7 de abril de 2013

Arrombamento pela gestalt

Sábado, 06 de abril de 2013.

" Começou pelo telefone. eu estava vindo do centro de Niterói dentro do onibus com ar condicionado que vai pra Maricá porque tinha dado tempo de fazer bilhete único com a van que usei na ida. Fazia muito calor fora do ônibus, mas lá dentro a temperatura estava agradável. 
Estava passando pelo Caramujo, comunidade de Niterói, rumo a minha casa, quando a minha mãe fala comigo pelo  celular 'Você não vai acreditar no que seu irmão fez, foi IN-CRÍ-VEL.' 
Desliguei o telefone e cheguei em casa 15 minutos depois. Entrei pela porta da sala, que estava com o pufe verde atrás e tive que fazer força pra empurrar o pufe verde e a porta abrir. 
Assim que entrei, foi como se eu fosse Nicole Kidman chegando ao Oscar. Mamãe e Teco me cercaram e foram me levando até a porta do quarto dos meus pais, onde eu vi a cena. Vi o objeto, vi as provas. Lá estava, a porta arrombada. 
'O que aconteceu aqui', perguntei. 'O vento que entrou pela janela fez a porta bater com força e maçaneta quebrou. A porta ficou trancada. Seu irmão precisou entrar em ação', respondeu mamãe."
Luma Peril, 20 anos, estudante, vulgo "eu".


" Primeiro fiquei aflita se havia alguém lá dentro, olhei pela fechadura e vi que não. Alívio. Pensei na hora: dívida no chaveiro. Depois pensei que na área de serviço tinha muita roupa pra passar, dava pra sobreviver sem entrar no quarto por uns dias. Ainda bem que o notebook e meus documentos não estavam lá dentro. Quando de repente, não mais do que de repente, lembrei: TODO O MEU MATERIAL PRA PREPARAR AS PROVAS ESTAVA LÁ DENTRO  e  precisava mandar tudo por email para o coordenador ainda esse fim de semana. Entrei em pânico. Peguei duas chaves de fenda. Eu e Teco brigamos sobre quem seria o herói a arrombar a porta com chaves de fenda. Tudo em vão. E Teco falando: 'vou arrebentar'. Eu disse então: 'Calma, moramos em apartamento. Melhor não incomodar a velha do quarto andar(ela é pior que a de Duplex)'. O desespero tomou conta de mim e eu disse: 'Teco, arromba' e instantaneamente tapei os ouvidos. Três pancadas depois a porta abriu."
Luciana Peril, 41 anos, professora, vulgo "mamis".

"Eu estava assistindo The Mentalist no meu quarto quando mamãe me chamou desesperadamente, pois a porta de seu quarto havia sido trancada pela força do vento. Na tentativa de abrí-la, pegamos duas chaves de fenda e começamos a cutucar. Mas não funcionou. Então mamãe me deu o aval para arrombar a porta. Daí, como nas reportagens policiais de Marcelo Rezende (eu ouvi em minha mente a frase "corta pra mim" na voz dele) tive a ideia de arrombar a porta com os pés, como nas cenas de filme policial. No primeiro chute, quase não se mexeu. No segundo, afroxou. No terceiro, acabei com ela. Naquele momento me senti o Jackie Chan do Arsenal. Mas acabei gritando: ' É Zé Pequeno, porra!', porque acho o grito dele enfático."
Marco Antonio, 15 anos, estudante, conhecido como "Teco" ou então "irmão de Luma", que finalmente mostrou que praticar jiujitsu tem alguma utilidade.

"Que merda é essa que fizeram nessa porta?"
Marcos Antonio, 51 anos, autonomo, vulgo "papai".


Um comentário:

  1. Neuzeli da Rosa Cunha Gomes7 de abril de 2013 16:58

    Kkkkk, estou rindo de verdade com seu post, Luma. Primeiro, fiquei imaginando "a velha do quarto andar" ouvindo o barulho de uma porta arrombada, seguida pela expressão "É Zé Pequeno, porra". COITADA! A velha deve estar tremendo até agora.
    Segundo: Que azar da Luciana, a porta ser trancada e as roupas por passar terem ficado do lado de fora. Se pelo menos, as roupas amarrotadas tivessem ficado DENTRO do quarto, seria vantagem deixar a porta trancada por uns dias.
    E por último, descobri que eu e Marco Antônio temos algo em comum:não perco "The Mentalist". É muito legal! Patrick Jane teria aberto a porta com um grampo, mas como no Brasil é diferente, Marco Antônio deu um desfecho a la "Cidade de Deus". kkkk Maneiríssimo. me diverti com seu post. Bjs

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7 de abril de 2013

Arrombamento pela gestalt

Sábado, 06 de abril de 2013.

