29 de dezembro de 2010

2010

o ano está acabando.  ( frase clichê)


e aí eu lembro de tudo o que aconteceu (frase clichê 2)


como passou rápido (frase clichê 3)


Oi gente!!

Quanta coisa aconteceu em 2010, né? Parece que foi ontem que vim aqui escrever todos os meus objetivos para o ano que passou, rs.

Bem,  esse foi um ano de coisas surpreendentes:


Tenho certeza de que a minha geração vai entrar pra história. Com 80 anos eu vou aparecer no Fantástico, a essa altura do campeonato já apresentado por um filho anarquista de Carmel, da minha escola (até lá o anarquismo não vai sofrer tanto preconceito), comentando sobre como era o clima antes do aquecimento global. Afinal, convenhamos, que calor foi esse, Jesus?


No começo de 2010 passei pelo que me lembro ser o período mais quente da minha vida, e por volta de janeiro e fevereiro a temperatura aqui na região metropolitana do Rio passava dos 40ºC quase todos os dias. Devido a umidade, a sensação térmica passava os 50º. A temperatura de um deserto ( eu continuo não entendendo como as mulheres árabes usam burca num calor desse. A não ser que haja um sistema de refrigeração oculto lá dentro). como consequencia, as lojas esgotaram seus estoques de ventiladores e condicionadores de ar ( porque ares condicionados é muito feio de se dizer.).


Não dava pra andar na rua. Não dava nem pra ir à praia. O lance era se trancar no ar condicionado e beber muita água gelada, rezando a Deus por um frente fria qualquer que nunca vinha. Por uma chuvinha que refrescasse. Pois é. Pedimos tanto que olhem o que deu. Uma chuva nunca vista antes por aqui, que destruiu casas, famílias e levou Niterói às manchetes do Jornal Nacional.


Cara, tá passando comercial da Telesena na Rede Globo!


Ano de eleições. Não tirei meu título. Tá, podem querer me matar, afinal, cadê meu instinto cidadão? Não sei. Mas eu não tirei meu título e não me arrependo. Acho que não estava preparada pra isso. Bem, vimos coisas tristes. Eleger Tiririca? E tem gente que chama isso de voto de protesto. Uma jogada política do partido dele que  usou sua imagem, sua popularidade, e a revolta de um povo leigo para aumentar sua bancada no Congresso.


Deputado federal mais bem votado no RJ: Antony Garotinho. Um cara totalmente complicado em suas falcatruas pólíticas.


Deputado estadual mais bem votado no RJ: Wagner Montes. Entenda-me. Ele tem um programa na Record todos os dias, de 12:00 às 15:00. como é um noticiário, acredito que chegue pelo menos às 09:00 ou 10:00 na emissora. Logo, ele nunca vai à ALERJ? É sério. Além disso ele só sabe chegar na tv, mostrar problemas do estado e falar: "isso é uma vergonha para os governantes!". Pois então Wagner, saia do seu segundo emprego ( quem você acha que é, o pai do Chris?), volte para a Assembléia Legislativa, onde deveria estar agora, já que te pagamos um salário pra isso, e vai trabalhar pra melhorar, caramba!


Governador reeleito: Sérgio Cabral. E no primeiro turno. É de chorar. Talvez quem não more no RJ ache que ele é o cara, pois pacificou um monte de favela. Tá, e para onde vêm os bandidos? Pra Niterói e São Gonçalo, colega. Durante o governo dele, vivemos momentos que não dava pra sair na rua, pois os traficantes, assim como os franceses no século XVI, se achavam os donos do lado de cá da Baía de Guanabara.
Mas não é só isso. Sérgio Cabral criou as UPA's, supostas unidades de pronto atendimento. E eu digo, por experiência própria, se você depender de uma UPA morre. Só há um médico por plantão. Isso mesmo. Só um médico e um enfermeiro pra cuidar de uma população mostruosa. De pessoas tendo recaídas, ataques cardíacos e AVC. Um horror. Construir UPA só serviu como desculpa pra roubar o suado dinheiro do trabalhador.
E a educação? Não há professor nas escolas estaduais e o estado conta com o segundo pior ensino do país. Colocaram ar condicionado nas escolas, mas não há professor pra dar aula, logo os alunos voltam pra casa e o ar condicionado não é usado pra porcaria nenhuma. Valeu a intenção. De roubar a gente e enganar o povo.


