amigos, conversando com a gente. Que o diga Claudinha, professora de Biologia, de quem roubei um monte de recreios para que tirasse minhas dúvidas de questões de vestibular.
Com esse esforço, alcançamos, com a primeira turma de formandos, em 2008, o 7º lugar do munícípio no ENEM e, em 2009, com a segunda turma, a 4ª posição. Resta saber o que nós, turma de 2010, conseguiremos.

O CPII também abriga tudo quanto é tipo de aluno. Da mais patricinha a mais desarrumada, do filhinho de papai da zona sul ao filho de empregada doméstica que mora na periferia. E aqui, todo mundo é igual. Ninguém liga sobre qual a marca do seu tênis, já que só pode usar tênis totalmente preto, e quase todo mundo tem tênis da mesma marca (OLK colegial preto). Ninguém liga se você viajou nas últimas férias, se você vai naquele show cuja entrada custa 200 reais ou se você vai ficar em casa porque tá sem grana. Claro que nem todos são assim. Mas a maioria é. É claro que quem tem mais dinheiro acaba se enturmando com outro que tem, já que têm o mesmo padrão de vida, do mesmo jeito que acontece com os mais pobres. Mas nada que "rache" a escola.

Agora, o CPII, mais que isso tudo, tem carinho. Ao entrar na instituição, você já é recebido pelos cachorrinhos que a escola acabou adotando, e que todos nós tomamos conta. Você vai ver um gramadão verde, onde jovens de 17 anos brincam de pique pega. Sim, você leu certo. Jovens de 17 anos brincando de pique pega.
Você vai ver um prédio que, incrivelmente, parece estar sempre iluminando. É como se espíritos de luz o cercassem para garantir que todos ali sejam felizes. E são.





Simplesmente vou morrer de saudades.

"Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre,
sempre acaba"



p.s.: fotos roubadas dos perfis de alunos do cp2 nit no orkut, =D

8 de novembro de 2010

: )

É, eu sei, que não tenho dado atenção não apenas ao blog, como à toda a blogosfera e nem tenho tido tempo de visitar e comentar nos posts dos "coleguinhas" de hobby. Mas eu prometo que, quando essa agonia de vestibular acabar, minha vida será menos turbulenta.

E por falar em vestibular, o que foi esse fim de semana de ENEM? Bem, eu não tenho opinião alguma sobre os erros ( só que isso é muito chato, mas errar é humano, repetir nos erros é desordem), só sei que eu não pretendo passar por outra maratona dessa amplitude nem tão cedo. Quero dizer, no primeiro dia eu fui relativamente bem, mas ontem... Minha cabeça doía sem parar, intensamente. Eu fiquei com sono, minha vista estava embaçada. Resultado: ao contrário da maioria das pessoas eu fui bem melhor no sábado. Agora é estudar pros outros vestibulares para compensar a frustração de ontem.

Mudando de assunto....

Eu não lembro de falei aqui, mas no ano passado eu fiquei entre os finalistas do Concurso Municipal de Contos de Niterói.. E, olhem que lindo, eu fui publicada! A cerimônia de premiação foi na quinta passada, e eu vi meu nomezinho no livro. Não é fofo? Bem, vocês também podem conferir a matéria do O Globo, onde, tcharam: eu saí!
http://oglobo.globo.com/rio/bairros/posts/2010/11/06/niteroi-premia-amantes-da-literatura-338463.asp
O Concurso desse ano está aberto até 30 de novembro. Participem, é super legal.

Mudando de assunto de novo...

Gente, o que é o mundo de óculos? Quero dizer, o que é enxergar a lousa de óculos? Parece que a minha visão está em high definition, rs. Apesar do grau pequeno, a diferença é gritante. Mas eu ainda estou me adaptando e, como os óculos dão dor de cabeça, evito usá-lo (além de que ninguém merece eu de óculos). De qualquer forma, já dá pra tirar uma onda de intelectual. ou seja, todo mundo fala agora: "que cara de nerd, hein?". Valeu.

E outro assunto ainda...

