29 de julho de 2011

Obrigada ao anônimo que comentou no último post. Não, não é ironia, obrigada mesmo.
Isso não é justo comigo. E muito menos com quem gosta de mim.
Não sei quem é o anônimo, tenho algumas ideias. Obrigada por ter se preocupado comigo, ter feito um comentário grande e importante. Sinal de que se importa comigo.
então, valeu mesmo. Provavelmente outra pessoa teria dito "Toma vergonha na cara, imbecil", mas você foi um amor, de verdade.

Você, anônimo, não tem noção do bem que me fez. Muito, muito, muito obrigada.

Se possível, se apresente.

beijos

25 de julho de 2011

Razão

É, as férias cabaram. Cara, e eu que imaginei: eba, férias, vou escrever no blog todos os dias e visitar todos os blogs que sigo. Aham. Consegui muito.
Primeiro, só tive 11 dias de férias.
16/07 - arrumei minhas coisas e fui com a meninas da escola (ai que saudades da escola) no cinema. Vi Cilada.com, engraçadíssimo.
17/07 - arrumei minhas coisas.
18/07 - estudei biologia pra prova de seleção de monitores do pH (eu preciso de dinheiro, é sério).
19/07 - fui a Cachoeiras de Macacu buscar minhas primas pra virem aqui pra casa. Viagem cansativa, dia cansativo e inútil. Estudei biologia no carro ao invés de prestar atenção nas vacas da estrada.
20/07 - Acordei tarde, arrumei minhas coisas de novo (quanto mais gente em casa, maior a bagunça), estudei mais e fui correndo fazer a prova de seleção. Depois fui no shopping com a minha mãe fazer coisas inúteis que nos levam a filas e peguei transito medonho pra chegar em casa.
21/07 - fui pra casa do meu tio em Maricá e fiquei vidrada na TV por assinatura que ele adquiriu (assisti um episódio de Ugly Betty e três filmes). Pobre é uma desgraça mesmo. Fica usurfruindo da tv a cabo alheia.
22/07 - fui com mamãe, meu irmão e minhas primas ao cinema, e chegando lá a sessão estava esgotada. Do único filme que a minha prima pode assistir, já que tem só 8 anos. Compramos ingresso pro dia seguinte. Meu irmão fez show porque queria roupa e minha mãe foi às compras de coisas em lojas tipo 5x sem juros que nós da classe C frequentamos, e que contém muuuuuuitas filas. Estressei-me
23/07 - meu irmão teve desidrataçãoe meus pais tiveram de levá-lo ao hospital. Eu levei as meninas pro cinema. O filme ( Os pinguins do Papai ) era muito chato.
24/07 - arrumei minhas coisas de novo. Não aguento mais ver a velocidade com que a bagunça surge. Creio que começo a desenvolver toque.
25/07 - é aniversário do meu irmão, fiquei a manhã toda assistindo O Mentalista ( eu dei a 1ª temporada em dvd de presente a ele) e a tarde fiz um bolo que deu errado e precisou de uma operação regate. Fiz uma bonequinha de EVA pra colar na capa da minha pasta (desculpem não postar a foto, mas é que eu plagiei a idéia de um site que vende bonequinhos de EVA, se eu postasse seria sacanagem). Saí pra comer pizza, comi bolo, arrumei minha bolsa.

E amanhã? O sofrimento não pode parar!
Lá vou eu, acordar as cinco, entrar no facebook só uma vez por dia, e dormir menos de 7 horas por noite, o que geralmente decai minha imunidade e me deixa de mau humor.

Ocorre que como podem perceber, não tive muito tempo disponível. Estou saturada de ouvir voz de criança gritando, minha mãe e meu pai reclamando da vida. Nossa, tenho tanto medo de no futuro ser uma daquelas médicas insencíveis e sem coração típicas de seriado! Eu não quero desprezar minha família, mas eles me sufocam tanto! E eu sempre me esforçando pra ser legal. Acontece que eu sempre achei que felicidade é você fazer feliz quem você ama, mas eu me amo e não estou me fazendo nenhum pouquinho feliz com esse tipo de atitude.

Nesse meio tempo entre uma atividade e outra, assisti Glee (é, finalmente aprendi a baixar seriados da internet, uhuul!), só a 1ª temporada, porque eu ainda preciso dormir, sabe como é.
Para mim, assistir Glee, é a verdadeira terapia, pois, não sei se já falei aqui, eu cantei no coral da escola. E era algo que me fazia, muito, muito bem. Eu nem cantava direito, sou super desafinada. Mas cantava baixinho, quase sussurando, mais parecendo uma dublagem, de forma que só meu corpo estava presente e a voz não.

Entrar no coral foi uma das melhores experiências que tive. No começao eu achava esquisito, pois o coral só tinha gente estranha, exatamente como nos filmes americanos de Sessão da Tarde. Mas Mariane me convenceu e, quando me falaram que o coral fazia viagens e se apresentava em diferentes locais, não deu pra resistir. Seria a minha oportunidade de, pelo menos de vez em quando, sair do eixo Niterói-São Gonçalo. Fui a um dos primeiro ensaios do coral e fiquei assustada como me disseram que o ensaio seria na quadra, pois havia um número muito grande de alunos querendo participar. Afinal, valia 0,5 extra na média de música.
Algumas semanas depois o coral estava "reduzido" a um grupo de uns 70 alunos que cantavam apertadinhos na sala de música e as pessoas que eu considerava estranhas, se mostraram incrivelmente legais.
Ficemos nossa primeira apresentação "fora", em junho de 2008, em Itatiaia, no sul do estado. O coral não durou muito, apesar de termos tido mais uma apresentação em Pinheiral naquele mesmo ano e algumas outras apresentações em Niterói e no Rio.
Ah, mas como foi fantástico!
Em todo lugar que eu chegava eu queria falar do coral. O quanto cantar e dançar e me divertir com todas aquelas pessoas era incrível. Já fazia planos de pedir ao professor para que, quando eu terminasse o Ensino Médio, pedir para participar como ajudante que fosse, já que os ensaios eram no horário do almoço e se eu estudasse na UFF poderia sair 20 min mais cedo da aula da manhã e chegar 20 min mais tarde na aula da tarde pra ensaiar.
Mas o sonho acabou.

