14 de setembro de 2009

Escrito nas estrelas

Ontem eu estava assistindo ao Quem Quer Ser Um Milionário, já que todo mundo sempre disse que é bom demais e tal, e bem, fiquei pensando muito sobre o destino.
Será que realmente a gente é enviado pra cá com um objetivo ou a gente que faz a nossa história? Ou os dois? Droga, isso me deixa confusa. Mas depois de queimar alguns neurônios, cheguei a uma conclusão.

A verdade é que não há conclusão. Não dá pra saber se Deus virou pra gente e falou você nascerá tal dia, vai estudar em tal escola, ter tal emprego, casar com certa pessoa e morrer com tal idade. Ninguém nunca soube. Acho que pelo menos ninguém nunca vai saber. Ninguém vivo, claro. O pós morte é outra história.

Acho que todo nós passamos por situações que não entendemos direito. Por exemplo, hoje eu tive um caso muito sério e sobrenatural que me obrigou a fazer o dever de casa. O meu computador ficou dando pane e só depois que eu terminei meu exercício de biologia, ele ficou perfeitamente normal. Tipo, devem haver forças por aí que querem que eu estude biologia, só pode.

Olha como um fato simples afeta a humanidade. Pode ser que meu destino seja gravar esse exercício sobre enzimas do estômago porque eu vou casar com um cara que tem gastrite e estou me preparando desde já. Ou quando eu tiver 40 anos eu vou ser uma médica muito famosa especializada em estômagos. Apesar de que eu não gostaria nada de nenhum desses destinos. Não é trágico, só não parece interessante.

Ou então meu computador e meu dever de casa, por pura coincidência, trabalharam em plena harmonia. Eu poderia ter me aborrecido com o computador e a biologia e ido assistir televisão ou ler um livro. Nesse caso, não haveria nenhuma palhaçada de destino e eu teria meu livre-arbítrio na santa paz.

Assim, cada um pensa uma coisa. Eu sei que é chato pra caramba eu ficar ilustrando conflitos existenciais da humanidade com meus problemas, mas na maioria das vezes é a maneira mais fácil de passar a idéia. Eu não sou filósofa pra ficar supondo, pensando, pensando e pensando sem chegar a um objetivo. Ou talvez seja pelo simples fato de ser humana.

Como aqueles caras que ficavam se perguntando daonde a vida surgiu. Eles gastaram a vida pensando tanto, que acabaram doidos. O coitado do Platão chegou a dizer que os sapos surgiam por geração espontânea da lama dos pântanos. Esse é um sinal claro de loucura, só pode.

Então acho que não vou mais ficar pensando em destino ou livre-arbítrio. Nada disso vai resolver os meus problemas nem o dos outros. Acho melhor pensar em coisas práticas. Como decidir logo se eu vou comer bolo de chocolate ou torta de limão. Tá, foi um exemplo bem estúpido. Mas eu acho que deu pra entender. Se não deu, paciência.

É nisso que dá pensar demais. A gente se perde. Eu não sei nem quero saber se existe livre arbítrio ou destino. Mas não tenho nem um pouco de raiva de quem sabe. Pensando bem, quero saber sim. Se você sabe - eu disse SABE, não "acha" - e quiser me contar, vai ser muito bom.

Ótimo, vou parando por aqui, pois já pensei demais. Isso é algo que me irrita no ser humano. A gente pensa tenta e não chega a conclusão alguma. Se chega, é porque paramos no meio do caminho.

Definitivamente, não somos um ser qualquer. Somos o tipo de criatura que tem a incrível capacidade de arrumar mais problemas para si mesmo. Algo que certamente não precisaríamos - principalmente eu - mas que insistimos em fazer.

Deixa pra lá, isso é muito complicado para mim.

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14 de setembro de 2009

Escrito nas estrelas

Ontem eu estava assistindo ao Quem Quer Ser Um Milionário, já que todo mundo sempre disse que é bom demais e tal, e bem, fiquei pensando muito sobre o destino.
Será que realmente a gente é enviado pra cá com um objetivo ou a gente que faz a nossa história? Ou os dois? Droga, isso me deixa confusa. Mas depois de queimar alguns neurônios, cheguei a uma conclusão.

A verdade é que não há conclusão. Não dá pra saber se Deus virou pra gente e falou você nascerá tal dia, vai estudar em tal escola, ter tal emprego, casar com certa pessoa e morrer com tal idade. Ninguém nunca soube. Acho que pelo menos ninguém nunca vai saber. Ninguém vivo, claro. O pós morte é outra história.

Acho que todo nós passamos por situações que não entendemos direito. Por exemplo, hoje eu tive um caso muito sério e sobrenatural que me obrigou a fazer o dever de casa. O meu computador ficou dando pane e só depois que eu terminei meu exercício de biologia, ele ficou perfeitamente normal. Tipo, devem haver forças por aí que querem que eu estude biologia, só pode.

Olha como um fato simples afeta a humanidade. Pode ser que meu destino seja gravar esse exercício sobre enzimas do estômago porque eu vou casar com um cara que tem gastrite e estou me preparando desde já. Ou quando eu tiver 40 anos eu vou ser uma médica muito famosa especializada em estômagos. Apesar de que eu não gostaria nada de nenhum desses destinos. Não é trágico, só não parece interessante.

Ou então meu computador e meu dever de casa, por pura coincidência, trabalharam em plena harmonia. Eu poderia ter me aborrecido com o computador e a biologia e ido assistir televisão ou ler um livro. Nesse caso, não haveria nenhuma palhaçada de destino e eu teria meu livre-arbítrio na santa paz.

Assim, cada um pensa uma coisa. Eu sei que é chato pra caramba eu ficar ilustrando conflitos existenciais da humanidade com meus problemas, mas na maioria das vezes é a maneira mais fácil de passar a idéia. Eu não sou filósofa pra ficar supondo, pensando, pensando e pensando sem chegar a um objetivo. Ou talvez seja pelo simples fato de ser humana.

Como aqueles caras que ficavam se perguntando daonde a vida surgiu. Eles gastaram a vida pensando tanto, que acabaram doidos. O coitado do Platão chegou a dizer que os sapos surgiam por geração espontânea da lama dos pântanos. Esse é um sinal claro de loucura, só pode.

Então acho que não vou mais ficar pensando em destino ou livre-arbítrio. Nada disso vai resolver os meus problemas nem o dos outros. Acho melhor pensar em coisas práticas. Como decidir logo se eu vou comer bolo de chocolate ou torta de limão. Tá, foi um exemplo bem estúpido. Mas eu acho que deu pra entender. Se não deu, paciência.

É nisso que dá pensar demais. A gente se perde. Eu não sei nem quero saber se existe livre arbítrio ou destino. Mas não tenho nem um pouco de raiva de quem sabe. Pensando bem, quero saber sim. Se você sabe - eu disse SABE, não "acha" - e quiser me contar, vai ser muito bom.

Ótimo, vou parando por aqui, pois já pensei demais. Isso é algo que me irrita no ser humano. A gente pensa tenta e não chega a conclusão alguma. Se chega, é porque paramos no meio do caminho.

Definitivamente, não somos um ser qualquer. Somos o tipo de criatura que tem a incrível capacidade de arrumar mais problemas para si mesmo. Algo que certamente não precisaríamos - principalmente eu - mas que insistimos em fazer.

Deixa pra lá, isso é muito complicado para mim.

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