Essa semana eu farei as últimas provas finais da escola. Que aperto no peito, que tristeza! Foram três anos de Ensino Médio que mudaram aquela garotinha prepotente de 15 anos e a transformaram numa desesperada de quase 18. ( nem acredito que daqui a treze dias serei oficialmente adulta).
E, adivinhem só. Consegui, na última avaliação, realizar meu sonho. Transformar a minha turma nos personagens de Grease - nos Tempos da Brilhantina (na minha opinião o melhor filme de todos os tempos) e fazê-los Dançar Summer Nights! Gente, foi um trabalho árduo. Primeiro, convencer o professor de espanhol a substituir o trabalho trimestral pelo musical(pois só aí todos concordariam), depois pesquisar as coreografias do teatro e do filme para montar a nossa coreografia, além de treinar e ensaiar a turma inteira. Claro que não fiz isso sozinha. Tive ajuda de Ana Carol, Paulinha, Vivi... enfim, da 1303. Cara, vocês realizaram o meio sonho cantando e dançando Noches de Verano, a versão em espanhol. A música agora não sai de nossas cabeças. Os meninos, depois de reclamaram, acabaram se divertindo muito e criando a própria coreografia, que surpreendeu a todo mundo. É, acho que Danny Zuko e os Thunder Birds nunca mais serão os mesmos. Eu quase chorei de tanta emoção em ver que aquilo, que eu imaginei ser impossível, se concretizando!!



Thunder Birds

Pink Ladies




Eu só não ponho o vídeo na internet porque Guilherme me ameaçou de morte caso o fizesse. E, mesmo que ele não seja assassino(não que eu saiba), eu preciso da minha vida para no futuro salvar outras e assim permitir a propagação da humanidade.


besitos =*

P.S.: depois do desastre do fim de semana torçam por mim, para que minha redação seja corrigida por alguém que ame aquele texto porcaria. Lembre-se, eu posso ser a médica que vai te salvar de sei lá, um aneurisma ou um câncer no futuro. Eu sei que é triste, mas é a realidade.

P.S. 2: torçam por mim no domingo dia 14, dia da primeira fase da UFF.

P.S. 3: torçam por mim na segunda dia 15, primeiro dia da 2ª fase da UFRJ

P.S. 4: torçam por mim no dia 21, pois, além de meu aniversário de 18 anos, é o 2º dia da 2ª fase da UFRJ

P.S.5: torçam por mim em 5 de dezembro, dia da segunda fase da UERJ

P.S 6 : torçam para que eu aprenda a usar esse óculos sem sentir tanta dor de cabeça.

P.S 7: não torçam por um mundo melhor, façam-o.

22 de outubro de 2010

Four eyes

Olha, quando a gente acha que a coisa tá ruim, acredite na lei de Murphy, ela vai piorar. Depois de uma inflamação na garganta traumática , um terçol que mais parecia um monstro ocular, e depois que um inseto me picou e daí surgiu uma infeccção que me tornou escrava de antibióticos ( e acredite, nem eu nem os três médicos que consultei sabem que inseto foi esse), finalmente achei que ia ficar livre. Tolinha.

O lance é que há uns meses percebi que estava tendo dificuldades pra enxergar o quadro, já que eu sento lá atrás. Mas eu tinha feito exame de vista no final do ano passado e não tinha dado nada. Poxa, ninguém adquire miopia tão rápido, foi o que pensei. Tolinha, de novo. Quando notei que era a única lá do fundão que não enxergava, tomei vergonha na cara e marquei um oftalmologista. E daí, anteontem, eu descobri: vou ter que usar óculos. Sim, quando eu vi que não estava enxergando as letrinhas no quadro, bateu o desespero. Desespero maior foi quando o médico desceu  a lente em frente ao meu olho e eu enxerguei bem melhor.

Ai meu Deus. Nunca, em toda a minha vida, nesses 17 anos de dura jornada, achei que ia usar óculos.