Em 2009 o coral enfraqueceu-se muito. O professor, que já era total doido ( imagine 100% oposto do Will de Glee, exceto pelos cachinhos) inventou de começar a selecionar só quem canatav bem pro coral que ele considerava cheio demais. Mas ele lidou com um problema: ele não poderia tirar, só por ter voz ruim, aqueles que estavam lá desde o primeiro ensaio, não era justo. Então, o professor já totalmente doido ( às vezes penso que talvez sob efeito de drogas ou sei lá o quê - e eu posso ser processada ou odiada por dizer isso aqui, minha sinceridade extrema pode me matar) começou a se comportar de maneira ofensiva com os aluos do então 1º anos que se reuniram para afastá-lo do posto. Só se sabe é que o professor sumiu e estava sendo processado pela escola.  Não apareceu nenhum professor fofo como em Glee para nos salvar. Foi o fim do coral.
Tchau músicas, tchau dancinhas, tchau ensaios, tchau passeios.

E então, lembrando-me do coral percebo que no momento não há nada que eu faça para me sentir bem. É sério. Eu não leio mais Meg Cabot ( pois além de não ter tempo cansei de ver todas aquelas mocinhas neuróticas arrumarem namorados perfeitos e eu não), não tenho mais coral, não tenho mais curso de inglês (onde eu também me divertia), não tenho mais o pessoal da escola pra brincar de pique pega ou Imagem e Ação na hora do recreio. It's over.

Tenho que encontrar uma nova razão, encontrar algo que me faça feliz. Estudar medicina, pegar ônibus lotado e aguentar as paranóias da minha família, tendo que assistir desenho animado com os primos pequenos e ajudar minha mãe em casa, nada disso me dá uma gotinha de prazer.

Se eu fosse um bonequinho do The Sims, com certeza estaria com todas as barrinhas vermelhas.
E você, que foi paciente e leu tudo o que escrevi, por que não me deixa uma dica sobre o que eu poderia fazer pra me sentir bem? O que você faz pra se sentir bem?

Lembrando que ...
a) a única academia próxima da minha casa fechou. A menos longe é a 1 km e só tem ergometria e musculação, coisas que odeio.
b) a praia é longe da minha casa e eu tenho vergonha de usar biquíni (embora tenha perdido 10 kg, ainda me sinto gorda)
c) eu sou apenas umas pobre menina brasileira de uma classe média baixa não tão baixa.

Bem, é isso. Beijos e fui.
Farei o possível para aparecer em breve.

21 de junho de 2011

13

Hoje eu saí mais cedo da faculdade ( estava já intoxicada com aquele cheiro de formol dos corpos do anatômico, e minha dor de cabeça não quer passar - melhor processar a universidade) e cheguei em casa por volta das quatro e meia. Não que eu tenha tempo pra esse tipo de coisa pois amanhã eu tenho prova de anatomia com todos os nervos e vasos do corpo ( vulgos principais, mas são tantos, que acho que deixam o sentido literal da palavra de lado ) e apesar de ter lido muito, estudado feito uma cachorra, não consegui gravar todos.

Bem, cheguei em casa, liguei a tv e estava no 13, naquele programa do médico. Vou te falar, pior que estudar medicina e ter vendido sua alma pra ciência é chegar querendo assistir pelo menos uma propagando legal e ver programa de saúde. Sacanagem. Daí troquei de canal e estava passando um filme fofo demais, que obviamente já assisti trilhões de vezes: De repente 30!

Claro que assistindo ao filme, pensei como eu era aos 13 anos e percebi que tinha que postar aqui no blog pra vocês.

Aos 13 anos, eu era, tcharam:  a mesma coisa que agora! Sério!
Tá, quando eu fiz 13 anos, em novembro de 2005, eu era uma garota maluquinha, nerdizinha, e que reclamava de tudo ( viu como eu não mudei? hahaha). No dia do meu aniversário eu fiquei muito revoltz porque minha mãe não me deu atenção, pois teve uma reunião de consultoras Natura, papai falou parabéns e nada mais e meu irmão brigou comigo porque tinha ciúmes da minha amiguinha. Pois é, coisas boas como sempre. Ah, eu lembro que nesse dia eu saí da escola e tomei sorvete com as meninas que voltavam pra casa comigo. Eu adorava tomar sorvete na volta pra casa. Uma bola era 0,60 e eu tomava quase que semanalmente. Nesse dia minha mãe me deu 1,00 e eu consegui comprar duas bolas da promoção. Não lembro direito os sabores que escolhi.
Almocei salpicão e jantei lasanha, isso eu lembro.
Eu era meio revoltada também porque era uma das únicas da turma que ainda não tinha ficado mocinha, como diriam as minhas avós, e porque nunca tinha ficado com um cara. Viu meu complexo?
Eu já tinha a mesma altura de hoje, mas era uns 10 kg mais magra. Eu não era "mais magra", porque esses 10kg correpondem ao que tenho hoje de peito. Coitada de mim, nem sutiã usava. Afinal, pra quê usar sutiã se ele não tinha utilidade? Usava era uma blusinha verde ou outra azul por baixo do uniforme de malha pra branca pra ir pra escola.

