4 de agosto de 2011

Don't worry, be happy =D

Para você que perdeu os últimos episódios:
- Luma está cansada com o estudo árduo
- Tem reclamado da vida pessoalmente e  no blog.
- Ninguém estava suportando mais, até que Ju veio, deu um puxão de orelha e Luma resolveu tomar vergonha na cara.

Tá, acabou o momento abertura de Glee.


E aí, meus amores, como estão? Perceberam a nova cara do blog? Uma gracinha, né? Primeros Pasos é um quadro lindo, mas eu já tava meio enjoada de tê-lo como papel de parede. Não sei se já contei minha relação com essa obra de Van Gogh pra vcs. Se não, qualquer dia eu conto.

Perceberam como meu humor melhorou? Pois é, depois dos últimos acontecimentos, resolvi parar de reclamar da vida. Porque eu, definitivamente, não quero que ninguém me odeie(muito menos eu mesma). então, tenho andando mais sorridente nos últimos dias, e até dei uma saída rápida no ultimo fim de semana.

Até a minha fotinha ali do lado eu mudei. Aquela tava muito fake, já que foi a única vez que usei tanta maquiagem, algo que nem uso muito no dia a dia. Se bem que de umas semanas pra cá o blush tornou-se essencial. Ficar em ambientes fechados o dia todo está me deixando mais que branca, mas translúcida. Qualquer dia vai ser vestir meu jalequinho no CCS e vão achar que é um espírito voltando do anatômico da universidade.

Ah, voltei até a participar de promoções na internet. Tô até divulgando umas ali no cantinho. Cara, sem a esperança de ganhar uma promo na vida não sou ninguém. Além disso, tô tendo aulas bem lights e estudando um assunto que achei que ia odiar, mas tô amando: Neuro. Tá, não é lá muito fácil, mas faz muito sentido. O oposto de biofísica.

Tenho pensado e vejo que preciso urgentemente arrumar uma atividade física ou corro o risco de engordar horrores. Tô até comendo relativamente pouco ( calma, eu como em horários regulares, aprendi o quanto jejum engorda em Bioquimica), mas sinto que a gordura que eu tinha expulsado do meu corpinho com muito esforço tá voltando. E eu não quero reconciliação!

Tenho voltado até a escrever, acreditam? Tá, são só uns contos bestas, que escrevi num caderno, mas já são algo. Tinha me esquecido do quanto escrever é bom. Principalmente quando pegamos papel e caneta e vamos inventando na hora. A gente sente que é dono do próprio destino =). E provavelmente é mesmo. E, por estar repondo meu estoque, resolvi colocar um texto velho e arquivado aqui.

O texto que será postado eu enviei pra uma promoção da Capricho há mais de um ano pra tentar ganhar uns livros da Meg e, como em todas as promoções que participo: perdi! Tá, uma hora isso tem que mudar. é probabilidade. Considerando o número de sorteios e rifas que não ganho nunca, acho que já atingi um patamar que a vitória tá pra chegar. Quem sabe não chega com um prêmio da Mega Sena, hein?

Ok, o concurso consistia em escrever um conto de até 500 palavras sobre um cara misterioso ou algo assim. ( Não lembro ao certo, a velhice tá chegando.)
Não acho que isso tem direitos autorais do concurso - não lembro de ler nada do tipo no regulamento e acho que a derrota significa " faça o que achar melhor com esta merda coisa ".

Tá reconheço que o texto ficou ruim demais, mas quero compartilhar porque o blog é meu e ponto final. Se tiver desmotivado, não precisa ler, eu compreendo perfeitamente. Pra quê ler algo que uma pobre garotinha sofredora e moradora de uma cidade dormitório periférica  escreveu enquanto estudava pro vestibular se você pode fazer coisas úteis como assistir Superpop ou A Fazenda?

A melhor descoberta



“Júlia, aquele garoto é novo?”, foi o que Malu me perguntou naquele dia.  Olhei e vi seus cabelos cor de avelã (como eu consegui reconhecer a cor de avelã ali?)e sua pele pálida. Assenti com a cabeça, como resposta.



“Oh meu Deus, ele tão gato!”, foi o ela disse baixinho para mim, minutos depois. Embora não precisasse dizer baixinho, porque no na classe todos conversavam muito alto. “E daí?”, eu falei. Desde que terminei com o Edu, há três semanas, eu me prometi que vou dar um tempo no quesito garotos por um bom tempo. Quero dizer, se freiras agüentam, por que eu não?



As primeiras semanas se passaram e o garoto (que se chamava Rafael, que nem meu irmão de cinco anos – sentiu como é impossível querer ficar com ele, mesmo que seja tão, mas mão gato? Ele tem o nome do meu irmão!)não se enturmava muito bem. Embora falasse com Lucas, o cara mais nerd da turma, estava sempre na dele, lia muito. Fiquei me perguntando se ele tinha déficit de atenção.