Hoje eu e mamãe fomos ver em algumas óticas os orçamentos, os modelos de armação e tal. Gente, como um mundo de coisas acontece e eu não percebo. Quero dizer, depois das duas primeiras óticas, eu fui em uma terceira. Quando saí dali, um cara, que aparentemente trabalhava pra outra ótica duas lojas depois nos cercou na rua e fez com que entrássemos na loja. Acabei entrando e fazendo um outro orçamento, embora eu não quisesse comprar ali porque achei a abordagem do cara uma baita falta de educação. E quando saí desta loja, fui abordada por um outro cara, que tinha uma cárie horrível entre os dois dentes da frente (observação: é uma vergonha a saúde bucal dos habitantes desse país) e praticamente nos jogou na outra ótica. Cara, como têm óticas no centro da cidade! Eu acabei entrando, mas eu não queria comprar lá pelo mesmo motivo. E daí quando saí da loja, virei pra minha mãe: "Será que agora vou poder andar em paz pela rua? Tem mais alguma outra ótica nessa droga dessa rua?". Depois que a minha mãe me disse que não eu fiquei tranquila. Tolinha.

Porque aí eu vi o cara da cárie vindo na minha direção. "Ah, não.", pensei. Mas ele virou pra mim e falou. "Vou fazer o seguinte. Vão naquela ótica ali, é o melhor preço. A dona de lá já trabalhou comigo. Vou levá-las. " Eu olhei interrogativa pra mamãe. Ela virou pro homem do dente da cárie e falou: "Peraí, pra quem você trabalha afinal? ". E aí, ele falou: "não, ali eu trabalho de carteira assinada", e pausou. "a loja pra onde estou levando vocês é dessa outra mulher.". Pois é, lances da vida. E ele continuou: " o dono daquelas três lojas era meu amigo também, trabalhava comigo, mas depois que ele participou do Big Brother e ganhou uma bolada, virou patrão e não fala com mais ninguém. E tanto que eu torci pra ele ganhar o meio milhão."

Mamãe perguntou : " Ei, mas ele não abriu um restaurante?". E o cara: "Também. E não me dá um prato de comida." E aí que eu me liguei: se as três óticas com aliciadores são do mesmo dono, por que diabos esses aliciadores que nos abordam nas ruas como abutres existem? E foi aí que o cara me explicou que era tudo uma jogada de marketing, para dar ao cliente a ilusão de concorrência, preço, sei lá. Pois é, meus caros, o mundo neoliberal é tenso. Fui na outra ótica mas não comprei lá também. E não foi por ética não. Descobri que no mundo das óticas ninguém presta. Dane-se o caráter. Comprei em outra ótica em outra rua, em outro lugar do centro. O preço saiu parecido, mas achei um modelo do jeito que eu aceitaria usar, bem discreto, clássico e o mais retangular possível pra equilibrar minhas bochechas de Fofão.

Outro problema foi explicar para a balconista da ótica final que eu não queria nenhum modelo vazado, tipo, que tem espaço entre lente e haste.



Viram o espacinho? Pois é. Aquilo me dá uma sensação de que estive numa guerra e houve uma explosão e um pedaço do óculos foi-se. A droga é que as balconistas não entendem minha percepção de mundo. Droga. Quando meu óculos chegar, eu coloco uma foto aqui pra vocês verem como é, tá? Ele é uma grça, dourado, simples, clássico e levemente charmoso.

é mais ou menos parecido com esse aí de cima

Ah, mas o pior dessa história da miopia não para por aí. Porque na quinta feira o assunto da aula de física ótica foi, tcharam: olho humano e os problemas de visão!!!

Sim, é um complô universal. Porque assim que a aula começou, no primeiro tempo, o professor Anderson falou: " Gente, eu posso dar a aula de olho humano, que é opcional já que não faz parte do conteúdo da escola, ou fazer revisão. Aposto que Luma, como quer ser médica, vai gostar da aula." E foi aí, meus caros que cometi O erro.
"Ainda mais agora Anderson. Descobri que tenho miopia."
E aí a minha miopia virou O tema da aula. Todo mundo que usa óculos ficou me dando dicas, dizendo que não é tão ruim. Exceto Ana Carol, que lembrou que a tendência é o grau aumentar. (sacanagem lembrar uma coisa dessas, amiga. Saiba que eu só te perdôo porque você é legal.)
E "miopia da Luma" não foi só o tema da aula da minha turma, a 1303. Foi tema pra aula de outras turmas. Lembrem-me de no futuro armar um plano de vingança pra Anderson. Eu não vou esquecer.