Mais ou menos um mês depois descobri o que eram cólicas mentruais ( eu era feliz e não sabia! ) e em fevereiro do ano seguinte troquei de escola. O motivo? Falta de verba, coleguinha.
Pois é, não dava mais pros meus pais manterem os dois filhos na escola particular. Claroq ue papai tentou negociar com o diretor as mensalidades atrasadas para que minha matrícula fosse renovada, mas o cara não ligou para o fato de que fui uma das melhores da turma nos 8 anos anteriores, enquanto papai pagava em dia. Ele apenas olhou pra cara de papai e disse: "Coloca a Luma na escola pública que ela se vira." Pois é, não foi isso que ele disse pra minha mãe quando eu cheguei lá em 1998. Mas isso não vem ao caso.

Eu já tinha até aceitado bem a ideia de ir pra rede pública e tinha pedido a minha fofíssima amiga Isa pra me ajudar com as matérias no fim de semana, pra que eu não saísse do nível da escola particular.
(Isso foi engraçado pois nesse verão eu estava conversando com a mãe da Isa que nos disse: " Tudo vai ficar bem. E quando você chegar no ensino médio, pode ir pro Pedro II, que está prestes a inaugurar a unidade Niterói."
Colégio Pedro II? Eu nunca tinha ouvido falar. Mas a mãe da Isa me contou tantas maravilhas da escola que me senti esperançosa.
Ela estava certa. Fui pro CPII e lá passei bons anos da minha vida. E, por que não, os melhores?)

Até que Sueli, nossa vizinha da frente, pediu para que mamãe conhecesse a escola onde os filhos dela estudavam. Mamãe foi lá, na segunda feira 06/02/2006. Voltou feliz e contente. Como as mensalidades mais baratas, eu e meu irmão poderíamos continuar na rede privada de ensino.
Mamãe fez minha matrícula e no dia seguinte fui a aula. Não gostei da nova escola. As pessoas pareciam tão.. estranhas. Não era a toa, a escola tinha outra realidade. Alunos de origem mais simples, em uma escola superlotada pela baixa mensalidade, localizada num bairro mais pobre que o que eu morava.
Ah, é importante frisar também que meu professor de geografia na antiga escola tinha cabado de trocar de trabalho e continuava me dando aula, agora na outra escola. Coincidência, não?
Não, não foi coincidência, foi destino. Pois foi graças a esse professor que assisti a "Amor Sem Fronteiras", um filme sobre médicos sem fronteiras e decidi o que eu queria pra minha vida. Ser médica, ajudar os outros. De preferência, uma missionária.

O ano foi passando e muita coisa aconteceu. Amadureci muito, conheci diferentes tipos de pessoas, passei a assistir SBT ( Rebelde entrou na rotina) e nutri uma paixão platônica por um menino da turma. Isso é muito engraçado. Porque eu fui obcecada por ele por muito tempo ( até meados do ano seguinte), o que me causou muitas situações engraçadas, e hoje eu não tenho o menor interesse em sequer saber como ele está hoje, estudando, trabalhando, vivo. Que louco, não?

Ah, também nessa época arranjei meu primeiro trabalho. Foi em setembro de 2006, quando uma vizinha me apresentou a uma amiga sua, cujo filho de oito anos tinha problemas na escola. E então comecei a dar aula particular. Como menina muito burra, eu dava aulas de 2 as 5 da tarde cinco vezes por semana e só cobrava 50 reais. Cara, meus 50 reais era minha fortuna! No meu primeiro pagamento comprei um ventilador de mesa por 49,90 nas Lojas Americanas.
No meu segundo, comprei um tênis rosa com mais 20 reais que meu pai me deu.
O terceiro eu não lembro.
Pra você ver que todo castigo pra pobre é pouco. Bem, acho que é isso.

Já que pouco depois cheguei aos 14.

beijos, vou estudar

P.S.: De repente 30 foi o primeiro filme que assiti no meu DVD, em julho de 2006, quando tinha 13 anos.

7 de junho de 2011

Desculpem-me a ausência mas uma força maior, chamada revolta com a vida + falta de assunto me atrapalharam.

Nada de tão importante tem acontecido em minha vida, mas hoje eu conheci alguém especial. Não, não foi o Harry, meu futuro maridinho.

Estava eu no ônibus, rumo a minha linda(não!) universidade, até que um senhor ao meu lado inventa de puxar assunto. Na maioria das vezes os velhinhos que inventam de nos contar sobre suas vidas são chatos, mas esse definitivamente não era.

Eram seis e vinte da manhã e, após vinte minutos na fila do ônibus, o mesmo partiu. Já na altura do segundo ponto, o senhor inventou de conversar comigo. Na verdade eu até estava com fone no ouvido, mas só no direito pois o esquerdo está cheio de sementinhas de uma sessão de auriculoterapia que eu fiz sábado ( e que estou cmeçando a achar que não teve muito efeito em mim). Eis o senhor estava a minha esquerda e nem percebeu o fone.

