25 de julho de 2011

Razão

É, as férias cabaram. Cara, e eu que imaginei: eba, férias, vou escrever no blog todos os dias e visitar todos os blogs que sigo. Aham. Consegui muito.
Primeiro, só tive 11 dias de férias.
16/07 - arrumei minhas coisas e fui com a meninas da escola (ai que saudades da escola) no cinema. Vi Cilada.com, engraçadíssimo.
17/07 - arrumei minhas coisas.
18/07 - estudei biologia pra prova de seleção de monitores do pH (eu preciso de dinheiro, é sério).
19/07 - fui a Cachoeiras de Macacu buscar minhas primas pra virem aqui pra casa. Viagem cansativa, dia cansativo e inútil. Estudei biologia no carro ao invés de prestar atenção nas vacas da estrada.
20/07 - Acordei tarde, arrumei minhas coisas de novo (quanto mais gente em casa, maior a bagunça), estudei mais e fui correndo fazer a prova de seleção. Depois fui no shopping com a minha mãe fazer coisas inúteis que nos levam a filas e peguei transito medonho pra chegar em casa.
21/07 - fui pra casa do meu tio em Maricá e fiquei vidrada na TV por assinatura que ele adquiriu (assisti um episódio de Ugly Betty e três filmes). Pobre é uma desgraça mesmo. Fica usurfruindo da tv a cabo alheia.
22/07 - fui com mamãe, meu irmão e minhas primas ao cinema, e chegando lá a sessão estava esgotada. Do único filme que a minha prima pode assistir, já que tem só 8 anos. Compramos ingresso pro dia seguinte. Meu irmão fez show porque queria roupa e minha mãe foi às compras de coisas em lojas tipo 5x sem juros que nós da classe C frequentamos, e que contém muuuuuuitas filas. Estressei-me
23/07 - meu irmão teve desidrataçãoe meus pais tiveram de levá-lo ao hospital. Eu levei as meninas pro cinema. O filme ( Os pinguins do Papai ) era muito chato.
24/07 - arrumei minhas coisas de novo. Não aguento mais ver a velocidade com que a bagunça surge. Creio que começo a desenvolver toque.
25/07 - é aniversário do meu irmão, fiquei a manhã toda assistindo O Mentalista ( eu dei a 1ª temporada em dvd de presente a ele) e a tarde fiz um bolo que deu errado e precisou de uma operação regate. Fiz uma bonequinha de EVA pra colar na capa da minha pasta (desculpem não postar a foto, mas é que eu plagiei a idéia de um site que vende bonequinhos de EVA, se eu postasse seria sacanagem). Saí pra comer pizza, comi bolo, arrumei minha bolsa.

E amanhã? O sofrimento não pode parar!
Lá vou eu, acordar as cinco, entrar no facebook só uma vez por dia, e dormir menos de 7 horas por noite, o que geralmente decai minha imunidade e me deixa de mau humor.

Ocorre que como podem perceber, não tive muito tempo disponível. Estou saturada de ouvir voz de criança gritando, minha mãe e meu pai reclamando da vida. Nossa, tenho tanto medo de no futuro ser uma daquelas médicas insencíveis e sem coração típicas de seriado! Eu não quero desprezar minha família, mas eles me sufocam tanto! E eu sempre me esforçando pra ser legal. Acontece que eu sempre achei que felicidade é você fazer feliz quem você ama, mas eu me amo e não estou me fazendo nenhum pouquinho feliz com esse tipo de atitude.

Nesse meio tempo entre uma atividade e outra, assisti Glee (é, finalmente aprendi a baixar seriados da internet, uhuul!), só a 1ª temporada, porque eu ainda preciso dormir, sabe como é.
Para mim, assistir Glee, é a verdadeira terapia, pois, não sei se já falei aqui, eu cantei no coral da escola. E era algo que me fazia, muito, muito bem. Eu nem cantava direito, sou super desafinada. Mas cantava baixinho, quase sussurando, mais parecendo uma dublagem, de forma que só meu corpo estava presente e a voz não.