Gente, preciso ir. Tenho muita coisa pra estudar e amanhã tenho aula, pra variar.

beijos, papai do céu os guie sempre.

P.S.: pessoinhas, me compreendam: como um cara com dois trabalhos ( um legalizado e outro de espião) não tem dinheiro pra mandar um dentista fazer uma obturação nos dentes da frente? Como?

P.S.2: se eu prejudiquei a vida ou o trabalho de alguém com meu post, dane-se. Quem não deve não teme.

P.S. 3: hoje chegou o cartão de confirmação do ENEM. Torçam por mim. Eu preciso mandar bem, ralei muito a vida inteira por isso, dedicação integral aos estudos por quase 18 anos. Eu mereço.

4 de outubro de 2010

Destino

Há muito tempo quero escrever e não encontro tempo. Na verdade, as 24 horas de um dia tem sido pouquíssimas para mim. A concorrencia 68 por vaga da UFF me forçou a estudar muito. Ai, que medo gente!! E o pior é que, por mais que eu organize meu tempo ao máximo, NÃO DÁ!

Quero dizer, eu quero passar esse ano. Se eu não passar, o que vai ser de mim ano que vem? Essas incertezas estão me consumindo por dentro. O que eu faço? Escolho outra carreira? Fico trancada em casa estudando (vocês já viram o preço de um pré-vestibular? são os olhos da cara!)? Tomo vergonha na cara e vou trabalhar?

E esse sonho de ser médica? Será só uma ilusão? Será que eu poderia fazer outra coisa? Se sim, o quê? Psicologia? Odonto? Ou, radicalizando um pouco... História? Comunicação?

Ai, isso é tão confuso. Pensei estar certa até chegar nessa reta final, nesse último semestre. Minha última prova da escola é dia 13 de novembro. Tenho um mês. E depois, bem é uma incógnita pra mim.

Tem batido um vazio muito grande. A incerteza. Durante três anos da minha vida quis ser médica, mas agora parece que não é ali que vou ser feliz. Parece que... sei lá.

Outro dia estava comentando com o professor de física sobre essas coisas de profissões. E comentei sobre gostar muito de psicologia, mas do meu medo de mudar. Sim, tenho medo de mudar. Mudar meus conceitos, minhas idéias. Sempre fui tão certinha, vai que eu fico maluca? Vai que eu deixo essa minha personalidade de lado? E foi aí que ele disse: "Luma, e qual o problema de mudar?"

Eis o x da questão. Por que eu não quero mudar? Por que eu quero seguir os cronogramas que planejei?

Hoje estava assistindo Sessão da Tarde ( o que me impediu de estudar literatura e química), vendo De Repente 30 pela bilionésima vez. Pois é, eu SEI que meu cronograma não vai funcionar. Basta olhar pra trás.

Quando eu tinha 12 anos queria ser contadora. Sim, contadora. Porque eu odiava biologia. Eu dizia que a última coisa que faria seria fazer algo relacionado a isso. E hoje sou fissurada por corpo humano. Eu devo ser doente. Ou sem personalidade. Naquela época eu achava que aos 17 anos, meus pais estariam ricos (doce e distante ilusão), eu seria magra, alta, popular, estudaria numa escola tradicional voltada para a elite, namoraria o cara mais gato da escola e teria um exército de amigas patricinhas e ensinaria a todos eles a ser pessoas melhores, promovendo um mundo melhor. Que ridículo!

Hoje eu continuo pobre, gordinha, baixinha, estudo em escola pública e minha popularidade é próxima de zero. Me tornei adulta demais, madura demais pra minha idade. Talvez insuportável demais pra minha idade. Minhas unhas não estão pintadas de francesinha, e sim sem esmalte, apenas de base. Às vezes, é deprimente. Será que mais frustrações estão a caminho?