Então começou a contar sua vida. Entre idas e vindas me relatou que casou com a sua primeira namorada, com quem estava junto desde os 14 anos. Teve de esperar três anos pro casamento, sem poder nem sentar ao lado da menina. E por quê? Ah, o porque o sogrão era o delegado da cidadezinha no interior do ES onde viviam. o senhor me contou do quanto gostava dela e do quanto a respeitava, que não a traía e que sonhava com o casamento mais que a noiva, seis anos mais velha ( sim, no século passado acho que mulheres de 20 anos pegavam moleques de 14). Contou que dois anos após o casamento resolveram vir para o Rio e ele começou a trabalhar numa fábrica. Apesar de analfabeto, foi muito bem recebido na empresa, onde trabalhou por 41 anos, seu único emprego.
contou-me de seus filhos, da morte da esposa e da perda de um dos meninos ainda jovem, aos 23 anos, devido a uma doença renal. Ah, pobre senhor. Corajoso senhor.
Contou-me de seus netos, que estava indo pra casa da filha caçula naquele momento, e estava morrendo de saudade de seus três netos, Leonardo, Eduardo e Daiane, se não me engano. Contou-me sobre como seus filhos e netos são com um orgulho muito grande em seus grandes olhos verdes. Apesar de analfabeto e tão sofrido, não é isso que esse senhor demonstra. Ele nos mostra uma fé muito grande e um eterno amor pela esposa, vê-se que deseja reencontrá-la um dia.
Quando eu estava chegando no ponto em que troco de ônibus, ele virou-se pra mim e disse: " Desculpa se te chateei - o que definitivamente não aconteceu - mas a única coisa que posso deixar pro mundo é minha história. Meu nome é Geraldo Dias."
Desci do ônibus sentindo um carinho enorme pelo seu Geraldo, espero vê-lo novamente.

Obrigada Geraldo Dias e, espero que eu esteja cumprindo o seu pedido ao divulgar sua história.

Boa noite pessoal, = *

PS.: seguidores que têm blog, desculpem-me pela ausência, por raramente visitar e comentar. Minha vida está muito corrida e não consigo arrumar tempo pra isso, o que me deixa mal, pois é algo que gosto de fazer. Em breve, tentarei melhorar.

14 de maio de 2011

Já tão sabendo?

É, eu tô viva, hahahahahaha. Depois de um mês sem postar: cá estou eu.

Se decepcionou coleguinha? Estava atrás de fofoca? kkkk

Tá, acabou.


Quantas saudades do blog, de escrever, de ver filme, de ler... Ai, a faculdade e o trânsito estão tomando a minha vida completamente.
Estou com muuuuuuuuita saudade de ler um livro a la Meg Cabot, de escrever um conto bobo, de sair visitando blogs...

Nem sei sobre o que postar, já que minha vida tem se resumido a estudar arduamente todos os dias, e eu não quero ficar falando sobre esse tipo de coisa aqui. Pois eu tenho SÃ consciência que meus amados leitores não suportam mais. Estou começando a escrever esse post sem saber como continuar ou terminar. Estou como uma jangada solta num oceano. Essa sensação nem é tão ruim. Acontece que toda vez que começo a escrever uma frase, lembro da sua relação com as matérias que estou aprendendo e nada sai de forma imparcial.

Ah, sim, eu já contei que perdi, nos últimos meses, quase 10 kg? Pois é, reeducação alimentar. Tomei vergonha na cara e aprendi a comer legumes, verduras, frutas e diminuir carboidrato e gordura. Tô evitanto refrigerante. Dá uma sensação de que tô no caminho certo.

Mais alguma coisa não médica? ....
hum, deixe-me ver: hoje eu fiquei muito feliz porque consegui comprar duas lapiseiras fofas por 0,50 centavos cada uma. Tá, elas devem ser mercadoria roubada ou fruto de trabalho escravo porque não faz sentido. Mas eu comprei na loja, faz de conta que sou inocente. E antes que alguém me julgue mal: quem resiste a uma lapiseira de gatinho que custa só 0,50? Fala sério.

Estou olhando pro meu quarto em busca de alguma coisa pra falar. Mas só vejo livros, cadernos, anotações e um monte de roupa pra guardar. Saudades do uniforme. Nunca acumulava tanta roupa pra por no armário. Nunca.

Vou caçar algum texto na internet. Apesar da saudade de escrever, não me sinto inspirada.

Ah, fui vagabundear por uns minutos na net agora (mentira, tava pesquisando uns lances pra minha mãe) e vi uma tirinha sobre o casamento do meu cunhado, o Will. Cunhado, porque pra quem não sabe, eu casarei com o Harry. Ele ainda não sabe, mas um dia descobrirá que sou o amor de sua vida e virarei princesa. Tá, eu não devia escrever isso pois quando eu realmente casar com ele a imprensa vai achar meu blog e vão achar que sou uma golpista. Coisa que não sou. Eis uma coisa que me deixou muito p. da vida esses dias. Só porque o William casou um  monte de gente tá mirando o Harry. Eu acho isso uma baita sacanagem comigo, porque eu sempre quis casar com o Harry, tipo assim, há uns dez anos, desde criancinha.
O pessoal da faculdade não acreditou quando eu falei. Eles não devem ter assistido a "Um Príncipe da Minha Vida" na Sessão da Tarde.

Por falar nisso, que saudade da Sessão da Tarde. De verdade, eu quero voltar a ter uns 12 anos. Ser adulto é horrível.

beijos, qualquer dia apareço.