Entrar no coral foi uma das melhores experiências que tive. No começao eu achava esquisito, pois o coral só tinha gente estranha, exatamente como nos filmes americanos de Sessão da Tarde. Mas Mariane me convenceu e, quando me falaram que o coral fazia viagens e se apresentava em diferentes locais, não deu pra resistir. Seria a minha oportunidade de, pelo menos de vez em quando, sair do eixo Niterói-São Gonçalo. Fui a um dos primeiro ensaios do coral e fiquei assustada como me disseram que o ensaio seria na quadra, pois havia um número muito grande de alunos querendo participar. Afinal, valia 0,5 extra na média de música.
Algumas semanas depois o coral estava "reduzido" a um grupo de uns 70 alunos que cantavam apertadinhos na sala de música e as pessoas que eu considerava estranhas, se mostraram incrivelmente legais.
Ficemos nossa primeira apresentação "fora", em junho de 2008, em Itatiaia, no sul do estado. O coral não durou muito, apesar de termos tido mais uma apresentação em Pinheiral naquele mesmo ano e algumas outras apresentações em Niterói e no Rio.
Ah, mas como foi fantástico!
Em todo lugar que eu chegava eu queria falar do coral. O quanto cantar e dançar e me divertir com todas aquelas pessoas era incrível. Já fazia planos de pedir ao professor para que, quando eu terminasse o Ensino Médio, pedir para participar como ajudante que fosse, já que os ensaios eram no horário do almoço e se eu estudasse na UFF poderia sair 20 min mais cedo da aula da manhã e chegar 20 min mais tarde na aula da tarde pra ensaiar.
Mas o sonho acabou.

Em 2009 o coral enfraqueceu-se muito. O professor, que já era total doido ( imagine 100% oposto do Will de Glee, exceto pelos cachinhos) inventou de começar a selecionar só quem canatav bem pro coral que ele considerava cheio demais. Mas ele lidou com um problema: ele não poderia tirar, só por ter voz ruim, aqueles que estavam lá desde o primeiro ensaio, não era justo. Então, o professor já totalmente doido ( às vezes penso que talvez sob efeito de drogas ou sei lá o quê - e eu posso ser processada ou odiada por dizer isso aqui, minha sinceridade extrema pode me matar) começou a se comportar de maneira ofensiva com os aluos do então 1º anos que se reuniram para afastá-lo do posto. Só se sabe é que o professor sumiu e estava sendo processado pela escola.  Não apareceu nenhum professor fofo como em Glee para nos salvar. Foi o fim do coral.
Tchau músicas, tchau dancinhas, tchau ensaios, tchau passeios.

E então, lembrando-me do coral percebo que no momento não há nada que eu faça para me sentir bem. É sério. Eu não leio mais Meg Cabot ( pois além de não ter tempo cansei de ver todas aquelas mocinhas neuróticas arrumarem namorados perfeitos e eu não), não tenho mais coral, não tenho mais curso de inglês (onde eu também me divertia), não tenho mais o pessoal da escola pra brincar de pique pega ou Imagem e Ação na hora do recreio. It's over.

Tenho que encontrar uma nova razão, encontrar algo que me faça feliz. Estudar medicina, pegar ônibus lotado e aguentar as paranóias da minha família, tendo que assistir desenho animado com os primos pequenos e ajudar minha mãe em casa, nada disso me dá uma gotinha de prazer.

Se eu fosse um bonequinho do The Sims, com certeza estaria com todas as barrinhas vermelhas.
E você, que foi paciente e leu tudo o que escrevi, por que não me deixa uma dica sobre o que eu poderia fazer pra me sentir bem? O que você faz pra se sentir bem?

Lembrando que ...
a) a única academia próxima da minha casa fechou. A menos longe é a 1 km e só tem ergometria e musculação, coisas que odeio.
b) a praia é longe da minha casa e eu tenho vergonha de usar biquíni (embora tenha perdido 10 kg, ainda me sinto gorda)
c) eu sou apenas umas pobre menina brasileira de uma classe média baixa não tão baixa.

Bem, é isso. Beijos e fui.
Farei o possível para aparecer em breve.

2 comentários:

  1. Luma,
    antes de ler o comentário quero que você entenda uma coisa: não é crítica, muito menos uma forma de te colocar pra baixo ou te deixar se sentindo mal, quero apenas te mostrar um outro jeito de enxergar.