Dilma? Não tinha nada melhor não Lula? Qualquer coisa era só entrar em contato comigo que eu ajudava. Conheço gente que mal concluiu o ensino médio e parece ser muito mais competente. Sério. E ainda ela roubou o meu sonho de ser a primeira mulher presidente do país. Ódio.


Como se já não bastassem as chuvas, Niterói teve sua escola de samba, a Viradouro,  rebaixada pro grupo de Acesso. Realmente vergonhoso.

Príncipe William! Como ousa casar com a Kate? Era pra você casar comigo, era o meu sonho desde que descobri que você existia, em algum momento remoto de minha infância. Ou me descola seu irmão ( porque não desisti de ser princesa) ou teremos sérios problemas.

Eu saí no Jornal O Globo após ganhar um Concurso de Contos! Rá! Ao rumo do sucesso!

Finalmente eu provei crepe, rs. Mylena, só você mesmo.

Ocuparam o Alemão, meu! Tem noção? É como se acabasse a ditadura na China, é histórico! E por falar em China, vergonhoso o governo não deixar a mulher que ganhou o Nobel receber o prêmio. Se eu pudesse eu matava todos os governantes chineses, Começaria rasgando a pele, arrancando os dentes e as unhas e depois enviando-os para um canto isolado do Acre.

Ainda sobre China, eu descobri a máfia dos chineses de pastelaria. O meu professor de sociologia, que fez o mestrado (ou doutorado?) sobre chineses me contou o esquema que eu desconhecia. Agora eu preciso me esconder sob o serviço de proteção à testemunha. Não.

33 mineiros ficaram soterrados no Chile. Durante um bocado de dias, não lembro quantos e tô com preguiça de pesquisar. Mas foi surreal. Mesmo.

Em plena Copa do Mundo, um polvo acertou quase todos os jogos. Coisas sobrenaturais acontecem.



Então, até 2011. Ou não.

24 de dezembro de 2010

A very merry christmas

Eu sei, eu sei. Estou sumida. Apesar de estar de férias, em casa, não posto há quase três semanas. Tenham certeza de que sei a vergonha nacional que isso representa. Menor apenas que o amigo oculto não concretizado da minha turma, a 1303. Mas aí é outra história.

Essa semana foi a minha colação de grau, onde algo me decepcionou. Não, e não foi o discurso da diretora geral, uma coisa que durou quase 300 anos. Cadê o meu canudo? Quero dizer, tiveram um monte de discursos lindos, todo mundo estava feliz (exceto meu "paciente" paizinho, que não aguentou e foi esperar no carro - calma gente, ele nunca vai saber que eu escrevi isso aqui), mas e as drogas dos canudos? Eu estudei arduamente durante três anos e não tive direito a sequer um canudo? Depois as pessoas não entendem os alunos malucos que viram atiradores suicidas traumatizados.

E eu não chorei. Calma, não sou Catrina Coração de Pedra ( quem não lembra dos cãezinhos do canil?). Mas eu acho que uma certa frieza deve estar tomando conta de mim. Por que diabos eu não chorei como todo mundo?
Agora vão pensar que eu não gosto de ninguém, que não ligo pra ninguém, que quero que todos morram. O que está longe de ser verdade.

Pois é, e hoje/ amanhã é Natal. Natal. As pessoas devem relacionar a palavra "Natal" com reunião familiar, alegria, presentes. Bem, comigo não é bem assim. Meus parentes moram longe e a gente não se vê nem no Natal. E não me culpem. Eu sou a mais sociável da família. Mas, como consequencia de viver num ambiente assim, as recordações de Natal são longe de ser boas.