29 de julho de 2011

Obrigada ao anônimo que comentou no último post. Não, não é ironia, obrigada mesmo.
Isso não é justo comigo. E muito menos com quem gosta de mim.
Não sei quem é o anônimo, tenho algumas ideias. Obrigada por ter se preocupado comigo, ter feito um comentário grande e importante. Sinal de que se importa comigo.
então, valeu mesmo. Provavelmente outra pessoa teria dito "Toma vergonha na cara, imbecil", mas você foi um amor, de verdade.

Você, anônimo, não tem noção do bem que me fez. Muito, muito, muito obrigada.

Se possível, se apresente.

beijos

25 de julho de 2011

Razão

É, as férias cabaram. Cara, e eu que imaginei: eba, férias, vou escrever no blog todos os dias e visitar todos os blogs que sigo. Aham. Consegui muito.
Primeiro, só tive 11 dias de férias.
16/07 - arrumei minhas coisas e fui com a meninas da escola (ai que saudades da escola) no cinema. Vi Cilada.com, engraçadíssimo.
17/07 - arrumei minhas coisas.
18/07 - estudei biologia pra prova de seleção de monitores do pH (eu preciso de dinheiro, é sério).
19/07 - fui a Cachoeiras de Macacu buscar minhas primas pra virem aqui pra casa. Viagem cansativa, dia cansativo e inútil. Estudei biologia no carro ao invés de prestar atenção nas vacas da estrada.
20/07 - Acordei tarde, arrumei minhas coisas de novo (quanto mais gente em casa, maior a bagunça), estudei mais e fui correndo fazer a prova de seleção. Depois fui no shopping com a minha mãe fazer coisas inúteis que nos levam a filas e peguei transito medonho pra chegar em casa.
21/07 - fui pra casa do meu tio em Maricá e fiquei vidrada na TV por assinatura que ele adquiriu (assisti um episódio de Ugly Betty e três filmes). Pobre é uma desgraça mesmo. Fica usurfruindo da tv a cabo alheia.
22/07 - fui com mamãe, meu irmão e minhas primas ao cinema, e chegando lá a sessão estava esgotada. Do único filme que a minha prima pode assistir, já que tem só 8 anos. Compramos ingresso pro dia seguinte. Meu irmão fez show porque queria roupa e minha mãe foi às compras de coisas em lojas tipo 5x sem juros que nós da classe C frequentamos, e que contém muuuuuuitas filas. Estressei-me
23/07 - meu irmão teve desidrataçãoe meus pais tiveram de levá-lo ao hospital. Eu levei as meninas pro cinema. O filme ( Os pinguins do Papai ) era muito chato.
24/07 - arrumei minhas coisas de novo. Não aguento mais ver a velocidade com que a bagunça surge. Creio que começo a desenvolver toque.
25/07 - é aniversário do meu irmão, fiquei a manhã toda assistindo O Mentalista ( eu dei a 1ª temporada em dvd de presente a ele) e a tarde fiz um bolo que deu errado e precisou de uma operação regate. Fiz uma bonequinha de EVA pra colar na capa da minha pasta (desculpem não postar a foto, mas é que eu plagiei a idéia de um site que vende bonequinhos de EVA, se eu postasse seria sacanagem). Saí pra comer pizza, comi bolo, arrumei minha bolsa.

E amanhã? O sofrimento não pode parar!
Lá vou eu, acordar as cinco, entrar no facebook só uma vez por dia, e dormir menos de 7 horas por noite, o que geralmente decai minha imunidade e me deixa de mau humor.

Ocorre que como podem perceber, não tive muito tempo disponível. Estou saturada de ouvir voz de criança gritando, minha mãe e meu pai reclamando da vida. Nossa, tenho tanto medo de no futuro ser uma daquelas médicas insencíveis e sem coração típicas de seriado! Eu não quero desprezar minha família, mas eles me sufocam tanto! E eu sempre me esforçando pra ser legal. Acontece que eu sempre achei que felicidade é você fazer feliz quem você ama, mas eu me amo e não estou me fazendo nenhum pouquinho feliz com esse tipo de atitude.

Nesse meio tempo entre uma atividade e outra, assisti Glee (é, finalmente aprendi a baixar seriados da internet, uhuul!), só a 1ª temporada, porque eu ainda preciso dormir, sabe como é.
Para mim, assistir Glee, é a verdadeira terapia, pois, não sei se já falei aqui, eu cantei no coral da escola. E era algo que me fazia, muito, muito bem. Eu nem cantava direito, sou super desafinada. Mas cantava baixinho, quase sussurando, mais parecendo uma dublagem, de forma que só meu corpo estava presente e a voz não.

Entrar no coral foi uma das melhores experiências que tive. No começao eu achava esquisito, pois o coral só tinha gente estranha, exatamente como nos filmes americanos de Sessão da Tarde. Mas Mariane me convenceu e, quando me falaram que o coral fazia viagens e se apresentava em diferentes locais, não deu pra resistir. Seria a minha oportunidade de, pelo menos de vez em quando, sair do eixo Niterói-São Gonçalo. Fui a um dos primeiro ensaios do coral e fiquei assustada como me disseram que o ensaio seria na quadra, pois havia um número muito grande de alunos querendo participar. Afinal, valia 0,5 extra na média de música.
Algumas semanas depois o coral estava "reduzido" a um grupo de uns 70 alunos que cantavam apertadinhos na sala de música e as pessoas que eu considerava estranhas, se mostraram incrivelmente legais.
Ficemos nossa primeira apresentação "fora", em junho de 2008, em Itatiaia, no sul do estado. O coral não durou muito, apesar de termos tido mais uma apresentação em Pinheiral naquele mesmo ano e algumas outras apresentações em Niterói e no Rio.
Ah, mas como foi fantástico!
Em todo lugar que eu chegava eu queria falar do coral. O quanto cantar e dançar e me divertir com todas aquelas pessoas era incrível. Já fazia planos de pedir ao professor para que, quando eu terminasse o Ensino Médio, pedir para participar como ajudante que fosse, já que os ensaios eram no horário do almoço e se eu estudasse na UFF poderia sair 20 min mais cedo da aula da manhã e chegar 20 min mais tarde na aula da tarde pra ensaiar.
Mas o sonho acabou.