    Você tem toda razão. É muito ruim não ter duas semanas ou mais de férias, não ter o dinheiro e as coisas que você gosta e muitas vezes até precisa, não poder ler os livros que se quer ler ou ter uma família que muitas vezes parece que não ajuda nem um pouco. Isso somado às inseguranças que temos normalmente (se estamos no caminho certo, se escolhemos a profissão certa, se estamos acima do peso, se não conseguimos um namorado(a) perfeito, se a vizinha da concunhada da prima da sua amiga te achou antipática e falou mal de você para alguém, enfim, qualquer outra coisa, simples ou complicada, séria ou não, acaba nos fazendo enxergar a vida da pior forma possível: chata, cansativa, cheia de obrigações e com pouquíssimo retorno.
    É assim que eu te vejo hoje, cansada e chateada. Quando leio os seus textos ou o que você comenta no Facebook vejo uma Luma que parece insatisfeita com as realizações e com os méritos conseguidos com tanto suor e tantas horas sem dormir. Vejo uma Luma que reclama de quase tudo o que acontece com ela.
    Não era assim que esperava te ver. Imaginei uma Luma extremamente feliz, consciente das dificuldades mas, mesmo assim, feliz com aquilo que tanto queria.

    Luma! Abra os olhos! Olha o que você conseguiu! Está estudando medicina na UFRJ, tem uma família que, por mais que as vezes seja chata e te deixe pra baixo, está lá do seu lado, tem seus amigos que te adoram e querem te ver bem, é inteligente, esforçada e muito madura.
    É lógico que a vida poderia ser muito mais doce, mas, preste atenção, a vida de ninguém é doce! Ninguém tem as notas perfeitas, a família perfeita, o namorado perfeito. Isso não existe, por mais que seja triste constatar.
    Tenta enxergar as coisas maravilhosas que você tem nas mãos, tenta ver que, agora você pode estar cansada e desanimada, mas isso faz parte da vida que você escolheu pra você, e você não foi obrigada a seguir este caminho. Esse esforço só vai valer a pena se você quiser que ele valha a pena. Só conseguimos ser felizes quando QUEREMOS ser felizes.

    Luma, tenta parar de reclamar um pouco e enxergar a chance que você se deu de fazer aquilo que você sempre sonhou, de ter a vida que você sempre quis. Tenta ser um pouco feliz, mesmo com tantas coisas te puxando pra baixo. Tenta ver o lado bom das coisas, mesmo quando esse lado parece não existir. Tenta se divertir mais, tirar um tempo pra você, mesmo que isso signifique uma nota um pouco mais baixa do que você queria. É só você querer Luma, só isso.

    Muitos beijos, desejo que você realmente fique bem e que entenda o que eu escrevi. Seja muito feliz, tá?

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  2. Só te digo uuma coisa: não perca as cores dos seus dias do ensino médio. ;)

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25 de julho de 2011

Razão

É, as férias cabaram. Cara, e eu que imaginei: eba, férias, vou escrever no blog todos os dias e visitar todos os blogs que sigo. Aham. Consegui muito.
Primeiro, só tive 11 dias de férias.
16/07 - arrumei minhas coisas e fui com a meninas da escola (ai que saudades da escola) no cinema. Vi Cilada.com, engraçadíssimo.
17/07 - arrumei minhas coisas.
18/07 - estudei biologia pra prova de seleção de monitores do pH (eu preciso de dinheiro, é sério).
19/07 - fui a Cachoeiras de Macacu buscar minhas primas pra virem aqui pra casa. Viagem cansativa, dia cansativo e inútil. Estudei biologia no carro ao invés de prestar atenção nas vacas da estrada.
20/07 - Acordei tarde, arrumei minhas coisas de novo (quanto mais gente em casa, maior a bagunça), estudei mais e fui correndo fazer a prova de seleção. Depois fui no shopping com a minha mãe fazer coisas inúteis que nos levam a filas e peguei transito medonho pra chegar em casa.
21/07 - fui pra casa do meu tio em Maricá e fiquei vidrada na TV por assinatura que ele adquiriu (assisti um episódio de Ugly Betty e três filmes). Pobre é uma desgraça mesmo. Fica usurfruindo da tv a cabo alheia.
22/07 - fui com mamãe, meu irmão e minhas primas ao cinema, e chegando lá a sessão estava esgotada. Do único filme que a minha prima pode assistir, já que tem só 8 anos. Compramos ingresso pro dia seguinte. Meu irmão fez show porque queria roupa e minha mãe foi às compras de coisas em lojas tipo 5x sem juros que nós da classe C frequentamos, e que contém muuuuuuitas filas. Estressei-me
23/07 - meu irmão teve desidrataçãoe meus pais tiveram de levá-lo ao hospital. Eu levei as meninas pro cinema. O filme ( Os pinguins do Papai ) era muito chato.
24/07 - arrumei minhas coisas de novo. Não aguento mais ver a velocidade com que a bagunça surge. Creio que começo a desenvolver toque.
25/07 - é aniversário do meu irmão, fiquei a manhã toda assistindo O Mentalista ( eu dei a 1ª temporada em dvd de presente a ele) e a tarde fiz um bolo que deu errado e precisou de uma operação regate. Fiz uma bonequinha de EVA pra colar na capa da minha pasta (desculpem não postar a foto, mas é que eu plagiei a idéia de um site que vende bonequinhos de EVA, se eu postasse seria sacanagem). Saí pra comer pizza, comi bolo, arrumei minha bolsa.