Numa determinada aula de educação física, levei uma bolada, coisa altamente comum na minha vida. Fui ao vestiário já que a professora ficou com pena de mim e resolveu me dispensar, para que eu buscasse uma bolsa de gelo para a minha testa vermelha. E foi nessa hora que eu o vi falando sozinho. Sério mesmo, SOZINHO. Como se tivesse falando com fantasmas. É, eu não deveria ter lido A Mediadora sete vezes. Mas agora já está lido.



Apenas ignorei. Achava que poderia ser apenas uma besteira minha, afinal, acabara de ganhar um galo na cabeça e meu cérebro deveria estar sujeito a alucinações. Mas, durante a noite, a dúvida se aquilo era realidade ou não estava em minha mente. Não deu pra resistir. Passei a observá-lo melhor. Será que realmente existe quem fale com gente morta, que nem o garotinho de O Sexto Sentido? Ou ele era apenas um esquizofrênico? Ou era um agente teen do FBI infiltrado na escola que se comunicava por um microcelular? Caramba, e se ele fosse um astro de televisão disfarçado (embora seu rosto não fosse nem um pouco familiar)?



No fim de semana, o vi na livraria do shopping. Ele estava na seção de clássicos. Ele não poderia ler nenhum best-seller publicado nos últimos anos? É tão mais legal! Contudo, me aproveitei da situação. Eu estava sozinha, me aproximei dele. Disse um “oi”. Após alguns minutos conversamos. “O problema é que eu leio e fico falando sozinha. Quem passa por mim pensa que sou louca. Mas é tão bom falar sozinho, não acha?”. Ele apenas riu. E foi aí que eu descobri o melhor segredo dele. Um sorriso lindo em lábios aparentemente macios (foco Júlia, foco!), dentes brancos e um ótimo poder para conversas legais. Um perfume levemente amadeirado e um olhar penetrante. Com certeza isso é mais elementar, como diria Sherlock Holmes, do que ser mediador, famoso, ou agente secreto. Ah, isso era muito melhor.



Luma Beatriz Peril 29/04/2010

Eu não disse que era ruim? Mas pelo menos matei a vontade. É bom a gente ver o passado pra fazer um futuro melhor.

beijinhos, volto em brave

Nenhum comentário:

Postar um comentário

4 de agosto de 2011

Don't worry, be happy =D

Para você que perdeu os últimos episódios:
- Luma está cansada com o estudo árduo
- Tem reclamado da vida pessoalmente e  no blog.
- Ninguém estava suportando mais, até que Ju veio, deu um puxão de orelha e Luma resolveu tomar vergonha na cara.

Tá, acabou o momento abertura de Glee.


E aí, meus amores, como estão? Perceberam a nova cara do blog? Uma gracinha, né? Primeros Pasos é um quadro lindo, mas eu já tava meio enjoada de tê-lo como papel de parede. Não sei se já contei minha relação com essa obra de Van Gogh pra vcs. Se não, qualquer dia eu conto.

Perceberam como meu humor melhorou? Pois é, depois dos últimos acontecimentos, resolvi parar de reclamar da vida. Porque eu, definitivamente, não quero que ninguém me odeie(muito menos eu mesma). então, tenho andando mais sorridente nos últimos dias, e até dei uma saída rápida no ultimo fim de semana.

Até a minha fotinha ali do lado eu mudei. Aquela tava muito fake, já que foi a única vez que usei tanta maquiagem, algo que nem uso muito no dia a dia. Se bem que de umas semanas pra cá o blush tornou-se essencial. Ficar em ambientes fechados o dia todo está me deixando mais que branca, mas translúcida. Qualquer dia vai ser vestir meu jalequinho no CCS e vão achar que é um espírito voltando do anatômico da universidade.

Ah, voltei até a participar de promoções na internet. Tô até divulgando umas ali no cantinho. Cara, sem a esperança de ganhar uma promo na vida não sou ninguém. Além disso, tô tendo aulas bem lights e estudando um assunto que achei que ia odiar, mas tô amando: Neuro. Tá, não é lá muito fácil, mas faz muito sentido. O oposto de biofísica.

Tenho pensado e vejo que preciso urgentemente arrumar uma atividade física ou corro o risco de engordar horrores. Tô até comendo relativamente pouco ( calma, eu como em horários regulares, aprendi o quanto jejum engorda em Bioquimica), mas sinto que a gordura que eu tinha expulsado do meu corpinho com muito esforço tá voltando. E eu não quero reconciliação!