Em 2009 o coral enfraqueceu-se muito. O professor, que já era total doido ( imagine 100% oposto do Will de Glee, exceto pelos cachinhos) inventou de começar a selecionar só quem canatav bem pro coral que ele considerava cheio demais. Mas ele lidou com um problema: ele não poderia tirar, só por ter voz ruim, aqueles que estavam lá desde o primeiro ensaio, não era justo. Então, o professor já totalmente doido ( às vezes penso que talvez sob efeito de drogas ou sei lá o quê - e eu posso ser processada ou odiada por dizer isso aqui, minha sinceridade extrema pode me matar) começou a se comportar de maneira ofensiva com os aluos do então 1º anos que se reuniram para afastá-lo do posto. Só se sabe é que o professor sumiu e estava sendo processado pela escola.  Não apareceu nenhum professor fofo como em Glee para nos salvar. Foi o fim do coral.
Tchau músicas, tchau dancinhas, tchau ensaios, tchau passeios.

E então, lembrando-me do coral percebo que no momento não há nada que eu faça para me sentir bem. É sério. Eu não leio mais Meg Cabot ( pois além de não ter tempo cansei de ver todas aquelas mocinhas neuróticas arrumarem namorados perfeitos e eu não), não tenho mais coral, não tenho mais curso de inglês (onde eu também me divertia), não tenho mais o pessoal da escola pra brincar de pique pega ou Imagem e Ação na hora do recreio. It's over.

Tenho que encontrar uma nova razão, encontrar algo que me faça feliz. Estudar medicina, pegar ônibus lotado e aguentar as paranóias da minha família, tendo que assistir desenho animado com os primos pequenos e ajudar minha mãe em casa, nada disso me dá uma gotinha de prazer.

Se eu fosse um bonequinho do The Sims, com certeza estaria com todas as barrinhas vermelhas.
E você, que foi paciente e leu tudo o que escrevi, por que não me deixa uma dica sobre o que eu poderia fazer pra me sentir bem? O que você faz pra se sentir bem?

Lembrando que ...
a) a única academia próxima da minha casa fechou. A menos longe é a 1 km e só tem ergometria e musculação, coisas que odeio.
b) a praia é longe da minha casa e eu tenho vergonha de usar biquíni (embora tenha perdido 10 kg, ainda me sinto gorda)
c) eu sou apenas umas pobre menina brasileira de uma classe média baixa não tão baixa.

Bem, é isso. Beijos e fui.
Farei o possível para aparecer em breve.

21 de junho de 2011

13

Hoje eu saí mais cedo da faculdade ( estava já intoxicada com aquele cheiro de formol dos corpos do anatômico, e minha dor de cabeça não quer passar - melhor processar a universidade) e cheguei em casa por volta das quatro e meia. Não que eu tenha tempo pra esse tipo de coisa pois amanhã eu tenho prova de anatomia com todos os nervos e vasos do corpo ( vulgos principais, mas são tantos, que acho que deixam o sentido literal da palavra de lado ) e apesar de ter lido muito, estudado feito uma cachorra, não consegui gravar todos.

Bem, cheguei em casa, liguei a tv e estava no 13, naquele programa do médico. Vou te falar, pior que estudar medicina e ter vendido sua alma pra ciência é chegar querendo assistir pelo menos uma propagando legal e ver programa de saúde. Sacanagem. Daí troquei de canal e estava passando um filme fofo demais, que obviamente já assisti trilhões de vezes: De repente 30!

Claro que assistindo ao filme, pensei como eu era aos 13 anos e percebi que tinha que postar aqui no blog pra vocês.

Aos 13 anos, eu era, tcharam:  a mesma coisa que agora! Sério!
Tá, quando eu fiz 13 anos, em novembro de 2005, eu era uma garota maluquinha, nerdizinha, e que reclamava de tudo ( viu como eu não mudei? hahaha). No dia do meu aniversário eu fiquei muito revoltz porque minha mãe não me deu atenção, pois teve uma reunião de consultoras Natura, papai falou parabéns e nada mais e meu irmão brigou comigo porque tinha ciúmes da minha amiguinha. Pois é, coisas boas como sempre. Ah, eu lembro que nesse dia eu saí da escola e tomei sorvete com as meninas que voltavam pra casa comigo. Eu adorava tomar sorvete na volta pra casa. Uma bola era 0,60 e eu tomava quase que semanalmente. Nesse dia minha mãe me deu 1,00 e eu consegui comprar duas bolas da promoção. Não lembro direito os sabores que escolhi.
Almocei salpicão e jantei lasanha, isso eu lembro.
Eu era meio revoltada também porque era uma das únicas da turma que ainda não tinha ficado mocinha, como diriam as minhas avós, e porque nunca tinha ficado com um cara. Viu meu complexo?
Eu já tinha a mesma altura de hoje, mas era uns 10 kg mais magra. Eu não era "mais magra", porque esses 10kg correpondem ao que tenho hoje de peito. Coitada de mim, nem sutiã usava. Afinal, pra quê usar sutiã se ele não tinha utilidade? Usava era uma blusinha verde ou outra azul por baixo do uniforme de malha pra branca pra ir pra escola.