E amanhã? O sofrimento não pode parar!
Lá vou eu, acordar as cinco, entrar no facebook só uma vez por dia, e dormir menos de 7 horas por noite, o que geralmente decai minha imunidade e me deixa de mau humor.

Ocorre que como podem perceber, não tive muito tempo disponível. Estou saturada de ouvir voz de criança gritando, minha mãe e meu pai reclamando da vida. Nossa, tenho tanto medo de no futuro ser uma daquelas médicas insencíveis e sem coração típicas de seriado! Eu não quero desprezar minha família, mas eles me sufocam tanto! E eu sempre me esforçando pra ser legal. Acontece que eu sempre achei que felicidade é você fazer feliz quem você ama, mas eu me amo e não estou me fazendo nenhum pouquinho feliz com esse tipo de atitude.

Nesse meio tempo entre uma atividade e outra, assisti Glee (é, finalmente aprendi a baixar seriados da internet, uhuul!), só a 1ª temporada, porque eu ainda preciso dormir, sabe como é.
Para mim, assistir Glee, é a verdadeira terapia, pois, não sei se já falei aqui, eu cantei no coral da escola. E era algo que me fazia, muito, muito bem. Eu nem cantava direito, sou super desafinada. Mas cantava baixinho, quase sussurando, mais parecendo uma dublagem, de forma que só meu corpo estava presente e a voz não.

Entrar no coral foi uma das melhores experiências que tive. No começao eu achava esquisito, pois o coral só tinha gente estranha, exatamente como nos filmes americanos de Sessão da Tarde. Mas Mariane me convenceu e, quando me falaram que o coral fazia viagens e se apresentava em diferentes locais, não deu pra resistir. Seria a minha oportunidade de, pelo menos de vez em quando, sair do eixo Niterói-São Gonçalo. Fui a um dos primeiro ensaios do coral e fiquei assustada como me disseram que o ensaio seria na quadra, pois havia um número muito grande de alunos querendo participar. Afinal, valia 0,5 extra na média de música.
Algumas semanas depois o coral estava "reduzido" a um grupo de uns 70 alunos que cantavam apertadinhos na sala de música e as pessoas que eu considerava estranhas, se mostraram incrivelmente legais.
Ficemos nossa primeira apresentação "fora", em junho de 2008, em Itatiaia, no sul do estado. O coral não durou muito, apesar de termos tido mais uma apresentação em Pinheiral naquele mesmo ano e algumas outras apresentações em Niterói e no Rio.
Ah, mas como foi fantástico!
Em todo lugar que eu chegava eu queria falar do coral. O quanto cantar e dançar e me divertir com todas aquelas pessoas era incrível. Já fazia planos de pedir ao professor para que, quando eu terminasse o Ensino Médio, pedir para participar como ajudante que fosse, já que os ensaios eram no horário do almoço e se eu estudasse na UFF poderia sair 20 min mais cedo da aula da manhã e chegar 20 min mais tarde na aula da tarde pra ensaiar.
Mas o sonho acabou.

Em 2009 o coral enfraqueceu-se muito. O professor, que já era total doido ( imagine 100% oposto do Will de Glee, exceto pelos cachinhos) inventou de começar a selecionar só quem canatav bem pro coral que ele considerava cheio demais. Mas ele lidou com um problema: ele não poderia tirar, só por ter voz ruim, aqueles que estavam lá desde o primeiro ensaio, não era justo. Então, o professor já totalmente doido ( às vezes penso que talvez sob efeito de drogas ou sei lá o quê - e eu posso ser processada ou odiada por dizer isso aqui, minha sinceridade extrema pode me matar) começou a se comportar de maneira ofensiva com os aluos do então 1º anos que se reuniram para afastá-lo do posto. Só se sabe é que o professor sumiu e estava sendo processado pela escola.  Não apareceu nenhum professor fofo como em Glee para nos salvar. Foi o fim do coral.
Tchau músicas, tchau dancinhas, tchau ensaios, tchau passeios.