Oh, meu Deus! E meus pais, eles acreditam que eu vou fazer medicina, que vou passar, que vai dar tudo certo e eu vou ter sucesso. E se eles se decepcionarem? E se eu virar uma fracassada depois de tanto esforço, de tantos ônibus lotados, de tantas provas e seleções, de tantos engarrafamentos, de tantas horas gastas no estágio que larguei, no coral que acabou, no curso de inglês que terminou? E se eu nunca casar e tiver minha família de comercial de margarina?

Acontece que, quando a gente vai fazer inscrição no vestibular, e tem que escolher aquela opção, o coração bate mais forte, a gente se sente perdido. É como se, em um clique, eu tivesse que escolher todo o meu destino. Será que é errado descobrir o que se quer da vida só depois de já ter ingressado na universidade? Quero dizer, se eu passar e depois desistir, não estaria roubando a vaga de alguém que realmente queria aquilo?

Ética. Frieza. Carinho. Saudades. Destino. Fim. MUDANÇA.

É muita loucura de uma só vez.

beijos.

P.S.: antes que alguém me ache chata, eu só queria desabafar. As pessoas com quem tento conversar não entendem o que é ser eu, ter a minha vida, os meus problemas, as minhas dúvidas. Não quero que o ano acabe. Não quero terminar a escola. Não quero fazer 18 anos.

13 de setembro de 2010

Um ano!!



Leia até o fim. É importante para mim.





Pois é amiguinhos, hoje faz um ano que criei esse blog. Na verdade o meu objetivo inicial era publicar textos de minha autoria. É que de vez em quando eu escrevo pra aliviar o stress. Mas, em ano de vestibular, cada minuto é precioso. Por isso, não escrevo mais tanto quanto antes. Escrever os meus problemas no estilo "diretão, foi e pronto" no blog é melhor pra mim.




Ah, sim, o blog mudou muito a minha vida. Embora eu não tenha tempo de postar aqui sempre (como eu gostaria), nem de acompanhar todas as coisas super interessantes que ocorrem na blogosfera, esse cantinho tornou-se pra mim uma terapia 0800. Aprendi, quando conto alguma coisa louca que pensei, vivi, presenciei, que tudo na vida tem seu lado cômico (ou não), e que é graças a ele que viver é tão bom. Aprendi a gostar mais da vida e senti que eu posso ter meu espaço no mundo. 





Cada comentário que eu recebo me dá uma alegria incrível. Seja ele bom ou ruim, um elogio ou uma crítica, eu gosto. É sinal de que alguém quis visitar minhas idéias, deu atenção e tem algo a dizer sobre isso. Queria muito ter mais tempo de escrever um monte de coisas. Tudo o que acontece a minha volta, eu já imagino como história para ser contada aqui. Só que apenas 0,000001% delas chegam até meus visitantes.


Pois é, não caí nas estatísticas. Uma vez li que mais da metade dos blogs criados "morrem" antes de completar o primeiro ano. Mas olhem pra mim, mesmo não dando atenção devida a esse universo maravilhoso tenho 42 seguidores. As pessoas não têm a menor idéia do quanto é emocionante para mim quando alguém me pára e diz: "Ei, Luma. Vi seu blog. Tava legal.". 


O mais engraçado é que "O que Luma pensa?" me deu a chance de mostrar para os outros quem eu realmente sou, o quê eu realmente penso. Uma vez Matheus virou pra mim e falou: "Luma, seu blog é tão legal. Nem parece que é de uma nerd.". Talvez seja importante mostrar ao mundo que ser estudiosa e tirar boas notas não me impede de amar a minha Ipanema de fitinha dourada, de ser obcecada por literatura fútil (embora eu odeie futilidade, como resistir a um livro da Meg Cabot? Como?), de ter neuroses, de discutir com meus pais, de usar gloss, de ser alguém incrivelmente pão-dura (embora todos achem que sou mão-de-vaca, me considero apenas econômica), de querer casar, ter cinco filhos e morar num sítio.