Mais ou menos um mês depois descobri o que eram cólicas mentruais ( eu era feliz e não sabia! ) e em fevereiro do ano seguinte troquei de escola. O motivo? Falta de verba, coleguinha.
Pois é, não dava mais pros meus pais manterem os dois filhos na escola particular. Claroq ue papai tentou negociar com o diretor as mensalidades atrasadas para que minha matrícula fosse renovada, mas o cara não ligou para o fato de que fui uma das melhores da turma nos 8 anos anteriores, enquanto papai pagava em dia. Ele apenas olhou pra cara de papai e disse: "Coloca a Luma na escola pública que ela se vira." Pois é, não foi isso que ele disse pra minha mãe quando eu cheguei lá em 1998. Mas isso não vem ao caso.

Eu já tinha até aceitado bem a ideia de ir pra rede pública e tinha pedido a minha fofíssima amiga Isa pra me ajudar com as matérias no fim de semana, pra que eu não saísse do nível da escola particular.
(Isso foi engraçado pois nesse verão eu estava conversando com a mãe da Isa que nos disse: " Tudo vai ficar bem. E quando você chegar no ensino médio, pode ir pro Pedro II, que está prestes a inaugurar a unidade Niterói."
Colégio Pedro II? Eu nunca tinha ouvido falar. Mas a mãe da Isa me contou tantas maravilhas da escola que me senti esperançosa.
Ela estava certa. Fui pro CPII e lá passei bons anos da minha vida. E, por que não, os melhores?)

Até que Sueli, nossa vizinha da frente, pediu para que mamãe conhecesse a escola onde os filhos dela estudavam. Mamãe foi lá, na segunda feira 06/02/2006. Voltou feliz e contente. Como as mensalidades mais baratas, eu e meu irmão poderíamos continuar na rede privada de ensino.
Mamãe fez minha matrícula e no dia seguinte fui a aula. Não gostei da nova escola. As pessoas pareciam tão.. estranhas. Não era a toa, a escola tinha outra realidade. Alunos de origem mais simples, em uma escola superlotada pela baixa mensalidade, localizada num bairro mais pobre que o que eu morava.
Ah, é importante frisar também que meu professor de geografia na antiga escola tinha cabado de trocar de trabalho e continuava me dando aula, agora na outra escola. Coincidência, não?
Não, não foi coincidência, foi destino. Pois foi graças a esse professor que assisti a "Amor Sem Fronteiras", um filme sobre médicos sem fronteiras e decidi o que eu queria pra minha vida. Ser médica, ajudar os outros. De preferência, uma missionária.

O ano foi passando e muita coisa aconteceu. Amadureci muito, conheci diferentes tipos de pessoas, passei a assistir SBT ( Rebelde entrou na rotina) e nutri uma paixão platônica por um menino da turma. Isso é muito engraçado. Porque eu fui obcecada por ele por muito tempo ( até meados do ano seguinte), o que me causou muitas situações engraçadas, e hoje eu não tenho o menor interesse em sequer saber como ele está hoje, estudando, trabalhando, vivo. Que louco, não?

Ah, também nessa época arranjei meu primeiro trabalho. Foi em setembro de 2006, quando uma vizinha me apresentou a uma amiga sua, cujo filho de oito anos tinha problemas na escola. E então comecei a dar aula particular. Como menina muito burra, eu dava aulas de 2 as 5 da tarde cinco vezes por semana e só cobrava 50 reais. Cara, meus 50 reais era minha fortuna! No meu primeiro pagamento comprei um ventilador de mesa por 49,90 nas Lojas Americanas.
No meu segundo, comprei um tênis rosa com mais 20 reais que meu pai me deu.
O terceiro eu não lembro.
Pra você ver que todo castigo pra pobre é pouco. Bem, acho que é isso.

Já que pouco depois cheguei aos 14.

beijos, vou estudar

P.S.: De repente 30 foi o primeiro filme que assiti no meu DVD, em julho de 2006, quando tinha 13 anos.

7 de junho de 2011

Desculpem-me a ausência mas uma força maior, chamada revolta com a vida + falta de assunto me atrapalharam.

Nada de tão importante tem acontecido em minha vida, mas hoje eu conheci alguém especial. Não, não foi o Harry, meu futuro maridinho.

Estava eu no ônibus, rumo a minha linda(não!) universidade, até que um senhor ao meu lado inventa de puxar assunto. Na maioria das vezes os velhinhos que inventam de nos contar sobre suas vidas são chatos, mas esse definitivamente não era.

Eram seis e vinte da manhã e, após vinte minutos na fila do ônibus, o mesmo partiu. Já na altura do segundo ponto, o senhor inventou de conversar comigo. Na verdade eu até estava com fone no ouvido, mas só no direito pois o esquerdo está cheio de sementinhas de uma sessão de auriculoterapia que eu fiz sábado ( e que estou cmeçando a achar que não teve muito efeito em mim). Eis o senhor estava a minha esquerda e nem percebeu o fone.