" Começou pelo telefone. eu estava vindo do centro de Niterói dentro do onibus com ar condicionado que vai pra Maricá porque tinha dado tempo de fazer bilhete único com a van que usei na ida. Fazia muito calor fora do ônibus, mas lá dentro a temperatura estava agradável. 
Estava passando pelo Caramujo, comunidade de Niterói, rumo a minha casa, quando a minha mãe fala comigo pelo  celular 'Você não vai acreditar no que seu irmão fez, foi IN-CRÍ-VEL.' 
Desliguei o telefone e cheguei em casa 15 minutos depois. Entrei pela porta da sala, que estava com o pufe verde atrás e tive que fazer força pra empurrar o pufe verde e a porta abrir. 
Assim que entrei, foi como se eu fosse Nicole Kidman chegando ao Oscar. Mamãe e Teco me cercaram e foram me levando até a porta do quarto dos meus pais, onde eu vi a cena. Vi o objeto, vi as provas. Lá estava, a porta arrombada. 
'O que aconteceu aqui', perguntei. 'O vento que entrou pela janela fez a porta bater com força e maçaneta quebrou. A porta ficou trancada. Seu irmão precisou entrar em ação', respondeu mamãe."
Luma Peril, 20 anos, estudante, vulgo "eu".


" Primeiro fiquei aflita se havia alguém lá dentro, olhei pela fechadura e vi que não. Alívio. Pensei na hora: dívida no chaveiro. Depois pensei que na área de serviço tinha muita roupa pra passar, dava pra sobreviver sem entrar no quarto por uns dias. Ainda bem que o notebook e meus documentos não estavam lá dentro. Quando de repente, não mais do que de repente, lembrei: TODO O MEU MATERIAL PRA PREPARAR AS PROVAS ESTAVA LÁ DENTRO  e  precisava mandar tudo por email para o coordenador ainda esse fim de semana. Entrei em pânico. Peguei duas chaves de fenda. Eu e Teco brigamos sobre quem seria o herói a arrombar a porta com chaves de fenda. Tudo em vão. E Teco falando: 'vou arrebentar'. Eu disse então: 'Calma, moramos em apartamento. Melhor não incomodar a velha do quarto andar(ela é pior que a de Duplex)'. O desespero tomou conta de mim e eu disse: 'Teco, arromba' e instantaneamente tapei os ouvidos. Três pancadas depois a porta abriu."
Luciana Peril, 41 anos, professora, vulgo "mamis".

"Eu estava assistindo The Mentalist no meu quarto quando mamãe me chamou desesperadamente, pois a porta de seu quarto havia sido trancada pela força do vento. Na tentativa de abrí-la, pegamos duas chaves de fenda e começamos a cutucar. Mas não funcionou. Então mamãe me deu o aval para arrombar a porta. Daí, como nas reportagens policiais de Marcelo Rezende (eu ouvi em minha mente a frase "corta pra mim" na voz dele) tive a ideia de arrombar a porta com os pés, como nas cenas de filme policial. No primeiro chute, quase não se mexeu. No segundo, afroxou. No terceiro, acabei com ela. Naquele momento me senti o Jackie Chan do Arsenal. Mas acabei gritando: ' É Zé Pequeno, porra!', porque acho o grito dele enfático."
Marco Antonio, 15 anos, estudante, conhecido como "Teco" ou então "irmão de Luma", que finalmente mostrou que praticar jiujitsu tem alguma utilidade.

"Que merda é essa que fizeram nessa porta?"
Marcos Antonio, 51 anos, autonomo, vulgo "papai".


Um comentário:

  1. Neuzeli da Rosa Cunha Gomes7 de abril de 2013 16:58

    Kkkkk, estou rindo de verdade com seu post, Luma. Primeiro, fiquei imaginando "a velha do quarto andar" ouvindo o barulho de uma porta arrombada, seguida pela expressão "É Zé Pequeno, porra". COITADA! A velha deve estar tremendo até agora.
    Segundo: Que azar da Luciana, a porta ser trancada e as roupas por passar terem ficado do lado de fora. Se pelo menos, as roupas amarrotadas tivessem ficado DENTRO do quarto, seria vantagem deixar a porta trancada por uns dias.
    E por último, descobri que eu e Marco Antônio temos algo em comum:não perco "The Mentalist". É muito legal! Patrick Jane teria aberto a porta com um grampo, mas como no Brasil é diferente, Marco Antônio deu um desfecho a la "Cidade de Deus". kkkk Maneiríssimo. me diverti com seu post. Bjs

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