28 de dezembro de 2014

Pode ser que você precise de muito. Pode ser que não.

Nunca tantos objetivos foram realizados na minha vida como em 2014.
Na verdade, não lembro de nenhum outro ano em que tanta coisa tenha acontecido, pelo menos que tenha acontecido porque eu fiz com que acontecesse. Não tive nenhuma grande sorte inesperada, mas consegui fazer tudo o que eu queria e mais um pouco. Não, não tive mais dinheiro nem mais tempo livre que em 2013. Apenas tive mais vontade de parar de falar e fazer. Mais vontade de ser feliz.

É instigante essa coisa de como fazer pra ser feliz. Dia desses eu estava almoçando com o pessoal do estágio, era um domingo de sol e a gente estava num restaurante perto do hospital. A gente falava de trabalhar demais e tal. Desde que entrei na faculdade, sempre levantei a bandeira de que não devemos trabalhar demais. E ainda continuo fazendo isso. Mas é complicado das pessoas entenderem. Às vezes eu mesma me pergunto se eu não estou errada por isso.

Mas agora tenho pensado que o que faz a gente feliz é algo muito particular. Meus melhores momentos são conversando com meus amigos enquanto tomo chá gelado ou então assistindo séries com meu irmão. Nada que me custe muito dinheiro. Outro dia abri meu armário e me dei conta de que não preciso de nada. Quando passo em frente as vitrines vejo várias coisas que quero comprar. Mas lembro que não preciso de nada daquilo e volto pra casa. Creio que assim vou me adaptando ao que me faz feliz e aprendendo a administrar minha vida com pouco. Descobri que tenho outras coisas que eu preciso mais, como viajar, fazer atividade física e rir cada dia mais.

Tudo o que eu não tive em 2014 foi pressa. Me inscrevi no Ciencias Sem Fronteiras e desisti. Não pela pressa de me formar, como meus colegas sempre dizem. Mas porque o que eu quero agora é estar aqui, com as pessoas que eu gosto.

Juntei dinheiro o ano inteiro para viajar e no primeiro dia de 2015 vou sair do país pela primeira vez(na verdade, vou pegar um avião pela primeira vez, olha que pobreza!). Esse é o tipo de coisa que eu estou precisando. Não de roupa, sapato, comida de restaurante. Mas de conhecer outros lugares do mundo.

Essa vontade que me deu de viajar em 2014 só me fez bem. Na minha família nunca ninguém viaja, então imaginem como foi pro meu pai, super cabeça dura, tentar entender essa minha vontade! Graças as ideias de viajar, fiz curso de ingles, de espanhol. Não sei o que mais quero continuar aprendendo em 2015. Vou ir descobrindo.

Descobri o prazer de fazer atividade física(que me fizeram perder 6 quilos e aumentar muito minha autoestima, rs), finalmente terminei o romance que havia escrito aos 16 anos e estava sem final porque eu não tinha coragem de dar um fim (sim, em 2015 sem falta eu tomo vergonha na cara para registrar e tentar publicar), comi menos doces, e aprendi a comer um monte de legumes e frutas que não comia antes!

Para nada disso eu gastei muito tempo ou dinheiro. Em 2014 tive bem menos dinheiro que em 2015. Na verdade, esse é o objetivo desse post. Mostrar que nem todo mundo precisa de muito. Talvez, você que está lendo, precise. E está tudo bem. Mas se não precisar, vai ser melhor ainda.

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/gaiatos-e-gaianos/files/2013/02/formigas.jpg

Um comentário:

  1. Que legal Luma! Gostei demais desse último post. Estou ansioso pra ouvir sobre suas aventuras.

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28 de dezembro de 2014

Pode ser que você precise de muito. Pode ser que não.

Nunca tantos objetivos foram realizados na minha vida como em 2014.
Na verdade, não lembro de nenhum outro ano em que tanta coisa tenha acontecido, pelo menos que tenha acontecido porque eu fiz com que acontecesse. Não tive nenhuma grande sorte inesperada, mas consegui fazer tudo o que eu queria e mais um pouco. Não, não tive mais dinheiro nem mais tempo livre que em 2013. Apenas tive mais vontade de parar de falar e fazer. Mais vontade de ser feliz.

É instigante essa coisa de como fazer pra ser feliz. Dia desses eu estava almoçando com o pessoal do estágio, era um domingo de sol e a gente estava num restaurante perto do hospital. A gente falava de trabalhar demais e tal. Desde que entrei na faculdade, sempre levantei a bandeira de que não devemos trabalhar demais. E ainda continuo fazendo isso. Mas é complicado das pessoas entenderem. Às vezes eu mesma me pergunto se eu não estou errada por isso.

Mas agora tenho pensado que o que faz a gente feliz é algo muito particular. Meus melhores momentos são conversando com meus amigos enquanto tomo chá gelado ou então assistindo séries com meu irmão. Nada que me custe muito dinheiro. Outro dia abri meu armário e me dei conta de que não preciso de nada. Quando passo em frente as vitrines vejo várias coisas que quero comprar. Mas lembro que não preciso de nada daquilo e volto pra casa. Creio que assim vou me adaptando ao que me faz feliz e aprendendo a administrar minha vida com pouco. Descobri que tenho outras coisas que eu preciso mais, como viajar, fazer atividade física e rir cada dia mais.

Tudo o que eu não tive em 2014 foi pressa. Me inscrevi no Ciencias Sem Fronteiras e desisti. Não pela pressa de me formar, como meus colegas sempre dizem. Mas porque o que eu quero agora é estar aqui, com as pessoas que eu gosto.

Juntei dinheiro o ano inteiro para viajar e no primeiro dia de 2015 vou sair do país pela primeira vez(na verdade, vou pegar um avião pela primeira vez, olha que pobreza!). Esse é o tipo de coisa que eu estou precisando. Não de roupa, sapato, comida de restaurante. Mas de conhecer outros lugares do mundo.

Essa vontade que me deu de viajar em 2014 só me fez bem. Na minha família nunca ninguém viaja, então imaginem como foi pro meu pai, super cabeça dura, tentar entender essa minha vontade! Graças as ideias de viajar, fiz curso de ingles, de espanhol. Não sei o que mais quero continuar aprendendo em 2015. Vou ir descobrindo.

Descobri o prazer de fazer atividade física(que me fizeram perder 6 quilos e aumentar muito minha autoestima, rs), finalmente terminei o romance que havia escrito aos 16 anos e estava sem final porque eu não tinha coragem de dar um fim (sim, em 2015 sem falta eu tomo vergonha na cara para registrar e tentar publicar), comi menos doces, e aprendi a comer um monte de legumes e frutas que não comia antes!

Para nada disso eu gastei muito tempo ou dinheiro. Em 2014 tive bem menos dinheiro que em 2015. Na verdade, esse é o objetivo desse post. Mostrar que nem todo mundo precisa de muito. Talvez, você que está lendo, precise. E está tudo bem. Mas se não precisar, vai ser melhor ainda.

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/gaiatos-e-gaianos/files/2013/02/formigas.jpg

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  1. Que legal Luma! Gostei demais desse último post. Estou ansioso pra ouvir sobre suas aventuras.

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