Então começou a contar sua vida. Entre idas e vindas me relatou que casou com a sua primeira namorada, com quem estava junto desde os 14 anos. Teve de esperar três anos pro casamento, sem poder nem sentar ao lado da menina. E por quê? Ah, o porque o sogrão era o delegado da cidadezinha no interior do ES onde viviam. o senhor me contou do quanto gostava dela e do quanto a respeitava, que não a traía e que sonhava com o casamento mais que a noiva, seis anos mais velha ( sim, no século passado acho que mulheres de 20 anos pegavam moleques de 14). Contou que dois anos após o casamento resolveram vir para o Rio e ele começou a trabalhar numa fábrica. Apesar de analfabeto, foi muito bem recebido na empresa, onde trabalhou por 41 anos, seu único emprego.
contou-me de seus filhos, da morte da esposa e da perda de um dos meninos ainda jovem, aos 23 anos, devido a uma doença renal. Ah, pobre senhor. Corajoso senhor.
Contou-me de seus netos, que estava indo pra casa da filha caçula naquele momento, e estava morrendo de saudade de seus três netos, Leonardo, Eduardo e Daiane, se não me engano. Contou-me sobre como seus filhos e netos são com um orgulho muito grande em seus grandes olhos verdes. Apesar de analfabeto e tão sofrido, não é isso que esse senhor demonstra. Ele nos mostra uma fé muito grande e um eterno amor pela esposa, vê-se que deseja reencontrá-la um dia.
Quando eu estava chegando no ponto em que troco de ônibus, ele virou-se pra mim e disse: " Desculpa se te chateei - o que definitivamente não aconteceu - mas a única coisa que posso deixar pro mundo é minha história. Meu nome é Geraldo Dias."
Desci do ônibus sentindo um carinho enorme pelo seu Geraldo, espero vê-lo novamente.

Obrigada Geraldo Dias e, espero que eu esteja cumprindo o seu pedido ao divulgar sua história.

Boa noite pessoal, = *

PS.: seguidores que têm blog, desculpem-me pela ausência, por raramente visitar e comentar. Minha vida está muito corrida e não consigo arrumar tempo pra isso, o que me deixa mal, pois é algo que gosto de fazer. Em breve, tentarei melhorar.

14 de maio de 2011

Já tão sabendo?

É, eu tô viva, hahahahahaha. Depois de um mês sem postar: cá estou eu.

Se decepcionou coleguinha? Estava atrás de fofoca? kkkk

Tá, acabou.


Quantas saudades do blog, de escrever, de ver filme, de ler... Ai, a faculdade e o trânsito estão tomando a minha vida completamente.
Estou com muuuuuuuuita saudade de ler um livro a la Meg Cabot, de escrever um conto bobo, de sair visitando blogs...

Nem sei sobre o que postar, já que minha vida tem se resumido a estudar arduamente todos os dias, e eu não quero ficar falando sobre esse tipo de coisa aqui. Pois eu tenho SÃ consciência que meus amados leitores não suportam mais. Estou começando a escrever esse post sem saber como continuar ou terminar. Estou como uma jangada solta num oceano. Essa sensação nem é tão ruim. Acontece que toda vez que começo a escrever uma frase, lembro da sua relação com as matérias que estou aprendendo e nada sai de forma imparcial.

Ah, sim, eu já contei que perdi, nos últimos meses, quase 10 kg? Pois é, reeducação alimentar. Tomei vergonha na cara e aprendi a comer legumes, verduras, frutas e diminuir carboidrato e gordura. Tô evitanto refrigerante. Dá uma sensação de que tô no caminho certo.

Mais alguma coisa não médica? ....
hum, deixe-me ver: hoje eu fiquei muito feliz porque consegui comprar duas lapiseiras fofas por 0,50 centavos cada uma. Tá, elas devem ser mercadoria roubada ou fruto de trabalho escravo porque não faz sentido. Mas eu comprei na loja, faz de conta que sou inocente. E antes que alguém me julgue mal: quem resiste a uma lapiseira de gatinho que custa só 0,50? Fala sério.

Estou olhando pro meu quarto em busca de alguma coisa pra falar. Mas só vejo livros, cadernos, anotações e um monte de roupa pra guardar. Saudades do uniforme. Nunca acumulava tanta roupa pra por no armário. Nunca.

Vou caçar algum texto na internet. Apesar da saudade de escrever, não me sinto inspirada.

Ah, fui vagabundear por uns minutos na net agora (mentira, tava pesquisando uns lances pra minha mãe) e vi uma tirinha sobre o casamento do meu cunhado, o Will. Cunhado, porque pra quem não sabe, eu casarei com o Harry. Ele ainda não sabe, mas um dia descobrirá que sou o amor de sua vida e virarei princesa. Tá, eu não devia escrever isso pois quando eu realmente casar com ele a imprensa vai achar meu blog e vão achar que sou uma golpista. Coisa que não sou. Eis uma coisa que me deixou muito p. da vida esses dias. Só porque o William casou um  monte de gente tá mirando o Harry. Eu acho isso uma baita sacanagem comigo, porque eu sempre quis casar com o Harry, tipo assim, há uns dez anos, desde criancinha.
O pessoal da faculdade não acreditou quando eu falei. Eles não devem ter assistido a "Um Príncipe da Minha Vida" na Sessão da Tarde.

Por falar nisso, que saudade da Sessão da Tarde. De verdade, eu quero voltar a ter uns 12 anos. Ser adulto é horrível.

beijos, qualquer dia apareço.