A vida inteira eu passei o Natal em casa, com papai reclamando da vida, mamãe entendiada e meu irmão esperando Papai Noel. Dá pra acreditar que Teco esperou Papai Noel até os 11 anos? E quando eu falava pra papai "seu filho precisa amadurecer", ele brigava comigo. Hoje, ele olha pra mim e diz : "você mimou muito o seu irmão, Luma". Pois é, fui eu que coloquei presentes na janela do apartamento protegida por grades. Uhum.
Na minha família, todos aprenderam a odiar Natal. Quero dizer, não tem nada de bom na televisão ( eu só tenho TV aberta), eu odeio comida de Natal ( o que há de errado com pizza, lasanha, hambúrguer?), e odeio o clima em que minha casa fica no Natal. Papai reclama que o ano foi uma droga, mamãe também. Teco reclama que a família dele é uma droga. Eu me tranco no quarto e leio um livro, porque nos livros as pessoas não ficam reclamando o tempo todo. Tem ação.
E se você acha que não pode piorar, pode sim. Papai pode inventar de ir para a casa da vovó, mãe dele. Nada contra a vovó. Tudo contra mim.
A gente sai e papai vai dizendo: "é altamente perigoso pegar a Avenida Brasil a essa hora". Depois de quase uma hora no carro ( de São Gonçalo ao subúrbio do Rio) a gente chega na casa da vovó e a minha tia de 40 anos fica emburrada vendo TV. Qualquer assunto que se conversa com ela, ela faz referência ao fato de que não casou e teve filhos, como os outros sete irmãos. Que ninguém dá valor a ela e aos anos de juventude que ela sacrificou para cuidar da vovó. Aí a gente fala: "tia, volta a estudar, faz um curso, aí você sai, conhece gente e quem sabe, o homem da sua vida?". E ela diz que está muito velha pra isso. Demi Moore deve ser mais velha que ela e é casada com Ashton Kutcher. E antes que alguém diga "Mas a Demi é artista de cinema" eu digo " o Ashton também, ele poderia escolher uma patricinha de 20 anos".

E então chega vovó reclamandoque está doente e que quer morrer logo. Vovó tem 84 anos. Se ela viveu até hoje com a saúde que tem ( nem gripe ela pega), vai chegar aos 100 fácil fácil. Então ela vira pra mim e pergunta: "Luma, é impressão minha ou você engordou? Sua barriga tá enorme, cuidado com o açúcar no sangue.". Eu sei que parece louco, mas o único lugar onde sou discriminada por estar acima do peso é na família de papai. Na escola, ninguém nunca ficou me chamando de gorda. Só Samara, e foi numa briga na oitava série.

Depois chega a minha outra tia, que mora perto, e pergunta se eu já arrumei um trabalho: "você precisa ajudar em casa, Luma. Eu, teu pai e teus tios trabalhamos desde crianças." Aí eu explico a minha tia que eu estudo quase 12 horas por dia pra passar pra medicina. E quando eu digo que a faculdade é em horário integral, todos mandam eu desistir. Falam pra eu trabalhar durante o dia e fazer alguma faculdade particular à noite. E se eu disser: "Mas eu quero ser médica!", eles não compreendem. Porque em toda a minha família, ninguém nunca teve o direito de escolher a própria profissão. Foi lei da oferta e da procura. Eles sempre trabalharam no que dava. Por isso eles não entendem o que é sonhar em ter uma carreira profissional.

Enquanto isso papai manda Teco olhar o carro três vezes por minuto, com medo de que bandidos levem o carro. Então minha tia pergunta se eu tenho ido à missa. eu tenho que dizer que sim ou mudar de assunto. Se eles souberem que eu não sou mais católica ( atualmente não tenho nenhuma religião certa - embora simpatize com o espiritismo) estarei exonerada da família. Eles acham que se você não está na Igreja Católica, está fora dos caminhos de Deus. É, só que eu acho que eles se esqueceram que muitos não se comportam como a Igreja diz. Por exemplo, nenhum dos meus tios nem meus pais são casados na Igreja. Logo, de acordo com o Vaticano, todos vão acabar no inferno. Utilizar métodos contraceptivos é pecado, logo todos vão pro inferno. Até eu sou fruto do pecado, porque os meus pais nunca se casaram, só moram juntos.
Afinal, de acordo com o papa, só quem pode usar camisinha não garotas de programa. Ótimo, se o papa aconselha que usem preservativo com garotas de programa, e condena seu uso dentro do casamento, deve ser porque é menos pecaminoso, em caso de não desejar gerar descendentes, transar com uma puta do que com a esposa. Claro.

Enquanto isso meu tio está no trabalho, fazendo hora extra pra pagar o carro (já que ele nunca se casou ou teve filhos - seu maior xodó é seu Voyage). Ele fez hora extra durante muito tempo pra comprar o carro, e depois que um caminhão de lixo passou por cima do carro dando perca total, ele usou o dinheiro do seguro pra dar entrada num carro zero e agora continua fazendo hora extra pra pagar o restante das prestações.

Vovó então começa a chorar muito, porque o único filho rico dela morreu ( e isso foi há 8 anos). E por mais que a gente tente consolá-la, ela diz: "por que  Deus tinha que levar logo o meu filho que podia me dar alguma coisa?". Pois é vovó, desculpe não poder te ajudar, mas eu não escolhi ser pobre.

