17 de março de 2013

Sobre o Camaro Amarelo

Nas últimas semanas rodaram pelo facebook várias versões de quadrinhos reclamando que a música do Camaro Amarelo foi eleita melhor do ano por algum lugar. Não sei que concurso foi esse, como eu vi que o Melhores que o Faustão organiza aconteceria por esses tempos, deduzi que deva ser esse. Mas não sei.

O que eu penso é que: por que diabos as pessoas insistem em sempre reclamar, a serem chatas? Por que diabos as pessoas insistem em ser metidas a "sou cult, só ouço rock clássico" e outras coisas do tipo?

Não, não acho que o camaro amarelo foi a melhor música do ano. Não mesmo. Mas eu acho que a gente não pode negar o quanto os seres humanos desse país se divertiram cantando e dançando o Camaro. E mais ainda: que validade tem esse tipo de coisa: ser eleita a melhor música do ano? Sei não, gente, mas acho que quando as pessoas passarem a sorrir mais, brincar mais etc, vão descobrir que viver pode ser mais prazeroso.

E isso fez com que eu parasse pra escrever o que penso há muito tempo sobre todo o discurso "sou intelectual" que vejo por aí. Como quando a música do Michel Teló tava bombando no mundo todo e os brasileiros só sabiam reclamar. Quero dizer, quantos milhões de pessoas não ficaram brincando de dançar o "Ai, se eu te pego" no mundo todo? É feio ver o mundo brincar com uma música?

Acho que músicas não são só pra ser contempladas com coisas "oh, mas que lindo" enquanto as lágrimas descem. Musicas são pra isso também. Músicas são pra muitas coisas. São pra brincar, pra dançar, pra criticar, para se apaixonar, para contemplar. Existe musica pra tudo. Enão é uma coisa mais fofa, engraçada e brincalhona uma música onde um cara tira onda com a menina que deu fora nele porque ele não tinha carro? e que agora ele se vinga e esfrega na cara dela que agora que tem um camaro amarelo vai ignorá-la? Ou então crianças dançando "eu quero tchu... eu quero tcha..." . Qual o problema das crianças dançarem o tchu-tcha? Qual, Jesus amado?

 E já que eu tô nessa vibe desse discurso, essa semana também rodou por aí um vídeo onde um cara é entrevistado pelo repórter do BBB, e depois faz um grande discurso que "BBB é o fim da humanidade". Eu não vejo Big Brother. Mas porque eu não tenho vontade de ver, tenho sono e prefiro fazer outras coisas. E daí todo mundo começou a compartilhar a porcaria do vídeo. Será que eu sou a única alma na face da Terra que acha que a melhor frase do vídeo foi quando o repórter respondeu: "É só você trocar de canal". E por qual razão, motivo, circunstancia, as pessoas que ficavam compartilhando isso eram majoritariamente telespectadores do programa já citado? Eu não gosto, troco de canal, vou ler, estudar, dormir, vou pra internet... tem TANTA coisa pra fazer! Deixa quem quer assistir fazê-lo. Sabe, quando a pessoa vai assistir a um programa de tv, eu acho que ela pode se dar ao luxo de ver qualquer porcaria que queira. Desde que isso não coloque uma mensagem subliminar "mate pessoas" na cabeça da população, é claro. As pessoas estão muito preocupadas em ser metidas a cult, mal sabem elas que pessoas excessivamente intelectuais acabam sendo chatas.

Sabe, eu gosto do Camaro Amarelo. E dancei muito "Ai, se eu te pego". E eu amo Paola Bracho. E via Avenida Brasil, gamava na "divês" de Carminha. Eu vejo Glee. E eu não apenas acho, mas tenho certeza que esse tipo de coisa não faz de mim uma pessoa estúpida.




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17 de março de 2013

Sobre o Camaro Amarelo

Nas últimas semanas rodaram pelo facebook várias versões de quadrinhos reclamando que a música do Camaro Amarelo foi eleita melhor do ano por algum lugar. Não sei que concurso foi esse, como eu vi que o Melhores que o Faustão organiza aconteceria por esses tempos, deduzi que deva ser esse. Mas não sei.

O que eu penso é que: por que diabos as pessoas insistem em sempre reclamar, a serem chatas? Por que diabos as pessoas insistem em ser metidas a "sou cult, só ouço rock clássico" e outras coisas do tipo?

Não, não acho que o camaro amarelo foi a melhor música do ano. Não mesmo. Mas eu acho que a gente não pode negar o quanto os seres humanos desse país se divertiram cantando e dançando o Camaro. E mais ainda: que validade tem esse tipo de coisa: ser eleita a melhor música do ano? Sei não, gente, mas acho que quando as pessoas passarem a sorrir mais, brincar mais etc, vão descobrir que viver pode ser mais prazeroso.

E isso fez com que eu parasse pra escrever o que penso há muito tempo sobre todo o discurso "sou intelectual" que vejo por aí. Como quando a música do Michel Teló tava bombando no mundo todo e os brasileiros só sabiam reclamar. Quero dizer, quantos milhões de pessoas não ficaram brincando de dançar o "Ai, se eu te pego" no mundo todo? É feio ver o mundo brincar com uma música?

Acho que músicas não são só pra ser contempladas com coisas "oh, mas que lindo" enquanto as lágrimas descem. Musicas são pra isso também. Músicas são pra muitas coisas. São pra brincar, pra dançar, pra criticar, para se apaixonar, para contemplar. Existe musica pra tudo. Enão é uma coisa mais fofa, engraçada e brincalhona uma música onde um cara tira onda com a menina que deu fora nele porque ele não tinha carro? e que agora ele se vinga e esfrega na cara dela que agora que tem um camaro amarelo vai ignorá-la? Ou então crianças dançando "eu quero tchu... eu quero tcha..." . Qual o problema das crianças dançarem o tchu-tcha? Qual, Jesus amado?

 E já que eu tô nessa vibe desse discurso, essa semana também rodou por aí um vídeo onde um cara é entrevistado pelo repórter do BBB, e depois faz um grande discurso que "BBB é o fim da humanidade". Eu não vejo Big Brother. Mas porque eu não tenho vontade de ver, tenho sono e prefiro fazer outras coisas. E daí todo mundo começou a compartilhar a porcaria do vídeo. Será que eu sou a única alma na face da Terra que acha que a melhor frase do vídeo foi quando o repórter respondeu: "É só você trocar de canal". E por qual razão, motivo, circunstancia, as pessoas que ficavam compartilhando isso eram majoritariamente telespectadores do programa já citado? Eu não gosto, troco de canal, vou ler, estudar, dormir, vou pra internet... tem TANTA coisa pra fazer! Deixa quem quer assistir fazê-lo. Sabe, quando a pessoa vai assistir a um programa de tv, eu acho que ela pode se dar ao luxo de ver qualquer porcaria que queira. Desde que isso não coloque uma mensagem subliminar "mate pessoas" na cabeça da população, é claro. As pessoas estão muito preocupadas em ser metidas a cult, mal sabem elas que pessoas excessivamente intelectuais acabam sendo chatas.

Sabe, eu gosto do Camaro Amarelo. E dancei muito "Ai, se eu te pego". E eu amo Paola Bracho. E via Avenida Brasil, gamava na "divês" de Carminha. Eu vejo Glee. E eu não apenas acho, mas tenho certeza que esse tipo de coisa não faz de mim uma pessoa estúpida.




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