Tenho voltado até a escrever, acreditam? Tá, são só uns contos bestas, que escrevi num caderno, mas já são algo. Tinha me esquecido do quanto escrever é bom. Principalmente quando pegamos papel e caneta e vamos inventando na hora. A gente sente que é dono do próprio destino =). E provavelmente é mesmo. E, por estar repondo meu estoque, resolvi colocar um texto velho e arquivado aqui.

O texto que será postado eu enviei pra uma promoção da Capricho há mais de um ano pra tentar ganhar uns livros da Meg e, como em todas as promoções que participo: perdi! Tá, uma hora isso tem que mudar. é probabilidade. Considerando o número de sorteios e rifas que não ganho nunca, acho que já atingi um patamar que a vitória tá pra chegar. Quem sabe não chega com um prêmio da Mega Sena, hein?

Ok, o concurso consistia em escrever um conto de até 500 palavras sobre um cara misterioso ou algo assim. ( Não lembro ao certo, a velhice tá chegando.)
Não acho que isso tem direitos autorais do concurso - não lembro de ler nada do tipo no regulamento e acho que a derrota significa " faça o que achar melhor com esta merda coisa ".

Tá reconheço que o texto ficou ruim demais, mas quero compartilhar porque o blog é meu e ponto final. Se tiver desmotivado, não precisa ler, eu compreendo perfeitamente. Pra quê ler algo que uma pobre garotinha sofredora e moradora de uma cidade dormitório periférica  escreveu enquanto estudava pro vestibular se você pode fazer coisas úteis como assistir Superpop ou A Fazenda?

A melhor descoberta



“Júlia, aquele garoto é novo?”, foi o que Malu me perguntou naquele dia.  Olhei e vi seus cabelos cor de avelã (como eu consegui reconhecer a cor de avelã ali?)e sua pele pálida. Assenti com a cabeça, como resposta.



“Oh meu Deus, ele tão gato!”, foi o ela disse baixinho para mim, minutos depois. Embora não precisasse dizer baixinho, porque no na classe todos conversavam muito alto. “E daí?”, eu falei. Desde que terminei com o Edu, há três semanas, eu me prometi que vou dar um tempo no quesito garotos por um bom tempo. Quero dizer, se freiras agüentam, por que eu não?



As primeiras semanas se passaram e o garoto (que se chamava Rafael, que nem meu irmão de cinco anos – sentiu como é impossível querer ficar com ele, mesmo que seja tão, mas mão gato? Ele tem o nome do meu irmão!)não se enturmava muito bem. Embora falasse com Lucas, o cara mais nerd da turma, estava sempre na dele, lia muito. Fiquei me perguntando se ele tinha déficit de atenção.



Numa determinada aula de educação física, levei uma bolada, coisa altamente comum na minha vida. Fui ao vestiário já que a professora ficou com pena de mim e resolveu me dispensar, para que eu buscasse uma bolsa de gelo para a minha testa vermelha. E foi nessa hora que eu o vi falando sozinho. Sério mesmo, SOZINHO. Como se tivesse falando com fantasmas. É, eu não deveria ter lido A Mediadora sete vezes. Mas agora já está lido.



Apenas ignorei. Achava que poderia ser apenas uma besteira minha, afinal, acabara de ganhar um galo na cabeça e meu cérebro deveria estar sujeito a alucinações. Mas, durante a noite, a dúvida se aquilo era realidade ou não estava em minha mente. Não deu pra resistir. Passei a observá-lo melhor. Será que realmente existe quem fale com gente morta, que nem o garotinho de O Sexto Sentido? Ou ele era apenas um esquizofrênico? Ou era um agente teen do FBI infiltrado na escola que se comunicava por um microcelular? Caramba, e se ele fosse um astro de televisão disfarçado (embora seu rosto não fosse nem um pouco familiar)?



No fim de semana, o vi na livraria do shopping. Ele estava na seção de clássicos. Ele não poderia ler nenhum best-seller publicado nos últimos anos? É tão mais legal! Contudo, me aproveitei da situação. Eu estava sozinha, me aproximei dele. Disse um “oi”. Após alguns minutos conversamos. “O problema é que eu leio e fico falando sozinha. Quem passa por mim pensa que sou louca. Mas é tão bom falar sozinho, não acha?”. Ele apenas riu. E foi aí que eu descobri o melhor segredo dele. Um sorriso lindo em lábios aparentemente macios (foco Júlia, foco!), dentes brancos e um ótimo poder para conversas legais. Um perfume levemente amadeirado e um olhar penetrante. Com certeza isso é mais elementar, como diria Sherlock Holmes, do que ser mediador, famoso, ou agente secreto. Ah, isso era muito melhor.



Luma Beatriz Peril 29/04/2010

Eu não disse que era ruim? Mas pelo menos matei a vontade. É bom a gente ver o passado pra fazer um futuro melhor.

beijinhos, volto em brave

Nenhum comentário:

Postar um comentário