E é por isso, que hoje, às 23:59 eu estarei no conforto do meu quarto assistindo Kung Fu Panda especial de Natal. Porque eu ainda quero guardar o restinho de amor próprio que possuo.

Mas fiquem tranquilos. Um dia vai mudar. Já falei com Teco e quando nós tivermos nossos filhos, vamos juntar nossas famílias no Natal, fazer amigo oculto, uma ceia de coisas realmente gostosas ( frango assado? me poupe!) e seremos muito felizes. Ou eu não me chamo Luma.


beijos


P.S.: um feliz Natal pra vocês =D

3 de dezembro de 2010

7

Mas olhem que gracinha o selinho que a Fran, do Pensar é um ato, sentir é um fato me indicou. Não é, puramente, um mimo? Ah, é sim.





Bem, a brincadeira é responder algumas coisas. Vamos lá?


- Sete coisas para eu fazer antes de morrer:

- Salvar uma vida.
- Mostrar pro mundo que, se a gente se esforça, a gente consegue.
- Dar muito orgulho pra minha família e pros meus amigos.
- Fazer trabalho voluntário, de preferência ser uma médica sem fronteiras na África Subsaariana, no Haiti, no Sudeste Asiático ou tratar índios no Acre.
- Casar, ter seis filhos, um marido que me ame, e que todos vivamos em uma fazenda com uma plantação de girassóis e um belíssimo pomar.
- Ver um mundo com menos sofrimento.
- Publicar um livro, e que ele fique famoso.

- Sete coisas que eu mais falo:

- Surreal.
- Meshmo.
- Jesus Amado (mania da tia Cintia, minha professora da quarta série, que eu carrego há oito anos.)
- Tipo. (eu sei, isso não é nem um pouco original).
- Se você se esforçar, você consegue.
- Pelo menos eu tentei, tô com a consciência limpa.
- Como alguém consegue ser tão vulgar? Essa criatura não tem vergonha da família?

- Sete coisas que eu faço bem:

- Dever e prova de matemática.
- Economizar dinheiro.
- Bolo, macarrão, café e milk-shake de ovomaltine falsificado.
- Ser durona com meu irmão.
- Cuidar dos meus livros e cadernos de toda a vida escolar, sabendo exatamente em que canto do quartinho da bagunça, em que sacola, em que pasta está cada coisa, como um caderninho da segunda série.
- Me concentrar para ler.
- Acordar sozinha, a qualquer hora, independente da hora de ir dormir, do clima, e dos horários de verão da vida. Feliz, cantando, pulando, não existe mau humor matinal.


- Sete defeitos:

-Teimosa.
- Impaciente.
- Não conseguir demonstrar meus sentimentos.
- Querer impor minhas idéias.
- Estressada e às vezes violenta.
- Totalmente neurótica.
- Preocupada com o que os outros pensam.

- Sete qualidades:

- Altruísta
- Determinada.
- Lutadora.
- Econômica.
- Estudiosa.
- Realista demais.
- Preocupada com os outros, muito mais que comigo.

- Sete coisas que eu amo:

- Sentir a presença das pessoas que amo.
- Sentir a presença de Deus, e entender todos os sinais que ele manda pra mim.
- Rir, rir e rir.
- Histórias. Ler histórias, ouvir histórias, contar histórias.
- Receber e dar carinho.
- Crianças, de todas as idades. Amo muito crianças.
- Os livros de Meg Cabot.

- Sete blogs que eu indico:

- Carol, Caixa a a
- Carol, Memórias... apenas
- Bruna, que conheci na fila da Bienal, rs
- Babi, do Diário de uma nerd
- A Nana, minha conterrânea cinéfila
- Pra Sol, do Soll, artes e outras coisas

bem, é isso.

beijos.

P.S.: depois de amanhã é a minha última prova de vestibular esse ano. Eu adoraria, é claro, que fosse a última da minha vida. Depois de não passar pra segunda fase da UFF por uma questão (eu acertei 49 / 67 e a nota de corte foi 50), Deposito minhas esperanças no Sisu, na Uerj e no Prouni. (algo me diz que não fui lá muito bem no exame discursivo da UFRJ). Bem, então na segunda feira minhas férias começam oficialmente. Claro que eu estou me sentindo, sem rumo, sem chão, sem destino. Mas eu tenho fé de que tudo vai passar. Essa uma questão ( de física, sobre resistores, que eu sabia mas marquei errado no cartão resposta) está entalada. E não quer descer. Também, quem manda querer logo medicina?