E então, lembrando-me do coral percebo que no momento não há nada que eu faça para me sentir bem. É sério. Eu não leio mais Meg Cabot ( pois além de não ter tempo cansei de ver todas aquelas mocinhas neuróticas arrumarem namorados perfeitos e eu não), não tenho mais coral, não tenho mais curso de inglês (onde eu também me divertia), não tenho mais o pessoal da escola pra brincar de pique pega ou Imagem e Ação na hora do recreio. It's over.

Tenho que encontrar uma nova razão, encontrar algo que me faça feliz. Estudar medicina, pegar ônibus lotado e aguentar as paranóias da minha família, tendo que assistir desenho animado com os primos pequenos e ajudar minha mãe em casa, nada disso me dá uma gotinha de prazer.

Se eu fosse um bonequinho do The Sims, com certeza estaria com todas as barrinhas vermelhas.
E você, que foi paciente e leu tudo o que escrevi, por que não me deixa uma dica sobre o que eu poderia fazer pra me sentir bem? O que você faz pra se sentir bem?

Lembrando que ...
a) a única academia próxima da minha casa fechou. A menos longe é a 1 km e só tem ergometria e musculação, coisas que odeio.
b) a praia é longe da minha casa e eu tenho vergonha de usar biquíni (embora tenha perdido 10 kg, ainda me sinto gorda)
c) eu sou apenas umas pobre menina brasileira de uma classe média baixa não tão baixa.

Bem, é isso. Beijos e fui.
Farei o possível para aparecer em breve.

2 comentários:

  1. Luma,
    antes de ler o comentário quero que você entenda uma coisa: não é crítica, muito menos uma forma de te colocar pra baixo ou te deixar se sentindo mal, quero apenas te mostrar um outro jeito de enxergar.

    Você tem toda razão. É muito ruim não ter duas semanas ou mais de férias, não ter o dinheiro e as coisas que você gosta e muitas vezes até precisa, não poder ler os livros que se quer ler ou ter uma família que muitas vezes parece que não ajuda nem um pouco. Isso somado às inseguranças que temos normalmente (se estamos no caminho certo, se escolhemos a profissão certa, se estamos acima do peso, se não conseguimos um namorado(a) perfeito, se a vizinha da concunhada da prima da sua amiga te achou antipática e falou mal de você para alguém, enfim, qualquer outra coisa, simples ou complicada, séria ou não, acaba nos fazendo enxergar a vida da pior forma possível: chata, cansativa, cheia de obrigações e com pouquíssimo retorno.
    É assim que eu te vejo hoje, cansada e chateada. Quando leio os seus textos ou o que você comenta no Facebook vejo uma Luma que parece insatisfeita com as realizações e com os méritos conseguidos com tanto suor e tantas horas sem dormir. Vejo uma Luma que reclama de quase tudo o que acontece com ela.
    Não era assim que esperava te ver. Imaginei uma Luma extremamente feliz, consciente das dificuldades mas, mesmo assim, feliz com aquilo que tanto queria.

    Luma! Abra os olhos! Olha o que você conseguiu! Está estudando medicina na UFRJ, tem uma família que, por mais que as vezes seja chata e te deixe pra baixo, está lá do seu lado, tem seus amigos que te adoram e querem te ver bem, é inteligente, esforçada e muito madura.
    É lógico que a vida poderia ser muito mais doce, mas, preste atenção, a vida de ninguém é doce! Ninguém tem as notas perfeitas, a família perfeita, o namorado perfeito. Isso não existe, por mais que seja triste constatar.
    Tenta enxergar as coisas maravilhosas que você tem nas mãos, tenta ver que, agora você pode estar cansada e desanimada, mas isso faz parte da vida que você escolheu pra você, e você não foi obrigada a seguir este caminho. Esse esforço só vai valer a pena se você quiser que ele valha a pena. Só conseguimos ser felizes quando QUEREMOS ser felizes.

    Luma, tenta parar de reclamar um pouco e enxergar a chance que você se deu de fazer aquilo que você sempre sonhou, de ter a vida que você sempre quis. Tenta ser um pouco feliz, mesmo com tantas coisas te puxando pra baixo. Tenta ver o lado bom das coisas, mesmo quando esse lado parece não existir. Tenta se divertir mais, tirar um tempo pra você, mesmo que isso signifique uma nota um pouco mais baixa do que você queria. É só você querer Luma, só isso.

    Muitos beijos, desejo que você realmente fique bem e que entenda o que eu escrevi. Seja muito feliz, tá?

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  2. Só te digo uuma coisa: não perca as cores dos seus dias do ensino médio. ;)

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