É essa a Luma que eu quero que conheçam, uma Luma sem estereótipos. Tenho tantas características que me sinto original, como todos nós, seres humanos somos: únicos.


Como estava sem muita idéia de post, cacei no meu arquivo de textos antigos. Encontrei uma história VERDADEIRA, que ocorreu em 1997 comigo.


Mamãe estava grávida do meu irmão. Engraçado é que mamãe parecia uma melancia. Todos achavam que mamãe estava grávida de gêmeos, mas o obstetra garantiu: só havia um menino ali. Pensando agora, poderia haver outra criança ali, mas o médico roubou na hora do parto e vendeu para um comércio ilegal. Eu ouvi dizer que as pessoas gostam de adotar bebês brancos. O gêmeo do meu irmão seria um bebê branco. Cara, a minha mãe pode ter sido enganada! Eu posso ter um irmão perdido, que pode me doar medula caso eu tenha leucemia um dia, que nem a menina de  'Laços de Família'. Afinal, quem entende o que se passa em um ultrassom? Aquilo é coisa de doido.


Bem, o fato é que eu tinha ganho um boneco Chucky. Sim, Chucky, um boneco assassino. Aí você pensa: "que pessoa, em sã consciência, daria um boneco Chucky a uma menina de quatro anos?". Eu respondo: minha bisavó. Ela nunca teve sã consciência. E pra piorar, ainda me deu um palhaço de brinquedo. Sentiu? Palhaço! EU ODEIO PALHAÇOS. Parece que são psicopatas traficantes de órgãos disfarçados.


Ok, eu tinha o Chucky. A noite, eu olhava pro Chucky, o Chucky, olhava pra mim. Mamãe, grávida neurótica( Deus queira que, quando eu engravide, daqui a uns 15 anos, eu não enlouqueça), resolveu jogar o boneco fora. Ela achava que o boneco poderia nos matar. ( detalhe: a criança de quatro anos era eu, e não mamãe).





Ela pegou o boneco e colocou em cima do muro, junto com o lixo, para o lixeiro levar. Mas, ao fazer isso, sentiu um aperto no coração. E, ainda no quintal, antes de entrar em casa novamente, se arrependeu. Nesse exato momento ela olha pra trás e....  CADÊ O CHUCKY?





Sim, caros amigos, o Chucky havia sumido em um intervalo de segundos!! O lixo estava lá, mas o Chucky não. Mamãe se desesperou e saiu me arrastando para fora de casa. Ela achava que o Chucky ia querer vinganças pelo desprezo que sofreu e poderia querer meu corpo (lembram que no filme o boneco quer o corpo do garotinho? acho que pra mamãe o Chucky agora era transexual). Chegamos na casa da vizinha da frente, a Mara (que inclusive é mãe do Vinícius, do maravilhoso blog Macacoloko).


Mamãe estava desesperada. Ela realmente achava que íamos morrer. Mara nos levou para a sala da casa dela. E foi aí que ele apareceu. Sim, o Chucky estava lá, com aquele sorriso macabro dele, sentado na poltrona.


Eu juro que essa história é verdadeira. 



A empregada da vizinha viu minha mãe jogando o boneco fora e pegou ele pra ela. O lance é que ela viu EXATAMENTE na hora que mamãe se livrou dele. 

É claro que eu nem me importei de me livrar do boneco.


Quis fazer uma listinha de posts que gostaria que visitassem - caso não tenham visto:

- Não tenha medo! - 03/10/09, sobre orgulho. Eu havia acabado de abandonar o estágio na Fiocruz. Eu não queria desistir. Mas vi o que era melhor. E não me arrependo.

- Nina e Caio, um conto que escrevi.
Partes> I, II, III, IV, V e VI


- Raio-X, 22/01/2010. O lance é que depois desse post eu acabei tendo garganta inflamada umas cinco vezes só esse ano. Acho que dá pra colecionar receitas e vidro de amoxcilina.


- Geração 1990, pra quem é da minha época.


Bem, vou parar, preciso dormir.


beijos, fiquem com papai do céu
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