29 de dezembro de 2010

2010

o ano está acabando.  ( frase clichê)


e aí eu lembro de tudo o que aconteceu (frase clichê 2)


como passou rápido (frase clichê 3)


Oi gente!!

Quanta coisa aconteceu em 2010, né? Parece que foi ontem que vim aqui escrever todos os meus objetivos para o ano que passou, rs.

Bem,  esse foi um ano de coisas surpreendentes:


Tenho certeza de que a minha geração vai entrar pra história. Com 80 anos eu vou aparecer no Fantástico, a essa altura do campeonato já apresentado por um filho anarquista de Carmel, da minha escola (até lá o anarquismo não vai sofrer tanto preconceito), comentando sobre como era o clima antes do aquecimento global. Afinal, convenhamos, que calor foi esse, Jesus?


No começo de 2010 passei pelo que me lembro ser o período mais quente da minha vida, e por volta de janeiro e fevereiro a temperatura aqui na região metropolitana do Rio passava dos 40ºC quase todos os dias. Devido a umidade, a sensação térmica passava os 50º. A temperatura de um deserto ( eu continuo não entendendo como as mulheres árabes usam burca num calor desse. A não ser que haja um sistema de refrigeração oculto lá dentro). como consequencia, as lojas esgotaram seus estoques de ventiladores e condicionadores de ar ( porque ares condicionados é muito feio de se dizer.).


Não dava pra andar na rua. Não dava nem pra ir à praia. O lance era se trancar no ar condicionado e beber muita água gelada, rezando a Deus por um frente fria qualquer que nunca vinha. Por uma chuvinha que refrescasse. Pois é. Pedimos tanto que olhem o que deu. Uma chuva nunca vista antes por aqui, que destruiu casas, famílias e levou Niterói às manchetes do Jornal Nacional.


Cara, tá passando comercial da Telesena na Rede Globo!


Ano de eleições. Não tirei meu título. Tá, podem querer me matar, afinal, cadê meu instinto cidadão? Não sei. Mas eu não tirei meu título e não me arrependo. Acho que não estava preparada pra isso. Bem, vimos coisas tristes. Eleger Tiririca? E tem gente que chama isso de voto de protesto. Uma jogada política do partido dele que  usou sua imagem, sua popularidade, e a revolta de um povo leigo para aumentar sua bancada no Congresso.


Deputado federal mais bem votado no RJ: Antony Garotinho. Um cara totalmente complicado em suas falcatruas pólíticas.


Deputado estadual mais bem votado no RJ: Wagner Montes. Entenda-me. Ele tem um programa na Record todos os dias, de 12:00 às 15:00. como é um noticiário, acredito que chegue pelo menos às 09:00 ou 10:00 na emissora. Logo, ele nunca vai à ALERJ? É sério. Além disso ele só sabe chegar na tv, mostrar problemas do estado e falar: "isso é uma vergonha para os governantes!". Pois então Wagner, saia do seu segundo emprego ( quem você acha que é, o pai do Chris?), volte para a Assembléia Legislativa, onde deveria estar agora, já que te pagamos um salário pra isso, e vai trabalhar pra melhorar, caramba!


Governador reeleito: Sérgio Cabral. E no primeiro turno. É de chorar. Talvez quem não more no RJ ache que ele é o cara, pois pacificou um monte de favela. Tá, e para onde vêm os bandidos? Pra Niterói e São Gonçalo, colega. Durante o governo dele, vivemos momentos que não dava pra sair na rua, pois os traficantes, assim como os franceses no século XVI, se achavam os donos do lado de cá da Baía de Guanabara.
Mas não é só isso. Sérgio Cabral criou as UPA's, supostas unidades de pronto atendimento. E eu digo, por experiência própria, se você depender de uma UPA morre. Só há um médico por plantão. Isso mesmo. Só um médico e um enfermeiro pra cuidar de uma população mostruosa. De pessoas tendo recaídas, ataques cardíacos e AVC. Um horror. Construir UPA só serviu como desculpa pra roubar o suado dinheiro do trabalhador.
E a educação? Não há professor nas escolas estaduais e o estado conta com o segundo pior ensino do país. Colocaram ar condicionado nas escolas, mas não há professor pra dar aula, logo os alunos voltam pra casa e o ar condicionado não é usado pra porcaria nenhuma. Valeu a intenção. De roubar a gente e enganar o povo.


Dilma? Não tinha nada melhor não Lula? Qualquer coisa era só entrar em contato comigo que eu ajudava. Conheço gente que mal concluiu o ensino médio e parece ser muito mais competente. Sério. E ainda ela roubou o meu sonho de ser a primeira mulher presidente do país. Ódio.


Como se já não bastassem as chuvas, Niterói teve sua escola de samba, a Viradouro,  rebaixada pro grupo de Acesso. Realmente vergonhoso.

Príncipe William! Como ousa casar com a Kate? Era pra você casar comigo, era o meu sonho desde que descobri que você existia, em algum momento remoto de minha infância. Ou me descola seu irmão ( porque não desisti de ser princesa) ou teremos sérios problemas.

Eu saí no Jornal O Globo após ganhar um Concurso de Contos! Rá! Ao rumo do sucesso!

Finalmente eu provei crepe, rs. Mylena, só você mesmo.

Ocuparam o Alemão, meu! Tem noção? É como se acabasse a ditadura na China, é histórico! E por falar em China, vergonhoso o governo não deixar a mulher que ganhou o Nobel receber o prêmio. Se eu pudesse eu matava todos os governantes chineses, Começaria rasgando a pele, arrancando os dentes e as unhas e depois enviando-os para um canto isolado do Acre.

Ainda sobre China, eu descobri a máfia dos chineses de pastelaria. O meu professor de sociologia, que fez o mestrado (ou doutorado?) sobre chineses me contou o esquema que eu desconhecia. Agora eu preciso me esconder sob o serviço de proteção à testemunha. Não.

33 mineiros ficaram soterrados no Chile. Durante um bocado de dias, não lembro quantos e tô com preguiça de pesquisar. Mas foi surreal. Mesmo.

Em plena Copa do Mundo, um polvo acertou quase todos os jogos. Coisas sobrenaturais acontecem.



Então, até 2011. Ou não.

24 de dezembro de 2010

A very merry christmas

Eu sei, eu sei. Estou sumida. Apesar de estar de férias, em casa, não posto há quase três semanas. Tenham certeza de que sei a vergonha nacional que isso representa. Menor apenas que o amigo oculto não concretizado da minha turma, a 1303. Mas aí é outra história.

Essa semana foi a minha colação de grau, onde algo me decepcionou. Não, e não foi o discurso da diretora geral, uma coisa que durou quase 300 anos. Cadê o meu canudo? Quero dizer, tiveram um monte de discursos lindos, todo mundo estava feliz (exceto meu "paciente" paizinho, que não aguentou e foi esperar no carro - calma gente, ele nunca vai saber que eu escrevi isso aqui), mas e as drogas dos canudos? Eu estudei arduamente durante três anos e não tive direito a sequer um canudo? Depois as pessoas não entendem os alunos malucos que viram atiradores suicidas traumatizados.

E eu não chorei. Calma, não sou Catrina Coração de Pedra ( quem não lembra dos cãezinhos do canil?). Mas eu acho que uma certa frieza deve estar tomando conta de mim. Por que diabos eu não chorei como todo mundo?
Agora vão pensar que eu não gosto de ninguém, que não ligo pra ninguém, que quero que todos morram. O que está longe de ser verdade.

Pois é, e hoje/ amanhã é Natal. Natal. As pessoas devem relacionar a palavra "Natal" com reunião familiar, alegria, presentes. Bem, comigo não é bem assim. Meus parentes moram longe e a gente não se vê nem no Natal. E não me culpem. Eu sou a mais sociável da família. Mas, como consequencia de viver num ambiente assim, as recordações de Natal são longe de ser boas.

A vida inteira eu passei o Natal em casa, com papai reclamando da vida, mamãe entendiada e meu irmão esperando Papai Noel. Dá pra acreditar que Teco esperou Papai Noel até os 11 anos? E quando eu falava pra papai "seu filho precisa amadurecer", ele brigava comigo. Hoje, ele olha pra mim e diz : "você mimou muito o seu irmão, Luma". Pois é, fui eu que coloquei presentes na janela do apartamento protegida por grades. Uhum.
Na minha família, todos aprenderam a odiar Natal. Quero dizer, não tem nada de bom na televisão ( eu só tenho TV aberta), eu odeio comida de Natal ( o que há de errado com pizza, lasanha, hambúrguer?), e odeio o clima em que minha casa fica no Natal. Papai reclama que o ano foi uma droga, mamãe também. Teco reclama que a família dele é uma droga. Eu me tranco no quarto e leio um livro, porque nos livros as pessoas não ficam reclamando o tempo todo. Tem ação.
E se você acha que não pode piorar, pode sim. Papai pode inventar de ir para a casa da vovó, mãe dele. Nada contra a vovó. Tudo contra mim.
A gente sai e papai vai dizendo: "é altamente perigoso pegar a Avenida Brasil a essa hora". Depois de quase uma hora no carro ( de São Gonçalo ao subúrbio do Rio) a gente chega na casa da vovó e a minha tia de 40 anos fica emburrada vendo TV. Qualquer assunto que se conversa com ela, ela faz referência ao fato de que não casou e teve filhos, como os outros sete irmãos. Que ninguém dá valor a ela e aos anos de juventude que ela sacrificou para cuidar da vovó. Aí a gente fala: "tia, volta a estudar, faz um curso, aí você sai, conhece gente e quem sabe, o homem da sua vida?". E ela diz que está muito velha pra isso. Demi Moore deve ser mais velha que ela e é casada com Ashton Kutcher. E antes que alguém diga "Mas a Demi é artista de cinema" eu digo " o Ashton também, ele poderia escolher uma patricinha de 20 anos".

E então chega vovó reclamandoque está doente e que quer morrer logo. Vovó tem 84 anos. Se ela viveu até hoje com a saúde que tem ( nem gripe ela pega), vai chegar aos 100 fácil fácil. Então ela vira pra mim e pergunta: "Luma, é impressão minha ou você engordou? Sua barriga tá enorme, cuidado com o açúcar no sangue.". Eu sei que parece louco, mas o único lugar onde sou discriminada por estar acima do peso é na família de papai. Na escola, ninguém nunca ficou me chamando de gorda. Só Samara, e foi numa briga na oitava série.

Depois chega a minha outra tia, que mora perto, e pergunta se eu já arrumei um trabalho: "você precisa ajudar em casa, Luma. Eu, teu pai e teus tios trabalhamos desde crianças." Aí eu explico a minha tia que eu estudo quase 12 horas por dia pra passar pra medicina. E quando eu digo que a faculdade é em horário integral, todos mandam eu desistir. Falam pra eu trabalhar durante o dia e fazer alguma faculdade particular à noite. E se eu disser: "Mas eu quero ser médica!", eles não compreendem. Porque em toda a minha família, ninguém nunca teve o direito de escolher a própria profissão. Foi lei da oferta e da procura. Eles sempre trabalharam no que dava. Por isso eles não entendem o que é sonhar em ter uma carreira profissional.

Enquanto isso papai manda Teco olhar o carro três vezes por minuto, com medo de que bandidos levem o carro. Então minha tia pergunta se eu tenho ido à missa. eu tenho que dizer que sim ou mudar de assunto. Se eles souberem que eu não sou mais católica ( atualmente não tenho nenhuma religião certa - embora simpatize com o espiritismo) estarei exonerada da família. Eles acham que se você não está na Igreja Católica, está fora dos caminhos de Deus. É, só que eu acho que eles se esqueceram que muitos não se comportam como a Igreja diz. Por exemplo, nenhum dos meus tios nem meus pais são casados na Igreja. Logo, de acordo com o Vaticano, todos vão acabar no inferno. Utilizar métodos contraceptivos é pecado, logo todos vão pro inferno. Até eu sou fruto do pecado, porque os meus pais nunca se casaram, só moram juntos.
Afinal, de acordo com o papa, só quem pode usar camisinha não garotas de programa. Ótimo, se o papa aconselha que usem preservativo com garotas de programa, e condena seu uso dentro do casamento, deve ser porque é menos pecaminoso, em caso de não desejar gerar descendentes, transar com uma puta do que com a esposa. Claro.

Enquanto isso meu tio está no trabalho, fazendo hora extra pra pagar o carro (já que ele nunca se casou ou teve filhos - seu maior xodó é seu Voyage). Ele fez hora extra durante muito tempo pra comprar o carro, e depois que um caminhão de lixo passou por cima do carro dando perca total, ele usou o dinheiro do seguro pra dar entrada num carro zero e agora continua fazendo hora extra pra pagar o restante das prestações.

Vovó então começa a chorar muito, porque o único filho rico dela morreu ( e isso foi há 8 anos). E por mais que a gente tente consolá-la, ela diz: "por que  Deus tinha que levar logo o meu filho que podia me dar alguma coisa?". Pois é vovó, desculpe não poder te ajudar, mas eu não escolhi ser pobre.

E é por isso, que hoje, às 23:59 eu estarei no conforto do meu quarto assistindo Kung Fu Panda especial de Natal. Porque eu ainda quero guardar o restinho de amor próprio que possuo.

Mas fiquem tranquilos. Um dia vai mudar. Já falei com Teco e quando nós tivermos nossos filhos, vamos juntar nossas famílias no Natal, fazer amigo oculto, uma ceia de coisas realmente gostosas ( frango assado? me poupe!) e seremos muito felizes. Ou eu não me chamo Luma.


beijos


P.S.: um feliz Natal pra vocês =D

3 de dezembro de 2010

7

Mas olhem que gracinha o selinho que a Fran, do Pensar é um ato, sentir é um fato me indicou. Não é, puramente, um mimo? Ah, é sim.





Bem, a brincadeira é responder algumas coisas. Vamos lá?


- Sete coisas para eu fazer antes de morrer:

- Salvar uma vida.
- Mostrar pro mundo que, se a gente se esforça, a gente consegue.
- Dar muito orgulho pra minha família e pros meus amigos.
- Fazer trabalho voluntário, de preferência ser uma médica sem fronteiras na África Subsaariana, no Haiti, no Sudeste Asiático ou tratar índios no Acre.
- Casar, ter seis filhos, um marido que me ame, e que todos vivamos em uma fazenda com uma plantação de girassóis e um belíssimo pomar.
- Ver um mundo com menos sofrimento.
- Publicar um livro, e que ele fique famoso.

- Sete coisas que eu mais falo:

- Surreal.
- Meshmo.
- Jesus Amado (mania da tia Cintia, minha professora da quarta série, que eu carrego há oito anos.)
- Tipo. (eu sei, isso não é nem um pouco original).
- Se você se esforçar, você consegue.
- Pelo menos eu tentei, tô com a consciência limpa.
- Como alguém consegue ser tão vulgar? Essa criatura não tem vergonha da família?

- Sete coisas que eu faço bem:

- Dever e prova de matemática.
- Economizar dinheiro.
- Bolo, macarrão, café e milk-shake de ovomaltine falsificado.
- Ser durona com meu irmão.
- Cuidar dos meus livros e cadernos de toda a vida escolar, sabendo exatamente em que canto do quartinho da bagunça, em que sacola, em que pasta está cada coisa, como um caderninho da segunda série.
- Me concentrar para ler.
- Acordar sozinha, a qualquer hora, independente da hora de ir dormir, do clima, e dos horários de verão da vida. Feliz, cantando, pulando, não existe mau humor matinal.


- Sete defeitos:

-Teimosa.
- Impaciente.
- Não conseguir demonstrar meus sentimentos.
- Querer impor minhas idéias.
- Estressada e às vezes violenta.
- Totalmente neurótica.
- Preocupada com o que os outros pensam.

- Sete qualidades:

- Altruísta
- Determinada.
- Lutadora.
- Econômica.
- Estudiosa.
- Realista demais.
- Preocupada com os outros, muito mais que comigo.

- Sete coisas que eu amo:

- Sentir a presença das pessoas que amo.
- Sentir a presença de Deus, e entender todos os sinais que ele manda pra mim.
- Rir, rir e rir.
- Histórias. Ler histórias, ouvir histórias, contar histórias.
- Receber e dar carinho.
- Crianças, de todas as idades. Amo muito crianças.
- Os livros de Meg Cabot.

- Sete blogs que eu indico:

- Carol, Caixa a a
- Carol, Memórias... apenas
- Bruna, que conheci na fila da Bienal, rs
- Babi, do Diário de uma nerd
- A Nana, minha conterrânea cinéfila
- Pra Sol, do Soll, artes e outras coisas

bem, é isso.

beijos.

P.S.: depois de amanhã é a minha última prova de vestibular esse ano. Eu adoraria, é claro, que fosse a última da minha vida. Depois de não passar pra segunda fase da UFF por uma questão (eu acertei 49 / 67 e a nota de corte foi 50), Deposito minhas esperanças no Sisu, na Uerj e no Prouni. (algo me diz que não fui lá muito bem no exame discursivo da UFRJ). Bem, então na segunda feira minhas férias começam oficialmente. Claro que eu estou me sentindo, sem rumo, sem chão, sem destino. Mas eu tenho fé de que tudo vai passar. Essa uma questão ( de física, sobre resistores, que eu sabia mas marquei errado no cartão resposta) está entalada. E não quer descer. Também, quem manda querer logo medicina?